Um gênio chamado Marílson

Marílson, um exemplo (Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)

Diz o ditado que “chegar é fácil; passar é que são elasl”. Pois, lá, no final do Elevado, ele chegou junto ao líder daquele instante, ultrapassou e saiu iniciando um show de resistência, em passadas vigorosas e perfeitas no seu balé de viver para correr e correr para viver.  Atuação linda de se ver a sua continua busca da vantagem, a partir da metade do percurso, alargando a cada quilômetro, uma superioridade impressionante.

Marílson Gomes da Silva voltou para encantar. Cinco anos depois de ter sido bi, retornou para ser, mais que um ganhador, um tricampeão único entre os brasileiros, numa deliciosa emoção esportiva que encerra com pompa o ano de 2010. Pisou de novo o asfalto paulistano no momento em que sentiu que estava pronto para deslumbrar.

Subiu de novo ao degrau mais alto daquele pódio que lhe é tão familiar, lugar exato que ocupou em 2005. Foi como se o topo reservado ao melhor entre os melhores estivesse esperando por ele durante esse tempo todo em que não disputou.

Campeão de tantas e tantas provas, recordista da série completa de corridas de fundo sul-americanas, o homem que deixou, por duas vezes, os norte-americanos fascinados ao voar baixo pelas ruas de New York chegou à Avenida Paulista com o plano pronto para maravilhar todo este país. Ele sabia (porque ele sempre sabe que vai levantar o troféu de vencedor) que nos daria um Feliz Ano Novo saído do fundo de seu coração.

O mundo testemunhou pelas imagens de televisão, ao vivo, um novo registro espetacular desse brasileiro  brasiliense, um fenômeno que sabe vencer na hora que quer, na competição que escolhe para, como na maioria absoluta das vezes,  passear isolado, lá na frente, deixando atrás de sí uma esteira de coadjuvantes que o seguem com admiração e respeito.

Esse talento inigualável vai legar às gerações futuras muitas lições de sua arte. E como vai! De hoje em diante, garotos e meninas desta terra terão muitos motivos para se dedicar à prática esportiva. Quem viver verá quantos competidores surgirão com a mesma ânsia de chegar primeiro e experimentar como é delicioso viver para correr e correr para viver. Tomara que com a mesma simplicidade desse verdadeiro gênio.

A reprise do filme da bola

Jonathan (Foto: Divulgação)

Salários em dia? Nem sempre. Ou de vez em quando? Outros débitos não quitados? Também acontece. Cada temporada termina e chegamos a dezembro.  Dezembro das peladas (beneficentes ou não) entre craques que viveram partidas às dezenas vestindo diferentes uniformes e, agora, se reúnem, formam times que são seleções nascidas da amizade, times de encantamento, gargalhadas, churrascos e pagodes, equipes de um curto período em que as camisas de fantasia não têm peso e os dias correm leves, sem cobranças e broncas de fanáticos. Deliciosa temporada em que os boleiros fazem um Natal por dia. Nem aí se o décimo terceiro ainda não saiu.

De outro lado, reuniões, balanços, corrida ao ouro na busca de parceiros que ajudem a encarar a inflação, contatos, propostas, tentativas e concorrência na direção de revelações ou veteranos que ainda possam dar um caldo. Enquanto aqueles vivem plenamente suas férias, os que curtem as delícias (?) do poder perdem  sono garimpando de norte a sul para  obter reforços que nem sempre podem pagar.

À alegria dos jogadores opõe-se a preocupação dos cartolas. Uns curtem férias de verdade. Outros trabalham mais do que nunca. É o tempo do futebol na entressafra. Reprise da maravilhosa verdade dois lados do futebol.  Filme manjado pelo povão.

TORÇO A FAVOR

Clube que mais tem sabido trabalhar na conquista de craques que chegam para ser titulares, o Santos acaba de aplicar nota preta em mais um – Jonathan. Pouco mais de cinco anos como profissional, nascido na base do Cruzeiro, é mais uma conquista do Peixe que se prepara para vencer muitos jogos e habilitar-se para ganhar títulos em 2011.

Trocar BH por Santos pode até ser um choque para Jonathan. Mas espero que não estranhe a mudança. Tomara que troque a camisa azul pela branca sem sentir nenhuma grama a mais de peso  nos ombros. Entendo, pelo que tenho visto de seu futebol, que bem cedo se sentirá à vontade em seu novo ambiente de trabalho, em sua nova (e gostosa) paisagem urbana.

