Punição para Corinthians e Palmeiras não tem o menor sentido

Foto: Marcelo Ferrrelli/Gazeta Press

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Julgamento sem vergonha do TJD da CBF para cima de Corinthians e Palmeiras. Clubes já se acertaram e ainda podem ser multados e punidos. Função do Tribunal não é essa. Deveria ficar de olho no apito, por exemplo, um dos pontos baixíssimos do Brasileirão. Ruindade total. Para dizer a verdade, não sei qual é a função da CBF. Intermediária, representante dos clubes ou atravessadora de negócios?

Função da tal entidade é meramente burocrática. Pergunta: está servindo aos clubes ou ganhou vida própria? Detalhe muito importante.Se ganhou vida própria, que ande sozinha então. Clubes precisam criar algo que os ajude. De prejuízo o futebol brasileiro está cheio. Não tem sentido ficar à mercê de um órgão feito para administrar e não comandar. Podemos cair em um famoso erro histórico.

Quer dizer, a Revolução Francesa inventou o Estado. Esse, por sua vez, ganhou força e poder, submetendo a todos. Veio a guilhotina!!!Até sociedade se reequilibrar, rolaram cabeças e mais cabeças. Primeiro do Rei, depois da Oposição e culminou com próprios revolucionários. Naquela época, a Criatura engoliu o Criador. É exatamente o que a CBF faz hoje com o futebol: clubes falidos e a tal entidade riquíssima, sem usar guilhotina…

E assim caminham a história e a mediocridade…

Felipão 7 x 1 ganha segunda chance no Grêmio. Boa sorte!

 

Mowa Press

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Nada de ironia no desejo de “boa sorte” para Felipão, agora técnico do Grêmio. Fique bem claro, no entanto, estar fixo na memória, recente demais, a desanimadora derrota de 7 a 1 para a Alemanha (sem falar dos 3 a 0 para a Holanda). O treinador gaúcho queimou o filme na Copa 2014, sem dúvida. Deveria esperar um pouco mais para voltar à cena do circo da bola. Feridas históricas estão abertas.

Não sei quem arrisca mais: a diretoria gremista ou o técnico marcado para sempre com fracasso no Mundial. Situação delicada. Nada contra a pessoa, o cidadão Felipão. Como dizem os psicólogos, não se deve confundir “futebol” com a “pátria”; “Deus” com “religião”; “sexo” com “amor”; e “internet” com “realidade”. O que aumenta a responsabilidade do profissional, noves fora seleção.

A expectativa é enorme. Cerca de 5 mil torcedores foram recepcioná-lo na Arena do Grêmio. Será 8 ou 80. Scollari se levanta ou cai de vez. Fica uma lição: quem tem amigos e bons padrinhos, nunca morre pagão.

Boa sorte, mesmo.

E tenho dito!

Timão afunda Palmeiras na boa. Sem Plano A, B ou C

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Dono de um futebol muito superior ao adversário durante os 90 minutos, o Corinthians derrotou o Palmeias por 2 a 0, na Arena Itaquera, e manteve-se na vice-liderança do Brasileirão. O técnico Mano Menezes nem precisou utilizar as táticas das últimas partidas, conhecidas como “Plano A” e “Plano B”. Ignorou um provável “C”. Na base do toque de bola, troca de passes e triangulação, os gols saíram naturalmente, construindo um plano justo e incontestável.

Renato Augusto substituiu Jádson sem problemas. Romero e Guerrero seguraram os altos zagueiros palmeirenses na defesa e o meio-campo (onde o Verdão esteve melhor), Ralf, Elias e Petros agigantaram-se. Principalmente Elias. Dos pés do “líbero” alvinegro saíram os passes para os dois gols, todos na etapa final. Mano deixou de lado a “arma secreta”, Romarinho, que entrou apenas alguns minutos. Poderia poupá-lo se quisesse.

