Primeira reação após uma vitória trabalhosa como a do Santos, nesta quarta-feira, é de receio quanto ao jogo de volta. Claro, o Cerro Porteño voltou para casa cheio de confiança de que possa reverter a situação. Por se tratar de uma equipe boa, de aplicação muito grande, é extremamente imprevisível o resultado da próxima jornada.
Mesmo com a vantagem de poder até perder por contagem igual – para levar a decisão aos pênaltis – ou mesmo terminar a partida com qualquer resultado desde que derrota por um gol de diferença, os brasileiros sabem que terão de se segurar em postura mais defensiva para impedir uma virada que troque de lado o ganhador do duelo.
Embora muitos temam que o placar de 1 a 0 tenha sido pequeno há os que prefiram entender de modo diferente. Para estes mais otimistas, parece até melhor que do placar do Pacaembu não tenha restado nenhuma nesga de exagerado otimismo a Neymar e seus amigos.
É respeitável cultivar a prudência e adotar a humildade como jeito de jogar. Levar a campo, além de um robusto sistema anti-gol, todo respeito pelo adversário é, sim, o melhor projeto para o Santos. E Muricy sabe disso muito bem.
Como será que Mano Menezes vai fazer? Ao anunciar que os 22 convocados para a Copa América sairão dos 28 chamados para os amistosos contra Holanda e Romenia, o treinador criou aquele clima de ansiedade para os reservas que precisarão lutar por uma vaga. Entrará em campo, nos dois jogos, a equipe mais experiente -coisa lógica para tentar vencer os dois adversários – ou Mano pensa dar oportunidade igual a todos?

No estilo mata-mata, time que joga fora a primeira costuma projetar contra-ataques, enquanto muito fechado na defesa, Qualquer concorrente sabe e trabalha desse jeito. Só o Palmeiras foi a Curitiba e fez tudo ao contrário. Tomou um monte e nem fez unzinho. Agora, tem seis dias para tentar um quase milagre. Nem o goleiro Marcos parece acreditar nisso. Aliás, pelo que ele disse ao finall, percebeu-se uma crítica séria a alguns colegas, ainda que sem mencionar nomes . Não foi diferente a palavra de Kleber. Isso é péssimo. Pode rachar o grupo. Felipão vai precisar desfazer o clima. Começando por moderar os mais nervosos. Sabe que não será mole. O momento do Verdão é tenso.