Marcelo Oliveira que se cuide no Palmeiras

Marcelo Oliveira, o principal reforço da Era Paulo Nobre no Palmeiras. Divulgação

O excelente técnico Marcelo Oliveira assumiu o Palmeiras de vez nesta terça-feira. Como tem experiência com elencos e clubes complicados, o discurso foi em cima da “pressão” sofrida por um treinador nos grandes paulistas. Ou seja, sabe estar pondo a mão em uma casa de marimbondo. Afinal, a saída do técnico anterior, Oswaldo Oliveira, no mínimo pode ser definida como estranha. O time com ele não rendia. Não corria. Não marcava. Não chutava a gol. Diante do Fluminense, a equipe toda correu, marcou e deu 26 chutes contra Diego Cavalieri.

No Cruzeiro, Oliveira sagrou-se bicampeão brasileiro. No entanto, na mudança de elenco, perdeu o controle. Principalmente depois da derrota para o River Plate por 3 a 0, em pleno Mineirão, pela Libertadores. Quer dizer, sentiu na pele algo semelhante  ao drama de Osvaldo no Verdão. E alguém logo se lembra da clássica pergunta: jogador derruba técnico quando quer? Resposta: “evidente, caro Watson”, diria o maior detetive do planeta de todos os tempos Sherlock Holmes (personagem da literatura inglesa criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle).

Oliveira, porém, tem competência para superar tudo isso. Uma contratação de peso, talvez a maior de todos feita na Era Paulo Nobre. Profundo conhecer do futebol brasileiro, pode sim dar o tão esperado “padrão de jogo” ao novo Exército Alviverde (22 atletas contratados desde o começo da temporada). Ele tem uma característica impressionante: liderança e comando. Para um clube muito parecido com uma panela de pressão, pulso forte e seguro são o melhor remédio.

E tenho dito!

Douglas Costa salva seleção de Dunga na prorrogação

Zagueiro brasileiro Miranda anulou o ex-corintiano Guerrero na estreia. AFP

Se jogo é jogo e treino é treino, amistoso é amistoso e partida oficial é partida oficial. O Brasil sentiu imensa dificuldade para derrotar a fraca seleção do Peru por 2 a 1, de virada. O gol salvador aconteceu aos 48 minutos da etapa final (faltava um min para terminar), quando Neymar deixou Douglas Costas de frente para o gol e tocou sem problemas. Peruanos, porém, saíram na frente com gol de Cueva. Empate veio graças ao entrosamento de Dani Alves e Neymar no Barcelona, da Espanha. Lateral foi à linha de fundo e cruzou na medida. Atacante testou certeiro. Seleção do técnico Dunga fica bem no Grupo C  (lidera ao lado da Venezuela – surpreendeu a Colômbia, 1 a 0).

Perder um gol atrás do outro contra um adversário inferior na Copa América, complica. Zagueiro e goleiro com lambança na hora de desafogar dentro da pequena área, pior ainda. David Luiz e Jefferson se enroscaram, Cueva pegou rebote e mandou para o fundo da rede. Um minuto depois, Daniel Alves colocou com a “mão” na cabeça de Neymar e veio o empate. Daí para frente, um show de gols desperdiçados com Neymar, Tardelli, Felipe Luís e por aí afora. Modestos, peruanos orientados pelo ex-palmeirense Gareca, ficavam na deles, esperando outro erro para definir.

Na etapa final, outra enxurrada de gols perdidos. Só de Neymar, dois. Dunga mexeu, então. Errado, diga-se. Deu sorte ao sacar Tardelli e colocar Douglas Costa. No entanto, tirou poder de mobilidade substituindo William (melhor em campo) para a entrada de Éverton Ribeiro.

Essa foi a décima primeira partida seguida com vitórias na nova Era Dunga. A primeira em jogos oficiais.

E tenho dito!

 

Verdão vira e dá boas vindas para Marcelo Oliveira

Dudu conta Diego Cavalieri na virada do Palmeiras. Ale Vianna/Agência Eleven / Gazeta Press

O técnico Marcelo Oliveira vai assumir o Palmeiras com um excelente astral. Afinal, jogadores fizeram bonito na vira de 2 a 1 sobre o Fluminense, neste domingo, na Arena Palestra. Os gols foram de Rafael Marques e Cristaldo, com Jean para o tricolor carioca. Nem mesmo as duas expulsões (de Magno Alves e Gun) podem ser alvo de reclamações do adversário. Verdão teve mais de 20 conclusões ao gol de Diego Cavalieri, dominou durante toda etapa final e mereceu o bom resultado. O atacante Alessandro estreou e teve ótima atuação, diga-se.

