Melhor caminho para o Santos

Primeira reação após uma vitória trabalhosa como a do Santos, nesta quarta-feira, é de receio quanto ao jogo de volta. Claro, o Cerro Porteño voltou para casa cheio de confiança de que possa reverter a situação. Por se tratar de uma equipe boa, de aplicação muito grande, é extremamente imprevisível o resultado da próxima jornada.

Mesmo com a vantagem de poder até perder por contagem igual – para levar a decisão aos pênaltis – ou mesmo terminar a partida com qualquer resultado desde que derrota por um gol de diferença, os brasileiros sabem que terão de se segurar em postura mais defensiva para impedir uma virada que troque de lado o ganhador do duelo.

Embora muitos temam que o placar de 1 a 0 tenha sido pequeno há os que prefiram entender de modo diferente. Para estes mais otimistas, parece até melhor que do placar do Pacaembu não tenha restado nenhuma nesga de exagerado otimismo a Neymar e seus amigos.

É respeitável cultivar a prudência e adotar a humildade como jeito de jogar. Levar a campo, além de um robusto sistema anti-gol, todo respeito pelo adversário é, sim, o melhor projeto para o Santos. E Muricy sabe disso muito bem.

Ansiedade na seleção

Como será que Mano Menezes vai fazer? Ao anunciar que os 22 convocados para a Copa América sairão dos 28 chamados para os amistosos contra Holanda e Romenia, o treinador criou aquele clima de ansiedade para os reservas que precisarão lutar por uma vaga. Entrará em campo, nos dois jogos, a equipe mais experiente -coisa lógica para tentar vencer os dois adversários – ou Mano pensa dar oportunidade igual a todos?

O que Mano Menezes vai fazer?

Como será que Mano Menezes vai fazer? Ao anunciar que os 22 convocados para a Copa América sairão dos 28 chamados para os amistosos contra Holanda e Romenia, o treinador criou aquele clima de ansiedade para os reservas que precisarão lutar por uma vaga. Entrará em campo, nos dois jogos, a equipe mais experiente -coisa lógica para tentar vencer os dois adversários – ou Mano pensa dar oportunidade igual a todos?

EMPATE DO SANTOS FOI VITÓRIA SOBRE O CANSAÇO

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Para um time campeão paulista no domingo, a madrugada da segunda-feira representa absoluta liberdade para comer bem, sair para comemorar com familiares e amigos, dormir tarde, relaxar e festejar, festejar muito pela conquista do caneco. O day after é a folga mais descontraída do boleiro. Ninguém pode negar esse direito.

Depois, uma terça-feira sem grandes esforços, nada de treinamento pesado, só uma brincadeira alegre e tratar de só na quarta feira lembrar de mais um jogo de campeonato.

No caso do Santos, enfrentar o Once Caldas após a comemoração do bi foi complicado. Trinta e três mil assistiram a um dos jogos mais difíceis do Peixe para se sustentar na Libertadores. Essas milhares de testemunhas constataram como pesou para os rapazes voltar tão logo a jogar a partida de volta do mata-mata.

Ficou provado que o cansaço não abandonou os campeões do Paulistão. Dois dias e meio entre um compromisso e outro foram muito pouco para o Peixe recuperar suas energias. As coisas aconteceram naquela de o cérebro comandar, mas os músculos não conseguirem obedecer.

Deu para perceber nas fintas que Neymar errou, nos chutes todos a gol que Elano não conseguiu fazer com perfeição, nas tentativas frustradas de Zé Love e, principalmente, nas bolas paradas, culminando com o pênalti que a Joia bateu nas mãos do goleiro.

O empate foi bom dentro do que o regulamento impunha. Ao torcedor, teria sido melhor assistir a um triunfo peixeiro.

Mas ele mesmo entendeu que o pontinho obtido foi de bom tamanho. Principalmente porque o Once Caldas – esse incrível time de jogadores de enorme dignidade, grupo que corre 90 minutos sem pensar em seus salários atrasadíssimos – mostrou muitas qualidades, a maior delas, o gosto, a paixão pelo esporte que praticam.

A respeitável qualidade do adversário fez mais importante a classificação para as semifinais da Libertadores.

Melhor final impossível

Foto: Fernando Solera/Gazeta Press

Foto: Fernando Solera/Gazeta Press

Para decidir um título não se poderia ter um quadro melhor. Santos e Corinthians irão a campo com a mesma proporção de chances e dúvidas que existiam antes da partida no Pacaembu. Isso é maravilha!

Ou seja, o futebol realmente emocionante, que deixa para a última batalha a definição dos dois mais competentes da competição. Se tivéssemos um ganhador, no domingo que passou, a partida não prometeria aquele brilho das decisões mais empolgantes.

