Cai a ficha: Alemanha leva 14 anos para ser tetra na bacia das almas

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Passada a Copa 2014, caiu a ficha. Os alemães levaram 14 anos para desenvolver um trabalho de base e levantar um tetra mundial (último aconteceu em 1990). Aqui entre nós, muito esforço para pouco resultado.Sem contar que o futebol dos chucrutes não é grande coisa. Afinal, argentinos perderam dois gols feitos durante a finalíssima. Germânicos marcaram na bacia das almas da prorrogação

Brasil perdeu de 7 a 1 dos caras, é verdade. Mas atuou aberto, sem marcação no meio-campo. Nos jogos anteriores, contra adversários fechados, os atuais campeões encontraram grandes dificuldades. Portugal cometeu o mesmo erro e acabou levando goleada. Gana, Argélia, Estados Unidos e França deram sufoco neles. Hermanos idem.

A conquista está sendo supervalorizada. Principalmente pelo pessoal que deseja ver o circo pegar fogo aqui na bola brasileira. Os nomes de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero transformaram-se em sinônimos de “coisa retrograda”. Felipão e Parreira, mitos até então são tratados como vilões. Ricardo Teixeira e Telê Santana foram melhores?. Zico e Pelé chegaram a ministros dos Esportes. E o que mudou? Absolutamente nada.

Todas federações e clubes estão na roça. Federações têm dinheiro, mas não sabem onde gastar. Daí uma provável corrupção vira tentação. Os clubes estão duros, porém, são obrigados a montar grandes elencos para serem campeões. Ninguém se salva.

Um clube faz dois bons campeonatos e cai para Segundona no terceiro ano. Não pode ser má administração somente. Todos batem com a cara no muro do ainda quase amadorismo e da maldita Lei Pelé: jogadores e empresários estão ricos e os clubes vendem o almoço para pagar a janta.

Brasileirão, por exemplo, cada time tem 39 jogos e 20 clubes. São meses de disputa. Apenas 15 jogadores não seguram a onda. Um elenco competitivo necessita ter dois bons atletas para cada posição. Com salários lá em cima.

O quê fazer?

Está na hora sim de colocar as chuteiras no chão e parar de imitar os europeus. Campeonatos mata-mata sempre foram mais atraentes e baratos. Dá para fazer estaduais, um bom nacional, uma ótima Copa do Brasil, além de torneios como Rio-São Paulo, São Paulo-Nordeste, Rio-Minas e assim por diante e ter um lucro muito maior. O ibope baixo das TVs abertas e a pouca procura das fechadas que o digam.

Antes de mais nada respeitemos a cultura e os costumes do nosso pais. Não somos alemães, ingleses, franceses, holandeses ou coisa que o valha. Somos melhores do que eles com a bola nos pés. Imitá-los para quê?

E tenho dito!

Vai Alemanha e chora na rampa, Argentina!!!

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

“Herzlichen Glückwunsch Deutschland”, quer dizer, “Parabéns Alemanha” para quem não sabe. Afinal, ser tetracampeã em uma Copa no Brasil, no segundo tempo da prorrogação, em pleno Maracanã, sobre a prepotente Argentina, é um feito magnífico. Mário Götze o herói do jogo. Matou no peito e fuzilou o hermano. Já “llores por mí Argentina” é “chores por mim Argentina”. Pelas provocações, o desrespeito e a folga, merecem um Rio Amazonas de lágrimas.

Em resumo, Vai Alemanha e chora Argentina!!!

Prevaleceu o conjunto sobre a individualidade. Os argentinos fizeram de tudo para não deixar os alemães darem um show de bola, como contra o Brasil (nos inesquecíveis 7 a 1). Bateram demais. Juiz italiano economizou cartões vermelhos. Schweinsteiger levou um soco no rosto e ficou por isso mesmo. E onde estava Messi? Um fracasso total. Uma prova de quem ninguém ganha nada sozinho no futebol.

Hermanos não aguentaram o tranco. E fica a pergunta: será que Carlitos Tevez, fora da lista de convocados, perderia os gols que os pernetas Higuaín e Palacio desperdiçaram?

