Respeito a Mano e seus olímpicos

Mowa Press

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Triste tradição, o trabalho sob risco segue sendo rotina dos treinadores brasileiros de futebol. Poxa, o primeiro século do jogo da bola sobre gramado já passou, o mundo se modifica, tudo se transforma a uma velocidade espantosa, mas a mentalidade predominante no futebol é a mesma do tempo da bola amarela.
É um absurdo que ainda se ponha em dúvida a competência de um profissional qualificado por causa de uma partida em que seu time tenha jogado mal. A derrota para os mexicanos é de todos, perda coletiva.

Impossível julgar Mano Menezes como se fora o exclusivo responsável por mais essa frustração nacional.
Chega de decisões precipitadas, basta de reações sem argumentos. Já está mais que na hora de poupar jogadores para sacrificar sem piedade só o treinador. Nossos atletas correram, chegaram ao seu limite, mas não deu, fazer o que? Claro que tanto eles quanto a comissão técnica queriam muito a medalha de ouro. Ficaram com a prata e não devem ter sentimento de culpa. Obrigação de ganhar ninguém tem; lutar para isso, sim. E isso os rapazes fizeram.

Culpados não existem no esporte. Perdedores são aqueles que também tentam, mas não conseguem jogar tão bem quanto os adversários. Mas isso não tira sua dignidade nem permite que percamos o respeito por eles.

A Seleção olímpica teve trajetória linda. Na hora mais importante, não conseguiu repetir seu brilho.
Por que ignorar que o time de futebol mexicano jogou mais? Que coisa injusta essas de achar que não foi a equipe a perdedora, que só Mano foi vencido?

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