Triste sonho de Resistência

AFP

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A que ponto chegamos, torcedores. Levaram o “superclássico das Américas” para um estádio com capacidade para 25 mil pessoas onde jamais se havia realizado uma partida de primeira divisão. De jogo internacional, nem se fala. De seleções, então, inimaginável. Dá para duvidar da importância que os próprios organizadores do evento deram a ele.  

A capital da província do Chaco – Resistência – não conseguiu fazer o jogo. A iluminação pifou. Não foi possível o reparo e se chegou ao absurdo de uma espera de mais de hora. Não tem como justificar a falta de estrutura, a nenhuma logística e o vexame. O povo pagou, vaiou, só viu os rapazes confraternizando durante aquecimento em campo e teve que ir embora. 

A televisão dos dois países abriu sua grade, gastou alto com satélite, anunciou as escalações e teve que permanecer exibindo um lance de arquibancadas até nem lotado. Dos craques, alternando uns poucos de cada time, só o tradicional jogo do bobinho para manter o aquecimento. De vez em quando, abraços e risos, muitos risos. Dos próprios argentinos entre sí, dos brasileiros por seu lado e até deles juntos, no papo entre colegas doCorinthians, por exemplo.

Para uma platéia acostumada a modestos jogos de divisões inferiores, o sonho de assistir ao jogo mais histórico das Américas foi sonho mesmo. Um sonho triste…

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