Esse foi o erro primário do técnico Sabella. Levou o arco (Messi), a flecha (Aguero) e deixou o coração (Tevez) de fora do Mundial. Agora, começamos do zero, como fizeram os tetracampeões há 14 anos. Os argentinos choraram por último. Aqui entre nós, ser vice ou último colocado dá no mesmo.

E tenho dito!

Quer saber: dane-se a seleção e vai Corinthians!

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Nos últimos dias, chorei tudo que tinha para chorar. Lamentei a morte do querido Osmar de Oliveira. Fui ao velório do finado na Assembléia Legislativa de São Paulo para consolar a família. Não aguentei a emoção e lá se foi uma enxurrada de lágrimas. Fiquei com vergonha, mas afinal não tenho sangue de barata. Na terça-feira, ver o 7 a 1 para a Alemanha doeu demais. A ficha foi cair no dia seguinte. E dá-lhe emoção. Depois de assistir aos 3 a 0 da Holanda sobre o Brasil de Felipão e companhia bela, joguei a toalha de uma vez.

O quarto lugar entra para a história, assim como esse vexame. Foram 14 gols tomados em um único Mundial. Desastroso. Jogadores nem davam bola para o que dizia o técnico Felipão. Desmoralizaram o treinador logo após os 2 a 0. E no primeiro tempo.

O juizão ainda nos roubou! Falta fora da área e um lance antes do gol, impedimento claro. Um pênalti em cima de David Luiz e assim vai. É tristeza demais para minha cabeça. Uma desgraça só. Lembrei do maldito Amarilla na Libertadores contra o Boca Juniors, no Pacaembu.O enfarto do Dr Osmar aconteceu por causa da roubalheira.

O jeito, então, para não sair olhando de lado e resmungando com o chão ou dar boa noite para o poste, é lembrar que ainda existe o Corinthians.

Que alegria!

​Esse time, ganhando ou perdendo, agora tem um estádio para jogar. Aliás, deveria charma-se Osmar de Oliveira, como sugeri no blog anterior. Vieram reforços: Elias, Romero, Lodeiro e Anderson Martins. Para quem não sabe, a equipe vem treinando muito bem. Mostra organização tática, boa marcação e um ataque objetivo. Pensar no título brasileiro? Por que não?

Amigos e inimigos (como escreveria o também corintiano Suzuki Matinas): danem-se a seleção, a Copa 2014 e vai Timão.

O coração é puro e o amor, cego.

E tenho dito!

Arena Corinthians só pode ter um nome: Osmar de Oliveira

Os corações de todos, não só os de corintianos, estão tristes, vazios. Morreu nesta sexta-feira o grande médico ortopedista e jornalista Osmar de Oliveira. Minha voz está embargada. Era um amigo, companheiro, conselheiro, mestre e referência para todos nós nas duas profissões. Tomo a liberdade de lançar aqui uma idéia. Que a Arena Corinthians seja também chamada de estádio Osmar de Oliveira. É o mínimo que a Nação Alvinegra, defendida por ele nos 71 anos de vida dedicada ao clube (como torcedor e médico), pode fazer. Uma homenagem eterna a um corintiano íntegro, honesto e apaixonado.

De resto, só nos resta lembranças. Momentos inesquecíveis de narrações, debates, críticas brilhantes e emoção, muita emoção. Choro nas derrotas do Timão. Alegria nas vitórias. Bom senso nas colocações ou nas sugestões. Nunca deixou de atender um toque de celular. Nem que fosse para jogar conversa fora.

Certa vez, eu para variar sem um tostão, tive uma crise de ácido úrico no joelho. Nem aguentava falar, de tanta dor. Ele me tratou em sua clínica (ainda na Rua Turiassú). Quando falei em dinheiro, quase apanhei. “Corintiano, aqui, não paga”, disse, com aquele charmoso porém maldito cigarro no canto da boca.

Vou brigar por essa homenagem ao amigo que se foi. Prepare um lugar bem ao seu lado. Um dia estaremos todos juntos outra vez. Eu, você Osmar, meu pai Francisco (que me levava nos ombros para ver o Corinthians no Pacaembu) e tantos outros ligados no nosso Timão.

