Apito amigo ajuda e Palmeiras pula na frente na decisão

Jogadores do Verdão comemoram gol de Leandro Banana. Luís Moura/Gazeta Press

O árbitro Vinicius Furlan foi o grande destaque da primeira partida da decisão do Paulistão, entre Palmeiras e Santos. No Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0, gol de Leandro Banana. No entanto, o homem de preto deixou de marcar um impedimento (de Robinho um lance antes); deu um pênalti inexistente de Paulo Ricardo (expulso de campo) em Leandro (falta começou fora da área) e ainda deu cartão vermelho para os técnicos Marcelo Fernandes e Oswaldo Oliveira, alegando terem entrado no gramado para reclamar durante o intervalo.

O tal pênalti acabou desperdiçado por Dudu (mandou no travessão). Menos mal para um juiz confuso, atrapalhado e caseiro demais. O resultado deixou o Verdão em uma situação melhor. Depende apenas de um empate para chegar ao tão sonhado título paulista. Deixando de lado a péssima arbitragem, o jogo recebeu uma nota 6,5. A técnica e o toque de bola mais refinado foram deixados de lado. Mesmo porque o gramado estava bastante danificado por causa do show do cantor Roberto Carlos promovido pela WTorre, a real dona do estádio nos próximos 30 anos.

Diante de quase 40 mil pessoas, evidente que ao Palestra só restou pressionar, tomar a iniciativa. Ajudou também a postura defensiva do adversário. Robinho não atuou de última hora. O treinador O.O. ainda deu sorte. Arouca sentiu músculo posterior e entrou Cleiton Xavier. Meia deu outra dinâmica ao meio-campo, encurralando a garotada santista, dependente dos repentes de Geuvânio ou da inspiração do veterano Ricardo Oliveira. Na etapa final, Palmeiras poderia ter resolvido a final fazendo um ou até mais gols, porém faltou força de ataque.

Decisão ficou mesmo para Vila Belmiro e continua em aberto.

E tenho dito!

Obrigado, São Paulo: Timão pega o Guarani do Paraguai!

Luís Fabiano fez o dele, foi expulso e fica fora do jogo contra o Cruzeiro. Que azar!  Luís Moura/Gazeta Press

Nem sempre uma derrota tem consequências ruins para um clube de futebol. Vejam, por exemplo, o Corinthians. Perdeu de 2 a 0 do rival São Paulo em partida complicada pelo excesso de rigor do árbitro Sandro Meira Ricci (três expulsões e vários cartões amarelos). O Tricolor passou sim para a próxima fase da Libertadores e terá como adversário ninguém mais do que o Cruzeiro (atual cameão brasileiro). O Internacional e Atlético MG também farão um jogo de vida ou morte pela competição. E o Timão? Bem, cheio de problemas e em evidente decadência técnica terá de enfrentar o fraquíssimo Guarani do Paraguai. Ou seja, pegou um tremenda molezinha nas Oitavas de Final. Agora terá 15 dias para descansar, recuperar-se da maratona até aqui e retomar o caminho das vitórias.

O juizão estragou o grande clássico do Morumbi. Expulsou Emerson Sheik sem necessidade. Depois de levar uma entrada de Tolói, o corintiano trançou o pé no adversário. Ricci entendeu como agressão. Cheio de ânimo, o São Paulo já estava melhor, mais ofensivo e buscando o gol. Com um a menos, restou ao Corinthians o recuo fatal. Luís Fabiano abriu o placar depois de falha de Uendel. De fora da área, Michel Bastos arriscou, a bola pingou na frente de Cássio e morreu no fundo do gol.

Na etapa final, saiu Vágner Love e veio Mendoza. Na primeira dividida com Luís Fabiano, o colombiano deu um tapa na mão do são paulino. O Favela simulou um soco no rosto. Ricci deu cartão vermelho para os dois e fim de papo. A partida terminou exatamente aí. Denílson ainda acertou uma bola na trave para o Tricolor, com Elias e Centurion trocando tapas e beijos. Ricci conversou com os dois e não expulsou mais ninguém. Sabem quantas bolas o Timão mandou a gol? Nenhuma. Segundo as más línguas, veio uma ordem do banco de reservar: “Nada de atacar. Um gol, agora, e vamos pegar o Atlético MG”.  Obedientes, alvinegros aceitaram de bom grado o “olé” do adversário.

Resultado recupera o São Paulo mas o complica também. Ganhar do Cruzeiro é complicado, com os minieros fazendo o segundo jogo em Belo Horizonte. Já Timão sai na primeira partida e decide na Arena de Itaquera.