No primeiro, Elias driblou dois becões na entrada da área e rolou para Guerrero abrir o marcador: 1 a 0. Já no tempo extra, de novo o camisa 7 viu Petros pela direita livre de marcação. O camisa 40 bateu forte. A bola pegou na trave e nas costas de Fábio: 2 a 0. O árbitro Sandro Meira (o melhor da Copa) ainda preferiu interpretar duas bolas tiradas com a mão por alviverdes como “sem intenção”, mas poderia ter dado dois pênaltis a favor do Timão.

Verdão segue seis partidas sem vencer na competição. O técnico hermano Gareca já começa a ser questionado. Crise a vista no Parque Antártica, sem dúvida

O Metrô é público e polícia precisa dar segurança a todos

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Colocar os pingos nos “is” é sempre bom. Todo cidadão tem o direito de utilizar o Metrô, desde que pague, lógico (menos os de 60 anos para cima). Isso vale para a mocinha, o moção, a mamãe, o filhinho (a), a vovó e o vovô. E principalmente para qualquer torcida uniformizada. Assim, amigos e inimigos, se define o sagrado “direito e ir e vir” de uma Constituição Democrática como a nossa. “Pode dar confusão. Os caras vão quebrar tudo. Sair na porrada. Será o caos”, diriam os profetas do apocalípse.

Calma, seguidores de Nostradamus. O Estado tem o dever de garantir a segurança do cidadão. Ou seja, a Polícia Militar fará um trabalho gigantesco no clássico entre Corinthians e Palmeiras, domingo, na Arena Itaquera. Nada diferente do mesmo esforço da polícia inglesa em dias de grandes jogos em Londres, entre Arsenal x Tottenham ou Manchester e Liverpool, por exemplo, em ambas cidades.

Em breve, no mesmo local, Corinthians x São Paulo e Corinthians x Santos. E aí?

Então, caros policiais, mãos à obra. Que cada um responda pelos seus atos. É simples: meio pelotão em cada estação de Barra Funda até Itaquera. O valentão que sair no tapa entra em cana. É desse jeito que funciona em todo planeta. Nos Estados Unidos também em pegas de NBA e do Beisebol. Nas lutas marciais no Japão, Coréia do Sul, ou em campeonatos de Muai Tai, na Tailândia.

Se cada um ficar na sua, ninguém se machuca.

E tenho dito!

Plano A é um sucesso e Timão faz resultado mortal contra Bahia

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O técnico Mano Menezes está lembrando um grande jogador de xadrez. Talvez Bobby Fisher (americano), lá por 1980. Ou seria Anatoly Karpov (da extinta URSS)? Não importa. É que o treinador, polêmico, descobriu um jeito de disputar e somar pontos preciosos em dois campeonatos difíceis, o Brasileirão (pontos corridos) e a Copa do Brasil (mata-mata). Nesta quarta-feira, na Arena Itaquera, Timão meteu 3 a 0 no Bahia. Agora, pode perder de 2 a 0 que passa para a próxima fase (Vasco ou Ponte Preta, em Campinas, 2 a 0 para os cariocas).

O Corinthians, aqui entre nós, fez a chamada “lição de casa”. Despencou para cima do Bahia, fez 2 a 0 (Elias e o bom Romero) e deixou o resto por conta do desespero do adversário. Na etapa final, Rafinha meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti indiscutível. Renato Augusto bateu no ângulo.

Na verdade, como todos sabem, o “Plano A” corintiano mostra-se eficiente. Quer dizer, na Arena marcação sob pressão da saída de bola do adversário. E fazer dois gols e não levar nenhum no primeiro tempo. Na etapa final, administrar a partida e um abraço. A tática mostra-se inteligente e se adapta bem ao novo estádio. Aí, então, o décimo segundo jogador é a Fiel torcida.

E tenho dito!

PS da Santa Casa fecha: legado da Copa sobra para os ricos

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Revolta total quando se vê uma notícia dessas. A Santa Casa de Misericórdia fechou o Pronto Socorro por falta de verbas. Tudo bem que já aconteceu um acordo. O Governo do Estado adiantou R$ 3 milhões de um buraco de R$ 50 milhões de verbas não repostas pelo SUS (Sistema Único de Saúde, responsabilidade do Governo Federal). Tomara mesmo que tudo se acerte. Mas pegou muito mal.

