Virou 2 e terminou 4 para o Verdão, pelada de rua

Leandro Banana abriu a porteira e São Paulo caiu de 4 em pleno Allianz Parque. Gazeta Press

O Palmeiras impôs uma goleada histórica ao São Paulo, 4 a 0, nesse domingo, no Allianz Parque, pelo Brasileirão. Um chocolate. Um massacre. Um baile, ao som de uma alegre tarantella napolitana. A equipe do técnico Marcelo Oliveira deixou o adversário tonto, nocauteado, virado do avesso. Lembrou pelada de rua: virou 2 e acabou 4. Gols foram marcados por Leandro Banana, Victor, Rafael Marques e Cristaldo. Verdão sobrou em campo. São-paulinos devem dar graças aos céus. Placar poderia ter sido bem maior.

Afinal, o Palmeiras jogou bem ou o São Paulo atuou mal? Um pouco de cada coisa. Verdão apostou nos erros do Tricolor que, aliás, passaram até da conta. Don Osório mandou Bruno (pela direita) e Carlinhos (pela esquerda) descerem à vontade. Também colocou Pato e Michel Bastos abertos pelas pontas. Com isso abriu duas grandes avenidas para a penetração alviverde. Para complicar, Hudson e Souza (principalmente o último) ainda estão bastante desentrosados e não sabem quem fica ou deixa a cabeça de área. Em outras palavras, bagunça tática geral, muito bem explorada pelo esperto e tático Marcelo Oliveira.

Dudu e Egídio fizeram ótima inversão, veio o cruzamento e Leandro Banana bateu forte. Bola desviou em Souza (mal colocado) e enganou Rogério Ceni (reflexo péssimo): 1 a 0. Vitor (que mandou no travessão momentos antes) meteu cabeça para marcar o segundo. No intervalo, Don Osório perdeu a cabeça. Arbitragem mostrou cartão vermelho. Alegou ter o colombiano ofendido o apito. O incansável Mílton Cruz ficou em seu lugar. Desesperado, São Paulo se mandou em busca do primeiro gol e abriu-se mais ainda.

Em lance de contra-ataque rápido, Rafael Marques deslocou Rogério. Do mesmo jeito, Cristaldo fez de cabeça. Jogo terminou aí. São Paulo não encontrou forças para reagir. Sinal vermelho para Don Osório. Time desorganizado demais. Já perdeu a liderança e perspectivas futuras são nebulosas. Por outro lado, sinal verde para Marcelo Oliveira. Estadia em Atibaia fez bem. Técnico e jogadores começam a falar a mesma língua.

E tenho dito!

Gosto de vingança na vitória do Corinthians

Malcom quase marcou um golaço e levou o terror para a zaga do Figueira. Luís Moura/Gazeta Press

O Corinthians perdeu apenas três partidas na Arena de Itaquera: para o Figuerense na inauguração do estádio (ano passado, com Mano Menezes de técnico), para o Palmeiras (semanas atrás) e Guarani do Paraguai (Libertadores). Era uma questão de honra devolver a “gentileza” para o adversário indigesto. Mesmo em plena reformulação depois da saída de Fábio Santos, Guerrero, Emerson Sheik e Petros, o Timão ganhou de 2 a 1 e obteve a tão sonhada vitória. Teve sabor de vingança sim senhor. Gols de Vágner Love e Jadson, de pênalti, com Tiago Caça Rato descontando para o Figueira. Timão chega assim a 16 pontos, sem perder partidas bobas em casa.

O técnico Tite transformou o Brasileirão em um grande laboratório. Abandonou de vez o 4-1-4-1, que encantou o planeta no começo do ano, por absoluta falta de peças para colocar o esquema em prática. Já utilizou o 4-2-2-2, o 4-2-3-1 e diante do Figueirense apostou no velho e bom 4-3-3, com apenas Bruno Henrique atuando de cabeça de área. Ao lado dele, Jadson e Renato Augusto. Na frente, Malcom, Vágner Love e Luciano, esse voltando para ajudar na armação e marcação do meio-campo.

Funcionou? Bem, não muito. Jogadores em fase de adaptação, ainda desentrosados bateram de frente com a tática e pouco ameaçaram a equipe do treinador Argel.

Na etapa final, Tite abriu mais pelas pontas, soltando Edílson e Uendel. Ai sim!

Na primeira arrancada de Uendel, trocando passes com Renato Augusto, lateral cruzou e Vágner Love abriu o placar dando um carrinho na bola. E diga-se: Love aos poucos encontra os espaços dentro de campo. Sempre de frente para o gol, atacou os zagueiros com drible ousado. Derrubado dentro da área, arbitragem deu pênalti. Jadson cobrou e mandou no ângulo, 2 a 0.