Pergunta: no fundo no fundo, quem saiu-se melhor?

E tenho dito!

 

Marcelo Fernandes e Serginho merecem o título do Paulistão

A dupla mais dinâmica dos últimos tempos arrebentando no Santos. Gazeta Press

O Santos sempre foi um clube diferenciado. Tem lá arranca-rabos entre dirigentes de quando em vez. Ninguém é perfeito e o estatuto do clube é democrático, ou seja, tem sempre gente a favor de uma gestão e outra parte contra. O conflito faz parte da conjuntura. E as soluções caseiras sempre foram o ponto forte do Peixe. Chegar à final do campeonato paulista com Marcelo Fernandes como técnico e Serginho Chulapa como auxiliar é uma vitória da tradição. Sem falar do respeito. Todo ex-jogador santista é tratado como um semideus, um olimpiano em vida. Vejam os casos de Pelé, Coutinho, Durval, Mengalvio, o brilhante Pepe, Clodoaldo, Zito e assim por diante. A lista é interminável. Um tapete vermelho estará estendido eternamente para esses “imortais da bola”.

Oswaldo Oliveira, Enderson Moreira, lembrando de Muricy Ramalho e Dorival Júnior, nenhum foi tão rápido para arrumar a casa como estão sendo o treinador e o polêmico ajudante. Os outros ainda puderam contar com Neymar. Aí, meus amigos, até eu. Quero ver ajeitar a equipe com Geuvânio, Gabigol, Lucas Lima, com o reserva Vladimir no gol, apostando ainda nos veteranos Renatinho, Elano, Ricardo Oliveira e Robinho. Uma “sopa” nem sempre de fácil desgustação. Unir duas gerações e fazê-las pensar da mesma forma é muito complicado.

Sempre dialogando, sem vaidades, Chulapa e Marcelo estão com o time nas mãos. Serginho, com poucas palavras, vai direto ao ponto. Se bobear, dá uma surra em quem não entendeu o esquema tático. Fernandes, enquanto isso, “assopra”. Tem mais paciência, por isso mesmo explica, desenha se for preciso, sem perder a ternura jamais.

Quanto os dois ganham juntos? Não sei dizer. Mas com certeza nem metade do que Tite, no Corinthians; um quarto de Marcelo Oliveira, no Cruzeiro; ou um terço de Oswaldo Oliveira, no Palmeiras. Serginho e Marcelo, dois abnegados da bola, símbolos de glórias passadas e solidificando as futuras sem dúvida. E nota 10 para Modesto Roma Júnior. Presidente simples, emotivo, descomplicado e objetivo. O Peixe merece ser campeão paulista.

E tenho dito!

Geuvânio faz gol de Pelé e desclassifica o badalado São Paulo

Muita festa para o garoto, autor do gol que abriu a classificação. Ricardo Saibum/Gazeta Press

O Santos venceu o São Paulo por 2 a 1, neste domingo à noite, na Vila Belmiro, e será o outro finalista do Paulistão, ao lado do Palmeiras. O resultado garantiu ao clube santista disputar o segundo jogo “em casa”, ou seja, na Vila provavelmente. O grande destaque acabou sendo o garoto Geuvânio. Baixou o “espírito do Pelé” no dito cujo. Ele pegou a bola na intermediária do adversário, partiu em velocidade entre cinco zagueiros tricolores e mandou para as redes de Rogério Ceni.

O outro gol foi de autoria de Ricardo Oliveira. Cicinho lançou Chiquinho nas costas de Hudson. O lateral cruzou na medida para Ricardo Oliveira executar o veterano goleiro são-paulino. Aliás, dois lances antes o artilheiro do Peixe tinha acertado um balaço na trave. O problema do interino Mílton Cruz continua sendo os beques da equipe do Morumbi. Defesa ruim demais. Por isso mesmo, de nada adianta o Pato, Centurion e Luís Fabiano se entenderem e mostrarem um bom desenvolvimento.

Tanto assim, que o gol (impedido) de Luís Fabiano saiu de uma tabelinha com Pato. Pelos lados do Santos, o time era um com Robinho em campo e outro sem ele (deixou o gramado contundido). O treinador Marcelo Fernandes e o auxiliar Serginho terão uma semana para resolver o “x” dessa questão, o mesmo acontecendo com o próximo oponente, o Palmeiras (os dois não atuam no meio de semana pela Copa do Brasil).