Arena Corinthians ou estádio Osmar de Oliveira.

E tenho dito!

Futebol brasileiro chegará à rebelião, dificilmente à revolução total

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Depois do vexame diante da Alemanha (7 a 1) muita gente questiona se não está na hora de revolucionar o futebol brasileiro. Mudar tudo. Jogar uma bomba em cima e começar do zero. A idéia, o conceito, exige uma explicação mais detalhada. A palavra “revolução” significa “reviravolta, virar uma situação de pernas para o ar”. Sinceramente, quem no Brasil tem coragem para mexer com o caudilhos da bola? Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, até tentou. E nada conseguiu. Tirou o time de campo para não levar uma lavada humilhante na última eleição da CBF.

A estrutura da entidade máxima da bola nacional são profundas e sólidas. Permitem a corrupção, a exploração de jogadores por empresários e tratam o ser humano como mercadoria. Todos possuem um valor de uso, de troca, prazo de validade. Criaram um mercado com leis, normas e outras ferramentas convenientes para a “máquina de fazer dinheiro” continuar funcionando, custe o que custar.

Em nosso País, pior que misturar bola com política, é a própria política da bola. Clubes têm um jeito padronizado de se relacionarem com torcedores, empresários e jogadores. Os políticos de carreira dão uma bicada aqui e ali. E só. Dirigentes sim tiram grandes proveitos, com uma espécie de “micro poder” dentro de um “macro poder” (para lembrar de Michel Foucault). Um pode ser a cópia do outro, mas são diferentes. Têm outros objetivos. Seria uma “máquina menor” dentro de uma “máquina maior”.

Por isso que, no máximo, poderemos assistir nos próximos anos uma rebelião. Ou seja, alguns pontos de indignação, de revolta, poderão ser reivindicados e atendidos. Mudança de horários de jogos de TV ou alterações no calendário de jogos, por exemplo. A criação de departamento de Psicológia pode ser outra alternativa. Na infraestrutura, porém, ninguém bota a mão. Ou seja, as relações clubes, empresários, jogadores, CBF, Fifa serão mantidas em termos globalizados. Fazem parte de um sistema maior, o “Livre Mercado” planetário, ou como diria o finado Plínio Salgado, “o capitalismo selvagem”.

Uma rebelião, meus amigos, já seria muito bem vinda. Torço por ela. Mas já desisti de uma revolução.

E tenho dito!

Sou Alemanha desde criancinha na final contra a Argentina

krrosA tragédia brasileira começou na véspera (7 a 1 na corcova de Felipão e companhia bela) e completou-se nesta quarta-feira: nos pênaltis (4 a 2), a Argentina superou a Holanda e vai para a decisão da Copa 2014 contra a Alemanha. Não sei ficar em cima do muro. Por isso, confesso ser Deutschland desde bebezinho. Mesmo porque, meu avó, Gustavo Lang, tinha um pezinho na Austria/Alemanha, veio para o Brasil e fundou a Brahma.

Time por time, os queridos alemães são melhores, objetivos, ofensivos. Arrasaram com a gente. Então, não vejo motivos para não fazerem o mesmo com los hermanos. O futebol sul americano anda lento, com esquema tático superado. Messi não brilhou ainda. Do outro lado, dá para escolher os craques: Müller, Klose (aliás minha avó era polonesa) e lá está um técnico com nome português, Joachim Low (ou seja Joaquim alguma coisa).

Como se vê, as razões de minha opção são puramente emocionais. Paciência. Nessas horas fala a rivalidade latina. Vai doer mais assistir os argentinos chegando ao tri (são bi, em 1978 e 1986), do que os alemães ao tetra (são tri, 1954, 1974 e 1990). E tem mais: gosto de ler Kant, Karl Marx, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Schopenhauer, sem falar que o meu guru Freud tinha um pé lá e um pé cá, como o finado avô Gustavo.