PERSONAGENS

Neste finzinho de 2010, que tal buscar figuras que fizeram o futebol mais valioso e mais atraente? Falo daqueles que cumpriram sua parte com entrega total, no limite de sua dedicação e no melhor de sua competência. Daria, se me fosse possível, um prêmio de reconhecimento a Roberto Carlos.  Consagrado internacionalmente, referência para laterais do mundo inteiro, fez no Corinthians um exercício de humildade. Jogou o que sabe, aceitou como se fora um novato as ordens técnicas recebidas e ajudou a compactar o grupo. Ouvi, no domingo que passou, um testemunho extremamente elogioso a propósito da personalidade do grande campeão. Numa atitude típica dos verdadeiros ídolos de pés no chão, reconhecido à amizade de seus fans, Roberto Carlos deu um enorme tempo de sua atenção aos que se aproximavam de sua mesa numa churrascaria, pediam um autógrafo ou sollicitavam uma foto a seu lado. Disse-me o maitre visivelmente encantado: “Que incrível simpatia. Ele atendeu a todos – corintianos ou não – assinou em papeis, agendas, camisas e outros objetos, distribuiu sorrisos plenos, verdadeiros, compartilhando a mesma felicidade que os torcedores viviam naquela ocasião”.

E, por se tratar de uma figura tão respeitável dentro do futebol, homenageio Roberto Carlos, aqui, com a “entrega” pública virtual do título de PERSONAGEM EXEMPLAR DO FUTEBOL.

Nos próximos dias, exaltarei a outros ídolos que dignificaram em 2010 a categoria dos atletas profissionais. Há outros que vocês também gostariam de abraçar com emoção.

Chegaram lá

No começo, o futebol feminino era olhado com ar de dúvida. Aqui e em outros paises sul-americanos, as jogadoras encaravam dificuldades de aceitação. Os tempos foram correndo, as garotas, geração a geração, não se deixaram abater pelo descrédito e, neste décimo ano do terceiro milenio, alcançam o espaço seu de direito, mas nem sempre proporcionado de fato.

Grande evento o último torneio internacional de São Paulo! O campeão Canadá, o invicto Brasil, a Holanda e o México fizeram espetáculos de encantar. Considerando que não são apenas esses quatro países que jogam um futebol de indiscutível qualidade, não há mais como negar que a versão feminina do esporte mais praticado no mundo, além de realidade em todos continentes, é uma atração que apaixona e leva torcedores que encaram com enorme seriedade o jogo que elas praticam.

As lutadoras apaixonadas pelo jogo da bola venceram. Calaram o desdém dos incrédulos. Demonstram categoria, fazem gols lindos, dignos de placa como o fizeram, ainda neste domingo, Marta e Sinclair, as grandes estrelas de Brasil e Canadá. Não sou, sei disso, o descobridor da roda; apenas mais um defensor da igualdade que existe em todas as modalidades.
Ao final desta temporada, é bom que os dirigentes cuidem de pensar que precisam dar oportunidades mais amplas ao futebol feminino. Refiro-me a espaços que são um direito já adquirido pelas nossas craques. O público mais que pede, exige assistir à graça do toque de bola dessas belas artistas dos gramados.

Que tal trazê-las para junto do futebol masculino, disputando nos mesmos estádios dos clássicos históricos a versão feminina de todos os campeonatos regionais, nacional e internacionais de que os homens participam?

NEYMAR AVANÇA

Dia 30 deste mês, o jornal uruguaio El País anunciará, como já é tradicional, os Melhores da América no futebol. Entre diversos argentinos e uruguaios alguns brasileiros estão bem votados na pesquisa daquele diário. Entre eles, Neymar, tido, aliás, como forte candidato a ser eleito. O menino craque vai vendo seu nome avançar rapidíssimo além fronteiras como uma das já mais caras revelações internacionais.

BOA TROCA?
Se acontecer a troca do craque Zé Eduardo pelo goleiro do Cesena (ex-Pameiras) Diego Cavalieri, como reagirão os torcedores do Peixe? Certo que Cavalieri será um reforço extraordinário para a equipe da Vila (a mais rápida entre os paulistas nas contratações para 2011), mas quanto aos torcedores, como irão se posicionar nessa parada? Será bom negócio ganhar um ótimo goleiro, mas perder um baita atacante?