Figueira ainda fez um gol, em grande jogada de Tiago Caça Rato. E só. Tite deu um jeito de segurar a onda e garantir mais três pontos. Além de Love, Malcom teve um excelente desempenho e o volante Marciel, saído da base, deixou boa impressão. Tem estilo, toca bola com classe e combate numa boa. Mais um reforço para o Bando de Loucos, sem dúvida.

E tenho dito!

Perder da Alemanha tudo bem. Mas do Paraguai, não!

Robinho abriu o placar, Gonzales empatou no tempo normal. Nos pênaltis, 4 a 3 para o Paraguai. Reuters

Perder de 7 a 1 da Alemanha e 3 a 0 da Holanda na Copa 2014 magoou demais o coração da torcida brasileira. Caiu Felipão veio Dunga. E com ele novo vexame. Desta vez, seleção terminou desclassificada pelo Paraguai, uma das piores equipes da Copa América. No tempo normal, 1 a 1. Na cobrança de pênaltis, 4 a 3 para os “genéricos” hermanos. Com ex-presidente da CBF, José Maria Marin preso na Suíça e Marco Polo Del Nero se escondendo debaixo da mesa, crise brava pegou de vez o futebol nacional, mal administrado e pessimamente jogado. Um desastre.

Os paraguaios bateram demais. Do começo ao fim. Afinal, um time com média de 28 anos de idade encontrou grandes dificuldades para acompanhar o rápido ataque brasileiro. Phelippe Coutinho e Robinho deitaram e rolaram pela esquerda.  Nesse setor, até o estranho Felipe Luís saiu-se bem. Apoiou com aplicação e voltou de imediato para marcar. Do lado direito, William tinha problemas. O tal de Pires só faltou dar um soco no ex-corintiano. Por isso mesmo, a arbitragem distribuiu cartões amarelos à vontade para os hermanos.

Brasil saiu na frente com méritos. Phelippe Coutinho arriscou de longe e quase surpreendeu. Mas veio uma belíssima jogada coletiva do ataque. Phelippe trocou bola com Felipe Luís; Robinho recebeu e tocou para Elias; o alvinegro rolou para Daniel Alves; cruzamento perfeito encontrou o santista Robinho, que tocou sorrindo para o fundo das redes paraguaias. Na sequência, seleção brasileira tirou a chuteira do acelerador e deu espaço para o desesperado time oponente. Bem postada, defesa segurou a onda.

Na etapa final, a casa caiu. Jefferson salvou fazendo defesa sensacional em cabeçada de Paulo Silva. Tiago Silva, então, fez um pênalti infantil e desnecessário. Em bola alta, meteu a mão na bola. Gonzales bateu e deixou tudo igual no placar. Paraguaios cresceram, se animaram e foram para cima. Queriam o gol da virada, da classificação. De novo Gonzales aproveitou contra-ataque e obrigou Jefferson a defender para escanteio. William saiu e veio Douglas Costa. Depois, Tardelli substituiu Firmino. Robinho deixou o gramado para a entrada de Éverton Ribeiro. Alterações nada influenciaram. E decisão da vaga foi para os pênaltis.

Fernandinho fez o dele. Martinez deixou tudo igual. Éverton Ribeiro mandou para fora. Péssima cobrança. Cáceres manteve vantagem paraguaia. Miranda tocou no cantinho, com classe. Bobadila deu no ângulo, idefensável. Douglas Costa chutou por cima. Isolou a bola. Ridículo. Roque Santa Cruz também mandou para nuvens. Phelippe Coutinho aproveitou. Decisão nos pés de Gonzales.Golaço. Paraguai desclassificou seleção de Dunga sem dó nem piedade.

E assim caminha a mediocridade…

Subversivos de ontem são os dominantes de hoje no Timão

No twitter de André Negão, ele entre Andrés Sanchez e Alberto Dualib. Reprodução

Sou fã do professor de Ética e Filosofia da USP, o são-paulino Clóvis de Barros Filho. O intelectual, o melhor palestrante do Brasil aliás, jornalista e advogado também, fez curso de mestrado e doutorado na França, com o sociólogo Pierre Bordieu. Polêmico e irreverente, o “provance” (caipira em português) criou um método sensacional que talvez explique o que está acontecendo no Corinthians. Afinal da noite para o dia, o Timão embicou o nariz do avião para baixo e está prestes a dar o chamado “mergulho fatal”, atolado em dívidas e agora suspeitas de sonegação de impostos.

