São Paulo é humilhado e leva olé do humilde “CRBayern”

Ailton Cruz/Vipcomm

Ailton Cruz/Vipcomm

Parece ser uma sina disputar a Copa do Brasil para o São Paulo. Ou seria uma maldição? Afinal, o Tricolor nunca venceu uma competição em toda gloriosa história e, pelo jeito, claudicando de jogo em jogo, também não será dessa vez o fim do encanto. Nesta quarta-feira, a equipe do técnico Muricy Ramalho mostrou toda irregularidade do planeta ao ser derrotada pelo humilde CRB, de virada, em Alagoas. Na verdade, um grande vexame, resultado totalmente inesperado.

Pior de tudo foi levar um olé de jogadores com salários miseráveis e com média de idade de 30 anos. Adaílton abriu o placar. Aliás, um golaço. Garoto meteu uma “bicicleta” certeira, como nos bons e velhos tempos do saudoso Leônidas da Silva. O problema ficou naquilo de sempre: baixou o espírito do “Barcelona” e os atletas são-paulinos levantaram o nariz e desprezaram o adversário. “CRB, quem é o CRB?”, questionaram alguns. A desfeita teve um amargo resultado. Em campo estava sim o “CRBayern” e a vaca foi para o devido brejo.

Rodrigo Caio, estabanado como sempre, levou cartão vermelho. Lição principalmente para o futuro presidente Carlos Miguel Aidar: futebol se joga com os pés e não com os dentes. Com um homem a menos, o modesto “David” acertou o gigante “Golias”, passagem antiga da Bíblia, para mostrar que o menosprezo pode ser fatal para aqueles dotados de vaidade e soberba.

Amém.

E tenho dito!

Timão lento e Galo largadão no empate sem gols

Bruno Cantini/CAM

Bruno Cantini/CAM

Corinthians e Atlético Mineiro fizeram uma estréia ruim no Brasileirão, em Uberlândia, neste domingo. A partida (mando do Galo) terminou sem gols. O visitante estava lento demais (tomou um bom chá de lesma). Os donos da casa, empurraram com a barriga. Afinal, na quarta-feira têm jogo válido pelas Oitavas-de-Final da Libertadores e não podem bobear. As duas equipes, porém, criaram chances de gols. E os arqueiros, Cássio (alvinegro) e Vitor (atleticano)praticaram grandes defesas.

Destaque mesmo para o bate-boca entre o técnico Mano Menezes e o volante Guilherme na etapa final. Se xingaram para valer. O jogador, no entanto, só foi substituído por Bruno Henrique no finalzinho. Guerrero entrou no lugar de Luciano. No último minuto de partida, recebeu cruzamento de Romarinho. Matou a bola no peito e acertou Vitor, já batido no lance. Peruano reclamou de pênalti com razão. Acabou empurrado pelo ex-palmeirense Pierre que, aliás, bateu o tempo todo e nem recebeu cartão amarelo.

Que dureza!

E tenho dito!

Doutor eu não me engano, meu coração é do Ituano!!!

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Santos conseguiu perder o título mais fácil da história do Paulistão. Bastava vencer o Ituano, equipe também do Interior Paulista, para levar o título e fez tudo errado. Na segunda partida, no Pacaembu, ganhou apenas de 1 a 0 (gol de pênalti inexistente aliás) e decisão foi para os pênaltis. Ainda, por ironia do destino, deu Ituano, 7 a 6. Um vexame total! Semana passada, time do técnico Doriva venceu por 1 a 0.

Agora, Peixe iguala-se ao Palmeiras em termos de derrota para uma equipe “pequena” em uma final de campeonato paulista. O Verdão levou chumbo grosso da Internacional de Limeira em 1986, em dia de Morumbi lotado. Como antes, tudo indicava uma conquista santista. Era o melhor ataque contra a melhor defesa. No entanto, na hora “h”, jogadores da Baixada tremeram nas chuteiras e lá se foi uma taça tranquila de erguer.

