É bom ser craque de bola. Muito bom virar titular insubstituível. É ótimo ser artilheiro, campeão, estrela do time e curtir no limite o amor da torcida.
E se não der, se o boleiro não chegar a tudo de seus sonhos? Será que – antes da glória, nem ainda campeão de nada, sequer sem um lugar seu na equipe – poderá cair nos braços da galera, dar autógrafos, posar para fotos com fanáticos/as e tudo mais a que tem direito um ídolo? Desde ontem sei que sim. A prova disso se chama Zizao.
Primeiro jogo todo de que participou foi o bastante. Aliás, a Fiel parece que estava adivinhando. Quando o serviço de som do estádio Jaime Cintra anunciou seu nome a explosão de aplausos subiu de volume.
O jovem chines encantou ao misturar bom toque de bola, sorriso humilde, velocidade, incrivel dificuldade ao pronunciar poucas palavras em portugues e – mais que tudo – um lance pessoal maravilhoso na assistência para Giovanni fazer o gol.
Bacana, na sua primeira chance, a despeito de ainda precisar evoluir muito, mostrou que tem possibilidades na carreira. Tite vai se encarregar de ensina-lo a repetir, quando outras chances tiver, o que já aprendeu a fazer. Como estréia, agradou bastante. Deu entrevistas e cativou pela simpatia.
Agora, especial, muito especial, foi na coletiva, quando alguém lhe perguntou o que Tite lhe recomendara no intervalo. Um ingênuo ar de dúvida, sorrisinho de criança e a resposta inesperada: “E… que é intervalo?”

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