O time que estivesse levando três pontos para o “mata” final não iria se expor e faria muito bem de agir para preservar sua vantagem. Quanto ao perdedor teria que correr obsessivamente na busca do resultado, tomando todos os cuidados (e mais um) para não tomar bola nas costas e gol de contra-ataque.

Seria aquele velho jogo de ansiedade versus cera técnica. Poderia acontecer um placar injusto. Coisa típica de correria contra toque de bola.

Muito bom que a final do Paulistão leve ao gramado santista duas equipes que precisam ganhar, dois concorrentes absolutamente iguais na matemática, dois conjuntos que se aplicarão para jogar seu melhor futebol, sem catimbas ou enganação.

Felipão vira essa?

No estilo mata-mata, time que joga fora a primeira costuma projetar contra-ataques, enquanto muito fechado na defesa, Qualquer concorrente sabe e trabalha  desse jeito. Só o Palmeiras foi a Curitiba e fez tudo ao contrário. Tomou um monte e nem fez unzinho. Agora, tem seis dias para tentar um quase milagre. Nem o goleiro Marcos parece acreditar nisso. Aliás, pelo que ele disse ao finall, percebeu-se uma crítica séria a alguns colegas, ainda que sem mencionar nomes . Não foi diferente a palavra de Kleber. Isso é péssimo. Pode rachar o grupo. Felipão vai precisar desfazer o clima. Começando por moderar os mais nervosos. Sabe que não será mole. O momento do Verdão é tenso.

 Fique feliz, Brasil! 

Preparem-se para viver momentos de enorme felicidade com uma nova revelação do tênis mundial – Thomaz Bellucci.  Jogando em nível dos melhores top ten da ATP, o garoto brasileiro  mostra seu  jogo de alta qualidade nas quadras do Masters 1000 da Espanha, com suas duas espetaculares vitórias em dois dias seguidos, primeira contra o escocês (quarto do mundo) Andy Murray e, a seguir, contra o sétimo da ATP – Tomas Berdych. Ambas por dois sets a zero. Treinado por Larri Passos - o mesmo técnico que fez de Guga um campeão respeitado pelo mundo - Bellucci será, com certeza, a próxima razão de grande orgulho nacional, mais um ídolo de quem goste da modalidade ou não. Teremos já um fenômeno que pode vir a ser o novo melhor do mundo.

TORCIDA NÃO JOGA

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Alguns jogadores do São Paulo declararam-se não muito satisfeitos com o fato de terem de jogar no Morumbi a primeira partida contra o Avaí, precisando, depois, tentar em Santa Catarina fazer resultado no mata-mata pela Copa do Brasil. O argumento era de que, jogando inicialmente em casa, com público a favor, lhes pareceria mais fácil obter uma vitória que desse folga para o jogo de volta. Poucos dias depois, ei-los diante do Santos, com toda galera a seu lado, mas sem tirar partido das “vantagens” que teriam como mandantes. DE novo a teoria foi desmentida. Hipoteticamente, tudo a favor mas resultado contra. Como tem acontecido tantas vezes na competição de equipes. Não porque no campeonato estadual tenha havido uma espécie de tudo ou nada num encontro único sem segunda chance. O time acabou eliminado porque não resistiu ao Santos no segundo tempo. Fica essa tão repisada lição – em qualquer estádio, ganha quem for melhor. Além, claro, de se planejar taticamente de maneira correta para vencer.

TIME NERVOSO CONTRA GOLEIRO BOM

Teria sido melhor se o Palmeiras não erguesse a bandeira anti-arbitragem tantos dias antes do jogo? Há quem julgue que sim, pois, a partir da manifesta dúvida de que Paulo Cesar pudesse trabalhar bem, um clima de insegurança pode haver crescido dentro do próprio grupo do Verdão. Talvez tenha sido por essa razão que os momentos de nervosa disputa da bola acabaram levando o time de Felipão ao prejuízo de um desfalque importante na defesa. Tudo bem que justamente o substituto ( Leandro Amaro ) tenha feito o gol. Mesmo assim, se conseguiu fechar a defesa – e dela até obteve a abertura do placar – o time sempre continuou com dez, sentindo isso na fase final, quando deu espaço ao Corinthians, sofreu o empate e pouco atacou. Sustentou do jeito que lhe foi possível até a partida terminar, inclusive também pela falta de referência sem ter o técnico à beira do gramado. Depois, nos penaltes, foi aquilo de sempre: falha de um chutador ou grande defesa de um goleiro e tudo. No caso, foi Julio Cesar quem definiu as coisas.
Nada contra João Vitor.