Gazeta Esportiva

O presidente da CBF, José Maria Marin, tem encontro, nesta quinta-feira, com o presidente da AACD, Eduardo Carneiro e com o superintendente-geral da entidade, João Octaviano Machado, para discutir uma série de ações propostas para o Brasileirão. Por exemplo, espaço na camisa dos árbitros, para-olimpíada de 2016, ingresso do bem, crianças com deficiência nos estádios e outras ações que possam beneficiar a AACD, com o apoio da CBF.  O encontro será às 15 horas, na sede da AACD.

Antes, pela manhã, ele vai ao programa do jornalista José Paulo de Andrade  (O Pulo do Gato), na Rádio Bandeirantes. Quer dizer, agenda cheia em São Paulo, sem falar do almoço e do jantar com cartolas e políticos. Fiquei impressionado quando li num blog que o presidente da CBF estava cinco quilos mais magro e prestes a pedir licença.

Conversa mole para boi dormir. Marin está é provocando ciúmes e inveja na cariocada. Fazia tempo que um presidente da CBF não se mostrava tão ativo, cordial com todos presidentes de Federações e aberto ao diálogo (trabalha no Rio de portas abertas, quando Ricardo Teixeira fazia maior onda para receber alguém no passado).

Deixem o homem trabalhar.

E tenho dito!

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Depois de 19 rodadas, algumas chatas de doer, o Paulistão 2012 começa para valer. Corinthians x Ponte, São Paulo x Bragantino, Santos x Mogi e Guarani x Palmeiras farão a alegria ou a tristeza de suas torcidas na quartas-de-final da competição. Na minha opinião, o favorito está mesmo entre os quatro grandes. Até o Verdão, com um péssimo aproveitamento nas últimas derradeiras partidas, ganha um novo ânimo. Uma vitória e estará nas semifinais, a dois jogos do título.

Timão e Santos são as duas equipes mais entrosadas, com padrão de jogo definido e boas individualidades. Já o Tricolor deixa margem para uma grande interrogação. Na hora “h” da classificação, falhou e perdeu a liderança para o arqui-inimigo Timão.

Ruim mesmo ficou para a Portuguesa. Depois de 91 anos de história, a Lusa do Canindé irá disputar a Série B do campeonato paulista. Embora esteja na Série A do Brasileirão e na próxima fase da Copa do Brasil, o vexame é muito grande. Atual diretoria falhou, técnico Jorginho decepcionou e jogadores foram um fiasco. Isso que é jogar a história gloriosa no lixo.

E tenho dito!

O chinês Zizhao, como era esperado, está sendo um dos maiores fracassos dos últimos tempos em termos de marketing no Corinthians. Por enquanto, o carinha só deu é dor de cabeça. Primeiro, contundiu-se sozinho em um treino com bola no CT Joaquim Grava. Depois, segundo más línguas, de seis pênaltis cobrados acertou um, em um índice para lá de péssimo. Dificilmente, o rapaz será aproveitado, a não ser em amistosos de final de ano ou começo de temporada e olhem lá.

Sem falar que dizem que Zizhao está comendo da fruta maldita, ou seja, tem caído nas baladas, arrumado namoradas brasileiras e aquilo tudo que estamos cansados de acompanhar na vida de um boleiro nacional. Domingo passado, por exemplo, estava marcado para ir ao Mesa Redonda, da TV Gazeta, e deu maior cano. Dizem que estava na balada e perdeu-se em uma noite de prazer.

Ou seja, o cara não joga nada, veio para fazer maior média e já, já vai se meter em encrenca. Me lembrei que no passado, os Estados Unidos convocaram Elvis para lutar contra asiáticos. Cantor ficou na maior mordomia em uma base militar da Alemanha, enquanto o jovens da época alistavam-se para morrer. Boa jogada do Tio Sam.

Como na mídia publicitária nada se cria tudo se copia, Luís Paulo Rosenberg deve ter-se lembrado dessa passagem de Elvis e tentou atrair um mercado estranho e desconhecido investindo em Zizhao. Até agora, nada. E, pelo jeito, foi mesmo uma bobagem tudo isso. Bem diferente de Andrés Sanchez, que apostou em Ronaldo e transformou o regionalizado Timão em uma realidade mundial.

E tenho dito!

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez assumiu o cargo de Diretor de Seleções na CBF. De longe, observa o ex-clube. Apenas de longe. Não está gostando do que vê, mas prefere ficar na dele. “Conversando com o meu guru, o ex-presidente Lula, resolvi seguir o conselho dele”, falou, com exclusividade para este colunista.

