Renato Augusto faz gol de “Van Persie” e Timão brilha na Bahia

Impossível esquecer. Durante a Copa a Holanda meteu 5 a 1 em Espanha. Em um dos gols, Van Persie esticou-se todo e, como se fosse de mola, desviou de cabeça por cima do goleiro. No mesmo palco, a Fonte Nova, Renato Augusto relembrou a façanha do holandês. No gol da vitória do Corinthians frente ao Bahia, 2 a 1, Renato Augusto aproveitou um excelente cruzamento de Danilo e repetiu o mesmo movimento. Resultado: golaço de cabeça, que recoloca o Timão mais do que nunca na briga por uma vaga para Libertadores.

Sem Guerrero, na seleção peruana, a equipe do técnico Mano Menezes entrou com problemas em campo. Quem iria finalizar a gol? No entanto, em uma cobrança de tiro de meta, o goleiro Cássio resolveu o enígma. O grandalhão bateu forte na bola, Malcon saiu antes do meio-campo (portanto não existia impedimento) e mandou a bola para o fundo das redes de Marcelo Lomba: 1 a 0.

O Bahia, desesperado, foi para cima. Timão, sem armação adequada na meia, pouco acionava Luciano e mesmo Malcon. Na etapa final, o treinador interino dos baiano, Charles, mudou tudo e partiu para as cabeças. Para variar, Felipe não fez direito a linha de impedimento e veio o empate. A alegria do adversário durou pouco. Um minuto de estalo de Danilo, uma conclusão sensacional de Renato Augusto e Timão matou o jogo.

E tenho dito!

Timão merecia ter goleado o pobre Santos

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians não é nenhum carro de fórmula 1, mas ficou na ponta do clássico contra o Santos, neste domingo, na Arena Itaquera. O placar minguado ficou longe de espelhar o domínio sobre o adversário. Guerrero marcou, para variar. No entanto, o goleiro Aranha salvou o Peixe de uma humilhação histórica.

Luciano Ronaldo acertou o travessão. Fagner chutou de fora da área para fora, sem falar das pancadas de Renato Augusto e do próprio Guerrero. Cheio de desfalques, a equipe da Vila não se encontrou no gramado. Partida foi pegada, violenta e disputada.

Cássio estava ligado quando a bola foi para o gol. O menino Caju e o Gabinete poderiam ter empatado. Os deuses da bola, porém, foram justos. Por isso, deu Corinthians.

E tenho dito!

Ceni pega tudo e Kaká faz um gol de Sócrates

Está bonito de ver o São Paulo jogar. Neste domingo, mais três pontos para coleção tricolor. A vítima foi o Vitória, no Barradão, 2 a 1. E o melhor jogador em campo acabou sendo o goleiro Rogério Ceni. O veterano camisa 01 pegou tudo, “até pensamento”, como se dizia na minha época de várzea. Confessou que, como admirador do bom futebol, o toque magistral de Kaká no segundo gol vai para minha “prateleira da memória”. Belíssimo. Me lembrei do Doutor Sócrates. Épico, sem dúvida.

Deu para perceber estar o São Paulo subindo na tabela nesta reta final na base do talento e da individualidade do elenco. Padrão de jogo tem também, é verdade. No entanto, a diferença fica sempre por conta de Ganso, Souza, Michel Bastos, Kaká, Alan Kardec e de Rogério Ceni. Luís Fabiano, por exemplo, mostrou o que significa “antecipação” para a garotada sonhadora com um futuro na bola mundial. Oswaldo cruzou. O Favela estava atrás do beque. Deu um passo à frente, testou e gol. Simples assim.

Há quarenta anos, todos os times eram mais ou menos como o São Paulo hoje. Quem diria que o nível iria cair tanto naquela época. Esse Tricolor só tem um defeito: demora demais para definir a partida, principalmente diante de equipes inferiores tecnicamente.

E tenho dito!

