Só um milagre tira o título de um Grande no Paulistão

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Futebol não tem lá muita lógica. No entanto, neste ano de 2015, Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras estão absolutos no Paulistão. Perdem o título em caso de um “milagre” de uma equipe do Interior, no caso, Ponte Preta, 15 de Piracicaba, Red Bull e Botafogo. Pêsames mesmo para a ex-gloriosa Portuguesa, rebaixada para a Série B do campeonato paulista (já está na C do Brasileirão). Foram com a Lusa ladeira abaixo, a Penapolense, o Bragantino e o Marília. Na manhã desta segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol e a Polícia Militar decidem datas e locais das partidas entre Corinthians x Ponte; Santos x 15 Piracicaba; São Paulo x Red Bull; e Palmeiras x Botafogo. Motivo: domingo está programada manifestação na avenida Paulista e a PM alega estar sem contingente suficiente para cuidar de eventos simultâneos na cidade.

Na fase de classificação, o Corinthians foi a equipe mais entrosada, encantando no começo de temporada. Curioso que, por disputar a Libertadores ao mesmo tempo, utilizou-se mais de reservas e manteve um bom nível técnico mesmo assim. O Santos também não decepcionou. Ajeitou-se com Renato, Elano, Ricardo Oliveira e principalmente Robinho. O Palmeiras, totalmente reformulado, é uma incógnita. De todos o classificados é o mais irregular e ainda tem alguns reforços para estrear, como Cleiton Xavier e Egídio.

Complicado mesmo está para o São Paulo. Perdeu o técnico Muricy Ramalho na hora errada. O interino Mílton Cruz mostra esforço e dedicação, porém todos sabem estar ele de passagem no cargo. Será que o elenco irá mostrar disposição de lutar por um título nessas condições? Sem contar a situação delicada na Libertadores, onde se encontra no Grupo da Morte e ocupa a segunda colocação no saldo de gols. Coração tricolor terá de ser forte nas próximas semanas.

Sem dúvida nenhuma, porém, o Paulistão começa agora, com mata-mata de um jogo apenas e favoritismos relativos. Em caso de empate no tempo normal, pênaltis. Vitórias somam pontos na classificação geral. Por isso mesmo, Santos ainda pode encostar e passar o Corinthians, garantindo disputa do título na Vila Belmiro.

E tenho dito!

 

Muricy, leão ferido atacado pelas hienas do Morumbi

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Muricy Ramalho e São Paulo chegaram a um acordo. Doente, cansado, fisicamente limitado, o treinador deixou o clube depois de sentir-se mal na manhã desta segunda-feira. Nessa semana ainda deve fazer uma cirurgia e pediu um tempo maior para recuperar-se. Termina de forma melancólica a segunda passagem de Muricy pelo Tricolor. Não é uma simples coincidência o “reinado” do Mojica ter terminado meses depois da saída de Juvenal Juvêncio. O chamado Juju era o sustentáculo do ex-técnic0. Era o homem de confiança dele no futebol profissional.

A entrada de Carlos Miguel Aidar, turbulenta por sinal, minou aos poucos a autoconfiança de Muricy. Sem falar de outras más influências, tipo Leco e João Paulo de Jesus. O último, por sinal, almoçando quase todo dia no CT da Barra Funda e “marcando em cima” os passos da comissão técnica. Em outras palavras, a política da bola impediu o bom trabalho do querido Mojica, excelente profissional e apaixonado pelo clube.

Por outro lado, tem o aspecto humano. Muricy realmente ficou doente. Não estava 100% para resistir às pressões, críticas, desaforos, cutucões maldosos, armações na calada da noite, quer de dirigentes ou mesmo de jogadores. Afinal, cabe muito bem aqui a metáfora do “leão ferido”, atacado pelas hienas oportunistas e desleais da “savana” são paulina.

E assim caminham a selva da bola e a mediocridade…

Ataque do Corinthians para nas defesas de Vladimir

Emerson Sheik encara o menino Geuvanio em momento tenso do classico. Djalma Vassão/Gazeta Press

Um dos clássicos mais equilibrados disputados até agora no Paulistão. Corinthians e Santos empataram em 1 a 1, em Itaquera, e fizeram uma partida de igual para igual. Até os dois gols foram marcados de cabeça, Felipe (Timão) e Ricardo Oliveira (Peixe). O goleiro Vladimir leva a honra de ser o melhor em campo. Afinal, graças a defesas sensacionais garantiu o resultado. Guerrero, por sua vez, se mostrou desatento em alguns lances decisivos, deixando de garantir uma boa sequência de vitórias. Placar dá ao Alvinegro Paulista a liderança geral do campeonato. Disputará todo resto da competição na Arena. Se chegar na final, o pega de ida será fora.

