Veloz e ambicioso, dominador e dono do jogo no primeiro tempo de suas partidas, o Timão é um carro de Fórmula 1 na largada. Depois do intervalo, tudo muda. O Corinthians volta para o segundo tempo completamente diferente. Não foi a primeira vez, agora, contra o Ceará, que tudo mudou no campo alvi-negro na segunda metade da partida. Inexplicável como o time ficou atrás, deixou de lutar no ataque e permitiu que o adversário partisse faminto na direção de sua área. E tudo isso acontece – incrível! – num estádio tomado por trinta mil fanáticos torcedores que não param de gritar na tentativa de ajudar a vencer.
Dá para entender a queda de temperatura, do fervor de quarenta e cinco minutos para a frieza da fase final? Quem pode explicar esse fenômeno?
Arquivos do mês: agosto 2011
Rivaldo está preocupado com o inseguro comportamento do São Paulo quando joga no Morumbi. Claro que nem só ele tem razões de sobra para querer conversar com os colegas buscando encontrar respostas para o mistério. Muito bom que ele utilize sua experiência. Agora, será que isso não seria função específica do treinador? Inclusive começando pelo próprio Rivaldo, a quem nunca deveria colocar no banco, ao contrário, escalando-o para começar as partidas em que suas condições físicas sejam as melhores? Ou seja, Adilson entra com o veterano craque, ele, aí, sim, inicia orientando os rapazes, com isso as chances de fazer um placar favorável no primeiro tempo são maiores. Quando Rivaldo tiver feito sua parte pedirá para ser substituído e o tricolor, mais tranqüilo, terá condições de tocar a bola e fazer seu jogo sem sobressaltos até o final.
O resultado diante da Alemanha não pode surpreender ninguém. Desde quando a atual seleção brasileira vem jogando bem e ganhando com alta qualidade?
O jogo com o time germânico foi só uma confirmação de que todo o processo de formação de um time para jogar em 2014 está errado.
Não deu para perceber naquele amistoso contra a Holanda? Nem, agora, no resultado negativo das duas provas contra o Paraguai, na Copa América? A eliminação humilhante no torneio sul-americano tem que ser levada a sério. A verdade atual exige profunda reflexão. Nosso joguinho está muito pequeno.
Preservar antigos titulares durante um tempo de testes é o maior engano. Qual deles é certeza de que vai chegar, daqui a três anos, como dono de uma posição? A hora é de laboratório nos amistosos que não comprometem o passado que temos. O bom senso manda tentar amadurecer os talentos jovens.
É preciso ter a determinação suficiente para descartar medalhões e dar as camisas às revelações.
Quando um atleta tem a frieza de não se abalar com a milionária oferta de euros de um baita clube como
o dono do Santiago Bernabeu é porque sabe muito bem que seu sucesso mundial ainda nem começou.
Propostas outras virão. Na verdade, o futuro reserva uma corrida de poderosas associações do futebol internacional. Um dia, a oferta que hoje parece grande poderá ter valor pouco expressivo.
O mundo da bola constata que Neymar é uma Jóia de valor bem maior do que se imagina. Percebe que o futebol brasileiro já lhe proporciona rendimentos que rivalizam com o que lhe ofereceriam no velho mundo.
Talvez os interessados em tira-lo do Santos precisem dobrar o lance feito pelo Real. Com isso, com certeza, o craque mais famoso do Brasil esteja abrindo um atalho importantíssimo para o futebol nacional, levando a uma
valorização de outros tantos jovens que um dia também voarão em busca da fortuna longe daqui.