Regiani Guerreira

Pioneira, talentosa, competente, brilhante e tudo o mais quanto se possa dizer de uma jornalista – eis Regiani Ritter, a homenageada número um da festa de consagração dos Melhores do Ano promovida pela ACEESP. Recebeu o troféu (uma honraria singular) com seu nome. Peça original, criada sob medida pelo que ela representa para a classe dos trabalhadores de todas as mídias. Troféu que inicia uma história, documento que reconhecerá, daqui para o futuro, quem – como ela – revelar-se profissional apaixonado na divulgação e na defesa do justo e do honesto na maravilha da prática esportiva, sem distinguir apenas campeões, mas abraçando aos partícipes de cada modalidade com o mesmo respeito que todos os competidores devem merecer.

Ao se afastar da cena do teatro e das telenovelas, optando por entrar, como repórter determinada e ambiciosa, pelo caminho da comunicação esportiva antes só seguido pelos rapazes, Regiani fez prova de sua polivalência plantou a igualdade, consagrou a inteligência e se tornou respeitável formadora de opinião.

Mas essa guerreira não é grande só ao cuidar da vida nos estádios. Apresentadora de admiráveis recursos, faz de seu dia-a-dia pela Rádio Gazeta AM um show que vai da jogada dos craques à defesa enérgica do cidadão e seus direitos.

Como colega apaixonado pela profissão de jornalista, sinto enorme orgulho de haver trabalhado ao seu lado, em diversas oportunidades. E tenho enorme prazer em cumprimentá-la pelo muito que tem realizado pela sociedade.

Parabéns, Re!

Todo Poderoso Mazembe

Congo, um país de futebol classificado, em novembro, pela Fifa, na posição 119, mandou seu Tout Puissant Mazembe (em português, Todo Poderoso Mazembe) ao Mundial de Clubes da Fifa. Mesmo sendo o bicampeão da Liga dos Campeões da CAF, quem supunha que não seria a “zebra” da competição? Seria…

Quem se chocou primeiro foi o mexicano Pachuca. A derrota por 1 a 0 foi considerada surpreendente. Até que, nesta terça, foi a vez do Internacional, quem imaginaria? Pesadelo, desastre, catástrofe – seja lá o que se diga do 2 a 0 absolutamente fora de cogitação, o certo é que o time africano, nesta altura, já escreveu seu nome na história do futebol. E o mundo descobre esse clube cujo protetor é São Jorge, sabiam?

Ao Brasil (terceiro na lista da Fifa) o inesperado deixa em cada um de nós uma sensação de incredulidade. Paixões clubísticas à parte, cada qual tenta entender essa derrota que não foi só do colorado; foi do futebol nacional.

O que aconteceu só pode ser debitado na conta da falta de sorte. Falta de pontaria seria melhor definição? Talvez. O certo é que, qualidade por qualidade (de jogo) devia acontecer o contrário. Esse resultado é daqueles que nunca ninguém explicará. Sim, mas como contra fatos não há argumentos, só resta aceitar a amargura de tomar dois gols (bonitos, hein?) e não conseguir chegar à rede deles. E voltar para casa sem o caneco.

Futebol feminino e a logística pobre

Torneio internacional merece organização de primeiro mundo, certo? Então… Eu esperava exatamente isso ao comparecer, domingo, à partida Brasil x Holanda, mais que uma partida oficial, parte de um evento importante do futebol feminino mundial.

Bem, chegando lá, primeira coisa estranha: no alto das numeradas, o largo corredor de acesso às cabines de rádio e TV, onde normalmente se colocam dezenas de banheiros químicos, havia diversos deles como sempre, sim, só que “de costas”. Quer dizer, a face frontal voltada para a parede. Portanto, inacessíveis. Liberados, apenas dois (femininos) entre uma dezena. Custava deixá-los todos na posição normal?

Ao buscar (como de hábito faço) as escalações oficiais, na cabine do placar eletrônico, quebrei a cara. Disseram-me que não iriam exibir porque não estavam autorizados (!!!!!!!!!). Por que não? Ninguém sabia. Faltavam uns trinta minutos para a partida começar. Como eu já conhecia o time brasileiro, teria de me “virar” para saber os nomes das garotas holandesas.

Passo por uma lanchonete e a vejo sem nada e sem ninguém. Caminho uns tantos metros, mesma coisa. Consulto um funcionário e sou informado de que conseguiria comprar um lanche se descesse os degraus das cadeiras cobertas e “garimpar” um ambulante. Menos mal, fiz o que ele aconselhou e deu certo. Na caminhada, ainda fui abordado por um cidadão que subia e descia, desorientado na busca do lugar indicado no ingresso.

Tive pena, tentei ajudar, mas acabei tão perdido quanto ele.