Bordieu divide a sociedade em Campos, por exemplo, Direito, Filosofia, Mídia, Divertimento, Mercado, Medicina e assim por diante. O Esporte, claro, também cabe aqui. Nesse espaço determinado existem os Dominantes, os Dominados e os Pretendentes. Os primeiros são os detentores de “Troféus” específicos de cada área. No Direito, o magistrado é o top. Na mídia, o jornalista de maior destaque. Na medicina, o cirurgião plástico rico e famoso. No Esporte, o grande jogador, o gênio. O “Troféu”, no caso, não significa necessariamente uma taça e sim o reconhecimento da maioria.

Já os Dominados seriam os “subversivos”, aqueles que querem alcançar o topo e, para isso, entram em conflito com os Dominantes em um combate simbólico, evidente, porém de “vida ou morte”. O Pretendente, por sua vez, é o novato, o estagiário, o jogador recém promovido da base que luta por um lugar ao sol no “Campo”. Muito bem. Hoje a turma que comanda o Corinthians (os Dominates) antes eram o quê? Dominados (subversivos). Lembram do movimento “Fora Dualib”, dizem as más línguas bancado por André Sanchez e André Negão? Pressão da torcida foi tanta que ex-cartola não aguentou e abdicou do cargo.

Dualib caiu e o que aconteceu? Como prevê o francês Bordieu, os ex subversivos (dominados) tomaram a presidência do clube de assalto primeiro com Sanchez, depois com Mário Gobbi e agora com Roberto Andrade. Ganharam títulos, um estádio foi construído, criou-se o programa sócio torcedor (Troféus da área). No fundo, porém, mudou o quê? Com o tempo, os Dominantes (antes subversivos de carteirinha) acomodaram-se no poder e hoje lutam para conservá-lo, mesmo que tenham para isso de cometer os mesmos erros do dirigente destronado, no caso Dualib.

Ou seja, uma coisa mudou aqui e ali e o Corinthians está volta às manchetes policiais. Dívidas do clube com a União serão julgadas no Supremo Tribunal Federal de Brasília, a pedidos do Ministério Público e da Polícia Federal. O processo tem quase 600 páginas. Sanchez, André Negão, o atual presidente Roberto Andrade e o ex-diretor financeiro Raul Correa estão sendo acusados de crimes contra o patrimônio e apropriação indébita previdenciária. Já houve um acordo entre o clube e a União. Mesmo assim, os quatro irão responder pelas acusações. A pena pode chegar a dois anos de cadeia e pagamento de multa.

Ou seja, quem está fora faz de tudo para entrar e quem entra não quer sair nem a pau.

E assim caminha a mediocridade…

Robinho resolve, Dunga complica e Brasil classifica

Muita festa para Tiago Silva, autor do primeiro gol brasileiro contra a Venezuela. AFP

Neymar fez falta contra a Venezuela, em partida pela Copa América? Nesse jogo, não. Robinho comandou a classificação brasileira de cabeça erguida, toques de bola primorosos e consciência na hora do passe. O resultado de 2 a 1 não refletiu o domínio da seleção de Dunga. Os gols foram de Tiago Silva e de Firmino, com Miku marcando o de honra para os venezuelanos. Os próximos adversários serão os paraguaios, pelas Quartas de Final.

Por um triz, Dunga não colocou tudo a perder. Time chegou aos 2 a 0, com ótimas chances de aumentar o placar. Aí, então, o treinador da Canarinho resolveu segurar o resultado. Sacou Robinho e colocou Marquinhos; abriu mão de Firmino para a entrada de David Luiz. Ou seja, atuou por 20 minutos com Miranda, Tiago Silva, David Luiz e Marquinhos. Soltou Dani Alves no ataque, formando dupla de área com Tardelli (na posição de Philippe Coutinho).

Marquinhos deveria ter atuado de lateral-direito e David Luiz como volante, aliás como fazem no Paris Saint German, da França. Deu tudo errado. O treinador da Venezuela, Noel Sanvicente, mandou a equipe para cima. Após cobrança de falta e com boa defesa de Jefferson (bola ainda bateu na trave), Miku aproveitou rebote e marcou. Até o final da partida, um sufoco desnecessário. Não era para Dunga ter recuado tanto assim.

Que dureza.

E tenho dito!