Palmeiras desmorona e reservas do Galo somam outra façanha

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Aos 19 minutos da etapa final, o goleiro Fernando Prass saiu aloprado do gol, chocou-se com o zagueiro Victor Luís e nocauteou o companheiro. A partida já estava 2 a 0 para os reservas do Atlético MG em pleno Pacaembu. Esse foi o retrato fiel da partida, vista por mais de 20 mil apaixonados torcedores que, no final, não aguentaram tamanha “amarelada” do Palmeiras e vaiaram sem dó. Ainda bem que o jogo não foi de abertura da Alianz Arena. Seria um vexame histórico…

Perigo de voltar para a zona de rebaixamento ainda está meio longe. Faltam cinco jogos (15 pontos) e para o Verdão basta somar mais seis pontos. No entanto, diante de um Galo repleto de jovens (apenas o goleiro Victor sobrou de titular), com a ajuda do raçudo Pierre, ex-palmeirense aliás, e do ex-são-paulino Edcarlos, o time do técnico Dorival Junior desmoronou. Um gol perdido por Henrique, que driblou o goleiro e chutou para fora, abalou os nervos alviverdes e a vaca (ou seria o porco) foi para o devido brejo.

As “armas” palmeirenses falharam. Prass estava nervoso e apressado. No primeiro gol de Tiago, de cabeça, poderia ter rebatido ou até encaixado. Valdívia parecia uma “enceradeira”, rodando no meio-campo, sem objetividade ou passes preciosos. O restante da equipe ficou no esforço apenas, na força física, na correria. Uma noite lamentável e supreendente. Mais uma façanha para conta desse incrível Galo Mineiro do treinador Levir Culpi (na Copa do Brasil eliminou Palmeiras, Corinthians e Flamengo).

E tenho dito!

Gigante Rogério Ceni garante São Paulo na Sul-Americana

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Todos sabem que um grande time sempre começa com um grande goleiro. Graças a uma ótima atuação do veterano Rogério Ceni, mesmo perdendo para o Emelec por 3 a 2, o São Paulo classificou-se para a semifinal da Copa Sul americana, com enormes chances de chegar ao título da competição. O camisa 01 do Tricolor, além de defesas oportunas, mostrou excelente colocação, soube ganhar tempo nos momentos mais agudos e intimidou o adversário (acertaram duas bolas na trave são-paulina).

Foi um sufoco. O tal de Bolaños foi autor dos três gols do Emelec. O primeiro, logo aos 18 segundos, assustou o técnico Muricy Ramalho. No entanto, com calma e toque de bola preciosos, a equipe brasileira envolveu os equatorianos. Paulo Miranda escorou de cabeça para o artilheiro Alan Kardec fazer o gol de empate. Triangulação perfeita pela direita, Kaká serviu a Ganso que virou o placar, 2 a 1.

Na etapa final, Paulo Miranda deu um rapa no atacante local aos 2 minutos. Pênalti. Rogério tocou na bola, mas não evitou o gol. Cinco minutos depois, Álvaro Pereira se atirou em direção ao arremate adversário e a bola tocou no seu braço. Outro pênalti. Bolaños, desta vez, tirou bem de Rogério. A partir daí, só deu Emelec contra Rogério Ceni. E a lenda tricolor, com três marcas históricas no Livro dos Recordes, segurou a bronca de novo.

Essa derrota valeu por uma vitória.

E tenho dito!

Categoria faz a diferença e São Paulo continua na briga

Rubens Chiri/SPFC

Rubens Chiri/SPFC

Uma equipe precisa de craques para ser diferenciada? Claro que sim. E o São Paulo é a maior prova dessa tese no atual campeonato brasileiro. Com vários desfalques, inclusive Kaká, o Tricolor venceu o Criciúma por 2 a 1, em Santa Catarina, com uma atuação onde a qualidade e a categoria de alguns jogadores fizeram a diferença (casos de Ganso, Michel Bastos, Mailcon e Alan Kardec). Édson Silva, quando houve necessidade, meteu a cabeça na bola e abriu o placar. Souza empatou para o time da casa. Aí, então, brilhou o talento de Kardec, aproveitando de cabeça um cruzamento certeiro.

