Palmeiras: reagir agora ou nunca!

Djalma Vassão/Gazeta Press

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Dirigentes do Palmeiras e Felipão, lógico, devem estar fazendo as contas para avaliar o que foi o seu inexpressivo primeiro turno do Brasileirão.

Diria que, além dos números que deixaram o Verdão no primeiro degrau dos hoje ameaçados pelo rebaixamento, o foco da cúpula alviverde seguramente se volta para os planos da segunda metade da competição.

Porque o time tem que reagir. Reagir com enorme vibração e muita qualidade de jogo.
Imprescindível enorme mudança no jeito de ser. O passado do clube não condiz com as inaceitaveis 11 derrotas em 19 partidas.

Tá bom, preocupou-se menos com o Brasileiro, interessado muito mais na disputa da Copa do Brasil. Jogou todas as suas fichas e levantou o título, ótimo. Só que, passada a festa, não se achou mais como grande equipe. E, claro, precisa fazer isso!

Sempre é bom ter maior preocupação com a tabela de classificação, e nunca é demais lembrar que com os mesmos 16 pontos do primeiro turno, chegaria no segundo a apenas 32. Ano passado, os quatro rebaixados
(Atlético Paranaense, Ceará, América-MG e Avaí) terminaram com 41, 39, 37 e 31, respectivamente.

Claro que existe a certeza de que o time obterá fatia bem maior nos futuros 57 pontos a disputar. Mas está mais do que na hora de o grupo admitir o alerta, prestar atenção ao sinal amarelo, e sair lutando aí por uns 40 pontos daqui para a frente para terminar o ano um pouco acima da faixa em que encerrou a temporada de 2011.

Respeito a Mano e seus olímpicos

Mowa Press

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Triste tradição, o trabalho sob risco segue sendo rotina dos treinadores brasileiros de futebol. Poxa, o primeiro século do jogo da bola sobre gramado já passou, o mundo se modifica, tudo se transforma a uma velocidade espantosa, mas a mentalidade predominante no futebol é a mesma do tempo da bola amarela.
É um absurdo que ainda se ponha em dúvida a competência de um profissional qualificado por causa de uma partida em que seu time tenha jogado mal. A derrota para os mexicanos é de todos, perda coletiva.

Impossível julgar Mano Menezes como se fora o exclusivo responsável por mais essa frustração nacional.
Chega de decisões precipitadas, basta de reações sem argumentos. Já está mais que na hora de poupar jogadores para sacrificar sem piedade só o treinador. Nossos atletas correram, chegaram ao seu limite, mas não deu, fazer o que? Claro que tanto eles quanto a comissão técnica queriam muito a medalha de ouro. Ficaram com a prata e não devem ter sentimento de culpa. Obrigação de ganhar ninguém tem; lutar para isso, sim. E isso os rapazes fizeram.

Culpados não existem no esporte. Perdedores são aqueles que também tentam, mas não conseguem jogar tão bem quanto os adversários. Mas isso não tira sua dignidade nem permite que percamos o respeito por eles.

A Seleção olímpica teve trajetória linda. Na hora mais importante, não conseguiu repetir seu brilho.
Por que ignorar que o time de futebol mexicano jogou mais? Que coisa injusta essas de achar que não foi a equipe a perdedora, que só Mano foi vencido?

Isso é que é campeão!

A ginástica artística brasileira já tem um lugar bem seu. Agora ampliado pela vitória espetacular de Arthur Zanetti contra o baita favorito Chen Yibig.

Modalidade extraordinariamente linda, misto de dança, acrobacia e leveza, cada competição é fascinante.

Desde que Danielle Hypolito começou a mostrar que brasileiros também são capazes de praticar coisas lindas numa das mais encantadoras das atividades olímpicas, a juventude verde-amarela abraçou a causa.

Hoje, Daiane dos Santos, Diego Hypolito, Jade Barbosa e outros pisam os ginásios e arenas do mundo sob aplausos tão reconhecidos quanto entusiastas.

Agora, a vez é de Arthur Zanetti, mais um campeão que empolga o mundo. Quase perfeito, melhor que todos, Zanetti explodiu na pontuação. Cem pontos a mais que o segundo colocado são o registro inconteste da incrível competência de um  vencedor.

Zanetti venceu o até então mais perfeito e isso valoriza ainda mais seu ouro. Ganhar a medalha mais  valiosa é ótimo. Desbancar um favorito é muito mais. Isso é que é campeão, Brasil.

Pintou artilheiro revelação

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foi ótima a passagem de Ademilson pela porta de entrada ao seleto grupo dos titulares do São Paulo. Ele continuou, de forma muito natural, aliás, a caminhada que vinha realizando desde as categorias amadoras do tricolor. Talento que Ney Franco logo percebeu nos treinamentos, o jovem soube aproveitar as primeiras oportunidades que o técnico lhe deu.

Sua formação no tricolor mostra que se acostumou bem cedo a ganhar partidas e títulos. Sem nunca estranhar campo ou adversário, o agora dono da camisa 11 cai no gosto da galera pelas qualidades de atacante que são muitas.
Nesta altura, sua personalidade de profissional que tem pela frente uma estrada de grande sucesso assegura ao futebol brasileiro mais um talento para conquistar o mundo. Vai ser um grande artilheiro.

O que impressiona, no rapaz, é sua capacidade de não perder o jeito após um lance pouco feliz. Neste domingo, em seguida ao gol que perdeu contra o Sport no primeiro tempo (no jargão do futebol, o gol mais “feito” da partida) continuou jogando da mesma forma. A coisa foi tão chocante que cinco ou seis dos colegas foram abraça-lo em atitude de apôio. Qualquer outro novato teria sumido em campo depois daquilo. Ele não se abalou, não. Aos abraços respondeu com aplicação ainda maior, seguiu de cabeça erguida e na maior naturalidade.

Agora dono da camisa 11, essa revelação da temporada acabou como o salvador do time. Com presença certa de área, coisa típica de quem nasceu para fazer gols, tirou proveito do rebote e fez o resultado da partida. Ademilson acompanhou o lance de Magrão sabendo bem o que era de sua obrigação fazer.