Palmeiras estreia com as calças na mão…

O esforçado Gabriel Jesus esteve bem marcado por Edcarlos. Sergio Barzaghi / Gazeta Press

O Palmeiras estreou no Brasileirão com um empate diante do Atlético Mineiro, 2 a 2, neste sábado, no Allianz Parque. Um resultado apenas razoável, conseguido no sufoco. O gol de Rafael Marques saiu nos últimos segundos do tempo extra (cinco minutos, um exagero do árbitro), diante de um adversário com uma equipe reserva. Cerca de 30 mil palmeirenses respiraram aliviados. Mas não precisa ser um “expert” em futebol para perceber que o Verdão terá de evoluir bastante, caso pretenda chegar mais longe no campeonato.

O “Calcanhar de Aquiles” do Palestra é, sem dúvida, a defesa. Zagueiros ainda estão no ritmo do Paulistão, onde o nível técnico da competição é bem inferior. Vitor Ramos e Vitor Hugo passaram a partida correndo atrás do ex-corintiano Jô e de Maicosuel. Zé Roberto descia para apoiar o ataque e não tinha fôlego para voltar na marcação. Resultado: o lateral-direito Patric penetrou pelo setor sem ninguém incomodá-lo e abriu o placar. O mesmo aconteceu nas costas de Lucas, com deslocamentos de Eduardo e Giovanni Augusto, infernizando por ali.

O técnico Oswaldo Oliveira, então, fez alterações na base do desespero, casos de Gabriel (Alan Patrick) e Dudu (Kelvin). O empate alviverde veio de cabeça, em lance sensacional do beque Vitor Hugo. Ele subiu no chamado “terceiro andar” e testou firme para o fundo do gol de Vitor. Minutos depois, porém, Jô calou a Arena Verde, tocando a bola com categoria no meio das pernas do goleiro Fernando Prass. O técnico Levir Culpi, porém, tentou ir para cima e definir o jogo, quando deveria administrá-lo na longa prorrogação dada pelo apitador. Prass recuperou-se da falha do segundo gol e evitou duas vezes a queda da meta palmeirense.

Justiça seja feita: o menino Gabriel Jesus só não fez um golaço graças à estupenda defesa de Vitor, de pontinha de dedos, pondo para escanteio. E veio o gol salvador do artilheiro Rafael Marques. Bola cruzada da esquerda, batida firme em cima de Vitor (bobeou no lance). Sempre bom lembrar: o Galo atuou com reservas e o Verdão, com força máxima.

Pela lógica da bola, donos da casa deveriam ter vencido com facilidade. Ou não?

E tenho dito!

 

São Paulo faz mal lição de casa e ganha de pouco

Centurion marcou de cabeça, depois de desperdiçar várias chances de gol. Djalma Vassão/Gazeta Press

Um golzinho chorado do argentino Centurion deu ao São Paulo a magra vitória de 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no Morumbi, no primeiro jogo das Oitavas de Final da Libertadores. Lição de casa feita, porém poderia ter tirado a nota máxima se não fosse o goleiro Fábio, da Raposa. Autor de, pelo menos, três grandes defesas, o eterno injustiçado na seleção brasileira salvou a pátria mineira. Nada definido ainda. Segunda partida será em Belo Horizonte, na próxima quarta-feira. A equipe cruzeirense pode reverter o placar tranquilamente.

Centurion marcou, é verdade, e desperdiçou outros três gols. Pato ainda mandou uma bola na trave. O São Paulo do técnico Mílton Cruz brigou por um resultado melhor. Disso ninguém pode reclamar. Já o Cruzeiro, bem diferente dos anos anteriores, teve grandes dificuldades de marcação e de armação principalmente no meio-campo. O treinador interino tricolor soube tirar proveito disso e manteve a partida sob controle durante boa parte dos 90 minutos.

O sem vergonha do Carlos Amarilla, aquele juizinho paraguaio que roubou o Corinthians na Libertadores em 2013, prejudicou o São Paulo. Deixou de marcar uma puxada na camisa do zagueiro Tolói. Pênalti claro que, se convertido, deixaria os são-paulinos em uma zona de conforto interesse para o retorno. Bem feito para o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar. Dirigente forçou a barra para o árbitro não ser brasileiro e quebrou a cara.

