
foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Mais uma qualidade revelada por Ney Franco após segunda partida como treinador do São Paulo: conformação.
Em tom sereno, ouvindo atentamente e fixando os olhos dos repórteres, ele, pacientemente, reconheceu que a equipe jogou mal. Deixou entender mesmo que ainda não teve tempo para conhecer melhor o grupo com que trabalha. Gostei da franqueza.
Sobre as modificações no time titular, confessou que esperava um tipo de rendimento mas precisou mudar certas coisas ao longo da partida. A uma pergunta minha, até justificou, dadas as circunstâncias, porque não retirou do banco para o gramado Casemiro e Maicon.
Lógico que mostrou na coletiva um rosto marcado pela frustração. Evidente que tinha intimamente convicção de que a equipe poderia obter os tres pontos sonhados pela galera. Nem tem dúvida que foi para casa decepcionado com o fracasso. Afinal, são dois jogos e nenhum resultado bom.
Neste começo de trabalho, continuo bem impressionado com seus pontos de vista. Ainda assim, diria que talvez tenha sido um exagero lançar jovens atletas durante a crise. Penso que, enquanto durar a turbulência e não se recuperar a autoconfiança, o ideal será manter os profissionais mais experientes.
Restabelecida a firmeza do futebol são-paulino - e contra adversários menos fortes – aí, sim, caberia dar oportunidades às promessas.
Desse jeito ficaria mais fácil tranquilizar a torcida que pegou pesado em mais uma atuação infeliz do time. Com a consequente oportunidade, lógico, dos primeiros sorrisos de alegria de Ney Franco no Morumbi. Ele merece ser feliz no tricolor.