Timão tira peso das costas, vence e poderia até ter goleado se tivesse torcida

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians fez uma bela partida diante do Millionários, da Colômbia, e venceu com facilidade por 2 a 0, nesta quarta-feira, no estádio do Pacaembu. A partida não teve a presença da Fiel torcida. Apenas quatro torcedores, munidos de liminares da Justiça Comum, puderam assistir à partida. A Conmebol puniu o clube depois da morte do boliviano Kevin Estrada, de 14 anos, na estréia em Oruro, contra o São José. O fato é que se a Fiel tivesse entrado, a empolgação seria maior, o time iria para cima do fraco oponente e teria até aplicado uma goleada histórica.

Mesmo assim, Pato e Guerrero estiveram muito perto de marcarem mais gols, além daqueles feitos por cada um deles. No entanto, faltou calma e tranquilidade na hora da finalização. Na etapa final, Alvinegro fez o segundo, definiu o jogo e administrou o resultado. As uniformizadas não deram sinal de vida no Paulo Machado de Carvalho. Apenas alguns torcedores ficaram na Praça Charles Muller tentando incentivar o time. Com isso, nenhuma confusão foi registrada. Que bom se fosse sempre assim!

Jogadores, com a vitória, tiraram um peso das costas. Afinal, existia forte pressão psicológica sobre eles. Alguns conselheiros do clube sugeriram até a saída do Timão da Libertadores. Uma vitória seria crucial para caminhada rumo ao bicampeonato sulamericano. Outro detalhe: equipe vinha de cinco empates seguidos e muita gente já começava a duvidar da capacidade técnica dos atuais campeões do mundo. Deu tudo certo e o Corinthians está vivo na competição. Mais do que nunca.

E tenho dito!

Timão precisa administrar o emocional: torcedor matou Kevin não o clube

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Todos no Corinthians estão cometendo um erro psicológico clássico, alíás, muito comum nos dias de hoje. Está se trocando pela torcida, ou seja, o Sujeito virou Objeto e o Objeto virou o Sujeito. Quem matou Kevin Espada na partida contra o San José foi um imbecil de um torcedor pertencente à Gaviões da Fiel e mais ninguém. Quer dizer, nenhum jogador, técnico Tite ou membro da comissão participou dessa tragédia. Por que, então, assumir a culpa do outro?

Legalmente, o clube é responsável sim pelos atos dos torcedores. Já estava no regulamento essa determinação. Veio a punição e se é Lei, que seja cumprida. No entanto, o emocional dos jogadores também está abalado. Para os adversários, é interessante que o melhor time do Brasil esteja com os nervos em frangalhos. O Timão é sim o maior favorito para o bicampeonato. Esse ano, a competição está com nivel técnico péssimo. A única equipe bem armada e entrosadíssima é a do Alvinegro.

Tite ficou revoltado quando um torcedor o chamou de assassino em Bragança. Completa bobeira. O treinador é tão culpado quanto eu ou você, corintiano comum, que ficamos aqui no Brasil torcendo pela TV. Agora é necessária uma boa maturidade psicológica para aguentar essa pressão, que vai existir até o final do torneio. Mas isso não quer dizer que o clube deve abandoná-lo.

O Timão é Sujeito, não Objeto (torcedor da Gaviões). Quem tem de pagar pela morte do Kevin é um bandido. O clube já foi punido severamente pela Conmebol. No âmbito do futebol, a página já está virada. Justiças Comuns da Bolívia e do Brasil devem entrar em ação e fim de papo.

Não custa colocar os pingos nos “is”.

E tenho dito!

Guerrero salva o Timão e Gaviões promete apresentar o criminoso da Bolívia

A morte do menino Kevin na Bolívia abalou mesmo as estruturas do Timão. Em campo, o Corinthians empatou em 2 a 2 (quinta vez seguida) com o Bragantino, na bacia das almas, pelo Paulistão. Gols corintianos foram de Pato e Guerrero, esse último de pênalti, faltando dez segundos para terminar o tempo extra. Time do técnico Tite mostrou-se cansado, sem pernas, depois do trágico empate com o San José, nas alturas de Oruro. Altitude e o lado emocional atrapalharam sim senhor.

Fora de campo, a Gaviões da Fiel garantiu que irá apresentar o autor do fatal disparo de sinalizador na quarta-feira passada. O criminoso é menor de idade (17 anos), mora em Guarulhos. Quer dizder, nessas condições, no Brasil, a pena pela morte de Kevin será mais branda. O que parece ser uma “tática”. Esse “autor” pode ser sim um baita “laranja” para dar uma refrescada na crise diplomática internacional desencadeada pela irresponsabilidade da uniformizada.

Aliás, o clube até agora, não disse se irá cobrar da Gaviões o prejuízo de três milhões de reais, mais ou menos o que daria na soma das arrecadações das três partidas da Libertadores no Brasil, nessa fase de grupos. Caso nada seja pago pelos ditos organizados, a suspeita de que exista uma ligação nefasta entre as duas entidades na atualidade ficará evidente. Então, ninguém tem o direito de reclamar das punições da Conmebol.

E tenho dito!