Vladimir transformou-se em uma barreira. O santista esteve sempre na hora certa, no lugar exato. Renato Augusto bateu com efeito de fora da área. A bola tocou a trave. No rebote, Guerrero mandou no travessão de cabeça. Em outra sobra, Guerrero girou no ângulo e Vladimir espalmou. Era o primeiro gol desenhado do Timão. Depois, o peruano ainda ficaria cara a cara com o goleiro peixeiro, carimbando o corpo do adversário. A equipe de comando duplo (Marcelo Fernandes/Serginho Chulapa) levou sufoco por ter entrado com Elano. Veterano atuou mais recuado e os corintianos tomaram conta do meio-campo.

Na etapa final, Geuvânio veio no lugar de Elano. Mal entrou em campo e saiu o gol de empate. Robinho trabalhou a pelota e rolou para Chiquinho. Lateral cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira. Uendel cobriu mal a descida de Felipe ao ataque e deixou o artilheiro santista desmarcado. Garoto Geuvânio veio visivelmente para provocar. Primeiro Ralf, depois Emerson Sheik. Esse, porém, encarou o menino bom de bola e o intimidou. O Corinthians ainda teve uma boa oportunidade em cobrança de falta de Jadson que, aliás, o herói do jogo espalmou para fora.

Era tarde de Vladimir.

E tenho dito!

 

São Paulo e San Lorenzo nas mãos do soberbo Corinthians

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O tal do Grupo da Morte ainda não ficou definido matematicamente. O Corinthians, porém, goleou o Danúbio (Uruguai) por 4 a 0, exibindo um futebol objetivo, bonito, vistoso, eficiente e encantador. Agora, soma 12 pontos na liderança. Na Argentina, no estádio El Nuevo Gasómetro, mais uma decepção para a coleção do São Paulo. Derrota para o San Lorenzo, 1 a 0, em falha gritante do zagueiro Tolói. O Tricolor empatou em pontos com os hermanos e leva vantagem no saldo de gols. E, por incrível que pareça, o Timão virou uma espécie de “fiel da balança”. Encara o San Lorenzo e depois do São Paulo. Quem conseguir derrotar o Alvinegro, classificará.

Não será uma tarefa fácil. Na Arena Corinthians, mais de 38 mil pagantes viram um futebol moderno, ofensivo e gols sensacionais. Parecia até uma partida do badalado futebol espanhol ou uma daquelas exibições marcantes do Bayer de Munique. Os donos do espetáculo foram Jádson (belíssimo gol de falta, ao melhor estilo Zico) e Guerrero (autor de três gols de raro oportunismo, no melhor estilo “matador”). O pobre Danúbio correu, bateu, “caçou” Emerson Sheik (irreverente e provocador) e não conseguiu dar um chute contra o gol de Cássio.

Uruguaios, desesperados, apelaram. O zagueiro Cristian Gonzalez ofendeu Elias. Chamou o corintiano de “macaco”. Imagens da TV Globo captaram bem a cena. O técnico Tite contornou a situação do banco de reservas e ninguém saiu no tapa. O volante, outra figura de destaque da partida, evitou confirmar a ofensa racial. Porém, o goleiro Cássio confirmou o incidente. A resposta veio dentro de campo, onde jogadores mostraram superioridade técnica gritante em relação aos uruguaios, obrigados a levar para Montevidéu um grito de “olé” goela abaixo.

Tolói leva chapéu inacreditável e afunda Tricolor

Cauteruccio aplicou um chapéu em Tolói e fez um golaço. Foto AP

Se o Timão sobrou em campo em Itaquera, o São Paulo ficou devendo na Argentina. Estava até com a partida controlada e poderia ter conseguido um empate pelo menos, que seria um bom resultado. No entanto, em um lance isolado, Tolói pôs tudo a perder. Estabanado, perdeu o tempo da bola, levou um chapéu do argentino Cauteruccio, autor de um gol antológico. Faltou espírito de luta e vergonha na cara para Pato, Ganso e companhia bela de ídolos de pés de barro. Somente depois da saída de Alan Kardec (por contusão) e a entrada de Centurion, que a equipe agitou em campo.