E ainda tem a música: Sebastian Bach; Wilhelm Richard Wagner e Ludwig van Beethoven. Que, por motivos óbvios, fizeram dos sons uma manifestação artística antropológica e fundamental para a existência humana. Assim como, os comandados por Joaquim estão mostrando nesse Mundial: a bola rola com alegria e beleza, como se fosse uma pintura ou escultura de ouro e cevada (não podemos nos esquecer que eles são os mestres da cerveja no planeta).

E tenho dito

Ich bin aus Deutschland Babe im Finale gegen Argentinien

Von Zeit zu Zeit sind die deutschen, besten, Ziele, Offensive. Mit uns gerockt. So sehen nicht Grund, nicht das gleiche mit Los Hermanos zu tun. Der südamerikanische Fußball gehen langsam mit taktischen überwinden. Messi noch nicht glänzen. Auf der anderen Seite gibt die Sterne zur Auswahl: Müller, Klose (aka meine Großmutter war Polnisch) und es gibt ein Techniker mit portugiesischen Namen, Joachim Löw (dh Joaquim etwas).

Wie zu sehen ist, sind die Gründe für meine Wahl sind rein emotional. Patience. Zu diesen Zeiten spricht Latein Rivalität. Es wird weh tun mehr kommen, um den argentinischen Tri (bi sind in 1978 und 1986) zu sehen, als die Deutschen zu Tetra (tri sind 1954, 1974 und 1990). Was mehr ist, wie das Lesen von Kant, Karl Marx, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Schopenhauer, nicht zu erwähnen, dass mein Guru Freud hatte einen Fuß hier und einen Fuß dort, wie Gustav verstorbenen Großvater.

Und dann ist da noch die Musik: Sebastian Bach; Wilhelm Richard Wagner und Ludwig van Beethoven. Welche, aus offensichtlichen Gründen, tat klingt eine anthropologische und von grundlegender Bedeutung für die menschliche Existenz künstlerischen Ausdruck. Wie auch die von Joaquim geboten werden, die in dieser Welt: der Ball rollt mit Freude und Schönheit, wie ein Gemälde oder eine Skulptur aus Gold und Gerste (wir dürfen nicht vergessen, dass sie die Herren von Bier auf dem Planeten).

Und ich sagte

Uma simples homenagem ao povo alemão pelo belo futebol na terra do futebol.
Eine einfache Hommage an das deutsche Volk für die schöne Fußball im Land der Fußball-

Estamos mortos, enterrados e sepultados…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Estou escrevendo esse texto no intervalo da partida entre Brasil 0, Alemanha 5. Não estou jogando a toalha. Foram o técnico Felipão e os jogadores que enterraram o futebol pentacampeão do mundo na esperada Copa 2014. Uma vergonha nacional. O resultado, sinceramente não importa. Fico pensando nas pessoas importantes que nos deixaram esse ano: Assis, Washington, Fernandão, Giba, sem falar no saudoso Luciano do Valle. Ainda bem que não viram, em vida, o maior vexame da história da bola canarinho. No céu, devem estar tristes ao lado de Garrincha, Didi, Bellini, Djalma Santos, Gilmar dos Santos Neves, Everardo, Doutor Sócrates…

Felipão tentou fazer do medíocre Bernard o novo Neymar. O cara tem 1m66 de altura e caiu nas graças dos mineiros quando atuava pelo Atlético MG. Lembrou um anão desesperado entre gigantes (os zagueiros alemães). Ridículo. Foi um esquema tático suicida e irresponsável. Menosprezou o adversário. Atitude típica de um treinador que nunca soube jogar no ataque. Era um especialista em retrancas. Fechava o meio-campo e tentava vencer em um lance isolado. Nem para isso serviu. Resolveu dar uma de Telê Santana e acabou esmagado.

Faltou Neymar? Infelizmente não. Nunca tivemos uma equipe dígna das tradições de um pentacampeão. Fomos, mortos, enterrados e sepultados. Basta saber se um dia iremos ressuscitar.