É preciso separar Bando de Loucos do Bando de Psicopatas no Timão

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

A punição da Conmebol foi na veia do Corinthians. Proibir a torcida de comparecer em jogos do clube na Libertadores pode ser a morte, o fim da linha na competição. Afinal, esse fator quase inédito pode sim abalar ainda mais as estruturas da equipe do técnico Tite que, aqui entre nós, começou devagar quase parando a temporada de 2013. E tudo por causa de um imbecil, aliás, ainda anônimo. Os doze que estão presos na Bolívia, acusados pelo assassinato do garoto de 14 anos durante San José e Corinthians, permanecem de boca fechada e ninguém sabe ainda quem disparou o tal do sinalizador.

No entanto, a entidade sul-americana agiu certo. Não pode punir diretamente o Timão porque ninguém do clube brasileiro teve participação direta no triste evento. Porém, pode e deve vetar a participação desses uniformizados, vândalos por excelência, nunca punidos exemplarmente no Brasil. A Fiel, por sua vez, não se resume a essa gente. Não, pelo contrário. Famílias inteiras deixarão de ver o Timão na Libertadores por causa desses malucos.
Por outro lado, o Bando de Loucos irá se separar do “Bando de Psicopatas e Oportunistas” que infestam as organizadas não é de agora. Eles se metem em tudo: no clube, na política, no Carnaval e só causam confusão e destruição. O Corinthians foi o primeiro a pagar caro o preço da aliança com a gentalha das arquibancadas. Que nossas autoridades continuem no rastro das punições. Todos os clubes do Brasil precisam ser vasculhados e policiados também. Chegou a hora de fazer uma “limpeza” nas uniformizadas. É agora ou nunca.
E tenho dito!

Relação entre Corinthians, uniformizadas e políticos deve ser repensada

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Não é de hoje que existe uma nefasta ligação entre uniformizadas do Corinthians, o próprio clube e alguns políticos. Diante da morte do menino boliviano de apenas 14 anos em Oruro na Bolívia, no empate do Timão com o San José em 1 a 1, pode ser um marco para essa relação chegar ao fim. Andrés Sanchez, por exemplo, subiu ao poder no Parque São Jorge com apoio integral dessa gente. Se ele fez uma boa gestão são outros quinhentos. E quem reclamou? Ninguém, nem a Oposição. Torcedores chegaram a atirar uma cadeira em Mário Gobbi (era ainda vice-presidente de futebol) no Parque São Jorge. E quem reclamou? Ninguém.

Pelo menos dois vereadores, nas últimas eleições, foram apoiados abertamente por uma grande torcida alvinegra, com panfletos, camisetas e toda uma infraestrutura de fazer inveja a qualquer similar norte-americano. É um tal de um encobrir os erros do outro e tudo bem. Tomara que a tragédia na Bolívia tenha realmente um peso maior. Impossível a situação continuar.

Algumas perguntas cabem aqui: quem bancou a viagem dos uniformizados? O clube tem algum envolvimento direto? Ai está o cerne da questão. A Lei não deve eliminar o Corinthians. Porém, deveria sim. Os uniformizados parecem donos do Timão. E o Timão não tem dono. Dirigentes e políticos também não são proprietários do grande e glorioso Corinthians.

E assim caminha a mediocridade…

No sacrifício, Corinthians traz pontinho precioso da Bolívia

AFP

AFP

O Corinthians sentiu bastante problema da altitude logo na estréia contra o San José, da Bolívia. Tanto assim que Guerrero fez o gol nos primeiros minutos de jogo e tirou completamernte o pé. Os 3 mil e 800 metros de altura de Oruro pesaram. Se não fosse assim, dava até para fazer um placar maior. Paulinho obrigou o goleiro a pegar uma bola cara a cara, na base do puro reflexo. Sem contar que a zaga adversária, muito nervosa, errou um passe atrás do outro, dando chance para o campeão mundial deitar e rolar. Faltou ar e a saída foi enrolar os carinhas.

Cássio começou a aparecer na etapa final, pegando até pensamento. Jorge Henrique sentiu a coxa e saiu para a entrada de Renato Augusto. Salsedo, aproveitando cruzamento de Garcia, empatou a partida, na falha geral da zaga alvinegra. Timão complicava um partida fácil de ganhar. Sheik perdeu dois gols incríveis. Um de cabeça (livre na pequena área) e outro sem goleiro, acertando a trave. O goleiro já estava batido. Que dureza! O brasileiro Marcelo por pouco não marca o gol da virafda, testando firme para fora. O jogo estava lá e cá.
Sheik saiu para a entrada de Pato. Jorge Henrique, para a de Renato Augusto. Paulo André sentiu falta de ar e teve de ser substituído também. Guerrero quase desmaiou por causa da altitude, mas ficou em campo para não desfalcar o time. Timão segurou a onda e garantiu pelo menos o empate. Ufa!
E tenho dito!

