Palmeiras ganha de pouco e decepciona no Portal da Amazônia

Para quem esperava uma goleada histórica do Palmeiras sobre o tal do Vilhena, no Portal da Amazônia, em Rondônia, pela Copa do Brasil, quebrou a cara e ficou chupando o dedo. Diante de uma equipe praticamente amadora, o time do técnico Gilson Kleina complicou-se todo e venceu apenas por 1 a 0 na partida de ida da competição. Ou seja, no próximo dia 10 terá de fazer o jogo da volta, no Pacaembu. Resultado decepcionou até o Mago Valdívia, reconhecendo a péssima atuação.

Vamos ser honestos: o local é um grande brejo. Ainda por cima choveu demais e para um grupo de jogadores que gosta de tocar a bola, ficou difícil. Kleina também demorou para colocar Bruno César. Aliás, dos pés do corintiano, nasceu o passe para o gol solitário de Leandro. Depois do pega, adversário parecia ter conquistado um campeonato. Todos se abraçaram e a cidade ficou em festa. Afinal, sentirão, pela primeira vez na história do clube, a emoção de atuar no estádio Paulo Machado de Carvalho.

E assim caminham os sonhos e a mediocridade…

Timão afina para o Tricolor e fica longe da classificação

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians do técnico Mano Menezes decepcionou mais uma vez. Agora, diante do São Paulo. Perdeu por 3 a 2, em pleno Pacaembu, depois de vencer por 1 a 0. Não soube segurar o resultado favorável e que, graças ao empate do Ituano no sábado, passaria o competidor direto por uma vaga no Grupo B. Moral da história: terá de vencer os dois próximos jogos e torcer para um tropeço do Ituano (no próximo domingo terá o Tricolor pela frente).

Como curiosidade, jogadores do Timão passaram em branco no placar. Por incrível que pareça, o zagueiro Antônio Carlos fez dois gols contra, em cruzamentos de Luciano e de Guerrero (azarado, contundiu-se de novo). São Paulo, bem postado e tranquilo no gramado, empatou com chute de Ganso de fora da área (onde estavam os três volantes!) e virou com Luís Fabiano, depois de Douglas passar no meio de três defensores alvinegros. A vitória saiu de um cruzamento da esquerda de Oswaldo. Rodrigo Caio subiu nas costas de Uendel e venceu o goleiro Cássio.

Mano mexeu muito mal na equipe. Na ausência de Jadson, ao invés de fortalecer o meio-campo, sacou Romarinho e colocou Emerson Sheik; fazendo o mesmo com Renato Augusto e Guerrero. Os são-paulinos aproveitaram-se das brechas da marcação, deitaram e rolaram para cima dos corintianos.

Diante de tanta mediocridade, era melhor time de Mano ficar de fora da próxima fase do Paulistão mesmo.

E tenho dito!

As presepadas do São Paulo de Muricy Ramalho e Juvenal Juvêncio

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Embora já tenha conseguido a classificação antecipada para a próxima fase do Paulistão, o São Paulo do técnico Muricy Ramalho e do presidente Juvenal Juvêncio não vem se caracterizando como um exemplo de bons negócios nos últimos tempos. Vários jogadores deixaram o famoso time do Morumbi e, atrás de si, uma tremenda lacuna que pode ou não ser preenchida na atual temporada.

Rodolfo, atual Grêmio RS; Arouca, Santos; Tiago Ribeiro, Santos; Lucas, Paris Saint German; e a bobagem das bobagens, Jadson, Corinthians (em troca de Pato) chamam a atenção de qualquer cristão. Foram negociações muito mal-feitas, sem critério, mais na base da paixão do que da razão.

Davam os cinco minutos no Juju e cabeças rolavam. Muricy dormia sem cobertor, sobrava para algum jogador em fase questionável. Tirando Lucas, um bom negócio, muito embora o dinheiro tenha sido pessimamente aplicado (nenhum de reforço de expressão veio no lugar), os outros fazem uma tremenda falta. O principal deles é Jadson, hoje o homem chave da recuperação do Corinthians do técnico Mano Menezes (ainda bem que por força de contrato, o meia está fora do clássico de domingo, no Pacaembu).

Sem contar que o estádio do Morumbi (ao lado do modesto Canindé da Portuguesa) está completamente fora da Copa do Mundo. Nem uma reforminha fizeram, o que não aconteceu com a Arena Palestra e a Arena Corinthians, essa, aliás, sede da abertura do Mundial 2014.

Nota zero para Juvenal e 5,5 para Muricy, que não é mais aquele.

E tenho dito!