E ainda teve apito amigo para o Peixe. Primeiro, não aconteceu pênalti de Alemão sobre Cícero. Segundo, no momento do último chute a gol, o próprio Cícero estava impedido. Erro grosseiro da arbitragem, prejudicando o Ituano. O empate de 0 a 0 já garantia o título para a cidade de Itú. Ainda bem que o goleiro Vágner garantiu a conquista do Ituano, pegando o sétimo penal cobrado por Neto.

Depois da vergonhosa derrota, o treinador Oswaldo Oliveira disse que o regulamento prejudicou o o Santos dono da melhor campanha na classificação geral.

O.O. deveria chorar na cama, lugar mais quente.

Parabéns. “A, e, i, o, u: Ituano é campeão no Pacaembu”; “Doutor eu não me engano, meu coração é do Ituano”…

E tenho dito!

 

Catástrofe no Maracanã: Flamengo eliminado da Libertadores

AFP

AFP

O termo ridículo é suave até para resumir a derrota do Flamengo para a fraca equipe do Leon, do México, por 3 a 2, em pleno Maracanã, nesta-quarta-feira. Resultado que eliminou a equipe carioca da Libertadores. Aliás, o time do tal aprendiz de treinador, Jaime (salário mínimo da bola), não soube vencer um adversário mil vezes pior do que o Ituano, por exemplo, que está na final com o Santos, no menos badalado Paulistão. Os mexicanos deitaram em rolaram e ganharam apostando nos erros de um oponente nervoso, inseguro e sem qualidade.

A bem da verdade, depois da saída de Elias (se apresenta nesta quinta-feira no CORINTHIANS) o Fla nunca mais foi o mesmo. Sem contar a visível falta de um bom preparo físico. Uma vergonha. E lembrando que no domingo vem mais bronca pela frente. É dia de decisão do campeonato do Rio de Janeiro. Com jogadores e técnico abalados, nervosos, o Vasco passa a ser o grande favorito para o título.

Seria destino do Mengo ser eliminado pelos hermanos do México? Quem não se lembra de “El Gordito Cabañas”, marcando três golaços no passado, antes do Maracanã ser reformado? O Rubro Negro volta aos piores dias da história. Fica no ar uma pergunta, daquelas talvez sem resposta, que não pode calar nessa triste ocasião:

O que é pior?

a) Perder o Paulistão.

b) Ser eliminado da Libertadores.

Escolham, flamenguistas. Sejam honestos.

E assim caminham a grossura e a mediocridade.

Volta de Elias, o primeiro gol de placa de Mário Gobbi

Gazeta Press

Gazeta Press

Já tinha passado da hora de mostrar serviço. Nos últimos meses, o presidente Mário Gobbi, do Corinthians, vivia uma drama, graças às próprias decisões, algumas precipitadas. Trocar Tite pelo técnico Mano Menezes. Só dispensar Emerson Sheik e Pato depois da absurda invasão da Gaviões da Fiel. Pior de tudo: ficar fora das quartas-de-final do Paulistão. Aí, então, como nos bons tempos de Flávio Minuano ou de Geraldão Manteiga, o desengonçado e grandalhão dirigente matou a bola no peito e mandou no ângulo: convenceu os portugueses do Sporting, de Lisboa, a liberarem Elias.

O volante fechou por três anos e com certeza irá acertar o enrolado meio-campo corintiano, que perdeu a referência depois da saída de Paulinho para o futebol inglês. O retorno de Elias, a bem da verdade, é o primeiro gol de placa marcado sozinho por Mário Gobbi. Ou seja, sem “tabelar” com ninguém, entenda-se Andrés Sanchez. Tomara que daqui para frente o cartolão assuma erros e acertos, dando início a uma administração própria, exclusiva, como deve ser feito sempre (do contrário, para que democracia?).

E tenho dito!

A, e,i,o,u: o Ituano matou o Santos e calou o Pacaembu!

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

É um pássaro? Um avião? O Super-homem? Não, é o Ituano dando um couro no Santos (1 a 0) e colocando a mão na taça do Paulistão 2014. E com todos os méritos. Afinal, a equipe do técnico O.O. nem viu a cor da bola durante os 90 minutos e no tempo extra dado pela arbitragem. Que, aliás, até deu uma mãozinha. Marcou pênalti inexistente para os santistas, devidamente desperdiçado por Cícero. Agora, o time do modesto treinador Doriva tem a vantagem do empate para a segunda partida, próximo domingo, de novo no estádio Paulo Machado de Carvalho.