Já o São Paulo do interino Milton Cruz terá pela frente o “mordido” Corinthians pela Libertadores. Clube do Morumbi terá de vencer a partida se não quiser ficar dependendo do outro jogo entre San Lorenzo e Danúbio.

Que dureza!

E tenho dito!

Palmeiras elimina Corinthians, na crueldade do pênaltis

Elias perdeu o quinto pênalti do Timão e caiu no choro na Arena Itaquera. Djalma Vassão/Gazeta Press

Nada mais cruel. Ser eliminado na cobrança de pênaltis (6 a 5) depois de fazer a melhor campanha do Paulistão é premiar a incompetência do adversário. Paciência. No tempo normal, Corinthians e Palmeiras empataram em 2 a 2. Aí sim o Timão bobeou. Tomou dois gols por desatenção pura. Foi um resultado fácil de explicar: de um lado, o Corinthians saído de uma classificação difícil no Grupo da Morte da Libertadores; de outro, um Palmeiras descansado, buscando um título a qualquer preço. Levando para os penais, a perna dos corintianos estava mais pesada e deu Verdão.

Aliás, o técnico Oswaldo Oliveira explorou bem o “Calcanhar de Aquiles” (o ponto fraco) do adversário. Primeiro, quando conseguiu uma vantagem inesperada logo no início da partida. Gol do zagueiro Victor Ramos depois de uma bola mal rebatida por Felipe. Equipe ficou cautelosa demais, embora levasse vantagem pela direita, onde Dudu e Valdívia exploravam bem as descidas do lateral Fágner. O Timão reagiu em bola parada. Cruzamento preciso de Jadson e gol de Danilo, de cabeça. Outro lance isolado, e Mendoza faria 2 a 1, em chute de fora da área.

Outra vez, O.O., foi brilhante no vestiário. Substituiu Lucas por Cleiton Xavier e mandou o Palmeiras buscar o empate. Deu bobeira no técnico Tite. Corinthians passou sufoco. Dudu obrigou Cássio a fazer um milagre. Mas não teve jeito. Bola veio cruzada, Rafael Marques meteu a cabeça e deixou tudo igual. Aí, “morreu” o invicto Corinthians. E depois? Bem, ai vieram os pênaltis e o descansado e franco atirador Palmeiras deu conta do recado.

Resultado justo? No futebol não existe justo ou injusto. Só há o placar final. E deu Palmeiras na decisão do campeonato paulista.

E tenho dito!

Timão garante primeiro lugar no Grupo da Morte da Libertadores

Emerson Sheik se esforçou, mas faltou um companheiro de área. Djalma Vassão/Gazeta Press

O primeiro desafio do ano está superado pelo Corinthians. O empate sem gols diante do San Lorenzo, da Argentina, nesta quinta-feira, na Arena de Itaquera, garantiram ao Timão o primeiro lugar do temido Grupo da Morte da cobiçada Libertadores. Diante de 41 mil pessoas, faltou ao ataque alvinegro maior objetividade. Guerrero nunca fez tanta falta quanto neste jogo. Afinal, Vágner Love tem um estilo diferente está desentrosado com os companheiros e faz muito mal o trabalho de pivô. Mesmo assim, o goleiro hermano teve trabalho em chutes de fora da área de Renato Augusto.

Agora, o São Paulo soma 9 pontos ganhos contra 7 do San Lorenzo. E vai pegar o Corinthians na próxima quarta-feira, no Morumbi. Uma derrota pode complicar a classificação tricolor. É que o San Lorenzo encara o fraquíssimo Danúbio e deve vencer com tremenda facilidade e até ultrapassar a equipe são-paulina em saldo de gols. Mas isso não é problema do técnico Tite. Pode não ter sido uma jornada dos sonhos. Todos esperavam um espetáculo, um show de bola. Mas os adversários vieram cautelosos. Sabiam ser uma derrota o fim da linha na competição.

Partida truncada, sem violência é verdade, porém careceu de jogadas de efeito, com poucas chances de gol criadas de ambos os lados. Timão esteve melhor na etapa final. Quando todos perceberam a intenção do San Lorenzo (empatar e deixar para decidir vaga com São Paulo na última rodada), tocaram a bola de lado e administraram o resultado. Agora, outro desafio pela frente: domingo, 16h, semifinal com o Palmeiras na mesma Arena Itaquera, desta vez pelo Paulistão.

E tenho dito!

