Gazeta Esportiva

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Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians sagrou-se campeão paulista de 2013 ao empatar com o Santos em 1 a 1, em plena Vila Belmiro. Como tinha vencido no Pacaembu (2 a 1), não teve erro. Só que, desta vez, não teve apito amigo, interesses políticos, guerra de bastidores da Federação ou CBF. Na bola, meuus amigos e inimigos, o Timão será sempre o campeão dos campeões. Nas duas partidas, o Santos levou um vareio de bola. Neymar, muito bem marcado, sumiu. Saíram dois gols por descuido e distração da zaga corintiana.

Claro que não foi um consolo essa conquista graças ao “roubo” de quarta-feira, diante do Boca Juniors, quando o Timão empatou por 1 a 1, mas não teve dois pênaltis marcados e ainda por cima dois gols foram anulados. O paraguaio Carlos Amarilla não “matou a alma corintiana”. Essa viverá para sempre. Nos últimos dois anos foram um Brasileirão (2011), uma Libertadores (2012), um Mundial de Clubes (2012) e agora mais um paulista para a longa coleção (27 ao todo).

O trabalho do técnico Tite é excelente e o elenco muito forte. Mesmo com o Pato mais ou menos, deu para aproveitá-lo bem (poderia ter sido melhor); Romarinho agora sabe jogar em quatro posições; Gil foi o melhor zagueiro do campeonato; Guerrero sempre valente e brigador. Sem querer magoar ninguém, agora é hora de festa, é preciso já ir pensando em reforços para o Brasileirão. Alguns veteranos caíram de produção e precisam ser reavaliados.

Parabéns Timão, campeão dos campeões!

E tenho dito!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foram dois pênaltis não marcados e dois gols anulados. Por isso, o empate de 1 a 1 entre Corinthians e Boca Juniors eliminou a equipe campeã do mundo da Libertadores da América nessa quarta-feira, no Pacaembu. O árbitro Carlos Amarilla é um cara de pau. Entrou em campo com a visível preocupação de prejudicar a equipe alvinegra. Mas o que estaria por de trás dessa atitude?

No primeiro jogo contra o San José, aconteceu a trágica morte do boliviano Kevin Spada. Na época, cogitou-se até a eliminação do Timão, itém aliás, que consta no regulamento. Mas a Conmebol suspendeu a entrada da Fiel torcida por três partidas e depois deixou a punição para uma apenas. Dali para frente foi um inferno nos bastidores.

Somem-se a isso a guerra entre Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero, atual presidente da Federação Paulista e com apoio integral de José Maria Marin, presidente tapa buraco da CBF. Sanchez e Del Nero disputam a presidência da CBF em 2015. Dizem as más línguas que o ex-cartola corintiano conta com forte base em Brasília, que já estaria influenciando as várias federações de outros estados.

Bem tirando as quatro falhas gritantes da arbitragem e os bastidores cruéis contra o Timão. O que sobrou? Fica uma torcida sensacional que ficou aplaudindo de pé a equipe mesmo após a eliminação e a certeza de que chegou a hora de o técnico Tite pensar em outras táticas, buscar uma reciclagem. Caso contrário, as glórias recentes serão esquecidas muito rapidamente.

E assim caminham os apitos amigos, a política e a mediocridade…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fazia tempo que eu não via o Corinthians perder tantos gols em uma decisão de campeonato. Paulinho (uma na trave e outra para fora com goleiro vencido), Guerrero (em rebote de bola no travessão de Paulinho) e Emerson Sheik (chutou em cima do arqueiro Rafael com o gol livre). Timão tem a vantagem do empate (venceu por 2 a 1), mas poderia ter arrebentado o Santos no primeiro jogo.

O Peixe reagiu na etapa final, é verdade, saindo para cima do Timão. Deixou aberta a defesa para os contra-ataques. Ainda bem que veio um gol suado de Paulo André, com cabeça machucada e tudo. Na Vila, no próximo domingo, o Santos entra com boas condições de reverter e levar o título. Terá uma semana de descanso e o Timão, na quarta-feira, encara o Boca Juniors precisando vencer por 2 a 0 para continuar na Libertadores.

Que dureza!

E tenho dito!