Tudo bem que os laterais Cicinho e Mena fizeram falta (punidos por cartões). Nada, porém, justifica a falta de combatividade, de pegada, de vontade mesmo dos jogadores da Vila Belmiro. Todos, sem exceção, pareciam zumbis em campo. Sem inversões de jogada, muito lentos, previsíveis e desesperados frente a marcação em cima do incômodo adversário.

O gol do Ituano saiu de uma tabelinha de dois veteranos, Esquerdinha e Cristian. Com 35 anos nas costas, o camisa 10 mandou no ângulo de Aranha, paralisado pelo arremesso. E Geovânio, Gabigol, Leandro Damião, Arouca e Rildo? Sumiram em campo, engolidos pela malícia e o toque elegante do oponente. No final o grito da torcida da bela Itú:

“A,e, i, 0, u: o Ituano calou o Pacaembu”. Lindo. Festa merecida.

E tenho dito!

 

Juvenal, José Wilker, Arena Timão, o Coronel e o Lobisomem

Foto Divulgação

O último “coronel” interpretado pelo eterno José Wilker

As críticas a Arena Corinthians feitas pelo presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio,  durante o pleito do clube tricolor neste sábado, são pura dor de cotovelo. Para ele, o “habite-se” será dado meio na marra, por forças das circunstâncias. Afinal, a Copa 2014 começa daqui a quatro meses. E ainda colocou-se de vítima. Afirmou que, se fosse no Morumbi, dava até cadeia. O cala boca ao dirigente veio a cavalo: a secretária de Kalil Rocha Abdalla, candidato titular da chapa de Oposição, foi agredida com uma lata de cerveja atirada por um sujeito vestindo a camiseta da Situação, isto é, de Carlos Miguel Aidar. Boletim de Ocorrência está registrado no 89º Distrito Policial. Vexame. Baixaria, claro. Como pessoas de tão fino trato perdem as estribeiras?

No dia da morte do grande ator José Wilker, fica difícil não lembrar dos coronéis do Brasil Colonial e do começo da República, tão bem interpretados por ele. Juvenal, no fundo, simboliza um caudilho inconformado por ser passado para trás pelo “iletrado” Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e o grande responsável pela articulação para a construção da Arena Corinthians, local onde acontecerá a abertura do Mundial. Isto é, o humilde vendedor de frutas do CEASA deixou o ex-delegado de polícia da Vila Sônia na saudade.

Um coronel age assim mesmo. Quando perde o comando o “pudê”, xinga, ofende, magoa, tira as calças e pisa em cima. Se deixarem, manda alguém usar de força bruta. Ainda bem que foi-se o tempo deles no Brasil atual. Mas os ditos cujos ainda estão por ai no futebol, dando as cartas em alguns clubes. Ao contrário de levantar suspeita sobre a abertura da Copa em Itaquera, por que não falou da agressão ocorrida em plena eleição dos conselheiros? Resposta: não interessa. A sujeira fica bem sob o tapete. Não aparece e nem incomoda. Só os alérgicos reclamam. E olhem que o sócio são-paulino, José Maria Marin (presidente da CBF) exerceu o direito do voto. Ouviu a crítica e limitou-se a sorrir.

Pelo jeito a alergia não afeta os eternos ditadores de plantão.

E assim caminham o poder e a mediocridade…

 

Santos e Ituano, a grande final caipira do Paulistão

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Santos e Ituano farão a grande Final Caipira do Paulistão 2014. Afinal, as três equipes grandes da Capital foram para o devido espaço. O Timão caiu na fase classificatória. O Penapolense eliminou o São Paulo nos pênaltis. E, neste domingo, o Palmeiras (o grande favorito para conquistar o título) caiu diante do Ituano, de Itú, por 1 a 0, gol de Marcelinho. Como o Peixe tem sede na praia, também está fora da cidade de São Paulo, logo, Interior mesmo.