Talvez o maior desafio do próximo treinador seja outro. O elenco é bom, com atletas de qualidades. Por que, então, toda partida ser um sufoco? Corrigir o posicionamento da zaga é uma caminho. O meio-campo necessita de maior aproximação tanto do ataque quanto da defesa. Zé Roberto tem fama e futebol para render bem mais. Arouca também, sem falar de Cleiton Xavier. Diante do Flu, todos estiveram abaixo da crítica, largando para o setor ofensivo a incumbência de definir o placar.

O Flu, por outro lado, poderia ter definido quando deu um “branco” no alviverde, ainda no primeiro tempo. Faltou confiança para Magno Alves na última bola. Paciência. Não aproveitaram do vacilo e levaram um sufoco tremendo.

E tenho dito!

Baixa “Zico” em Jadson e Timão vira com gol de Love

Camisa 10 do Timão lembrou o grande meia do passado fazendo um golaço de falta. Mauro Horita/Agif / Gazeta Press

Sair atrás diante de um adversário como o Internacional RS não é fácil. O time de Dom Diego Aguirre é marrudo, briguento e tem dois grandes atacantes, Rafael Moura e Nilmar. Aliás, depois de uma tabela dessa dupla saiu o primeiro gol do jogo (Nilmar). Aí, então, Jadson sentiu um arrepio no corpo. Deve ter “recebido” o espírito de Zico. Cobrou uma falta na entrada da área com tamanha perfeição, no ângulo, empatando a partida. Minutos depois, Renato Augusto driblou zagueiro dentro da grande área e mandou na trave. No rebote, Vágner Love desencantou e mandou para o fundo da rede gaúcha.

Virada na raça, na garra, como a Fiel gosta. E bem no dia da despedida do emocionado Emerson Sheik, agora indo para o Flamengo. O técnico Tite começou com Petros. No agora “novo” esquema tático, o 4-2-2-2. Não deu certo. Atacantes Romero e Mendoza ficaram muito isolados. Sem falar que Jadson e Renato Augusto não conseguiam se livrar da marcação. Timão travado pelo Inter. Sorte da Fiel que Alex não é mais aquele. Perdeu a velha e boa chegada dos tempos da Libertadores pelo Corinthians (2012).

Na etapa final, empurrado pela grande torcida na Arena Itaquera, saíram os gols. Love sofreu falta na entrada da área. Jadson bateu com a categoria de um “Zico” e veio o empate. Gaúchos sentiram o gol e cederam campo. Renato Augusto caiu pela esquerda e criou a jogada da virada. Vágner Love mandou ver. Pode não ser a equipe dos sonhos, mas somou quatro vitórias em sete rodadas. Um bom começo para quem não paga salários, prêmios há sete meses e deixa sair jogadores importantes.

E tenho dito!

Uma despedida sem a mínima graça da seleção de Dunga

Robinho entrou na etapa final e arriscou um chute a gol, mais nada. AFP

A seleção venceu por 1 a 0 a fraquíssima Honduras na partida de despedida da torcida brasileira, nesta quarta-feira à noite, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Firmino marcou, mas o futebol mostrado pela equipe do técnico Dunga não arrancou suspiros de ninguém. Pelo contrário, Time deixou o gramado vaiado, tamanha a decepção do grande público presente. Atitude, aliás, justa por parte do povão. Amistoso chato, desmotivado, arrastado, repleto de passes errados e poucas finalizações. Nem as presenças de Neymar e Robinho no ataque empolgaram. Brasil estreia domingo, na Copa América, no Chile, contra o Peru.

Para começo de conversa, Dunga deu uma de “professor Pardão”, personagem metido a inventor nas historinhas da Disney. Ou seja, mandou para o gramado praticamente onze reservas. Insistiu com o tal de Fred, Phelippe Coutinho e até Casemiro. Todos esperavam Elias, Robinho, Neymar e Tardelli, pelo menos na minha cabeça titulares absolutos. Resultado: a reserveira correu demais, jogou de menos. Um tanto estabanados, tentavam jogadas ofensivas a trancos e barrancos.

Por um “milagre” dos deuses da bola, o lateral-esquerdo Felipe disparou pelo setor e cruzou para Firmino. O alagoano deu um toquinho sutíl, a bola passou entre as pernas do goleiro e morreu no fundo do gol. A Canarinho chegou de novo no ataque apenas na etapa final, após boa jogada de Robinho (bola desviou no zagueiro e espirrou para fora) e de alguma lucidez de Neymar. Teste, a bem da verdade, pior do que contra o México, domingo passado, no Allianz Parque.

O Grupo do Brasil é o C, juntamente com Colômbia, Peru e Venezuela.

Vamos torcer. É o que nos resta.

E tenho dito!