Apesar da desigualdade técnica entre as equipes ser enorme, o técnico estreante Toninho Cecílio tentou igualar as coisas em campo. Colocou a equipe catarinense atuando em função de Souza, principalmente na etapa final, quando começou a chover e ninguém conseguia parar em pé. Porém, faltou tranquilidade, cabeça no lugar para os atacantes converterem um certo domínio em gols. Tanto assim, que o goleiro Rogério Ceni praticou defesas importantes.

Um certo exagero no toque de bola quase prejudica o Tricolor. Atacantes queriam entrar de bola e tudo, sem arriscar jogadas verticais em direção ao gol adversário ou arremessos de fora da área. O técnico Muricy Ramalho, no entanto, colocou Ademilson e Oswaldo e impôs grande correria para o já desgastado e grosseiro Criciúma. E assim saiu o gol da vitória de Kardec.

Ótimo resultado. São Paulo segue firme na captura do Cruzeiro.

E tenho dito!

Corinthians é um time desequilibrado…

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians de hoje é um retrato fiel do próprio treinador Mano Menezes: desequilibrado. Neste sábado, mais uma vez, a equipe sentiu enormes dificuldades de enfrentar o fraquíssimo Coritiba, um dos sérios candidatos ao rebaixamento no Brasileirão. Em plena Arena de Itaquera, o adversário chegou a vencer por 2 a 0 (Robinho e Alex). Somente no segundo tempo é que a equipe reagiu. Elias marcou de coxa, aos 30 segundos e Bruno Henrique, de cabeça, aos 49 minutos. Um sufoco. E por quê 2 a 2, meu Deus?

Simples: logo no início da partida o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima, um tremendo Zé Mané do apito, marcou pênalti em cima de Luciano Ronaldo. O zagueiro empurrou visivelmente o atacante. Carga nas costas. No entanto, o árbitro de linha do gol anulou o lance. O juizão foi na dele e voltou atrás. Mano Menezes, que deveria passar tranquilidade e boa postura emocional, teve vários pitis. Esperneou, xingou o quarto árbitro, sapateou, inconformado.

Como esse time corintiano só tem cabeça de bagre (tirando um ou outro), entrou na pilha do treinador. Começou a reclamar mais do que a jogar bola e ficou fácil para o Coxa. Os jogadores e o técnico estão errados. Na reta final do campeonato, com o nível do apito péssimo, claro que irão ocorrer lances estranhos e duvidosos. Falta sim um preparo psicológico para todos enfrentarem situações adversas. Nervos à flôr da pele nada irão adiantar.

E assim caminham a imbecilidade e a mediocridade…

Zidanilo salva Timão, na bacia das almas

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Um empate com sabor de vitória para o Corinthians diante do Palmeiras, neste sábado, no Pacaembu. O veterano Danilo, nos acréscimos, deixou tudo igual no placar, arruinando mais uma corajosa exibição da equipe do chileno Valdívia. Se a esperança é verde, o azar também. O velho e bom Zidanilo entrou por acaso, numa substituição intuitiva do polêmico técnico Mano Menezes e salvou a pátria alvinegra.

O Palmeiras, por sua vez, cansou na metade do segundo tempo para frente. Mas esteve por definir o jogo em várias ocasiões. Henrique abriu o marcador. Valdívia, o melhor em campo, rolou para Wesley. O meio-campista chutou em gol e pegou na orelha da bola. Fágner bobeou no policiamento do artilheiro do campeonato, que não perdoou. Daí para frente, o Timão se atrapalhou inteiro. Com três volantes, sem saída de jogo ou referencia no ataque, ficou a mercê do fogoso adversário.

As chances eram criadas e desperdiçadas de ambos os lados. O Verdão sempre objetivo. O Timão, lento e precavido demais. Aí, então, Mano fez o que deveria ter feito desde o começo: mandou a equipe para cima do adversário, com uma defesa jovem e fraca. Só pela atitude, os esmeraldinos ficaram inibidos e recuaram demais. Cederam o espaço conquistado anteriormente.