À tarde, quase deu zebra. O time do técnico Oswaldo Oliveira, o famoso OO, levou 2 a 1 do Penapolense no primeiro tempo. No entanto, com duas alterações (sacando até Leandro Damião e Gabigol), o treinador virou o jogo para 3 a 2 e garantiu presença em mais uma final de campeonato paulista na bacia das almas.

Duro mesmo foi ver o Verdão desclassificado. Pacaembu cheio. Torcida entusiasmada. No entanto, Valdívia acabou vetado nos vestiários por contusão e ficou no banco. No primeiro tempo, o goleiro Fernando Prass e o atacante Alan Kardec contundiram-se e foram substituídos. El Mago até entrou. O máximo que conseguiu: levar um cartão amarelo.

Agora, as duas decisões do Interior ocorrem nos dois próximos finais de semana.

Parabéns.

E tenho dito!

 

 

 

 

Praga de Mano pega e deuses da bola eliminam o São Paulo

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Quando terminou o jogo Ituano 1, São Paulo 0 e o Corinthians acabou eliminado do Paulista na fase anterior, o técnico Mano Menezes lançou uma maldição: “Os deuses da bola irão fazer justiça”. Para o treinador corintiano, o Tricolor entregou o jogo de mão beijada, com a visível intensão de prejudicar o Timão. Certo ou errado, a praga de Mano pegou. Nesta quarta-feira, em partida válida pelas quartas-de-final da competição, o Penapolense mandou o São Paulo para o devido espaço. No tempo normal, 0 a 0. Nas penalidades, 5 a 4 para a equipe do técnico Narciso, sem dó e nem piedade.

O penal desperdiçado saiu dos pés de Rodrigo Caio que, aliás, foi o carrasco do Corinthians no clássico, marcando o terceiro gol, de cabeça, em pleno Pacaembu. Olho gordo a parte, o Tricolor do treinador Muricy foi uma vergonha. Engasgou na retranca armada por Narciso, criando quase nenhuma chance de gol. Praticamente não levou perigo ao gol adversário em 90 minutos. Caída para lá de vexatória, humilhante e injustificável.

Agora, a exemplo do Timão, o São Paulo fica à mercê de um longo período inativo, disputando apenas jogos da Copa do Brasil e esperando o começo do Brasileirão.

Que dureza!

E assim caminha a mediocridade…

São Paulo, Santos e Palmeiras são os grandes favoritos do Paulistão

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Em ano de Copa no Brasil, nunca foi tão fácil apontar quem poderá ser campeão regional paulista. Afinal, a distância técnica de São Paulo, Santos e Palmeiras para os outros classificados (Penapolense, Ponte Preta e Bragantino) é total. E olhem que o Tricolor atuou com os reservas diante do Botafogo (que pega o Ituano) e venceu tranquilo. Já no clássico, o Palmeiras terminou derrotado. No entanto, o gol de Neto, o primeiro do Peixe, foi irregular. O zagueiro sobe para testar a bola se apoiando nas costas de Marcelo Oliveira, mesmo que o Arnaldo César Coelho insista em dizer o contrário (na Globo).

Erro da arbitragem, porém, pode empurrar o Santos para cima do São Paulo. Quer dizer, nas semifinais, caso os três grandes se classifiquem, acontecerá o clássico San-São, como se dizia no passado. Facilitaria para o Palmeiras. Clube esmeraldino pegaria vencedor de Bota x Ituano, atuando em casa, ou seja, no Pacaembu. No entanto, tudo irá depender da sequência de partidas, já que continua valendo a soma de pontos total. Campeonato pouco complicado, né!

Romarinho é show

A “Era Mano Menezes 2″ despediu-se do Paulistão no Pacaembu. Romarinho brilhou três vezes, na vitória de 3 a 0 sobre o Atlético Sorocaba (rebaixado aliás). Dois de cabeça e o terceiro um belo gol, depois de lançamento magistral de Jadson. Agora, Timão fica um mês inativo. Perderá mais dinheiro ainda fora das finais do Paulistão. Reforços meia-bocaça estão para chegar. Ou seja, “Era Mano Menezes 2″ continuará pondo terror e motivando pesadelos para Fiel torcida.

E assim caminha a mediocridade.