Bem, tudo quanto estranhei seriam coisas rotineiras só que não adotadas pelos organizadores. Falha de quem, nem interessa. O importante é que não podem faltar providências tão elementares num evento, um evento internacional, um campeonato em que o Pacaembu acolhe seleções (além da brasileira) que vêm de longe – Canadá, México e Holanda.

Logística – esse o nome daquele rol de soluções de apoio aos frequentadores de um estádio.

Brasil: raça, vitória e emoção

Bem, tudo que falei acima foi compensado pelo mais importante: o jogo. Uma partida incrível, de primeiro tempo aparentemente fácil para a seleção, mas que, depois, se complicou barbaridade porque elas conseguiram o empate que perdurou até o fim da fase. Isso levou as duas equipes a um segundo período disputadíssimo.

Seleção verde-amarela atirada ao ataque constante, maciço, obsessivo e holandesas atentas, de olho nas chances de contra-ataque. E foi numa dessas que elas fizeram seu surpreendente segundo gol, provocando ainda maior reação das brasileiras. Não teve como impedir: a temperatura subiu. Sem deixar de lado sua qualidade no trato da bola, as companheiras da grande Marta aumentaram a potência de sua garra e foram buscar em frenética ocupação do território adversário, uma vitória emocionante. Várias vezes os lances na área da goleira visitante chegaram às raias do dramático. Em todas elas, no bate-rebate, Quarenta e nove do segundo tempo, faltando dois para o fim dos acréscimos, explode o Pacaembu. Terceiro gol brasileiro obtido no fervor das craques (sim, craques) que não admitiam obter só um ponto. Impunham-se a obrigação de alcançar os três para confirmar sua categoria espetacular.

Quem não viu perdeu um registro de futebol que entra para a história, um belíssimo show de bola marcado por um componente que é, mais do que nunca, indispensável nas competições por equipes – a garra.

Troféu Mesa Redonda

Noite de consagração, reunião dos maiores craques e técnicos do ano no futebol brasileiro, reencontro de grandes amigos do mundo da bola que vestem diferentes camisas e uma pauta/festa para aqueles que, afinal, fazem os ídolos,atuando do lado de fora, formadores de opinião sempre de olhar atento a cada jogada em cada jogo de cada rodada – os colegas jornalistas de todas as mídias.

O teatro da Fundação Cásper Líbero viveu mais uma noite gloriosa a que o público terá acesso no próximo domingo, 21h30, no programa Mesa Redonda, pela Rede Gazeta de Televisão.

Impossível perder esse espetáculo único proporcionado pelos artistas e seus dirigentes sempre com o prestígio de figuras da vida pública e da sociedade paulista.

Os colegas do nosso portal também abriram seus espaços para convidar os espectadores. Junto-me a eles, convicto de que, ao sabor de surpresas deliciosas, o povão vai assistir a grandes momentos do maravilhoso mundo da bola.

Vamos lá, sentem-se, conectem-se com Flavio Prado e Michelle Gianella e curtam. Ah!, não se esqueçam de gravar esse trecho lindo da nossa história esportiva.

FLA TAMBÉM COMEMORA

Tristeza de uns, alegria de outros. É a vida. Comemoração na comunidade do Grêmio em Porto Alegre, porque a vitória do Independiente sobre o Goiás garantiu vaga ao tricolor na Libertadores 2011. E poucos perceberam que, no Rio, a torcida do Flamengo festejou o que, na tristeza do Verde goiano, lhe joga no colo uma vaga na Copa Sul-americana do ano que vem. Tudo neste mundo tem um lado bom, mas outro nem tanto.

GUGA DEZ ANOS MAIS TARDE

Ao ganhar de Andre Agassi, no Masters Cup de Lisboa, Gustavo Kuerten se tornava o número 1 do mundo na lista da ATP. Os dois consagrados ex-tenistas vão voltar~à quadra, neste sábado para revirar páginas de muita saudade. Talvez o ginásio do Maracanãzinho seja pequeno para quantos irão re ver os dois ídolos em ação. Quando a noite carioca estiver chegando (18h30) as feras tentarão repetir seus incríveis aces, drivers e match points.

PEIXE BORBOLETA

Na delegação brasileira que vai fazer uma última preparação para o Mundial de natação em piscina de 25 metros, em Dubai, de 15 a 19 deste mês, um recordista mundial e grande favorito para as provas de 100 e 200 metros do estilo borboleta vai “afinar” suas braçadas para nos dar grandes alegrias – Kaio Marcio. Esse orgulho brasileiro cairá na água para aquilo em que faz melhor que todos (200 metros) e tentar o mesmo nos 100 metros. O time estará alguns dias no Kuwait.