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Não faço nem idéia o que Jorge Henrique aprontou. E nem me interessa. Mas, como não vou casar com ele, o dito cujo não é o meu irmão e nem irá namorar as minhas filhas, teria de ficar à disposição sim senhor do técnico Tite para os próximos três jogos do Corinthians (dois contra o Santos e um diante do Boca). Jorge é um atleta diferenciado, acostumado às decisões e sabe desempenhar funções táticas importantes. Sendo assim, quem será punido? O atleta ou a Fiel?

Sou fã do técnico Tite. Uma pessoa maravilhosa. Evoluiu bastante como treinador e hoje é o melhor do Brasil. Mas é xiita demais. O presidente Mário Gobbi e a comissão técnica toda também agem assim. Quando no Corinthians quem dá certo mesmo é jogador maloqueiro, malandro, malaco velho, tinhoso e corajoso. Afinal, o campeão do mundo não é Exército, nem Marinha e muito menos Aeronáutica.

E se ele entrar contra o Boca e marcar dois gols?

E assim caminham o exagero e a mediocridade…

O Atlético MG goleou o São Paulo e despachou o adversário para o meio do inferno na Libertadores. Foi uma humilhação historica. Ainda mais com a atitude de Carleto, agredindo Rosinei (expulso). Um futebol medíocre e sem vergonha. Velhos ídolos do glorioso passado devem estar se revirando no túmulo.

Agora deve sobrar para o técnico Nei Franco; para Luís Fabiano; Lúcio; Toloi e até Rogério Ceni. Despedida melancólica e triste de uma competição que o torcedor tricolor aprendeu a curtir.

Que pena!

E tenho dito!

Foto: ANDREW YATES / AFP

Foto: ANDREW YATES / AFP

O espetacular e secular sir Alex Ferguson resolveu aposentar-se no Manchester United, da Inglaterra. Uma pena para os ingleses. Mas, se seu fosse presidente do Corinthians, tentaria fazer uma proposta indecente para o genial treinador. Manteria uma bom salário só para tê-lo como uma espécie de manager (um gerentão geral), para embalar o Todo Poderoso de vez.

Não existe ninguém no Brasil que tenha a cabeça desse senhor. Um homem organizado, astuto, calculista, ousado, justo e idealista. Ferguson é tratado como um Deus na Inglaterra por ter todas essas qualidades. Imaginem só “the best coach” orientando jogadas atentamente observado por Romarinho, Pato, Zizao, Sheik, Paulinho, Ralf e o briguento Guerrero.

Altos papos com Tite. Primeiro, porém, ambos iriam à missa na Igreja do Menino Deus, em Porto Alegre, para ficarem mais inspirados e cheios de fé em um Corinthians supercampeão e imbatível no Século 21.

“God save the Queen” and “God save Timão’s Ferguson”

And I said so!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O Corinthians não apenas se classificou para a final do Paulistão 2013 contra o Santos, como também empurrou o São Paulo para o mais profundo abismo negro da crise. Afinal, 0 a 0 no tempo normal, foi justo. Mas nas cobranças de pênaltis, os fracassos de Ganso (por cima do travessão) e de Luís Fabiano (Cássio pegou), pesaram demais. E olhem que essas foram as duas principais contratações são-paulinas para retornar às glórias de um passado recente.

E pior que o Corinthians fez um jogo irritante de ruim. Criou pouquíssimas chances, andando em campo, só retribuindo as botinadas adversárias. Era nesse domingo ou nunca mais para o São Paulo. Agora, só restou a missão impossível na Libertadores: vencer o Atlético Mineiro na casa dos caras e por placares complicados. Lembrando que no Morumbi, derrota por 2 a 1 com um show de Ronaldinho Gaúcho.

Agora, o Timão que se cuide ou até o meio do ano metade da Fiel vai sofrer um infarto. Cadê a marcação sobre pressão no campo adversário? Os gols de cabeça de Guerrero? As entradas surpreendentes de Paulinho? O velho e genial Danilo com gols salvadores ou cruzamentos de mestre? E qual é, finalmente, a desse Pato?

Com a palavra o técnico Tite…

E tenho dito!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O pior jogo do Corinthians nos últimos tempos. A derrota para o Boca por 1 a 0, na quarta-feira, foi pior que dançar com irmã em baile de debutante ou xingar a mãe em reunião de família no churrasco da lage. Não me conformo: um adversário sem vencer há 10 jogos, com as pernas bambas, morrendo de medo de ser eliminado por goleada na primeira partida em casa, virou um leão em campo e partiu para cima do Todo Poderoso.