Aos trancos e barrancos, São Paulo vivo na Libertadores

AFP

AFP

Foi o tipo de jogo onde pouco importa se o futebol teve qualidade ou não. Valeu mesmo a vitória, suada e rasgada. O São Paulo enfrentou o fraco Danúbio, em Montevidéu, no Uruguai, e ganhou por 2 a 1, de virada. Os uruguaios saíram na frente em uma tremenda falha do goleiro Rogério Ceni, aceitando um chute de fora da área. Resultado deixaria o Tricolor em péssima situação na Libertadores. Aí, então, entrou em ação a estrela de Pato. Cabeçada certeira do ainda corintiano para deixar tudo igual. O gol do alívio geral veio na prorrogação, em cruzamento de Michel Bastos para outra testada firme de Centurion.

O técnico Mílton Cruz entrou com um esquema defensivo em campo. Apostou em uma linha formada por três volante (Hudson, Rodrigo Caio e Souza), com Ganso armando jogadas e Pato enfiado entre os zagueiros. Uruguaios, mesmo com um futebol abaixo da crítica, neutralizaram fácil as raras iniciativas ofensivas e saíram na frente no placar. Mílton, então, soltou o lacre são-paulino. Sacou Rodrigo Caio e colocou Luís Fabiano. Só essa alteração dobrou a atenção dos beques adversários, já que o Favela tem ótima presença de área. Bola cruzada da esquerda, atacante distraiu os zagueiros, Pato entrou por de trás e fez o dele.

A equipe da casa teve boas oportunidades de pular na frente no placar, mas Rogério Ceni estava atento. Mílton sentiu uma queda de rendimento do Danúbio (não conseguia mais atacar) e promoveu a entrada de Centurion no lugar de Paulo Miranda. Bastou Michel Bastos cruzar e o argentino testar firme, sem defesa para o goleiro uruguaio. Agora, o Tricolor torce por uma derrota ou empate do San Lorenzo frente ao Corinthians, nesta quinta-feira, em Itaquera, deixando para última rodada a hora da verdade.

São Paulo fez a lição de casa. Não poderia perder de jeito nenhum e venceu, na bacia das almas, é verdade, mas venceu.

E tenho dito!

Agora é briga de cachorro grande nas semifinais do Paulistão

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O campeonato paulista começou neste final de semana. Quer dizer, a fase de classificação não passou de um tremendo engana trouxa. Valeram mesmo as quartas de final. E irão valer mais ainda as semifinais: Santos x São Paulo (provavelmente na Vila Belmiro) e Corinthians x Palmeiras (em Itaquera). Os clubes do Interior se mostraram fracos, com poucos recursos técnicos e financeiros, enfraquecendo a disputa. Tudo indica uma final entre Corinthians e Santos. São as duas melhores equipes da competição sem dúvida. No entanto, como diria o velho e bom Dino Sani, “o futebol é uma caixinha de surpresas”; completando o filósofo Jardel, “clássico é clássico e vice-versa”.

Triste apenas o fato de não serem jogos de ida e de volta. Isto é, nada de “mata-mata” e sim somente “mata”. Corinthians e Palmeiras assim como Santos e São Paulo iriam arrecadar milhões de reais, fazendo valer à pena chegar bem na reta final de um torneio regional. Infelizmente, a Federação Paulista de Futebol ainda privilegia muito o Interior como visíveis pretensões políticas. Daí vem a garantia da manutenção de uma “casta de dirigentes” há muito soberanos no comando da entidade. Como se joga dinheiro fora no futebol brasileiro por pura vaidade…

E assim caminham a política burra da bola e a mediocridade…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Santos faz gato e sapato do 15 na Vila Belmiro

O Santos nem tomou conhecimento do 15 de Piracicaba e goleou por 3 a 0, ficando com a última vaga para a semifinal, neste domingo, na Vila Belmiro. Foram dois gols de pênalti (Robinho e Ricardo Oliveira) e um de Lucas Lima. No entanto, o placar não retratou a diferença técnica e tática das duas equipes. O Peixe, infinitamente superior ao adversário, mandou duas bolas na trave (Geuvânio e o próprio Lucas Lima) e obrigou o experiente goleiro Roberto a praticar defesas difíceis.