E tenho dito!

Cássio, Gil e Felipe afundam Timão no Paraguai…

AFP

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O futebol do Corinthians diante do Guarani, do Paraguai, no primeiro jogo das Oitavas de Final da Libertadores, foi simplesmente ridículo. Perdeu por 2 a 0, e deve dar graças a Deus. O adversário teve várias oportunidades de gol e poderia ter decidido a classificação lá mesmo, no estádio Defensores Del Chaco. O gols foram de Santander e Contreras. Os vilões dessa brincadeira sem graça foram três: o goleiro Cássio e os dois zagueiros, Gil e Felipe. No primeiro gol, Cássio levou um peru em falta cobrada sem pretensão por Santander. No de Contreras, Felipe perdeu na corrida e Gil não conseguiu acompanhar o lance.

O técnico Tite errou também. Começou a partida com Luciano fora de ritmo e visivelmente afobado. Piorou ainda quando o atacante tentou acompanhar um contra-ataque do Guarani e sentiu o tornozelo e parou na jogada. Gil, pelo menos, fez uma coisa boa. No primeiro tempo, salvou gol certo em cima da linha. Depois, só levou totó no meio das canetas. Elias, Jadson e Renato Augusto estiveram irreconhecíveis. Só após as entradas de Danilo e Malcom é que o time chegou.

Fábio Santos ainda mandou uma bola na trave quando a partida estava 1 a 0 para o Guarani. Guerero, bem marcado, não conseguiu finalizar uma vez sequer. Agorta, na próxima quarta-feira, Timão precisa vencer de 3 a 0, na Arena de Itaquera para conseguir permanecer na Libertadores. Para isso acontecer, elenco necessita de ânimo. Jogadores desanimados, olhando para o chão, sem a menor raça ou espírito de luta. É bom lembrar que prêmios e direitos de imagem estão atrasados mais de sete meses por incompetência da atual diretoria.

Vaca corintiana está indo para o brejo.

E assim caminha a mediocridade…

Ninguém segura o Barcelona de Messi e Neymar

Lançado pelo magnífico Messi, Neymar “matou” o goleiro Neuer e saiu para o abraço. AFP

Sou de uma geração, meus amigos e inimigos (para lembrar do genial Matinas Suzuki) que gostaria de ter visto uma dupla de atacantes formada por Maradona e Pelé. Infelizmente, cada um teve um rumo na vida, além de distanciados pelo tempo. Viraram sinônimo de rivalidade entre os dois povos (quem é melhor?) e pairou no ar uma frustração histórica. Quiseram os deuses da bola, caprichosos e donos da razão eterna, compensarem os amantes do futebol colocando no mesmo time Messi (argentino) e Neymar (brasileiríssimo). E foi assim, por causa desses dois monstros da bola planetária, que o Barcelona venceu o primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique por 3 a 0.

Três pinturas, três obras primas, uma mistura de Salvador Dali (surrealista) com Di Cavalcanti (o mestre das mulatas assanhadas). No primeiro, Daniel Alves ganhou no peito e na categoria e rolou para o hermano. De fora da área, um chute no cantinho do gigante Neuer. No segundo, deixou o tal de Boateng sentado no gramado e mandou por cobertura para as redes do goleiro alemão. Por último, Neymar recebeu um presente do amigo Messi. Penetrou e tocou no meio das pernas de Neuer (eu vi no meio das pernas e dane-se). Senti um gostinho de vingança por aqueles 7 a 1. Afinal, Neymar não estava em campo naquele dia trágico.

Vou fumar um bom cachimbo e acender uma vela para os deuses da bola. Enquanto o fumo e o pavio queimam pelas chamas, farei uma prece agradecendo por estar vivo e poder degustar a beleza de uma dupla perfeita.

Podem não ser Pelé e Maradona. Mas são Messi e Neymar.

E tenho dito!

Sempre ele resolve na Juventus. Volta, Carlitos Tevez!

