Velhos e superados hábitos

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

No jogo de Buenos Aires, bateram, tentaram intimidar e não chegaram a nada. Empataram em casa, depois de buscar, no grito, um milagre que na verdade não sabiam como alcançar. Costuma ser assim mesmo na primeira vez de um time sem maior experiência.

Poderiam ter tirado proveito da lição. Mas, nada…Trouxeram ao Morumbi a mesma “tática”. Outra vez não deu certo. Enquanto faziam coisas de principiantes, um futebol com jeitão amador, mais na canela dos adversários do que na bola, o São Paulo ia mostrando como é que se deve fazer. Ao término do primeiro (e único) tempo, o tricolor já havia ensinado duas vezes (Lucas e Oswaldo foram os encarregados) que partida que vale taça também tem que ser disputada dentro do respeito que todos em campo merecem. Até a bola…

Bom, julgaram ter motivos para desistir. Preferiram sair, deixando metade do serviço por fazer. Respeite-se. Assumiram e não desejaram participar do ato final, quando a Conmebol fez o fecho oficial do campeonato com a cerimonia de premiação.

Foi a escolha de um clube cuja equipe se desequilibrou no momento tenso da decisão. Seu grupo inexperiente, para tristeza de quem gosta de assistir a jogos importantes, trouxe para a última jornada da Copa Sul-americana um projeto superado, um jeito antigo, de comprovada ineficácia. Futebol se ganha jogando melhor que o adversário e fazendo gols. O visitante não conseguiu nem uma coisa nem outra.

Tudo quanto terá ocorrido no tempo de intervalo, longe dos olhos de todos nós, nos camarins e galerias do estádio, pertence a outro departamento. As pessoas envolvidas irão se explicar. A editoria em que continuo trabalhando é a de esportes.

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