Enquanto as autoridades policiais seguem – na Bolívia e no Brasil – cuidando das responsabilidades pela morte do jovem Kevin, os administradores do nosso futebol têm que refletir sobre o que a tragédia, por via de consequência, lhes recomenda doravante.
Este é o momento de se repensarem os métodos e a lojistica de segurança do futebol. O simples hábito de expor faixas e cartazes com recados tímidos e bordões de pouco efeito já era. O momento impõe providências que modifiquem hábitos que ja não se podem aceitar. A convivência pacífica entre frequentadores de cada jogo pede dos mandatários titudes, mas que sejam definitivas.
A cúpula do futebol precisa se reunir e encarar as ameaças que circulam pelas arquibancadas. Representantes de todos os clubes, despidos de suas paixões e emoções, têm que se entender na busca do objetivo maior – a paz nos estádios – por enquanto apenas pregada nos cartazes de letras frias.
Ou se capacitam os donos do poder da bola de que é preciso arejar o clima em que todos convivem ou a tragédia se repetirá. Num lugar ou noutro, voltará a ocorrer. Eles têm que fazer um trabalho bem feito, convincente, para mostrar ao torcedor que ele só precisa levar ao estádio sua voz e sua paixão. Coisa de gente civilizada.