“Só dê palpite se pedirem. Caso contrário, não interfira em nada. Foi isso que o Lulinha aconselhou e assim irei agir”, disse, pelo telefone.Andrés não gostou nada da dispensa de Adriano. “Foi uma tremenda bobagem. Não quisessem utilizá-lo, deixassem o jogador treinando em separado por mais dois meses. No final do contrato, era só dispensá-lo”, palpitou. “Creio que pela primeira vez em um clube brasileiro alguém é demito por justa causa”, falou, com sorriso irônico.

Sobre o atual presidente Mário Gobbi, Sanchez fica meio desconfiado. “Prefiro não falar nada. Prometi a ele que o apoiaria na eleição e foi o que eu fiz”, explicou. “É o tal negócio: quando você deseja conhecer alguém como realmente é, dê a ele a chave do banheiro ou um cargo de destaque”, brincou. Sanchez viaja para Zurique no final de semana e retorna ao Brasil na próxima quinta-feira.

E tenho dito!

Pode não ser a melhor solução. Mas uma boa maneira de se tentar parar com a violência entre torcidas uniformizadas seria fazer com que os clubes fossem responsabilizados e punidos a cada triste batalha campal. Por exemplo, Gaviões revidou a morte de um torcedor, matando um da Mancha Verde e deixando outro em estado gravíssimo. De cara, Corinthians e Palmeiras deveriam perder pontos no campeonato paulista. De cinco a dez, conforme a gravidade da agressão.

Por que não rebaixá-los no Brasileirão ou impedí-los de participar de uma competição internacional?

Recentemente, a torcida do São Paulo quebrou a paulista em uma comemoração de título. Ora, nada mais justo que cobrar as despesas do São Paulo. Agindo assim, seria criado um vínculo de comprometimento entre clube e torcedores, com repercussões danosas para os próprios clubes.

Evidente que as investigações sobre os assassinatos deveriam ser mais veementes. Nos conflitos em grupo (no caso 500 x 500) fica mais difícil identificar alguém. No entanto, isso não anula as perícias necessárias. No local, existem câmeras de trânsito que devem ter filmado todo conflito.

Um solução de emergência precisa ser tomada, custe o que custar, doa a quem doer.

E tenho dito!

A homenagem do Palmeiras ao comediante Chico Anysio foi inteligente e justa. No entanto, era para ter ficado somente nas camisas. Ou seja, cada jogador tinha um nome de um ex-personagem do eterno Professor Raimundo. No entanto, o futebol do Verdão, ó, foi pequeno demais no clássico contra o Corinthians, na virada de 2 a 1. O resultado, ó: perdeu a invencibilidade de 22 jogos e a liderança do Paulistão.

Foi impressionante: o Timão passou por cima do Verdão como um trator no começo da segunda etapa. O técnico Tite nem precisou descabelar-se, irritar-se, gritar com o elenco. Nada disso. Márcio Araújo, afobado e mau colocado, deu dois gols para o empate e a virada do Corinthians.

Depois, Palmeiras complicou-se sozinho. Começando pelo técnico Felipão. Por que saiu o Maicon Leite? Até agora, ninguém entendeu ainda a substituição. Diante de um Corinthians desgastado pela Libertdores e pela falta de gols, equipe de Marcos Assunção ficou abobada, abestalhada, “dormindo em campo”, como sentenciou Valdívia, que ficou apenas no cai-cai.

Timão arruma o lado psicológico com o chamado “campeonato a parte” (que é vencer do Palmeiras) e ganha confiança para seguir em frente com o sonho da conquista da Libertadores.

E tenho dito!

Foto: Fernando Soutello/Agif

Foto: Fernando Soutello/Agif

A Fiel já é chamada de Bando de Loucos. E, se depender da diretoria, um autêntico louco chegará muito em breve. A partir de agora, Timão entra na briga para ter Loco Abreu nas próximas fases da Libertadores. Ele viria para susbstituir Adriano, dispensado pelo clube após discussão com Tite. A informação foi dada no final desta quinta-feira, pelo repórter Luís Henrique Gurian, da TV Gazeta.

Segundo soube-se, Loco tem o perfil ideal para disputar a camisa 9 com Liedson, que não faz um gol há 12 jogos. Levezinho estaria enfrentando problemas na recuperação da cirurgia do joelho, feita ano passado, mas que ainda não está totalmente curada.