O técnico Muricy Ramalho, por sua vez, esteve infeliz na escalação de Reinado na lateral-esquerda. Atleta esteve apático, fraquíssimo no apoio e péssimo na defesa. Um peso morto para Michel Bastos e Denílson carregarem nas costas. San Lorenzo mostrou um futebol ruim, tenso, repleto de passes errados e o Tricolor não soube aproveitar a situação. Paciência.

Agora, tanto São Paulo quanto San Lorenzo (com seis pontos cada) estão nas mãos do Corinthians.

E tenho dito!

Praga de são-paulino e Lulinha derrubam o Palmeiras

Técnico Oswaldo Oliveira nada pode fazer diante da apatia geral.

O Palmeiras é um time estranho. Goleou o São Paulo por 3 a 0, e neste domingo, em Campinas, perdeu por 2 a 0 do Red Bull Brasil, por 2 a 0. E pior: o ex-corintiano Lulinha fez um gol e deu um passe sensacional para outro. Em sã consciência, ninguém sabe explicar o que aconteceu. Resultado, no entanto, gera uma enorme desconfiança do torcedor sobre o futuro do clube no Paulistão, na Copa do Brasil e principalmente no Brasileirão.

Um desastre. Assim poderia se resumir a atuação palestrina. Nada dava certo. O Verdão mal conseguiu chutar uma bola com perigo ao gol de Juninho. A equipe estava sonolenta, apática, parecia ter chuteiras de chumbo nos pés. O Red Bull, ao contrário, mostrava-se bem armado, com jogadas de pé em pé, e o resultado de 2 a 0 acabou sendo justo. Lulinha bateu de primeira da entrada da área, sem apelação para Prass. Depois, cruzou na cabeça de Fabiano Eller.

O técnico Oswaldo Oliveira, na etapa final, trocou Zé Roberto e Cristaldo por Victor Luís e Gabriel Jesus. De fato, o Palmeiras melhorou, nem tanto pelas substituições e mais pelo recuo natural e compreensível do RB Brasil. “Afinal, para quê tentar ampliar o placar se dava muito bem para administrar a vantagem?”, deve ter pensado o técnico Maurício Barbieri. E com razão. O “caçulinha” da Série A do campeonato paulista pode se classificar sim para a próxima fase da competição.

E dá-lhe, Verdão: uma no cravo e outra na ferradura. Praga de são-paulino? Talvez.

E assim caminham a desconfiança e a mediocridade…

 

Sem trancinhas, Love desencanta e garante Corinthians

Bateu o cansaço no Corinthians depois de uma maratona de cinco jogos (dia sim, dia não) pelo Paulistão. Venceu o Bragantino mesmo assim, por 1 a 0, em Bragança Paulista, gol de Vágner Love. Diante de um adversário inferior tecnicamente, o técnico Tite fechou a equipe, se defendeu tão somente, somou mais três pontos e disparou na liderança geral do torneio, com 35 pontos ganhos. O que significa isso? Terá a vantagem de decidir na Arena Itaquera até a partida da final. Como diz a Fiel:”caiu em Itaquera, já era”, as chances de título são enormes no regional.

Carequinha de tudo, Vágner Love agradece aos céus o gol marcado. Foto Agência/Corinthians

Love desencantou! Pode ter sido por ter cortado o cabelo. Aquelas trancinhas rastafari estavam encobrindo a visão do artilheiro. Luciano penetrou pela esquerda, driblou o marcador com o corpo e bateu. Lauro, desequilibrado, largou a bola nos pés de Bruno Henrique, que devolveu para Luciano. Esse poderia ter marcado, porém serviu Love com categoria. Atacante entrou como um raio para marcar o único gol do jogo. O azar de Vágner, no entanto, foi para o paraguaio Romero.

O garoto entrou no lugar de Luciano (contundido). Limitado, esforçou-se até demais. Mandou duas bolas na trave (uma desviou no goleiro Lauro antes; a outra, de cabeça). Desta vez, Tite segurou Malcon para ajudar Petros (atuando improvisado de lateral) na esquerda, exigindo o recuo dos atacantes para buscar a bola no meio-campo. Ou seja, treinador entendeu a puxada brava de todo elenco na última semana e aprovou o resultado.

Agora, o próximo compromisso é na quarta-feira, às 22 horas, na Arena Itaquera, contra o Danúbio, do Uruguaio, pela Libertadores. Se vencer, Timão poderá garantir classificação antecipada no Grupo da Morte. San Lorenzo enfrenta o São Paulo, 19h45, no mesmo dia.

E tenho dito!