AFP

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A Juventus, de Turim, venceu o primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões da Europa, contra o Real Madrid. Para variar, sempre ele, o inesquecível Carlitos Tevez marcou o gol da vitória, de pênalti. Agora, italianos precisam segurar um empatezinho apenas para chegar à final, contra Barcelona ou o temível Bayern de Munique. E como jogou o hermano! No primeiro gol, o goleiro rebateu e Morata mandou para as redes. Tevez entrou na área, bateu cruzado, como fazia no Boca Juniors e no Corinthians.

Carlitos foi um tormento para os espanhóis. Parecia ter imãs nas chuteiras. Na dúvida, juventinos tinham Tevez como referência. Ex-corintiano é mesmo meio time de qualquer time do mundo. De pensar que a Juventus o comprou pagando menos do que o Corinthians deu no Pato, dá vontade de chorar. Atacante cairia como uma luva no ataque do Todo Poderoso, ao lado de Guerrero e de Emerson Sheik.

Volta, Carlitos Tevez!

E assim caminham a cegueira dos dirigentes e a mediocridade…

Zebra seria ter dado Palmeiras: Santos campeão!

Jogadores santistas sempre tiveram maior domínio durante toda partida. Djalma Vassão/Gazeta Press

Ainda não foi dessa vez. O Palmeiras já contava com o grito de “é campeão” no Paulistão 2015. Só tinha que empatar com o Santos, neste domingo, na Vila Belmiro. No entanto, deu tudo errado. Perdeu no tempo normal (2 a 1) e nos pênaltis (4 a 2). Caiu diante de um Santos mais bem postado, usando do fator campo como grande trunfo. E como fez falta aquele pênalti perdido por Dudu (inexistente diga-se) no primeiro jogo (1 a 0 Verdão)! Aliás, o camisa 7 alviverde perdeu a cabeça, socou Geuvânio e os dois foram expulsos. Depois, mais um palmeirense Victor Ramos foi para o chuveiro mais cedo. Título está em ótimas mãos. Zebra seria ter dado Palmeiras.

O time da Vila poderia ter definido a partida no primeiro tempo. No placar, 2 a 0 (gols de David Braz e Ricardo Oliveira). E poderia ter sido muito mais dilatado o placar. Geuvânio, Ricardo Oliveira e Lucas Lima chegaram bem perto de marcar. Na etapa final, Palmeiras foi para o oito ou oitenta e fez um golzinho chorado, do lateral direito Lucas, em falha do goleiro Vladimir. No fundo, se tivesse atuado desde o início marcando pelo menos na saída de bola sob pressão, talvez o título fosse para o Palestra Itália.

O técnico Osvaldo Oliveira quis jogar com o regulamento debaixo do braço e se deu mal (segundo título paulista perdido em dois anos. Em 2014 levou a pior contra o Ituano). Mesmo assim, Zé Roberto arriscou de longe para boa defesa de Vladimir. Ainda teve um gol impedido de Amaral, bem anulado pelo bandeirinha. Na loteria dos pênaltis, 4 a 2 para o Santos. Mais um ano de fila para o animado torcedor palestrino.

E fica a pergunta: de que adiantou ganhar do Corinthians nos pênaltis?

Parabéns, Santos. Grande abraço ao meu amigo Serginho Chulapa e ao competente Marcelo Fernandes.

E tenho dito!

Apito amigo ajuda e Palmeiras pula na frente na decisão

Jogadores do Verdão comemoram gol de Leandro Banana. Luís Moura/Gazeta Press

O árbitro Vinicius Furlan foi o grande destaque da primeira partida da decisão do Paulistão, entre Palmeiras e Santos. No Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0, gol de Leandro Banana. No entanto, o homem de preto deixou de marcar um impedimento (de Robinho um lance antes); deu um pênalti inexistente de Paulo Ricardo (expulso de campo) em Leandro (falta começou fora da área) e ainda deu cartão vermelho para os técnicos Marcelo Fernandes e Oswaldo Oliveira, alegando terem entrado no gramado para reclamar durante o intervalo.

