Exagero dos fanáticos

Bastaram quatro dias com duas derrotas e um empate amargo tanto quanto para a torcida do Barcelona ir ao exagero do pessimismo. “Termina um ciclo?” – perguntou, logo após a eliminação do time da Liga dos Campeões um jornal espanhol.

Incrivel, setenta por cento sofridos seguidores da melhor equipe do mundo foram logo respondendo que sim. Esqueceram-se em instantes dos treze títulos que Guardiola deu ao Barça. É o cúmulo da precipitação, uma incrível falta de consideração aos espetaculares jogos disputados pelo “blau-grana” dentro e fora de seu estádio.

Futebol e show de Campinas

Fumagalli, jogador do Guarani, comemora seu gol durante partida contra o Palmeiras, válida pelas semifinais do Campeonato Paulista 2012 -  Foto:Djalma Vassão/Gazeta Press

Fumagalli, jogador do Guarani, comemora seu gol durante partida contra o Palmeiras, válida pelas semifinais do Campeonato Paulista 2012

Vinha sendo um campeonato apenas môrno. Apresentou uma primeira fase que nem teve grandes momentos, tudo bem. Inclusive, tivemos dezenove rodadas marcadas até por algumas críticas intolerantes aos clubes de fora da capital e da baixada.

De repente, com os quatro tradicionais ganhadores de títulos na parada, dois dos mais fortes caem justamente diante de equipes de fora desse eixo.

Campinas sai nas manchetes ao dar verdadeiro show com seus dois representantes.

Ironia, Ponte Preta e Guarani aplicam o mesmo placar em seus jogos e afastam Corinthians e Palmeiras. É pouco?

Na sequência, dos dois “grandes” que vão às semifinais, um cairá. Quem se sair melhor entre Santos e São Paulo terá que brigar pelo título contra um dos dois interioranos.

Ainda que, após os dois jogos decisivos, o caneco não vá para Campinas, o registro histórico já está consumado: seus dois clubes foram espetaculares promovendo algumas das maiores emoções das quartas de final na temporada regional.

Que velocidade!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Geninho - Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A diretoria não tinha a menor ideia de pedir a Candinho mesmo para calçar chuteiras novamente e ir a campo de apito e bola na mão para voltar a treinar o time da Portuguesa.

Pode até ser que ele tenha sido consultado, mas declarado que não pensa em ser treinador nunca mais.

Bem, por uma razão ou outra, o presidente já tinha Geninho como opção B. Que sexta-feira agitada lá pelos lados do Canindé, meu povão…

Que sábado e domingo acalmem o ambiente e, segunda, o time possa engrenar sua marcha rumo aos projetos Copa do Brasil e Brasileirão.

Jorginho por Candinho

Jorginho e Candinho - Fotomontagem: Gazeta Press

Jorginho e Candinho - Fotomontagem: Gazeta Press

Esta manhã, julguei muito legal que a Portuguesa contratasse Candinho como gerente de futebol. Nem de longe imaginava que, na mesma altura em que escrevia para o blog, Jorginho estivesse saindo do clube. Para mim, com o treinador mantido e o velho conhecedor das coisas rubro-verdes dando uma força, tudo poderia melhorar.

Nada disso, e não me interessa se pediu mesmo demissão ou foi demitido. O certo é que esbanjou dignidade ao fazer as despedidas. Do jeito mesmo daquele Jorginho que a gente aprendeu a admirar.

Diante da nova realidade, que tal se Manoel da Lupa revisse a posição do Candinho e entregasse a ele o time? Experiente, competente e trabalhador, conduziria muito bem a náu Canindé.

Desprestígio ou o quê?

Como é possível que nenhum brasileiro tenha conseguido convencer os observadores internacionais a ponto de obter vaga no quadro de árbitros do futebol dos Jogos Olímpicos? Nada contra os apitadores das demais Confederações continentais ou Federações nacionais, mas – pôxa! – será que os rapazes que apitam por aqui andam tão sem qualidades assim?

Isso não preocupa CBF e COB? E o Sindicato dos Árbitrros, não vem a público? Fica complicado o que possa estar ocorrendo com o futebol mais vezes campeão mundial. Embora nunca tenha conseguido ganhar medalha em Olimpíada.

Velhas disputas

Marcado por históricas discordâncias, o relacionamento entre cartolas de São Paulo e Rio vai ganhando, depois da posse de José Maria Marin na CBF, mais um capítulo. Marco Polo ou Zagallo? – eis a questão.

O perfil do dirigente paulista o habilita para esse tipo de banco de reservas, tá bom. Mas o perfil do Mario Jorge no futebol é invejável. De forma que ambos têm direito, sim, de pretender a cadeira de vice do Centro-sul.

Um detalhe burocrático que venha a ser levantado ( Zagallo não tem formação como executivo) não me parece ter maior importância. Quem “diplomou” Ricardo Teixeira como administrador esportivo?

Como nenhuma das Federações conseguirá convencer a outra a retirar sua candidatura – acrescentando-se que Marin já deixou claro que não vai se meter no assunto – a corrida aos votos, claro, já começou. São, cada um com seu currículo, nomes respeitáveis em todo o país. Vai depender de quem trabalhar melhor nas reuniões, telefonemas e emails que já andam acontecendo.

De traje social, Romário continua craque

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Romário vem crescendo como deputado. Mostra, cada vez que se pronuncia, uma visão ampla dos temas esportivos nacionais e um senso crítico muito forte. Especialmente quando o assunto é particularmente o seu – futebol.

De novo ele bate pesado na maneira como os planos da Copa 2014 vêm sendo conduzidos. Reafirma sua independência e não poupa nem velhos companheiros como Ronaldo Fenõmeno.

Ao revelar que o ex-colega de Seleção sonha em presidir a CBF após o Mundial brasileiro, confirma sua posição independente. Com a clareza que lhe é peculiar, o hoje atuante deputado pode estar até criando um clima de preocupação entre os cartolas tradicionais que têm o mesmo objetivo.
Eles podem recear, por exemplo, que o próprio Romário surja como um baita candidato ao cargo mais alto do futebol brasileiro.

Seu perfil de lider fora dos gramados se acentua. É craque também de terno e gravata. E com enorme apoio popular.