Foi só Valdívia sair e veio o castigo: Bruno Henrique cruzou, bola mal rebatida pela zaga palmeirense; Zidanilo veio na corrida e bateu de primeira; zagueiro encobriu visão de Fernando Prass, que deixou a bola passar no meio das pernas. Empate injusto? Pode ser. Porém, com sabor especial de vitória para o Corinthians.

Na bacia das almas.

E tenho dito!

Aos trancos e barrancos, Timão volta ao G4

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Bem na base do bumba meu boi, o Corinthians venceu o Vitória por 2 a 1, na Arena Pantanal, e voltou ao cobiçado G4 do Brasileirão. Os gols foram de Fábio Santos e de Luciano Ronaldo. Por causa de uma falta sem a menor necessidade de Gil, no final da partida, a equipe do técnico Ney Franco tomou coragem, foi para cima e quase complicou a vida do Alvinegro. Edno (ex-Lusa e ex-Timão), de falta, assustou a Fiel. Bola morreu no ângulo do reserva Walter. Time baiano, por sua vez, fraco demais, não teve forças e nem técnica suficientes para empatar.

Faltou mais objetividade para o ataque corintiano. No primeiro tempo, depois do belo gol de Fábio Santos, o Vitória ficou à mercê do adversário. Com Jadson armando as jogadas de meio-campo, Romero tentou cumprir as funções táticas de Guerrero, enquanto Renato Augusto atuava como segundo atacante. Ferrugem tinha uma “avenida” para descer pela lateral-direita. No entanto, esteve cara a cara com o goleiro e preferiu servir os companheiros. Faltou determinação para o ex-pontepretano (atuando no lugar de Fágner, suspenso).

Na etapa final, finalmente o treinador Mano Menezes (bastante vaiado pelos 7 mil e poucos torcedores, um fracasso de público e renda, diga-se) mandou a campo Luciano. De quebra, colocou o menino Malcom. E veio o segundo gol. Malcom tabelou, de calcanhar, com Fábio Santos. Bola caiu nos pés de Renato Augusto. Esse, deu um toquinho para Luciano Ronaldo. O inspirado artilheiro driblou dois zagueiros em um espaço curto de campo e estufou as redes baianas. Jogada linda e finalização perfeita.

Veio a bobagem de Gil, o susto, mas compensou o resultado.

E tenho dito!

Vai entender esse Corinthians…

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

 

Divulgação/Agência Corinthians

Divulgação/Agência Corinthians

Parece gozação. Brincadeira de mau gosto. Não é que o Corinthians foi a Porto Alegre e ganhou do Internacional, em pleno Beira Rio, por 2 a 1. O resultado assumiu proporções enormes. Afinal, na quarta-feira anterior, o Timão deu adeus à Copa do Brasil depois de ser goleado pelo Atlético MG, 4 a 1. Agora, faltando nove partidas para o término do Brasileirão, as chances de ficar entre os quatro primeiros ainda existe. Dá para chegar na Libertadores!

E o enredo do filme era o mesmo do fracasso frente ao Galo. Primeira bola chutado a gol, Guerrero estufou a rede adversária. Uma surpresa para todos. Menos para o peruano. Artilheiro nem comemorou direito. Com certeza lembrou de três dias atrás e trocou o entusiasmo pela dedicação e pelo empenho. A gauchada endoidou. Aí, então, Cássio chocou-se com um jogador do Colorado. Cortou a orelha. Partida esteve paralisada por 16 minutos. Nos descontos, Gil aproveitou e fez 2 a 0, de cabeça, deixando a torcida colorada (quase 42 mil pessoas) desesperadas.

Na etapa final, Gil ainda marcou um gol de cabeça. No entanto, estava mesmo impedido. Quanto ao Inter, muita correria da equipe do técnico Abel Braga. Nervosismo. Ansiedade. Cássio fez até chover no Beira Rio. Em lance estranho, bola bateu na cabeça de Gil, tirou goleiro da jogada, e o ex-corintiano Nilmar marcou o de honra dos donos da casa.

Não dá para entender o Corinthians do técnico Mano Menezes. Perde ou ganha quando menos se espera.

Que dureza.

E tenho dito!