O tal pênalti acabou desperdiçado por Dudu (mandou no travessão). Menos mal para um juiz confuso, atrapalhado e caseiro demais. O resultado deixou o Verdão em uma situação melhor. Depende apenas de um empate para chegar ao tão sonhado título paulista. Deixando de lado a péssima arbitragem, o jogo recebeu uma nota 6,5. A técnica e o toque de bola mais refinado foram deixados de lado. Mesmo porque o gramado estava bastante danificado por causa do show do cantor Roberto Carlos promovido pela WTorre, a real dona do estádio nos próximos 30 anos.

Diante de quase 40 mil pessoas, evidente que ao Palestra só restou pressionar, tomar a iniciativa. Ajudou também a postura defensiva do adversário. Robinho não atuou de última hora. O treinador O.O. ainda deu sorte. Arouca sentiu músculo posterior e entrou Cleiton Xavier. Meia deu outra dinâmica ao meio-campo, encurralando a garotada santista, dependente dos repentes de Geuvânio ou da inspiração do veterano Ricardo Oliveira. Na etapa final, Palmeiras poderia ter resolvido a final fazendo um ou até mais gols, porém faltou força de ataque.

Decisão ficou mesmo para Vila Belmiro e continua em aberto.

E tenho dito!

Obrigado, São Paulo: Timão pega o Guarani do Paraguai!

Luís Fabiano fez o dele, foi expulso e fica fora do jogo contra o Cruzeiro. Que azar!  Luís Moura/Gazeta Press

Nem sempre uma derrota tem consequências ruins para um clube de futebol. Vejam, por exemplo, o Corinthians. Perdeu de 2 a 0 do rival São Paulo em partida complicada pelo excesso de rigor do árbitro Sandro Meira Ricci (três expulsões e vários cartões amarelos). O Tricolor passou sim para a próxima fase da Libertadores e terá como adversário ninguém mais do que o Cruzeiro (atual cameão brasileiro). O Internacional e Atlético MG também farão um jogo de vida ou morte pela competição. E o Timão? Bem, cheio de problemas e em evidente decadência técnica terá de enfrentar o fraquíssimo Guarani do Paraguai. Ou seja, pegou um tremenda molezinha nas Oitavas de Final. Agora terá 15 dias para descansar, recuperar-se da maratona até aqui e retomar o caminho das vitórias.

O juizão estragou o grande clássico do Morumbi. Expulsou Emerson Sheik sem necessidade. Depois de levar uma entrada de Tolói, o corintiano trançou o pé no adversário. Ricci entendeu como agressão. Cheio de ânimo, o São Paulo já estava melhor, mais ofensivo e buscando o gol. Com um a menos, restou ao Corinthians o recuo fatal. Luís Fabiano abriu o placar depois de falha de Uendel. De fora da área, Michel Bastos arriscou, a bola pingou na frente de Cássio e morreu no fundo do gol.

Na etapa final, saiu Vágner Love e veio Mendoza. Na primeira dividida com Luís Fabiano, o colombiano deu um tapa na mão do são paulino. O Favela simulou um soco no rosto. Ricci deu cartão vermelho para os dois e fim de papo. A partida terminou exatamente aí. Denílson ainda acertou uma bola na trave para o Tricolor, com Elias e Centurion trocando tapas e beijos. Ricci conversou com os dois e não expulsou mais ninguém. Sabem quantas bolas o Timão mandou a gol? Nenhuma. Segundo as más línguas, veio uma ordem do banco de reservar: “Nada de atacar. Um gol, agora, e vamos pegar o Atlético MG”.  Obedientes, alvinegros aceitaram de bom grado o “olé” do adversário.

Resultado recupera o São Paulo mas o complica também. Ganhar do Cruzeiro é complicado, com os minieros fazendo o segundo jogo em Belo Horizonte. Já Timão sai na primeira partida e decide na Arena de Itaquera.

Pergunta: no fundo no fundo, quem saiu-se melhor?

E tenho dito!