APOSTA PARA SER CAMPEÃO

Coisa que Muricy Ramalho mais sabe (e gosta) de fazer é ser campeão. O mesmo de sempre, curto nas respostas nem sempre do agrado de quem pergunta e extremamente seguro do que pode, aos 55 anos encontra no fechado clube dos técnicos de clubes cariocas novos dias de consagração. Como craque, fez no Morumbi (onde até hoje estão suas raízes), nada menos que 177 jogos. Treinador quatro vezes campeão brasileiro pelo São Paulo (trê) e, agora, pelo Fluminense, ainda tem no currículo um vice-campeonato pelo Internacional. Se fosse preciso buscar motivos para provar que é o melhor da atualidade neste país, teríamos que não nos esquecer de que, além de tudo quanto conquistou, ainda teve a modéstia de dizer não à seleção brasileira. Seleção que uma contusão séria o impediu de defender em 1978 no mundial da Argentina.

Ao agradecer e declinar do convite para o pomposo cargo de técnico nacional, demonstrou – convenhamos – uma coragem que poucos teriam, ao aceitar o sério desafio de tentar levar o Fluminense ao um título sonhado pela coletividade tricolor carioca há 26 anos. Muricy fez a aposta que seu car[ater recomendava naquela hora. Que certeza no taco, não?

Show de craques, e tome emoção.

Todo ano é aquela alegria. Na entrega do Troféu Mesa Redonda, a Rede Gazeta de Televisão reúne em torno dos melhores craques da temporada no Campeonato Brasileiro figuras destacadas e personalidades do mundo esportivo num clima social de alto nível.

Neste 2010 não foi diferente. Durante a gravação, atletas, técnicos e dirigentes trocaram saudações calorosas, abraços de saudade próprios do reencontro de colegas e amigos e sorrisos, muitos, de franca alegria.
Só para aguçar a curiosidade do povão brasileiro, informo que houve muitos momentos de emoção, lances de saboroso humor e eufórica consagração daqueles que foram responsáveis pelos maiores espetáculos do ano em nível Brasil.

Um show. Show é bem a palavra para qualificar o programa que, neste domingo, a partir de nove e meia da noite, será mostrado ao Brasil pela Rede Gazeta. É, pelo sétimo ano consecutivo, a festa do troféu maior aos nomes maiores da atualidade. Não dá para perder o espetáculo comandado por Flavio Prado e Michelle Giannella.

Vida Nova

Lance rápido quando perguntei ao presidente do Corinthians como será a busca de reforços para 2011. “Ué, temos que sair procurando” disse-me Andrés (que na hora conversava com Muricy Ramalho) sobre a perda de William e de Elias, além das dispensas forçadas que o clube irá fazer na tarefa de enxugar a folha. Entendam “Temos que sair procurando” como certeza de adiantado processo de contatos para possíveis contratações para seu Ano Novo.

É bom lembrar que o Timão terá grande trabalho na transição anual. Menos mal que Andres Sanchez não é de esquentar a cabeça. Costuma encarar problemas como coisa normal, convicto de que todo corintiano é sempre otimista.

Sargento Gonzaguinha, começo da festa do esporte

Tradicional, com percurso de 15 quilômetros, neste domingo, dia 12, a cidade (pelas ruas da zona norte) assistirá a mais uma prova de rua de tradição e alta qualidade – a Corrida Sargento Gonzaguinha. Sempre importante como que o melhor aquecimento para a Internacional São Silvestre, da Gazeta Esportiva, a largada acontecerá na Avenida Cruzeiro do Sul, defronte à Escola de Educação Física da Polícia Militar. Neste dezembro, será parte da festa do centenário da primeira academia formadora de professores do país. Largadas, a saber: 7h30, cadeirantes; 7h40, atletas da elite feminina; e às 8 horas, a elite masculina. É o início da fase empolgante dos eventos de fim de ano no Brasil.

Perfil perfeito

Carlos Alberto Parreira é figura inigualável para ser um grande diretor de futebol. Não posa de cartola, sabe tudo e mais um pouco de futebol, tem um jeito especial de conviver com a mídia, é dono de cultura respeitável, poliglota e – importante – tem um passado glorioso como técnico do Corinthians. Nome respeitado no mundo inteiro, sua contração é ainda como que um lance de marketing de alta repercussão em favor do clube.

