
Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
Que ótimo! Bastaram dezoito minutos para o Santos aquecer e chegar próximo do seu melhor nível. Até então, com a bola entre lá e cá, a partida era veloz, alegre, equilibrada e, lógico, ineressante. Faltavam os gols.
Chegando aos vinte, o que era bom para os brasileiros começou a se tornar ótimo. Foi quando aconteceu o primeiro. Feito por quem devia – Neymar. Passe de quem mais sabe entregar a bola – Ganso. Pronto, estava oficialmente apresentada ao mundo (e ao vivo) a dupla famosa. Um par de artistas excepcionais, dois legítimos representantes do melhor futebol do mundo.
Aberto o placar – que beleza! – continuou o espetáculo do jeito que o torcedor gosta. Nem bem o time japonês havia se recuperado da pancada e Borges, em estilo espetacular também, fez o segundo. Voltar do intervalo com dois a zero era tudo que a galera alvi-negra queria.
Evidente que o show não podia parar. Mesmo sofrendo um gol do Kashiwa nem pensar em perder o ritmo. E foi no melhor da euforia local que aconteceu o lance que costuma decorar as melhores páginas do futebol de quem mais sabe e gosta de jogar – batida na bola parada. Ganso encenou. Só para deixar o goleiro confuso. E Danilo mandou a bomba certeira. Também empolgante o terceiro gol.
Foi marcado pela superioridade brasileira, foi encantador mas nada fácil. O vencedor teve que lutar para sair sob os aplausos. Aliás, ganhar de ninguém qualquer um ganha. Mas não tem a menor gaça; é obrigação. O Santos foi Brasil fazendo exibição contra um respeitável time dirigido por Nelsinho Baptista. Só podia ser um brasileiro a dar aquela qualidade de toque de bola aos garotos de camisa amarela.
Excelente que o Peixe tenha dado o retorno aos milhares que pagaram muitos ienes para ver de perto o melhor futebol. Um futebol em ritmo de samba, um show que o mundo adora.
Quanto à final, bem… tomara que seja tão verde-amarela quanto à saborosa estreia.