 

Marcelo Fernandes e Serginho merecem o título do Paulistão

A dupla mais dinâmica dos últimos tempos arrebentando no Santos. Gazeta Press

O Santos sempre foi um clube diferenciado. Tem lá arranca-rabos entre dirigentes de quando em vez. Ninguém é perfeito e o estatuto do clube é democrático, ou seja, tem sempre gente a favor de uma gestão e outra parte contra. O conflito faz parte da conjuntura. E as soluções caseiras sempre foram o ponto forte do Peixe. Chegar à final do campeonato paulista com Marcelo Fernandes como técnico e Serginho Chulapa como auxiliar é uma vitória da tradição. Sem falar do respeito. Todo ex-jogador santista é tratado como um semideus, um olimpiano em vida. Vejam os casos de Pelé, Coutinho, Durval, Mengalvio, o brilhante Pepe, Clodoaldo, Zito e assim por diante. A lista é interminável. Um tapete vermelho estará estendido eternamente para esses “imortais da bola”.

Oswaldo Oliveira, Enderson Moreira, lembrando de Muricy Ramalho e Dorival Júnior, nenhum foi tão rápido para arrumar a casa como estão sendo o treinador e o polêmico ajudante. Os outros ainda puderam contar com Neymar. Aí, meus amigos, até eu. Quero ver ajeitar a equipe com Geuvânio, Gabigol, Lucas Lima, com o reserva Vladimir no gol, apostando ainda nos veteranos Renatinho, Elano, Ricardo Oliveira e Robinho. Uma “sopa” nem sempre de fácil desgustação. Unir duas gerações e fazê-las pensar da mesma forma é muito complicado.

Sempre dialogando, sem vaidades, Chulapa e Marcelo estão com o time nas mãos. Serginho, com poucas palavras, vai direto ao ponto. Se bobear, dá uma surra em quem não entendeu o esquema tático. Fernandes, enquanto isso, “assopra”. Tem mais paciência, por isso mesmo explica, desenha se for preciso, sem perder a ternura jamais.

Quanto os dois ganham juntos? Não sei dizer. Mas com certeza nem metade do que Tite, no Corinthians; um quarto de Marcelo Oliveira, no Cruzeiro; ou um terço de Oswaldo Oliveira, no Palmeiras. Serginho e Marcelo, dois abnegados da bola, símbolos de glórias passadas e solidificando as futuras sem dúvida. E nota 10 para Modesto Roma Júnior. Presidente simples, emotivo, descomplicado e objetivo. O Peixe merece ser campeão paulista.

E tenho dito!

Geuvânio faz gol de Pelé e desclassifica o badalado São Paulo

Muita festa para o garoto, autor do gol que abriu a classificação. Ricardo Saibum/Gazeta Press

O Santos venceu o São Paulo por 2 a 1, neste domingo à noite, na Vila Belmiro, e será o outro finalista do Paulistão, ao lado do Palmeiras. O resultado garantiu ao clube santista disputar o segundo jogo “em casa”, ou seja, na Vila provavelmente. O grande destaque acabou sendo o garoto Geuvânio. Baixou o “espírito do Pelé” no dito cujo. Ele pegou a bola na intermediária do adversário, partiu em velocidade entre cinco zagueiros tricolores e mandou para as redes de Rogério Ceni.

O outro gol foi de autoria de Ricardo Oliveira. Cicinho lançou Chiquinho nas costas de Hudson. O lateral cruzou na medida para Ricardo Oliveira executar o veterano goleiro são-paulino. Aliás, dois lances antes o artilheiro do Peixe tinha acertado um balaço na trave. O problema do interino Mílton Cruz continua sendo os beques da equipe do Morumbi. Defesa ruim demais. Por isso mesmo, de nada adianta o Pato, Centurion e Luís Fabiano se entenderem e mostrarem um bom desenvolvimento.

Tanto assim, que o gol (impedido) de Luís Fabiano saiu de uma tabelinha com Pato. Pelos lados do Santos, o time era um com Robinho em campo e outro sem ele (deixou o gramado contundido). O treinador Marcelo Fernandes e o auxiliar Serginho terão uma semana para resolver o “x” dessa questão, o mesmo acontecendo com o próximo oponente, o Palmeiras (os dois não atuam no meio de semana pela Copa do Brasil).

Já o São Paulo do interino Milton Cruz terá pela frente o “mordido” Corinthians pela Libertadores. Clube do Morumbi terá de vencer a partida se não quiser ficar dependendo do outro jogo entre San Lorenzo e Danúbio.

Que dureza!

E tenho dito!