 

 

Modesto Avaí tira São Paulo de Osório da liderança

Michel Bastos correu muito, arriscou chutes a gol e perdeu outro de cabeça. Gazeta Press

O modesto e esforçado Avaí do técnico Gílson Kleina veio ao Morumbi e arrancou um belíssimo empate, 1 a 1, tirando a liderança do Brasileirão do São Paulo. Resultado surpreendente? No papel sim. No entanto, no decorrer da partida se explica o quase desastre tricolor. Simples: o técnico colombiano armou a equipe com três zagueiros logo após o gol de Souza, optando por contra-ataques. Kleina, esperto, colocou o velho e bom André Lima de centroavante e “matou” o jogo. O Camisa 99 deixou tudo igual no placar, deixando claro ser na maioria das vez a defesa o melhor ataque.

E os são-paulinos devem dar graças a Deus. Afinal, o goleiro Renan, substituto de Rogério Ceni, fez três defesas seguidas na etapa final de grande reflexo e categoria. Certo também dizer o quanto errou a arbitragem contra o São Paulo. Pato fez um gol legítimo, anulado pelo bandeirinha alegando impedimento. Mesmo assim, faltou mais organização e cabeça fria para o São Paulo na hora da definição das jogadas e dos arremates a gol. Ficou claro, por outro lado, que a melhor posição para Hudson no time é primeiro volante, à frente de Tolói e Dória, bons na marcação porém péssimos para sair jogando com a bola nos pés.

E tenho dito!

Novo técnico, e os velhos problemas de sempre no Palmeiras

Marcelo Oliveira e os jogadores não falaram a mesma língua na derrota do Palmeiras. Gazeta Press

O novo técnico do Palmeiras, Marcelo Oliveira, terá muito trabalho pela frente para acertar a equipe. Neste sábado à noite, em Porto Alegre, perdeu para o Grêmio por 1 a 0 (gol de Maicon, ex-São Paulo). A derrota por si mesma pouco importou. Ruim foi constatar os erros de sempre na postura defensiva, os passes dados a esmo, o desencontro no setor ofensivo e os pouquíssimos arremates a gol. Oliveira perdeu-se, por sua vez, na escalação do meio-campo. Iniciou o jogo com Gabriel, Robinho e Arouca; terminou com Amaral, Zé Roberto e Cleiton Xavier. Quer dizer, na sabe se casa ou compra uma bicicleta! “O que é isso, companheiro?”, questionaria Fernando Gabeira.

Desde criancinha o futebol ensina e pune, como diria Muricy Ramalho. Se o meio-campo é o “cérebro” do time não pode ser trocado desse jeito, sem o mínimo de critério. O resultado gerou um domínio completo do jovem (exceção a Marcelo Oliveira, ex-Palmeiras) e rápido meio-campo gremista. Graças a Fernando Prass, os donos da casa ficaram apenas em um gol. Fez duas grandes defesas na etapa final. O Verdão, na bola parada (como nos tempos de Osvaldo Oliveira) ameaçou, mas lá estava o grandalhão goleiro Tiago para salvar a pátria gaúcha.

Antes de mais nada, Marcelo Oliveira precisa se entender com o grupo; definir um time e colocar alguém para encostar em Alecsandro, isolado e desastrado ao voltar para buscar a bola mais atrás. Essa não é a dele. É um bom homem de área, nunca um meia-armador. Novo treinador e os velhos problemas de sempre. Viva o Palmeiras de Paulo Nobre!

E assim caminha a mediocridade…

Sorte para o Santos e azar para o Corinthians…

Ricardo Oliveira comemora gol na Vila, depois de mais uma falha de Cássio.

A fase do Corinthians é péssima realmente. Perdeu o clássico na Vila Belmiro, 1 a 0 (gol de Ricardo Oliveira) para o Santos, no entanto, deveria ter empatado, pelo menos. Partida disputada, é verdade, com um jogador expulso de cada lado (Fágner e Rafael Longuine). Não bastasse ter sido a última de Petros (vai mesmo para a Itália), o Timão acertou duas bolas na trave (uma de Renato Augusto e a outra de Edílson). Sem falar de um pênalti claro não marcado, quando zagueiro santista Daniel Guedes tocou com a mão na bola dentro da área.

O resultado deve dar tranquilidade para Marcelo Fernandes trabalhar por mais algumas semanas. Afinal, derrotar o Corinthians é uma “questão de honra” para qualquer um na Vila. Muito desfalcado, o Santos fez um bom primeiro tempo, envolvendo o adversário com dribles curtos, ofensivos e ótimo toque de bola. Na etapa final, prevaleceu a inexperiência de vários garotos do Peixe, ao contrário dos quase “veteranos” do Timão. O técnico Tite ousou (aleluia!). Chegou a sacar Edu Dracena para colocar um atacante.

