Descartado para o sucesso

Incrivel, ele nem é titular do Vasco, mas ocupa a terceira posição entre os artilheiros de São Januário este ano. Aos 21 anos, Bernardo, formado na base do São Bento de Sorocaba, tornou-se jogador do Cruzeiro e, por obra do destino, acabou sendo emprestado ao clube cruzmaltino. Autor do gol que fez a diferença na tarde histórica da penúltima rodada do Brasileirão, chorou de alegria pelo sucesso que alcança no Rio. No íntimo – quem sabe? -sentindo enorme tristeza pelos colegas do clube que preferiu não contar com seu futebol em 2011.

Melhor do time

Lembro-me bem do dia em que Marcos Assunção renovou seu contrato pelo Palmeiras. Era 27 de maio deste ano e Felipão, no meio da tarde, dava uma entrevista. Foi quando chegaram a ele para dizer que o camisa 20 tinha assinado até dezembro de 2012. Na hora, Luiz Felipe exclamou (e o nosso site publicou): “Agora tem que marcar gols com aquele chutezinho de bola parada, viu?” Sabia bem do que estava falando.

Por isso não se surpreendeu – como, de resto, todos os palmeirenses – com o mais recente “golzinho”, na vitória contra o São Paulo.

Na prática o mais importante jogador do Verdão, Assunção merece especial homenagem da diretoria e da torcida.

Afinal, mesmo sem jogar todas as partidas, é o segundo artilheiro da equipe dom 8 gols. Pode ser que não repita a dose ante o Corinthians. Nem se obriga a isso. Mas que pode ser considerado o melhor do grupo, isso, pode.

Adriano – um corintiano!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Contratado em março, Adriano mal sabia que teria que lutar muito contra a má sorte. Nem ele nem a torcida, claro. Era seu desejo estrear logo, ser titular e deixar a galera feliz. Tanto quanto ele, todo corinthiano tinha a maior esperança de gritar muito seu nome. Eu próprio aguardava que, bem cedo, pudesse narrar seus gols pelo Timão.

Da contusão grave até a explosão, no entanto, o caminho foi longo. Só oito meses depois, o Pacaembu viveu a emocionante hora do Imperador mostrar o que mais sabe fazer.
No auge da felicidade pela vitória de virada contra o Galo, muitos fanáticos não contiveram as lágrimas. Foi, para eles (e para todos, lógico), mais que o gol da vitória, foi o prazer histórico da virada na raça, para a galera muito mais gostosa do que qualquer outro estilo de triunfo.

Adriano, enfim, depois de conseguir mandar às favas a demora e a ansiedade, chutar a má sorte pra longe do estádio, realizou aquilo que aguardava desde que começou o segundo semestre do ano – a prova provada de que é, sim, um corintiano.