Tite pode pagar caro por teimosia no Corinthians

O técnico Tite está sendo camarada demais. Afinal, é preciso ter respeito pelos campeões do mundo com certeza, mas nada de exageros. Contra o Palmeiras, ficou visível estar Danilo fora de forma, assim como o tal de Gil não ter-se entrosado com Paulo André. Sem falar que a equipe fica muito mais rápida com as entradas de Renato Augusto, Romarinho e Pato. Graças à teimosia do técnico alvinegro, a estréia do Timão nas alturas da Bolívia, pela Libertadores, fica altamente comprometida.

É difícil agir com bom senso, admito. Mas Tite está numa função exigente nesse sentido. Se ele mandou Douglas treinar a parte, até entrar em forma, por que não agir dessa maneira com outros jogadores do elenco? Atitude seria bem recebida por todos e mostraria equilíbrio da parte dele. Infelizmente, está na hora de Tite e alguns jogadores descerem do palanque, como se diz na política. Ou seja, 2012 já passou e com ele as glórias conquistadas. Para manter o ritmo de títulos é preciso, antes de tudo, sinceridade, honestidade e transparência.
E tenho dito!

Clássico de compadres no Pacaembu entre Corinthians e Palmeiras

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Parecia até que estava tudo combinado. Nem Corinthians e muito menos Palmeiras queriam perder. O Timão vai estrear na Libertadores na próxima quarta-feiras, nas alturas da Bolívia. O Verdão vinha embalado com bons resultados e era bom manter o moral da tropa alto. Resultado: o Alvinegro fez 1 a 0, levou a virada de 2 a 1 e chegou ao empate de 2 a 2, com cheiro de marmelada no ar.

Ficou bom para todo mundo a igualdade. Ainda deu para Tite colocar Pato e Romarinho, que mostraram muita atenção e bom desempenho na partida.  Até Emerson Sheik, um tempão sem atuar bem, marcou um golzinho. Pelos lados do Palmeiras, o técnico Gilson Kleina pode alardear por aí ter segurado o campeão do mundo. Time palestrino teve mais empenho e pegada, mas caiu depois de ter levado o segundo gol.

Como diria o são-paulino Celso Russomanno, da TV Record, se está bem para todas as partes, boa noite.

A humildade de Alemão…

Destaque também para a grande vitória da Ponte Preta sobre o Santos, 3 a 1, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Menção honrosa para o atacante Alemão, ex-Peixe. Menino marcou dois belos gols e na saída do gramado pediu desculpas para a torcida adversária: “Eu errei ao sair da Vila Belmiro. Mas agora isso é passado e estou feliz na Ponte”, desabafou. Aliás, humildade que está faltando para Neymar, expulso de campo ainda no primeiro tempo.

E tenho dito!

Palmeiras de Patrick surpreende e Grêmio de Barcos decepciona!!!

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foi uma noite de zebras. No Pacaembu, contra tudo e contra todos, o Palmeiras venceu o Sporting Cristal, do Peru, por 2 a 1. Na Arena gaúcha, o Grêmio quebrou a cara diante do desconhecido Huachipato, do Chile, também 2 a 1. Barcos, o desgarrado e ingrato ex-palmeirense, fez o gol de honra gremista. É para se pensar. Onde faltou planejamento? Claro que da gauchada. Afinal, estrearam reforços sem treinar antes com o grupo, casos de André Santos e Barcos, por exemplo. Já para o Palmeiras, sobrou estratégia.

Gilson Kleina estava sem centroavantes de ofício. Então, na base do desespero, colocou o tal do Patrick Vieira na posição. Predestinado, iluminado, baforado pela sorte, o jogador fez o gol da vitória. Quer dizer, o Palmeiras superou-se e o Grêmio entregou-se, com uma seleção em campo e com o técnico Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas.

Futebol, realmente, é momento. Ali, naqueles minutos de jogo, se resolve uma temporada inteira às vezes. Basta vencer na hora certa e no lugar exato. Só falta o Verdão bater o Timão, domingo, pelo Paulistão, para embicar o nariz do “avião” de vez para cima e alçar voos mais altos em 2013.

E tenho dito!

Brilha gênio de Ronaldinho Gaúcho e São Paulo cai na Libertadores

Bruno Cantini/CAM

Bruno Cantini/CAM

Bastaram duas jogadas geniais de Ronaldinho Gaúcho para o Atlético Mineiro estrear com o pé direito na Libertadores diante do São Paulo, 2 a 1, no estádio Independência. Na primeira, estava tomando uma aguinha amiga com o goleiro Rogério Ceni, quando recebeu lateral cobrado pela direita (cobrança de lateral tira o impedimento) e cruzou para o ex-corintiano Jô abrir o placar. No segundo, disparou pela direita e “colocou com a mão na cabeça ” de Rever.

Já o gol de Aloísio para o Tricolor saiu de uma jogada irregular. O atacante deslocou o zagueiro atleticano com um solavanco de ombro. Encoberto pelos jogadores, o árbitro não viu e nada assinalou. No último minuto, Ganso bateu da entrada da área para fora. Equipe do técnico Nei Franco teve dificuldades para segurar o Galo que, quase sempre, levou perigo ao gol de Rogério Ceni. Além de Gaúcho, outro atleticano merece menção honrosa: Bernard, jogou um bolão.

E tenho dito!