A Fifa levou 18 bilhões de dólares do Brasil graças à Copa. É dinheiro demais para 30 dias de competição. Imaginem o lucro desses senhores. Sem falar de obras superfaturadas, não só em reformas e construção de estádios. Obras viárias, lugares asfaltados, “melhorias” em geral. Responsabilidades sim de Prefeituras, Governos Estaduais e Federais.

Ou seja, dá para fazer um Mundial e levantar milhões de dólares em dias, mas o SUS não repõe verbas para gastos hospitalares. Na balança da Justiça, mil a zero para os ricos e poderosos, do futebol e fora dele (principalmente).

Minha mãe morreu no PS da Santa Casa há cinco anos. Teve toda assistência possível. Era ex-funcionária pública municipal. Foi internada sábado e faleceu no domingo. Na época, médicos residentes cuidaram da Zezé (como era carinhosamente chamada). Isso porque estavam lá quebrando um galho, diante de tanta demanda. Não pensem os senhores que esse PS é a Porta do Céu. Pelo contrário, está mais para o Portal do Inferno. Todos casos graves são levados para lá. É de fundamental importância para a cidade, o Estado e para o País.

Belo legado do Mundial!!! Onde está o dinheiro que ficou aqui, na terra descoberta por Pedro Álvares Cabral? Será que não sobraram malditos R$ 50 milhões para cobrirem o rombo federal da Santa Casa?

Por incrível que pareça, existem coisas piores do que a CBF, a volta de Dunga, a falta de compromisso dos jogadores ganhando os tubos no Exterior, o futebol medíocre exibido contra a Alemanha e de empresários da bola (a maioria, “urubus de plantão).

E assim caminham a malandragem e a mediocridade…

Marin bate o pé e Dunga é o novo técnico da seleção

Gazeta Press

Gazeta Press

O presidente José Maria Marin, da CBF, não quis nem saber. Depois da saída de Felipão, resolveu bancar a escolha do próximo técnico, por conta e risco de si próprio. Colocou Gilmar Rinaldi no lugar de Carlos Alberto Parreira e optou por Dunga no cargo de Felipão. Nem toda cúpula concordou, aqui entre nós. Teve gente com receio das críticas. Afinal, Dunga cheira mofo, derrota na Copa de 2010 para o Holanda, dentre outros problemas.

No entanto, Marin determinou e fim. Segundo as más línguas, dirigente falou em “justiça histórica”, “lealdade”, “honestidade”, “trabalho sério” dentre outros adjetivos compostos, dando murros na mesa e falando em voz alta. Diante de tanta “firmeza”, que “se cumpra a Lei”, como nos tempos dos faraós.

Sinceramente, minha preferência era por José Mourinho, técnico do Chelsea. Um contrato de quatro anos, com carta branca para realizar uma profunda reforma no futebol nacional. Pelo menos na Canarinho. Valeria pagar um ótimo salário para o português. Não teria problemas com a língua e todo jogador do planeta gostaria de tê-lo como treinador.

Qualquer nome fora Mourinho, para mim é a mesma coisa. Se bem que tenho simpatia por Muricy Ramalho, do São Paulo. Antes de Mano Menezes assumir, ele recusou a oferta de Ricardo Teixeira, ficando no Fluminense na época.

O que irá mudar?

Para mim, absolutamente nada. Mas quem sou eu? Não tenho o dom de prever o futuro.

E tenho dito?

Timão usa “Plano B” e só empata com Vitória

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Fica bem claro o seguinte neste Brasileirão. O Corinthians tem o “Plano A” e o “Plano B” para tentar o título na competição. Quando atua em casa, sufoca o adversário, faz os gols necessários e segura o resultado (o A). Fora,joga do meio-campo para trás e faltando 5 minutos, tenta pular na frente. Se conseguir, legal. Do contrário, tudo bem. Arruma um pontinho (o B).