Técnico Tite já teria aprovado a contratação. Loco é dedicado, gosta de jogar em equipe montada e cairia como uma luva no comando de ataque da equipe, além de ser disciplinado dentro e fora de campo. Atualmente, reserva de Liedson é Elton, se bem que Emerson Sheik tem atuado por ali em partidas da Libertadores, como diante do Cruz Azul, no México e no Pacaembu.

E tenho dito!

O Peñarol dos anos de 1960 era um inferno. Equipe briguenta, marcadora, encarava qualquer um. Até o Santos de Pelé tinha dificuldade em vencê-los. O futebol mostrado pelo Corinthians na Libertadores 2012 lembra muito aquela velha e boa garra uruguaia, que dez anos antes tirou a Copa de 1950 da seleção brasileira em pleno Maracanã.

O atual Timão não tem um ídolo. Mas possui vários símbolos, tais como o briguento Ralf, o esperto Paulinho, o malicioso Sheik, o incansável Jorge Henrique e o experiente Danilo. Na vitória contra o Cruz Azul, que valeu a liderança do Grupo 6 da Libertadores, garra alvinegra saltou aos olhos. Time e Fiel torcida jogam juntos. Danilo disse que equipe está com a cara da Libertadores. E ele tem razão.

E tenho dito!

Foto: Fernando Dantas

A demissão de Adriano do Corinthians foi, no mínino, humilhante, para não dizer covarde. Nenhum dirigente conversou com o Imperador, olho no olho, e lhe deu uma satisfação pessoal. Nada disso. Cartolas do Timão ligaram para o empresário do ex-camisa 10 e comunicaram a dispensa.

Por isso mesmo, Adriano deixa o clube muito triste. Imaginava que teria uma conversa, uma explicação, um tapinha nas costas pelo menos. Afinal, nada fez demais, a não ser dar uma entrevista na véspera da demissão na Globo. Ele pediu mais dois meses para entrar em forma.

Técnico Tite cobrou o atleta e teve um piti. Deu uma entrevista de forma teatral na sexta-feira. Falou do afastamento do Imperador do jogo contra o Guarani e jogou a responsabilidade para a diretoria. O presidente Mário Gobbi, sem pestanejar, exerceu a autoridade do cargo, prestigiou o treinador e mandou o artilheiro para o olho da rua sem a menor cerimônia.

Segundo soube-se, Adriano garante que se o presidente fosse Andrés Sanchez, a situação teria sido contornada. Mesmo porque, nos próximos três meses, vai receber salários normais (cerca de R$ 450 mil) para não aparecer no CT Joaquim Grava.

E assim caminham o abuso de autoridade e a mediocridade…

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Quando Adriano soube que o próximo presidente do Corinthians deveria ser um delegado, disparou: “Ele entra por uma porta, eu saio pela outra”. Dito e feito. Bastou Mário Gobbi ser eleito para, após pouco mais de um mês, o Imperador tomar o rumo da roça no Parque São Jorge. Pior: o vice Luís Paulo Rosenberg nunca fez questão de se colocar ao lado do agora ex-jogador, preferindo apostar em um desconhecido chinês do que investir marketing pesado em um atleta consagrado.

Tudo conspirava contra Adriano no Timão. Andrés Sanchez saiu, com ele se foi o arrojo, a coragem e o alto investimento. Ronaldo, agora, ficará mais ao lado da atual diretoria ou do amigo Imperador? Afinal, foi o Fenômeno que levou o craque para o Timão, passando a coroa de rei do Parque para ele.

Ronaldo e Rosenberg não se bicam muito. Vai ser difícil o Fenômeno dar uma mãozinha para futuros negócios. A não ser que Sanchez entre no circuito de novo, sem bem que o ex-presidente alvinegro já está com problemas demais na CBF, onde é diretor de seleções. A queda de Ricardo Teixeira complicou. Que abacaxi!

E quero ver como fica a comissão técnica caso o Timão perca do Cruz Azul, no México, na quarta-feira? Sheik, por exemplo, é “irmão” de Adriano. Todo elenco até concordou em jogar por ele. Pior: atacantes estão perdendo gols incríveis. Liedson não marcou nenhum até agora, ele um artilheiro nato. Teria Adriano pagado o pato? Na minha opinião, arrumaram sarna para se coçar bem na temporada da disputa de um título inédito.

Adeus Libertadores?

E assim caminha a mediocridade…