Jadson e Luciano arrebentam e Timão volta a sonhar com vaga

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Para quem duvidou do nascimento de um grande craque no Corinthians, Luciano deu uma resposta à altura, na goleada sobre o Linense, nesta quarta-feira, no Interior, 4 a 0. O novo “Ronaldo” da Fiel aproveitou passe do inspirado Jadson (autor de dois golaços também) e mandou no ângulo. Depois, usou a cabeça após cruzamento de Fágner e balançou as redes adversárias. Agora, são quatro gols em duas partidas, ratificando ser mesmo talentoso, frio e calculista na hora de concluir. Um “matador” nato.

Jadson deu um show à parte. Primeiro, mandou um “canhão” de fora da área e pegou o goleirão de calças curtas. No outro, cobrou falta com exatidão, onde mora coruja. Como o Comercial meteu bala no Ituano (2 a 0), Timão volta a sonhar com uma vaga na próxima fase, o que parecia impossível. Melhor ainda: a zaga não levou gols pela segunda partida consecutiva.

Embora Jadson ganhe uma grande importância no esquema do técnico Mano Menezes, por força de contrato, não poderá enfrentar o São Paulo, domingo, no Pacaembu (acordo vai até final do ano). Danilo, Renato Augusto e Emerson Sheik são candidatos a substituí-lo.

E tenho dito!

Neymar dá show, Seleção massacra e mostra pegada de hexa

Foto: Alexander Joe/AFP

Foto: Alexander Joe/AFP

A Seleção Brasileira goleou a África do Sul por 5 a 0, com grande atuação de Neymar e com Fred em campo sem sentir contusão (pediu para sair e entrou Jô) em amistoso antes da Copa 2014,  no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Partida em si foi tranquila. Brasil marcou logo de cara, aliás característica fundamental desse time do técnico Felipão, e chamou o adversário para cima. Em contra-ataques rápidos, matou o jogo. Menino de Ouro do Barcelona fez três, Oscar e até Fernandinho (Hernanes, Inter de Milão, teria dançado nessa?) balançaram as redes adversárias.

Os estreantes Rafinha e Fernandinho foram discretos e não dá para saber se agradaram ou não. Fernandinho somou pontos. Resolveu arriscar de longe (quase da intermediária) e mandou no ângulo. Golaço.  Já o principal destaque da equipe da casa foi mesmo a homenagem ao estadista Nelson Mandela, falecido há três meses. Na etapa final, alguns jogadores da Seleção atuaram com braçadeira número da cela do ex-presidente sul africano: 46664. Futebol, que é bom, nada.

Brasil estreou uniformes amarelo e azul, um no primeiro tempo e outro no segundo, trajes oficiais para Mundial. Raro bom gosto, diga-se. O goleiro Júlio César, no Toronto (Canadá) foi um espectador privilegiado da partida. Sul africanos nem ameaçaram chutar a gol. Por outro lado, equipe de Felipão mostrou sim pegada de hexa. Continua no caminho certo.

E tenho dito!

Gil quebra jejum e nasce um ídolo no Timão: Luciano

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians é mesmo um time iluminado. Nesta quarta-feira, no Pacaembu, a equipe do técnico Mano Menezes entrou de vez na luta por uma vaga na próxima fase do Paulistão. Nem foi a goleada por 3 a 0 a grande motivação da noite. Brilhou mesmo a estrela do garoto de apenas 20 anos vindo do Avaí, Luciano.

Ele entrou no lugar do azarado Guerrero (contundiu-se de novo e deve ficar afastado quinze dias) e mandou ver. Depois, ainda balançou a rede adversária em bela jogada individual e, de quebra, cobrou o escanteio com perfeição para Gil fazer o primeiro gol dele pelo Alvinegro.

É muita coisa boa junta para uma noite apenas. E mais: Timão conseguiu estabelecer a terceira vitória seguida, coisa que não acontecia desde abril de 2013. Querem outro dado positivo? A esburacada zaga corintiana consegui não levar um golzinho em noventa minutos. Outro “milagre”!

Pelo jeito, a mística de “time de chegada” se faz presente em mais uma página escrita com suor e lágrimas no estádio Paulo Machado de Carvalho. Quem chorou? Ora, o menino Luciano, bastante emocionado ao marcar o seu primeiro. E nasceu um ídolo para a bola nacional.

E tenho dito!

Bicho extra para a Dona Vera, mãe de Romarinho

O presidente Mário Gobbi, do Corinthians, deveria dar um “bicho extra” no próximo pagamento do elenco para a Dona Vera. Ela é a mãe de Romarinho e responsável direta pela recuperação do atacante nesse começo de 2014. Mãe é mãe, ou seja, a distinta senhora percebeu que o filho estava abusando da noite, tomando umas a mais e caindo nos braços da mulherada. Não pensou duas vezes: veio do Interior para a Capital, deu uma bronca no garoto e botou a casa em ordem.

O resultado esta aí, para quem quiser ver. Romarinho é o artilheiro do Timão, (5 gols só no Paulistão) e peça fundamental para acertar o confuso e complicado time do técnico Mano Menezes. “Odiado” por palmeirenses e “amaldiçoado” pelos torcedores do Boca Juniors, da Argentina, vem mostrando o quanto é mais atacante do que marcador. Na época de Tite, queiram transformá-lo em um “novo Jorge Henrique”, o que o prejudicou bastante.