Diante do Vitória, um time candidato ao rebaixamento com certeza, o técnico Mano Menezes pôs em prática o “Plano B”. Por isso, o jogo foi faltoso, grande número de passes errados e pouquíssimas finalizações. Para dizer a verdade, apenas de Romero e Guerrero, no final, duas bolas de cabeça à queima roupa, com o goleirão do Vitória fazendo milagres.

O torneio nacional é duro, pegado. Cheio de armadilhas e atalhos sem volta. Mesmo assim, o “Plano A” me agrada mais. Por outro lado, fica claro estar o time corintiano sem nenhum jogador em destaque. Aos poucos prevalece o coletivo sobre a individualidade. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Elias e Jádson foram figuras ridículas. Ao passo que Gil e Cléber estiveram ligados e atuaram muito bem.

É o macaco que come a banana. Vice-versa não dá.

E assim caminha a mediocridade…

São Paulo cai na real: cadê a “seleção do Morumbi”?

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Como o São Paulo, um dos favoritos para vencer o título brasileiro, perde de 1 a 0 para a coitadinha da Chapecoense, em pleno Morumbi, diante de 40 mil pessoas? Qual a dificuldade de derrotar uma das piores equipes do campeonato? O time de Santa Catarina veio para não perder. Nunca esperava vencer. É que o futebol brasileiro, principalmente torcedores e coleguinhas da imprensa, tem a péssima mania de endeusar as coisas são-paulinas.

Vieram Alan Kardec, Kaká, Tolói e estavam lá Pato, Luís Fabiano, Álvaro Pereira e Rogério Ceni. “Agora sim, com essa seleção, vamos ser campeões”, repetiam aos quatro cantos os tricolores animados. Não é bem assim. Não tão simples assim. Nome deixou de ganhar jogo há tempos. O Brasileirão é traiçoeiro. Cada partida é uma história. E o time do técnico Muricy Ramalho, por incrível que pareça, ainda está em formação.

Contra um adversário fechado, na retranca, nem a Alemanha conseguia jogar. A Copa mostrou que só mesmo a abestalhado Felipão para mandar o Brasil para cima dos campeões do planeta. Deu no que deu: vexatórios 7 a 1. A bola pune, como diria o próprio Muricy. Principalmente quando apenas dois ou três atletas fazem a diferença. No São Paulo tirando Álvaro Pereira, Alan Kardec e Pato (Rogério Ceni e Luís Fabiano nem contam mais), quem é craque? Ninguém.

Então, cadê a seleção do Morumbi?

E tenho dito!

Timão é mais Argentina do que Alemanha após Copa

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Dia 17 de julho de 2014 entra para a história do Corinthians. Nesta quinta-feira, finalmente o clube de maior torcida no Brasil venceu o primeiro jogo na novíssima Arena de Itaquera. Placar terminou apertado, 2 a 1, sobre o Internacional Gaúcho. Partida teve a reestréia de Elias e os gols foram de Paolo Guerrero e Fágner, ainda no primeiro tempo. No final, Winck fez o gol de honra do adversário.

O que mudou no Timão depois da parada da Copa?

Bem, o técnico Mano Menezes reposicionou toda a equipe. Elias, por exemplo, fica como uma espécie de “líbero”. Ora na marcação atrás da zaga; ora no apoio ao ataque. Ralf, por sua vez, transformou-se em um autêntico cabeça de área, preocupando-se em evitar a aproximação dos atacantes ou chutes de fora da área. Fábio Santos, por outro lado, apoiou pouco. Ou seja, Mano agora se defende com seis e deixa a função ofensiva para Fágner (pela ala direita), Jádson (meio-campo), Guerrero e Luciano na frente.

A equipe, dessa forma, está mais compactada e não se incomoda em jogar bonito. Ficou clara a intenção de fazer um ou dois gols e segurar o resultado. Afinal, o Timão ainda devia uma vitória para a Fiel no estádio novo. Pelo jeito, o treinador alvinegro quer mesmo somar pontos. Custe o que custar, agrade quem agradar.

Diante do Inter, a tática funcionou. O Corinthians está mais para Argentina do que para Alemanha.

E tenho dito!