Uma seleção sonolenta e sem carisma…

Phelippe Coutinho fez o primeiro gol e comemorou muito no Porcódromo. Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Era o primeiro jogo do Brasil em território nacional depois do vexame diante da Alemanha (7 a 1) e da Holanda (3 a 0). Diante de um adversário de quinta categoria (sem fosse boxe seria uma “galinha morta”), a seleção do técnico Dunga venceu o México por 2 a 0, gols de Phelippe Coutinho e Diego Tardelli. Torcida, na maioria formada pelos sócios torcedores do Palmeiras, vaiaram sem dó. E com razão! Um time sonolento, sem carisma, pouquíssimos valores individuais e um conjunto questionável. Lembrou um “Catadão” ali da esquina, nunca uma “Seleção”, com “S” maiúsculo.

Os próprio Dunga confessou antes da partida estar o time meio nervoso, vivendo a expectativa do reencontro com a torcida. Bola rolando, mexicanos bem retrancados, na base de 3-6-1, batendo de longe apenas. Aliás, o goleiro Jefferson poderia ter assistido tudo sentando em um banquinho, tal a falta de agressividade do oponente. Não deram um chute se quer durante 90 minutos. Diante de tanta ineficiência, Brasil chegou lá. Felipe Luís tabelou pela esquerda com Phelippe Coutinho. Goleiro deixou o canto aberto e foi lá mesmo o arremesso forte e colocado do ex-vascaíno: 1 a 0.

Depois, triangulação entre William, Elias e Tardelli. O corintiano saiu na cara do gol. Poderia ter marcado, mas rolou com categoria para Tardelli: 2 a 0. O árbitro deveria ter encerrado o amistoso nesse momento. Nada, absolutamente nada aconteceu após o segundo gol da Canarinho. Dunga aproveitou para fazer várias trocas, nenhuma que chamasse a atenção, nem mesmo a do tal Firmino, aposta pessoal do treinador. Agora, Brasil pega Honduras em Porto Alegre e sem manda para a Copa América.

Seja lá o que Deus quiser.

E tenho dito!

 

Resultado excelente e futebol ruim do Corinthians

chicoDepois de duas derrotas seguidas no Brasileirão (Palmeiras, 2 a 0; Grêmio, 3 a 1), o Corinthians volta a vencer. O futebol péssimo. O resultado, excelente. Inspirado e correndo o campo todo, Jadson acabou marcando um golaço, decretando um minguado mas aliviante placar. Afinal, a revolta da Fiel já se fazia presente, com vaias, protestos e resmungos. O treinador Tite, desta vez, acertou a mão. Percebeu um certo cansaço da equipe e segurou o ímpeto adversário com um jogo mais retrancado. Valia mesmo somar três pontos, dar tranquilidade ao elenco e comissão técnica.

O Timão precisava de um respiro, de um ar. Estava atuando como um peru bêbado depois das saídas de Guerrero e Emerson Sheik. Não se pode dizer estar a solução nos pés de Romero e Mendoza. Pelo menos, os dois gringos (um paraguaio e outro colombiano) se esforçam à beça para desempenhar funções táticas. Romero, para desespero geral, perdeu o gol mais feito da partida. Recebeu um lançamento precioso, ficou sozinho na cara do goleiro e mandou para fora.

Já o meio-campo, com Elias na seleção brasileira onde disputará a Copa América, ainda precisa de acertos. Se Jadson esforçou-se, Renato Augusto continua fora de sintonia. Não se tocou ainda da atual situação, onde jogadores técnicos como ele devem fazer o arroz com feijão, sem firulas. Continua desatento e lento. Bruno Henrique não marcou e nem apoiou. Contundiu-se e entrou Petros. Mas falta alguém para ser o tal do “elemento surpresa”, função dada a Elias no começo do ano.

Corinthians somou três preciosos pontos. Porém, para melhorar ainda tem um caminho difícil pela frente.

E tenho dito!

Deu a lógica, só isso…

Gol de Neymar, fim de jogo e jogadores do Barça se abraçam na comemoração. AP

Nada de ficar decantando em prosa e verso a conquista do Barcelona, da Espanha, na Champions Ligue. A vitória de 3 a 1 sobre a Juventus, da Itália, era esperada. Um sucesso anunciado. Deu a lógica. A equipe de Messi faz tempo é a melhor do mundo. Ao lado dele, o uruguaio Luiz Suárez e o brasileiro Neymar. Um trio de respeito, efetivo, funcional, objetivo e cirúrgico na hora de empurrar a bola para o fundo do gol adversário. O Barça conseguiu montar um time vencedor na essência (palavra carregada de espiritualismo, paciência). Desde a época de Ronaldo Fenômeno, passando por Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e agora o argentino Messi.

