Quando pronto, Ganso retribuirá

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

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Linda festa no Morumbi, tanto na produção quanto na realização. Foi muito bem o departamento de marketing do São Paulo. Pessoal da área caprichou para dar à sua maior contratação dos últimos tempos uma recepção em alto estilo.

A torcida levou sua plena força. Mais de 40.000 foram ao estádio. Jogo importante, sim, mas óbvio que a primeira atração era ver o novo astro trajando o histórico uniforme tricolor. Em seguida, a espera de vitória ante o Cruzeiro.

Deu tudo certo. Paulo Henrique viveu momentos de grande ídolo, voltou a ser feliz e ficou perto de chorar tamanha a emoção de se sentir foco do amor daquela multidão, a começar pelas encantadoras alas de crianças que lhe davam as boas vindas. E os tres pontos foram alcançados. Não sem muita luta que o adversário era nada fácil.

O novo camisa 8 mais famoso do Brasil sentiu que sua vida poderá maravilhosa na nova casa. Porisso que já adiantou que só irá entrar com o time no dia em que se sentir plenamente pronto fisica e tecnicamente. Senso de responsabilidade da parte de quem sabe muito bem que, à bela festa oferecida pelo povão, deverá retrilbuir com grandes atuações pelos próximos 5 anos.

Seleção Brasileira e Mano não devem nada

AFP

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Foi uma brincadeirinha que serviu para, pelo menos, reanimar a Seleção Brasileira que saiu de São Paulo sentida com as vaias. Jogar contra a China, time fraquinho, foi animador a partir do vigésimo minuto. Justo quando a resistência dos jovens visitantes começou a cair, tanto física quanto emocionalmente.

Para a galera, um prato cheio. Oito gols e posse de bola na absoluta maioria do tempo – receita simples que compensou ao torcedor o custo do ingresso.

Amistosão de nenhum grau de dificuldade, essa apresentação pelo menos resfria a fervura a que havia chegado o nível de críticas no Morumbi.

Valeu, mesmo assim, como sequência de trabalho. Adversário muito frágil mas, de qualquer forma, ótima ocasião para titulares e reservas da equipe brasileira se aproximarem, se entenderem mais. A atividade em sí teve sua importância.

Se o povão gargalhou ao rolar da goleada, os jogadores acrescentaram um pouco mais de satisfação a sua auto-estima.

Foi bom, muito melhor, claro, do que qualquer outra situação. E, ao ouvir de alguém que a Seleção Brasileira pagou a dívida contraída em São Paulo, me apresso a discordar. Os rapazes não devem nada. Nem o treinador.

Em jogo que não vale pontos as páginas viradas não são revistas nunca mais. Treino é treino, ora.

Pela força do povão, começou a reação

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Foi lindo. Como em toda partida em que o a torcida participa o resultado foi espetacular. O Palmeiras foi a campo reforçado – e como! – pela paixão de sua gente.

Já chegando ao Pacaembu se percebia um clima de extrema confiança. Velhos conselheiros caminhavam entre garotos e garotas da jovem geração palmeirense e se abraçavam aos gritos de vitória. Eu ví eufóricos nônos e empolgados jovens trazendo na face risonha uma dose farta de energia para oferecer aos craques no gramado.

Creiam, foi essa fôrça que rolou pelos degraus e foi, com certeza, incendiar o time palestrino na sua arrancada rumo a uma vitória marcada por extrema aplicação.

Derrotar o Sport foi um trabalho nada fácil. Até os 7 do segundo tempo, a procura do gol encontrava grande resistência do time pernambucano. A dificuldade prosseguiu mesmo após o golaço de Correa. Ainda soavam os bordões nas arquibancadas quando Rivaldo igualou.

Incrível como o empate caiu mais como estímulo do que choque. Nem aí, o povão seguiu fazendo jorrar para seus craques a força que cada fanático tinha para oferecer.

Não podia acontecer nada diferente. Impossível – nessa mistura de calor humano, raça e futebol com generosa aplicação – não alcançar os tres pontos que fariam o Palmeiras saltar sobre dois concorrentes diretos desta hora – Figueirense e o próprio Sport.

Agora, com tamanho apôio partindo de sua torcida, não dá para interromper uma reação em alta dose.
O povão palmeirense decidiu que era hora de reagir. O Verdão entendeu e ganhou a primeira. Precisa continuar.

Capricho no social e na bola

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Euforia, gente! A Seleção joga no Brasil de novo. A CBF faz a festa em São Paulo. Capricha nos preparativos porque o evento é importante. Na frente do estádio, nesta quarta feira, fui ver certa montagem de perto. Ergueram em aluminio e peças de acrílico e vidro um enorme auditório do lado de fora. Mesa comprida para os organizadores e convidados, todo acarpetado, ar condicionado, muitas luzes, televisores e perto de umas 200 poltronas. Tudo bem escolhido. Quem tiver acesso não poderá se queixar.

Justificável o empenho em causar a melhor impressão já que teremos dois eventos mundiais da maior importância – Copa das Confederações e a da Fifa. Bonito que cada detalhe chique, num clima mais elegante possível, sirva de pequena amostra do que o anfitrião poderá oferecer aos estrangeiros nos anos 2013 e 2014.

Tudo ótimo, mas a Seleção vai jogar. Portanto, nada de causar boa impressão apenas do lado de fora. O povão brasileiro vai querer gols, jogadas de alto estilo e, óbvio, vitória dos craques dirigidos pelo Mano.
Para a galera, precisa ser lindo lá dentro, ao rolar da bola. Daí, o time precisa corresponder. Até pela diferença técnica e experiência histórica, vai acontecer desse jeito. Não faz mal se não for show de bola, mas pedir uma atuação caprichadinha não é demais.

Poxa, faz tempo que a amarelinha não bate uma bola por aqui. É bom lembrar que quem já viu tem direito a matar a saudade. E quem comparecer pela primeira vez estará querendo começar a ser feliz com Neymar e seus colegas.