A hora de Kaká

Foto: AFP

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O momento certo de Kaká voltar à Seleção Brasileira é este. Perto de sua plena forma de craque referência, aos 29 anos, deve contribuir com enorme parcela para ajudar, dentro de campo, o que Mano quer conseguir para nosso time nos dois amistosos que vêm aí.

Kaká é mais que um bolão. Conduz seus passos com enorme equilíbrio e senso de responsabilidade. Humilde, cativa e tem o poder de esbanjar uma energia extraordinária na direção de seus colegas. O hoje experiente meia/atacante continua sendo um grande homem de equipe para o futebol brasileiro.

Respeitado pelo que sabe jogar, pelos passes perfeitos, assistências e gols que marca, não podia mesmo estar ausente por mais tempo. Sua imagem de competidor competente, solidário e respeitado vai fazer bem ao time brasileiro.

Mudança de atitude

Pronto, Emerson Leão fez sua estreia com derrota. Ninguém critica porque deram a ele, nas condições em que assumiu, um complicado conjunto de problemas. Precisava tentar o quase milagre de voltar do Paraguai pelo menos com um empate. Mas não tinha a menor obrigação de conseguir essa façanha. Era como consertar o avião em pleno vôo. Não deu, pronto, agora, sacode a poeira, esquece a disputa internacional e volta ao grande objetivo: classificar o São Paulo entre os brasileiros que participarão da Libertadores em 2012.

De hoje em diante, o grande treinador tem como traçar planos, avaliar adversários, fazer os reparos que o mau futebol do time anda reclamando e – quem sabe? – devolver, em dezembro, à galera tricolor, uma equipe de fisionomia diferente daquela que assumiu. Sua competência tem que atuar ao lado de muita, mas muita garra dos atletas.

Fabiano fez o dele; agora é com Milton Cruz.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

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Como ganhar de um time retrancado? Complicado… O São Paulo, como tantos outros, sentiu a dureza de correr, chegar quase à exaustão e só conseguir um golzinho. E tem que erguer as mãos para os céus.

Porque tudo parecia indicar que os paraguaios conseguiriam o que buscavam. Sim, decididamente, o time deles veio determinado a empatar para, em casa, semana que vem, fazer a diferença. Seu plano só falhou porque Luis Fabiano estava lá.
Uma das mais antigas verdades do futebol é que nunca se deve tirar de campo um artilheiro. Sem jogar o que devia e podia (ele próprio confessou isso no final), salvou o jogo, deu novo moral à equipe para brigar pela sobrevivência na Copa Sul-americana e se reencontrou como homem-gol.

Uma coisa foi a vitória muito difícil. Outra será jogar na quarta feira próxima do jeito que seu adversário atuou aqui. Ou seja, consagrar o empate como ideal.

Como brasileiro é pouco habituado a jogar na retranca, Milton Cruz vai ter que trabalhar muito esse tipo de comportamento. Convicto de que competição no estilo mata-mata nem sempre pede futebol de luxo, o competente homem certo das horas incertas do Tricolor saberá como fazer.