E assim caminham o vexame e a mediocridade…

Só nos resta xingar o colombiano pela internet: Justiça Virtual

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

É o fim da picada. O carniceiro Zuñiga não será mesmo suspenso pela Fifa, depois de quase “aleijar” Neymar na partida entre Brasil e Colômbia. Não tem punição nenhuma. Nem indenização, o que não seria tão absurdo assim. Pior ainda: entidade ignora pedido de anulação de cartão para Tiago Silva. Aí, me desculpem, mostra estar a CBF sem força nenhuma nos bastidores da bola planetária.

Então, meus amigos, só nos resta xingar o brutamontes pela internet mesmo. O mundo virtual é uma nuvem de fumaça, mas serve para “fazer justiça com as próprias palavras”. Pelo menos isso, para a gente desabafar após uma agressão descabida, desproporcional e sem motivo algum.

Cabe a pergunta: se a Copa 2014 fosse na Argentina e esse cara tivesse metido o joelho nas costas de Messi, o que aconteceria com ele?

Perfil do povo brasileiro é de passividade, resignação. Prefere rezar do que brigar. Exige muito de Deus e não faz absolutamente nada para obter o que deseja. Preguiçoso, espera o “maná” cair do céu.

E assim caminham as ovelhas e a mediocridade…

Na pausa da Copa, Timão arrasa o pobre Uberaba

Gazeta Press

Gazeta Press

O Corinthians de Mano Menezes mostrou os dentes no estádio Uberabão, contra o Uberaba, goleando por 4 a 1. Um amistoso, é verdade, mas deu para perceber que Elias, por exemplo, fará a diferença no meio-campo. O garoto paraguaio Romero agradou também. Sem falar de Renato Augusto, Petros e o sempre velho e bom Jadson (vai ser uma briga boa com o Lodeiro).

Os gols foram de Luciano (passe de Jadson), de Jadson (pênalti que não aconteceu), de Elias (um golaço, deu meia-lua na zagueiro e tocou no meio das pernas do goleiro) e finalmente Renato Augusto (passe de Fágner). Na etapa final, Mano mexeu e trocou a equipe inteira.

A equipe alvinegra mostrou-se rápida, errou poucos passes e eficiente ofensivamente. Na segunda metade do Brasileirão, as expectativas da Fiel devem ser positivas. Elias, vindo de trás, deve “matar” as defesas adversárias que atuam em linha.

E tenho dito!

Calma que o Brasil é nosso, mesmo sem o gênio Neymar

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

De repente, a preocupação nacional voltou-se para o menino Neymar. Afinal, se fosse um jogo de várzea, o tal colombiano teria apanhado feito cachorro. Dependendo do lugar, aqui em São Paulo, teria sido linchado. Mas Copa é Copa. Sem racismo e sem violência. O cara volta para a terra dele e o árbitro espanhol continua sendo um “dos melhores do planeta”. Não é à toa ter o Brasil a fama do “País da impunidade”. Políticos lotam estádios (ganharam ingressos de graça), enquanto jornalistas ficam vendo partidas pela TV (quem tem direito e quem não tem).

Triste realidade de lado, calma: o Brasil é nosso. Quer dizer, Neymar fará uma grande falta pelo que talvez deixará de fazer. No entanto, nunca pelos jogos anteriores. Aqui entre nós, o camisa 10 da seleção entrou na disputa travado. Marcou quatro gols na fase classificatória apenas. Bateu aquele pênalti contra o Chile se arrastando. Gênio é gênio, diria o filósofo. É verdade. Para brilhar, no entanto, precisa estar bem fisicamente. Atacante, menina dos olhos de 200 milhões de brasileiros, não gozava desse privilégio no momento.

Resta ao técnico Felipão, o cara mais teimoso e cabeça dura do Universo, mexer certo. William entra no ataque e Dante na defesa, no lugar de Tiago Silva, suspenso infantilmente. Os alemães ficarão quebrando a cabeça: “Em quem iremos bater?”. Assim, quem sabe, Fred finalmente entre em campo. Paulinho volte a ser aquele do Corinthians e Hulk levante a cabeça antes de chutar em gol. Dá para passar pela Alemanha e ir para final.

Eu acredito.

E tenho dito!