Imaginem a cidade ficar apenas com dois estádios – Morumbi e Canindé. Não se surpreendam mas, ainda que remota, essa situação poderá vir a ocorrer. A administração do Pacaembu convidou as redes de televisão para reunião, neste 18 de janeiro, no espaço dos vestiários sob o tobogã, quando revelou sua preocupação ante a probabilidade de, entre outras coisas, ocorrer a demissão de diretores, aplicação multas diárias de elevado valor e até a proibição, pelo Ministério Público, de jogos no “Paulo Machado de Carvalho” se não forem tomadas umas tantas providências que garantam a segurança, o conforto e a acessibilidade plena ao público.
Um dos pontos observados pelo Coordenador dos equipamentos da Secretaria Municipal de Esportes – Alessio Gamberini – e pelo Diretor do estádio Mauro Castro foi o estacionamento das unidades de transmissão junto aos portões de numeração par na Rua Desembargador Paulo Passaláqua. Eles deixaram claro que a calçada em torno terá que ficar desimpedida para circulação de pedestres. A alternativa é posicionar os veículos do outro lado da mesma rua.
Mas será preciso achar uma solução que assegure o ir e vir, sem riscos, a centenas de técnicos dos diversos canais que necessitam locomover-se às pressas, a qualquer momento, durante as partidas, entre as unidades geradoras e o interior do Pacaembu. Na busca de um plano que libere o passeio aos torcedores, chegou-se à conclusão de que será necessária uma passarela entre as duas calçadas. Até o final da reunião foi a única saída que se achou.
Como erguer essa passagem? Qualquer que seja, o projeto precisará ser levado à apreciação do órgão que autorizará ou não tal obra – o CONDEPHAAT. Em razão de se tratar de edificação tombada pelo seu expressivo valor histórico, qualquer alteração em seu interior ou no entorno terá que ser expressamente aprovada pela autoridades daquele Conselho.



Não existe lugar especial para nascer um craque. Assim como Pelé veio ao mundo em Três Corações-MG, Marcos Roberto Silveira Reis nasceu na pequena Oriente-SP. O goleiro campeão do mundo de 2002 é dono de uma carreira que já dura 18 anos, 12 deles como titular do Palmeiras.