E Neymar? Bem, embora seja um dos destaques da equipe, é simplesmente mais um ao lado do hermano. Como Luizito Suárez, tal qual o croata Rakitic, completando com os espanhóis Iniesta e Xavi. Quem se lembra do técnico Guardiola? Ninguém. Saiu do foco da vitória, pelo menos desde que se mandou para o Bayern de Munique. Para dizer a verdade, até o querido Guto Ferreira (treinador da Ponte Preta) se estivesse no Estádio Olímpico, em Berlim, teria sido campeão do mesmo jeito.

O Barça de Messi anda sozinho. Basta apenas não atrapalhar.

E tenho dito!

Corinthians de Tite vira um saco de pancadas…

Giuliano marca o primeiro logo de cara e ajoelha com companheiros gremistas para festejar. Divulgação/Grêmio

O Corinthians perdeu mais um jogo no Brasileirão. Desta vez, na Arena do Grêmio por 3 a 1, nesta quarta-feira. O resultado poderia ser considerado normal, não fosse a equipe gaúcha formada, na maioria, por garotos, um quase sub-20. Molecadinha doTricolor Gaúcho definiu de cara. Aos 5 minutos do primeiro tempo, 2 a 0 a seu favor. Giuliano e Marcelo Oliveira (refugo do Palmeiras, aliás) detonaram o Timão. Resposta veio fraca, num golzinho minguado de Mendoza. O futuro nebuloso para a equipe do técnico Tite. Cinco gols em dois jogos desenham um quadro sombrio; coisa de quem caminha a passos firmes rumo à Série B.

Tite perdeu mesmo o fio da meada. Escalou a equipe errada de novo. Contra o Palmeiras, armou um 4-5-1 quando deveria ter atuado no ataque. Atuava em casa, na Arena Itaquera e deveria ter acuado o adversário. Diante do Grêmio, treinador chutou o balde e escalou o onze alvinegro de maneira ofensiva demais: 4-2-2-2, tática estranha e arriscada, com Cristian (lento e sem ritmo) no lugar de Ralf. Ou seja, ninguém na cabeça de área, mesmo porque Bruno Henrique também se mandava para frente e abria mão de qualquer tipo de marcação.

O técnico Roger, esperto, percebeu a mancada tática e aproveitou-se. Mandou o menino Luan lançar Giuliano e Mamute, dando liberdade também para a “múmia” Marcelo Oliveira. Outro “nó tático” no atordoado Adenor Bacchi, com cara de barata tonta no banco de reservas. Luan definiu o placar ainda no tempo inicial, quando Bruno Henrique não saiu para fazer a linha de impedimento, a tal da “linha burra” decantada em prosa e verso pelo finado e saudoso João Saldanha.

Em duas rodas, Timão caiu de 4º para 11º, mergulhando fundo em uma crise.

Pior: ainda nem chegou no fundo do poço.

E assim caminha a mediocridade.

Herói e vilão, Rogério Ceni decide para Tricolor

Rogério Ceni pega pênalti, dá rebote para Ricardo Oliveira e leva o gol. Sergio Barzaghi / Gazeta Press

O goleiro Rogério Ceni irá mesmo encerrar a careira no final do ano. Antes, porém, resolveu fazer o torcedor do São Paulo vivere muitas emoções. Nesta quarta-feira, no Morumbi, na vitória de 3 a 2 sobre o Santos, o goleiro pegou um pênalti mas levou um gol (Ricardo Oliveira no rebote); falhou no segundo gol santista (Oliveira de novo) e fechou atuação com chave de ouro ao marcar de penal (sofrido por Carlinhos na prorrogação). No intervalo, deitou e rolou. Desceu o sarrafo no árbitro. Para o veterano, o soprador de latinha quis aparecer, chamar a atenção e roubar o espetáculo, visto por apenas pouco mais de 13 mil pagantes em uma noite fria.

O novo técnico, Juan Carlos Osório, estava de olho. Das Tribunas de Honra, anotou erros em caneta de tinta vermelha e os acertos, com a de cor azul. Mílton Cruz despediu-se oficialmente do cargo interino por cima da rapadura. Michel Bastos bateu falta com chute forte. Bola pingou na frente de Vladimir e morreu no fundo do gol. De pênalti, Ricardo Oliveira empatou. Depois, recebeu na direita, limpou o lance e arremessou. Pelota passou no meio das pernas de Rogério e Santos pulou na frente. Outra igualdade: Paulo Miranda de cabeça.

Já na prorrogação, Carlinhos levou rasteira na área. Rogério cobrou pênalti no meio do gol e determinou números finais ao clássico. Arqueiro deixou o gramado tirando a chuteira das críticas feitas ao apitador, desejando boa sorte ao treinador Osório e prometendo melhores dias para o clube até chegar a aposentadoria. Afinal de contas, ser vilão e herói em 90 minutos não é para qualquer um.

E tenho dito!