Futebol – Maravilhosa aventura humana

Espanha fez críticas. Merecia ser escolhida ( com Portugal ) para o mundial de 2018? Claro que sim. Ou ser campeã mundial não é um bom motivo? Mas não só os dois paises tinham méritos. Inglaterra não gostou de perder essa parada para a Russia. Tem argumentos fortes: otimos estádios, aeroportos e uma liga forte. Só que já fez a sua, em 1966.

Tudo bem, mas a Russia já estava mais do que merecendo ter a sua vez. E, convenhamos: por mais que Holanda/Bélgica, Estados Unidos e Australia ostentem grandeza que garanta uma ótima competição, valeu a escolha da Fifa.

Agora, o Catar terá tudo para fazer a Copa dos sonhos, uma Copa 6 estrelas. Jogar no conforto de ambientes climatizados, fazer gols em estádios concebidos a nivel de obras de arte, testemunhar, enfim, a existência do futebol bilhardário, será a consagração do maior evento esportivo do mundo e a glória dos privilegiados turistas que participarão, em 2022, de um banquete dos deuses da bola.

A Fifa não iria levar as estrelas mundiais a uma aventura de risco. Ela agiu convicta de que os dias do jogo apenas lúdico ficaram para trás. O século 21, para o futebol, escancara as portas de um mundo novo na participação do esporte no caminhar da humanidade, com a mesmas regras no campo de futebol mas com partidas que tenham como pano de fundo inimaginaveis super-produções, tão surpreendentes quanto o possa ser a imaginação de governantes e arquitetos.

A maravilhosa aventura humana chamada Copa do Mundo veste os craques de um encantamento que vai além, muito além de um troféu de ouro, a maior joia jamais concebida, que Hideraldo Luis Benini, em 1958, ensinou como deve ser exibido.

SEM COMPLITAÇÕES

Numa corrida, quem chega na frente á o campeão. Num concurso, quem acerta mais questões é primeiro colocado. No arremesso, quem atira mais longe é que ganha. Por que negar que o campeonato de pontos corridos é o mais justo? Entre Fluminense, Corinthians e Cruzeiro está o melhor. É matemática : o que fizer mais pontos será o justíssimo campeão. Simples.

PLANTANDO VITÓRIAS

Rápida nas negociações, bem sucedida nas buscas e pensando longe, a diretoria do Santos está aí, preparando com todo capricho seu ano novo. Enquanto outros esquentam cabeça com dívidas e discutem temas já perto do fim do prazo de validade, o Peixe vai cuidando do seu amanhã. Mais do que inteligente preparar o terreno para colher vitórias em 2011.

CADÊ VOCÊ?

Faz muita falta a figura de Antonio Roque Citadini. Longe de cargos no Corinthians, não quer dizer que deva estar longe do futebol. O silêncio que decidiu adotar é coisa de foro íntimo, certo. Mas a um lider cabem outras obrigações, entre elas, atuar, mesmo que como opositor, oferecendo ao seu clube de coração a contribuição de sua inteligência e de seu vasto conhecimento.

FLAVIO PRADO

Agenda carregadíssima, âncora do MESA REDONDA, comentarista do GAZETA ESPORTIVA e do MANHÃ GAZETA, comentarista titular apresentador da JOVEM PAN, advogado e professor, Flavio Prado é o exemplo do homem que faz no seu dia-a-dia verdadeiro milagres. Com tamanha atividade profissional, ainda encontra tempo para bater uma bola com amigos amadores ou profissionais da bola ( como Neymar, por exemplo ) todas as segundas feiras à noite, em seguida reunir o grupo para uma pizza, sem esquer o almoço das sextas feiras num restaurante da alameda Campinas.
Mas o que mais impressiona nesse jornalista que não se conforma em ser apenas amigo leal de tanta gente, é o fato de levar, além do horizonte que visualiza, alívio e ajuda a milhões de anônimos seres humanos acolhidos nas crechdes, asilos e hospitais.

Sem saber a quem, leva muitíssimo a sério a missão de fazer o bem. Várias vezes por ano, cria fatos e promove eventos em que as pessoas trocam alimentos, medicamentos e outros itens pela alegria de assistir a shows lindos e partidas beneficentes de futebol de que sempre participa ( fanático e catimbeiro ) alcançando arrecadações que chegam a números incriveis, entre vinte e quarenta toneladas.
Esse é o grande Flavio Prado, com “F” de filantropia e “P” de Pai de sabe-se lá quantos necessitados.