Agora é outra época, novos tempos, e muitos gols virão pela frente. A invasão dos vândalos no CT Joaquim Grava não assustou tanto o jogador quanto as caras feias ou as broncas da mãe.

Parabéns Dona Vera e muito obrigado.

E tenho dito!

 

De grão em grão, o Timão enche o papo no Paulistão

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Nada é fácil para o Corinthians. Vencer o Rio Claro, neste sábado, no Pacaembu, foi uma epopeia. Partida terminou 3 a 2, e o Timão chegou a vencer por 2 a 0. A defesa falhou demais e o adversário quase empatou, o que se transformaria em uma tragédia. A função de herói, outra vez, coube a Romarinho, autor de dois gols. O zagueiro Cléber marcou o outro. Melhor ainda: três lances com a participação do camisa 10, Jadson, que deixou o gramado metendo o pau no São Paulo, onde era tido como “gordinho”.

Essa foi a segunda vitória seguida da equipe no comando de Mano Menezes. E, pelo jeito, começa a se acertar de frente para trás. Até Ralf, time é nota 7.  De Cássio a Uendel, zaga deixa a desejar. Goleirão está sem tempo de bola. Neste sábado, a dupla de área mudou: Gil e Cléber (deixou o time Felipe). Mesmo assim, os gols adversários saíram tranquilos, bem nas costas de Uendel. Cléber, sem ritmo, fez um belo gol de cabeça, no entanto, errou passes ao tentar sair jogando.

Resumindo: haja paciência com o Timão. Pelo jeito, vamos encher o papo de grão em grão, de ponto em ponto, até a difícil classificação para a etapa final do Paulistão.

Que dureza.

E tenho dito!

 

Dois chutes mágicos quebram jejum de seis jogos e Timão vence

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Por baixo, de pé para pé, estava difícil. O Oeste marcava em cima e não deixava nenhum atacante do Timão “respirar”. Aí, então, com dois chutes de fora da área, lá se foi o jejum de seis partidas sem vencer no Paulistão. E de virada: 2 a 1. Brilharam Romarinho e Jadson. De fora da área, na mais pura magia do futebol pentacampeão do planeta, os corintianos acertaram o chamado “ninho da coruja”, sem apelação para o goleiro dos caras. Vitória importante, faltando cinco rodadas para o final da atual fase. Dois próximos jogos serão no Pacaembu e tudo indica que mais seis pontos estão no papo.

No entanto, o Corinthians começou mal outra vez. Na primeira jogada ofensiva do Oeste, a bola sobrou para um tal de Lelé. Isso depois da quarta falha seguida do zagueiro Felipe (dois gols contra o Bragantino e não subiu com Kardeck contra o Palmeiras). Uma ducha de água fria no desentrosado e desencontrado time do técnico Mano Menezes. É que o adversário tinha um nível técnico bem inferior, o que ajudou bastante. Felipe redimiu-se. Tirou gol certo, em cima da linha, após falha de Cássio.

Dois pontos mais vulneráveis dessa equipe de Mano: a defesa (14 gols tomados) e o ataque (marcou apenas 9). Daí terem caído como uma luva os gols de Romarinho e Jádson que, aliás, fez o primeiro no Timão.

E tenho dito!

Mudanças de Mano ajudam Verdão empatar com Timão

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians perdeu a grande chance de despachar de vez a crise. Estava vencendo o Palmeiras por 1 a 0, em pleno Pacaembu, tinha perdido pelos menos três gols certos (uma bola na trave de Guilherme) mas acabou cedendo o empate. Romarinho manteve o tabu de marcar sempre contra o grande rival; Alan Kardec deixou tudo igual no placar. Na verdade, o técnico Mano Menezes mexeu muito mal na equipe. O que não ocorreu com Gilson Kleina, daí a igualdade.

Dá para entender a saída de Jadson (para a entrada de Ramirez), afinal o estreante da tarde cansou. Tirar Bruno Henrique foi bobagem. Garoto estava sem jogar, é verdade, no entanto ainda tinha certo gás para ficar em campo mais dez minutos. E Romarinho deixar o gramado sem mais nem menos! Era o único atacante a puxar o contra-ataque para a equipe corintiana. Ou seja, Mano se precipitou e recuou o Timão cedo demais.

Aí, então, brilhou a qualidade dos jogadores palmeirenses. Kardec se antecipou ao zagueiro Felipe e fez um golaço de cabeça. Resultado deixa Palmeiras praticamente classificado para a próxima fase do Paulistão. Já o Timão continua em último lugar do grupo e situação está mais para rebaixamento do que para classificação.

E assim caminha a mediocridade…