Brasil vence e Chile abre temporada de caça a Neymar…

AFP

AFP

Está aberta a temporada de caça ao Neymar. O amistoso vencido por 1 a 0, gol de Firmino, pelo Brasil sobre o Chile, deu uma pequena mostra do que deverá acontecer na tal Copa América, a ser disputada no Chile de 11 de junho a 4 de julho próximos. O atacante brasileiro apanhou demais principalmente durante o primeiro tempo, no Emirates Stadium, na Inglaterra. Essa “tática” adversária juntou-se às várias substituições realizadas pelo técnico Dunga em relação à surra na França (3 a 1) e a seleção não mostrou um futebol de primeira linha.

Mesmo assim, chegou mais perto ainda de igualar o recorde de quase 46 anos da época do finado e folclórico João Saldanha: 8 jogos seguidos sem perder no comando técnico de Dunga. Em 1969, seleção de Pelé e companhia bela ficou 12 partidas seguidas invicta. Para um time que levou de 7 a 1 da Alemanha nas semifinais e 3 a 0 da Holanda na disputa do 3º lugar meses atrás, a reabilitação ocorreu a olhos vistos. O dado mais positivo é que a maioria dos jogadores humilhados durante a Copa 2014 continua sendo convocada. Até aqui, pelo menos, mostraram ter aprendido a amarga lição. Do ponto de vista tático nada mudou de Felipão para Dunga. Muito menos na CBF. No entanto, iniciativa parte de quem é capaz de mudar a história do jogo: os próprios atletas.

Mowa Press

Mowa Press

Por outro lado, o tal de Gary Medel pegou o habilidoso Neymar duas vezes. Na primeira, logo de cara, pisou na batata da perna do brasileiro. Deveria ter sido expulso. Na outra, aplicou-lhe um carrinho desleal. Juizão deixou para lá. Intimidado, o mistão do Brasil tocou demais a bola. Chile chegou apenas em bolas paradas. Aliás, a rivalidade entre as duas seleções fala mais alto. Do ponto de vista tático, os chilenos são fracos demais. Bola fica quadrada nos pés dos hermanos.

Falta categoria e sobra botinada.

E tenho dito!

Corinthians não soube golear a Penapolense…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Dom João 6º, rei de Portugal, dizia sabiamente: “O que eu sei eu faço. O que eu não sei, não faço”. E, definitivamente, uma das coisas que o Corinthians do técnico Tite desconhece é golear. Nesta quinta-feira, na maratona do Paulistão, sobrou para a Penapolense, 5 a 3. Placar elástico, oito gols, até raro de se ver no futebol brasileiro. São 27 jogos invictos na Arena de Itaquera e 32 pontos somados no Paulistão.  A história da partida, porém, pintou outro quadro. O Timão chegou a fazer 5 a 0, sem dó e nem piedade. Mas tropeçou na reação da equipe adversária e mostrou clara desconcentração diante do resultado positivo até demais e levou três gols na corcova.

De novo, o ataque salvou a defesa. Aliás, Emerson Sheik, Guerrero (2), Petros e Iago foram os artilheiros alvinegros. Para Penapolense marcaram Crislan (2) e Luis Gustavo. Em dois gols, falhou o garoto Iago sem dúvida. Tropeçou nas próprias pernas no primeiro e subiu marcando a bola no segundo, deixando o tal de Crisan à vontade para tocar para as redes do goleiro Cássio. Uma lição para o jovem valor corintiano. Malícia vem com o tempo. Paciência. Fica evidente, porém, não ser essa a melhor dupla de zagueiros (Iago e Edu Dracena) à disposição do treinador.

Já em termos ofensivos, Emerson Sheik e Guerrero estão encaixados e entrosados. Trabalham bem a bola, tabelam, invertem posições e estão em paz com o gol inimigo. Outro destaque ficou por conta de Petros no lugar de Elias (seleção brasileira). Jadson , de novo, armou, lançou, cruzou e tudo dentro de uma precisão matemática. Resumo da ópera: time está ajeitado mas ainda não está pronto.

E tenho dito!

 

Geração Neymar faz gato e sapato da França e vinga Brasil

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Aquele 12 de julho de 1998 estava mesmo engasgado na garganta. O Brasil perdeu na final daquela Copa por 3 a 0 da França, no Stade de France, em Saint-Denis. Quis o destino, porém, que 17 anos depois viesse a vingança. A geração Neymar, fracassada na Copa 2014, ascendeu de vez a tocha da esperança e meteu 3 a 1 nos prepotentes francêses, de virada, fora o show de bola. Prevaleceu a criatividade, o talento do jogador brasileiro, sobre a rígida tática do futebol europeu.