O 15, do técnico Toninho Cecílio, tocou bem a bola, dando a impressão de domínio das ações no começo da partida. Bastou o Santos apertar um pouco e a zaga de Piracicaba “confessou” numa boa. A única preocupação santista durante o encontro ficou por conta da contusão de Robinho. Aos 31 anos, a “Robinho dependência” existe sim em relação ao restante da equipe, aliás, formada por jovens e alguns veteranos (Elano e Renato, por exemplo). O atacante sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa esquerda e passou a ser dúvida contra o Tricolor. Com uma semana de folga, o astro santista deverá se recuperar a tempo. Já o São Paulo enfrenta o Danúbio, na quarta-feira, pela Libertadores precisando vencer.

Que dureza!

E tenho dito!

 

Palmeiras vence apito e despacha o fraco Botafogo

Canela de Leandro Banana funcionou e salvou Verdão contra adversário ruim. Fernando Dantas/Gazeta Press

É mais difícil aceitar uma péssima arbitragem no futebol do que vencer um adversário fraco. Foi exatamente isso que ocorreu na vitória de 1 a 0, do Palmeiras sobre o Botafogo de Ribeirão (gol de Leandro Banana de canela), na matinê de domingo, se classificando para a semifinal do Paulistão. O árbitro Marcelo Rogério deixou de marcar dois pênaltis claríssimos a favor do Verdão e ignorou um impedimento escandaloso de Zé Roberto Cachaça que, por ruindade pura, mandou a bola nas piscinas do clube.

O Palmeiras esteve durante toda a partida no comando do espetáculo. Embora ainda tenha muita pressa com a bola nos pés, afobado demais sem necessidade, o time esmeraldino merecia ter aberto a contagem ainda no primeiro tempo. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Dudu. Era só tocar para o fundo do gol de Renan. Apavorado, perdeu o passo e acertou a trave. Adversário, por sua vez, veio para não jogar. Faltas desleais e grosseiras paravam o ataque palmeirense.

Juizão, mais banana do que o Leandro, deixou evidente a preocupação de que poderiam julgá-lo “a favor” do mandante. Explica-se: a tal Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, resolveu bancar os uniformes do árbitros na finais do campeonato paulista. Está errado? Não, afinal, o mercado exige que se aproveite qualquer boa oportunidade de exposição de uma marca. No entanto, faltou ética por parte da Federação Paulista de Futebol em aceitar o negócio, sendo o cliente compromissado com um clube classificado para finais da competição. Marcelo Rogério sentiu a responsabilidade e prejudicou o Palestra.

Lado positivo da matinê: Valdívia entrou e iniciou a jogada do gol de Banana. Cleiton Xavier, finalmente, estreou e agradou. Classificação complicada por fatores extra-campo, porém merecida do Palmeiras.

E tenho dito!

São Paulo despreza saída de Muricy e goleia sem dó

Pato fez o segundo gol e mandou torcida ficar quieta no Morumbi. Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo passou pelo Red Bull Brasil como uma faca quente por uma manteiga. Meteu 3 a 0 e poderia ter feito muitos mais gols, indo com extrema facilidade para a semifinal do Paulistão. Sem falar em um toque de bola primoroso, de pé para pé, sufocando o adversário. Rogério Ceni fechou o gol (dono de ótimas defesas) e ainda abriu a contagem com um golaço de falta. E Ganso, então? Vaiado ao entrar em campo, abaixou-se na barreira para ajudar abrir o placar. Depois, deixou Pato livre para marcar o segundo. E ainda por cima aproveitou cruzamento de Michel Bastos e meteu a cabeça na bola. Ou seja, foi o melhor do jogo.

Bem, estaria tudo ótimo se não fosse pela saída melancólica do técnico Muricy Ramalho no começo da semana. Quer dizer, tudo aquilo que o ex-treinador pedia para os jogadores fazerem na época dele, e ninguém conseguia, diante do RB Brasil as coisas aconteceram. Das duas uma: ou Muricy atrapalhava o desempenho da equipe e o elenco resolveu boicotá-lo; ou o interino Mílton Cruz é um gênio que, mudando uma e outra peça, ajeitou a equipe de vez.

Aliás, Wesley estreou de forma magnífica. Deu um “up” no meio-campo tricolor inegávelmente, liberando Michel Bastos para atuar como se fosse um ala ou mesmo o velho e bom ponta-direita de priscas eras da bola nacional. A torcida não parou de gritar o nome de “Muricy”, mas teve de aplaudir Ganso por uma questão de justiça. Um excelente aperitivo para a próxima quarta-feira, pela Libertadores, quando precisa golear o Danúbio (no Uruguai) e torcer para o Corinthians vencer o San Lorenzo, na quinta-feira.

Depois do passeio de bola no RB Brasil, não duvido de mais nada.

E tenho dito!