Apesar de ter o domínio das ações, criar as melhores chances faltou sorte ao Alvinegro Paulista e sobrou para o Praiano. E diga-se: no gol de Ricardo Oliveira, falhou o goleiro Cássio. Artilheiro estava sem ângulo e chutou praticamente em cima do arqueiro. Méritos também para Serginho Chulapa. No banco de reservas no lugar de Marcelo Fernandes (suspenso) substituiu certo e soube segurar o resultado. Nota zero para Vágner Love. Novo camisa 9 corintiano não conseguiu dar um chute ao gol. Ridículo.

E tenho dito!

 

Dunga terá de se virar nos trinta com Robinho…

helenaForam quatro jogos de punição pela expulsão diante da Colômbia. Ou seja, antes do provável recurso da CBF para tentar diminuir a pena, o nervosinho Neymar está fora da Copa América. Conmebol acertou na mosca. Lembram-se de Emerson Sheik na Libertadores, quando deu um “totozinho” na canela de Toloi, no clássico entre Corinthians e São Paulo? Tomou três jogos e Timão entrou bem na competição diante do Guarani do Paraguai. Lei vale para Emerson, para Neymar, para qualquer outro jogador indisciplinado, metido a valentão, a bater boca com árbitro.

Bem, agora ferrou tudo? Não. De jeito nenhum. É hora do técnico Dunga mostrar serviço. Armar um esquema tático competitivo e conquistar o título. Afinal, a função dele está sujeita a chuvas e tempestades mesmo. O treinador anterior a ele, Felipão, quando perdeu Neymar levou 7 a 1 da Alemanha e 3 a 0 da Holanda. Em dois jogos da Copa 2014, levou dez gols e marcou um. Dunga precisa mudar essa trágica história, quer queira ou não.

O retrospecto de Dunga é excelente. Dez vitórias e uma derrota (Colômbia). E quem colocar no lugar da “fera”? Sem pensar, Robinho, claro. Aliás, os dois tem um estilo parecido. Robinho é até mais velho, experiente, não deve entrar nas provocações dos adversários. Não se incomoda em voltar para marcar ou armar o jogo. Ainda tem boa explosão muscular e pode deitar e rolar em cima da fraca Venezuela, uma equipe limitada demais.

Há males que vem para o Bem, dizia a minha avó Amélia, a mulher de verdade (segundo música de Mário Lago).

E tenho dito!

Nervosinho, Neymar afunda Brasil na Copa América

Na hora de chamar a responsabilidade e resolver, Neymar perdeu a cabeça e decepcionou. AFP

O atacante Neymar, a esperança de recuperação do futebol brasileiro, deu provas de não estar preparado para tamanha responsabilidade. Foi o pior jogador em campo na derrota da seleção do técnico Dunga de 1 a 0 (gol de Murilo) para a Colômbia, nesta quarta-feira, no Chile. Já tinha levado cartão amarelo durante o tempo normal. Na prorrogação, deu uma cabeça no adversário (Bacca), armou uma enorme confusão e terminou expulso de campo após o apito final. Agora, deverá ser julgado pelo Tribunal da competição e pegar até quatro jogos de suspensão. Ou seja, fica fora da Copa América se isso realmente acontecer.

O companheiro de Messi (Argentina) no Barcelona, mostrou-se nervoso, individualista (queria fazer gol de bola e tudo) e desrespeitoso com a arbitragem (reclamava demais o tempo todo do chileno Enrique Osses). Pior ainda: atrapalhou o setor ofensivo, principalmente quando deixou Firmino isolado demais entre os beques colombianos. Se o treinador Dunga tivesse aquilo roxo, o teria tirado de campo antes de todo tumulto começar. No entanto, preferiu confiar no jogador, ídolo mundial, e quebrou a cara.

Fica a pergunta: apostar em Neymar como a saída para a salvação da bola nacional é a melhor opção? Não creio. No passado, vários jogadores mostraram-se tão bons e até melhores do que ele e também perdiam-se na emoção, descontrolando-se facilmente. Rivellino (Corinthians e Fluminense), por exemplo. Quer dizer, Neymar é mais um para compor apenas. Não pode ser dada a ele a condição de líder (estava com a faixa de capitão). Não sabe e nem tem condições para isso. Um vexame, uma vergonha. Colocou o trabalho de onze jogos anteriores de Dunga (onze vitórias) na seleção a perder. Agiu como um menino. Nunca como um homem.

E assim caminha a mediocridade…