O técnico Didier Deschamps deu o chamado nó tático em Dunga na etapa inicial. O técnico surpreendeu com uma França de ótimo toque de bola, ofensiva, tendo como diferenciais o jogo aéreo, a marcação sob pressão e um perigoso jogo aéreo para cima da dupla de área formada por Thiago e Miranda. O goleiro Jefferson praticou fez defesa sensacional logo de cara. Benzema testou cara a cara, no ângulo, obrigando o botafoguense a se esticar todo no ar, espalmando para escanteio. No entanto, nada pode fazer com a testada precisa do becão Varane, 1 a 0. Neymar, sempre cercado por três adversários, esteve omisso e apagado.

Elias (escalado de última hora) entrou e ditou o ritmo do meio-campo, ao lado de William. Quem encantou com boa movimentação de ataque foi Firmino. Arriscou um chute firme, de fora da área, com Mandanda, tocando para fora. O empate surgiu quando brilharam a habilidade e o improviso dos jogadores brasileiros. Oscar tabelou com Firmino e bateu para o fundo do gol francês com o biquinho da chuteira do pé esquerdo, 1 a 1.

O Brasil, na etapa final, voltou com a “faca nos dentes”. Elias recuperou a bola no meio-campo, tocou para Luís Gustavo que, por sua vez, deu a William. Esse viu Neymar livre, sem marcação, pela esquerda. O atacante não deixou por menos e fez o dele: 2 a 1. De brios feridos e empurrada pela torcida, a França se mandou. Benzema isolou a bola dentro da pequena área. Jefferson salvou a pátria nacional outra vez em batida de Schneiderlin.

Diante do sufoco, o contra-ataque foi a melhor opção brasileira. Mandanda evitou gol de Oscar, mas não de Luís Gustavo, em cobrança de escanteio, de cabeça, 3 a 1. Daí pra frente, várias substituições e a equipe do rabugento Dunga administrou a vantagem até o fim, com a malícia e a graça do velho e bom futebol brasileiro.

E tenho dito!

Palmeiras tira a barriga da miséria e arrasa São Paulo

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Palmeiras finalmente desencantou no Allianz Parque e fez o jogo dos sonhos do torcedor. Pegou um São Paulo mal armado, sem atitude, apático pela frente e não teve dúvida. Tirou a barriga da miséria e goleou por 3 a 0, um resultado histórico pelas circunstâncias. Afinal, o Verdão procurava um marco, um porto seguro para lançar âncora e projetar um futuro melhor. Não foi fácil a vida palmeirense até a chegada do técnico Oswaldo de Oliveira. Em 2014 faltou pouco para ser rebaixado pela terceira vez para a Série B. Mas uma vitória gigante, soberba, magnífica como essa abre novas perspectivas.

O árbitro Vinícius Furlan, aqui entre nós, deu uma mãozinha. Robinho marcou um gol de placa em Rogério Ceni logo no primeiro minuto. Mas ainda prevalecia o equilíbrio. As equipes estavam em fase de estudo, quando o zagueiro Tolói, que perdeu a paciência com Dudu, acabou expulso. Ué, antes não foi provocado? Então o esmeraldino também deveria ter levado uma boa punição. Outro juiz teria agido da mesma forma? Creio que não. A ausência do becão obrigou o treinador Muricy Ramalho a mexer na estrutura da equipe. Saiu Pato e veio Edson Silva. E começou um pesadelo sem fim.

O São Paulo desmoronou. Quebrou-se em mil pedacinhos, como se fosse um objeto de cristal. Daí para a falência geral foi um passo: Rafael Marques, livre e solto, aproveitou desatenção na marcação e fez logo 2 a 0. No segundo tempo, Muricy tentou mexer de forma “mágica”, sem sucesso. Ganso (figura inútil) deu lugar a Centurion. Outra bobeada, gol de Rafael Marques, 3 a 0. Michel Bastos, então, aplicou carrinho lateral em Arouca. O palmeirense nem foi tocado. Pulou antes de ser atingido. Outra vez o tal de Furlan soprou a latinha “caseira” e mostrou vermelho para o são-paulino.

Aí, então, ficou fácil demais e o Verdão, se tivesse mais capricho, teria ampliado a goleada. Se o placar enche de confiança o dono da casa, manda o visitante para um Inferno Astral. Agora, a preocupação tricolor é com o desempenho da equipe contra o San Lorenzo, da Argentina, pela Libertadores. Só uma vitória importa para os hermanos, o que seria um desastre total para o time do Morumbi. Pressão para cima de Muricy deve aumentar nas próximas horas.

E tenho dito!