E por que? Simples: o técnico Tite veio para empatar e acabou perdendo de um. Medo? Covardia? Tática burra? Pode ser tudo isso sim senhor. Pela primeira vez em vários jogos, o Timão não marcou a saída de bola do adversário. Preferiu ficar se defendendo no próprio lado do gramado e sair em contra-golpes. Opção, aliás, facilmente neutralizada por uma boa postada linha de quatro zagueiros do Boca.

Tite, meus amigos, não é um gênio. Segue a mais tenra escola gaúcha, defendendo o futebol de resultado, atuando com o regulamento debaixo do braço. Se tiver de jogar no ataque, vai armar um time na defesa. Mas quando um cara tira um meia e colocar um atacante (Jorge Henrique para jogar recuado) não mostra nenhuma genialidade e sim uma grande tendência a inventor. E nem todo inventor é um gênio.

E assim caminha a mediocridade…

AFP

AFP

As participações das equipes espanholas do Real Madrid e do Barcelona nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa foram simplesmente ridículas. O Real perdeu o primeiro jogo por 4 a 1 do Borússia e de nada valeram os 2 a 0 na partida de volta no Santiago Bernabéu. Nesta quarta-feira, quando todos esperavam  uma virada histórica do temível Barça em cima do Bayern de Munique, a grande decepção. No primeiro jogo, 4 a 0. No segundo, 3 a 0. Total do placar: 7 a 0.

O que aconteceu com o fantástico futebol espanhol. Aliás, fantástico e milionário? Simples: o sonho acabou. Aliás, essa frase foi dita pelo ex-integrante dos Beatles, John Lennon, quando a então revolucionária música inglesas perdeu a hegemonia no pop. Todo mundo quer imitar o que é bom. No entanto, na maioria das vezes a cópia supera o original, mesmo porque sempre surgem novidades técnicas (no caso da música) e táticas (no do futebol). A fila anda amigo, como diria Galvão Bueno da Globo.

A vida é assim e o futebol, como a arte, é um espelho dos fatos, na tragédia e na glória.

E assim caminham a história e a mediocridade…

Quando eu era moleque gostava de jogar bola na rua. Também, em 1960, a população de São Paulo era de 3,5 milhões de pessoas, no máximo. Ou seja, brincávamos horas de gol a gol, fazíamos campeonatos da rua debaixo contra a de cima e era uma festa. No entanto, São Paulo cresceu. Já passou dos 10 milhões de habitantes. Hoje, a garotada bate uma bola em condomínios, nas escolas, em alguns campos de várzea ou em terrenos desocupados.

E por que? Bem, o número de carros aumentou absurdamente e o que era uma diversão transformou-se em uma brincadeira perigosa e às vezes mortal. Segundo a revista Veja São Paulo, são quase 7 milhões de veículos pelas ruas da Paulicéia.

Não sei como alguns vereadores de São Paulo ainda não perceberam que o mesmo fenômeno aconteceu com o ciclismo. É muito saudável passear com a família de bicicleta. Um exercício aeróbico fantástico. Mas em parques, pistas destinadas só para isso (as ciclovias do ex-prefeito Gilberto Kassab) e lugares de pouco movimento.

No entanto, para transformar um lazer em meio de transporte, tudo muda de figura. Qualquer veículo para andar no transito de São Paulo precisa estar registrado. Emplacado, por exemplo. Ter procedência. O ciclista devidamente equipado e sujeito às penas normais para quem utiliza veículo de duas rodas.

Na Avenida Paulista, os ciclistas são audaciosos e folgados. Passam em sinal vermelho; não respeitam a faixa de pedestres e adoram andar na contra-mão. Arriscam a vida ultrapassando ônibus e caminhões pela direita e absolutamente nada acontece. Dia desses vi um policial apreender uma bicicleta de um garoto na calçada bem em frente ao Top Center, na Avenida Paulista. Fez ele muito bem. Garoto punha em risco os centenas de pedestres com manobras audaciosas.

E o que vale para a bicicleta serve também para o skate, os patins e qualquer outro meio de locomoção que sirva para aliviar o trânsito da cidade. Caso contrário, famílias continuarão chorando tragédias e o governo municipal principalmente mostrando uma total incompetência para evitar acidentes e até mortes.

E assim caminham o abuso, o desrespeito à Lei e a mediocridade…