Gazeta Esportiva

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Fernando Dantas/Gazeta Press

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E aí, vai ou não vai? Quando? Para que clube? O torcedor do Santos já se cansou. Do Santos só, não; todo mundo está prá mais de enjoado de ouvir falar sobre Neymar em um clube da Europa.

Até Muricy Ramalho não se contém. Deixa escapar sua preocupação em como planejar uma forma de atuar no Brasileirão, seja com o maior craque do Brasil ou sem ele. A novela preocupa muito o treinador. E não é para menos.

A indefinição já dura muito. Neymar mesmo sente isso. Imagine-se o que deve passar pela sua cabeça nos últimos tempos, enquanto a onda cresce e a pressão aumenta em torno de sí. Pergunta que ele já ouviu para mais de milhares de vezes, até o goleiro Ivan, do Joinville, tocou no tema, ao abraça-lo no fim do último jogo na Vila.

A postura da diretoria santista continua firme e serena, irredutível no que exige para liberar sua famosa estrela antes da Copa do Mundo. Aposta que a participação do jovem na Copa das Confederações deva elevar seu valor de mercado. Rejeitar proposta gorda e firme como a do Barcelona não é para qualquer clube, não. Pode ser que esteja certa. Mas, e se não acontecer assim?

O Santos conta com a seleção brasileira para ganhar a parada. Será que a equipe nacional vai desencantar? Será necessário jogar muito melhor em relação aos amistosos mais recentes. Neymar precisará disso, de todo um time que bata um bolão. Só assim o Peixe alcançará o momento ideal para negociar sua Jóia.

Djalma Vassão/Gazeta Press

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A final do Campeonato Paulista voltou a mostrar a força do melhor time do Brasil, um Corinthians neste momento simplesmente imbatível.

Antes de por o time em campo, houve quem desdenhasse de Tite quando prometeu (repetiu) que seus jogadores iniciariam procurando com pressa o gol adversário. Mal começada a partida, percebeu-se que a declaração era séria.

Certo que, por seu lado, o Santos foi bem, arriscou uns tantos ataques, sim, mas sentiu que lhe faltava um homem de frente mais experiente. Isso, no entanto, não diminui a qualidade de marcação dos zagueiros corinthianos. Tanto quanto seu meio-campo movido por craques e seu ataque rapidíssimo.

Acompanhando de perto o empate ao final de um jogo lindo entre os dois alvinegros, entendi, como Muricy Ramalho (a quem cumprimento pela elegante postura ao reconhecer, na coletiva, que o Timão mereceu) que o campeão exibiu condições únicas de melhor equipe da América, e renovou a certeza de que, dilas antes, no Pacaembu, fora duramente castigado pela inaceitável, injusta e absurda eliminação da Copa Libertadores.
Copa da qual tinha tudo para ser bi.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Foi um momento chocante. Só como lance, não pelo resultado do jogo. Bruno foi enganado pela bola e os mexicanos fizeram um a zero. Ele próprio assumiu, tudo bem, mas e no resto do time, todo mundo foi perfeito? O que fizeram os colegas do goleiro? Quase nada, além de um golzinho de penalte.

No restante todo da disputa, quem conseguiu qualquer coisa para garantir o Palmeiras na Libertadores? Ninguém, daí a responsabilidade é do time inteiro.

Goleiro não é santo, vai a campo sujeito a falhar como qualquer outro colega. Isso é mais velho que a bola de capotão. Que os rapazes que ganham para fazer gols consigam dar conta do recado.

Sem essa de largar ao Bruno a obrigação de pagar sozinho essa conta.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Chamada para seleção brasileira sempre gera polêmica. Normal, afinal gostamos do futebol e sempre achamos que alguém terá sido injustiçado. Desta vez, o nome dele é Ronaldinho Gaucho.

Alguma coisa terá motivado a ausência do craque do Atlético. Talvez sua atuação na Inglaterra. Pode ter sido sua apresentação em BH. Ou outra razão qualquer. Mas Felipão não vai explicar. Nem deve. Correto é o treinador dizer dos atletas chamados, do time que vai estrear contra o Japão e como planeja jogar.

O que está feito não tem mais que ser discutido. Negócio, agora, é esperar o início dos treinamentos, acompanhar o andamento dos trabalhos para, depois, ver no que dá.

Uma coisa é certa: a tarefa será complicada. A fase atual do futebol é fraca. Já não temos sobra de talentos. Sentimos falta deles, isso, sim.

Inteligente, Scolari chama a torcida para junto da seleção. Sabe que nesta hora o time precisa dela.

Tinha que acontecer. Não dava mais para o São Paulo ficar pensando que podia obter títulos com o tipo de futebol que vinha jogando.

Ficou marcada para mim aquela partida contra o Penapolense. Quanta luta, quanta dificuldade para, no fim, só conseguir ganhar graças a um gol contra de um zagueiro adversário. O pouco que os torcedores viram não era suficiente para sonhar muito.

Depois, nada de surpreendente na derrota em pleno Morumbi para Atlético Mineiro. Estranho comportamento nos primeiros minutos – meia hora, nada mais – do primeiro tempo, correndo e nem deixando o adversário jogar para, de repente, mudar de atitude, permitir a virada e sair pensando que na volta, em BH, tinha condição de devolver.

Já contra um Corinthians mais preocupado em não se desgastar para estar inteiro na partida de volta contra o Boca, um empate sem gols, de novo, alimentou a ilusão. Ilusão que morreu nas batidas mais importantes da série de tiros da marca do pênalti, justamente quando chutaram contra Cássio duas referências tricolores.

Em Belo Horizonte, adeus às esperanças de uma fase melhor. Da goleada ao “strike” desta sexta feira foi um pulo.

De repente, Juvenal sentiu que era preciso fazer alguma coisa.

No contra-ponto do afastamento de sete jogadores virá, agora, a fase de caras novas no elenco. Hora em que, do treinador ao mais distante torcedor, a conduta será ter paciência, muita, até, no aguardo do entrosamento a que a equipe precisa chegar.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Mais um sonho que se vai. Que dizer desse time que, outra vez, em casa, deixa escapar a chance de disputar um título por erros surpreendentes?

Nada de complexo, tabu ou sei lá o que. Chega de desculpas no futebol. A sorte não calça chuteiras.

Desta vez, até que ia tudo muito bem. Antes de chegar à chegar à série de tiros livres da marca do penalte. Por ironia, a decisão aconteceu defronte da torcida organizada que enchia o Morumbi de bordões e gritos de apôio ao time. Nem assim os corinthianos se abalaram. Douglas, Romarinho e Fabio Santos fizeram direitinho sua parte. Alexandre Pato confirmou o Timão na final em dois jogos com o Santos.

O dono da casa não foi bem. Adiantou pouco jogar embalado por trinta mil fanáticos seus. Mesmo com um erro do adversário, não conseguiiu tirar partido da energia do povão que vibrava e cantava a favor. Falhou duas vezes. A matemática foi contra: 3 a 4.

Vale a pena falar dos tiros perdidos? Nada disso. São coisas do jogo. Melhor destacar quem ganhou, afinal, há duas maneiras de definir um resultado desses: vitoria de quem acertou ou derrota de quem errou? Duas coisas, duas verdades que significam a mesma coisa – resultado justo.

Djalma Vassão/Gazeta Press

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No jogo com uniforme vermelho, falou-se em raça, argumento em boa hora dos marketeiros do São Paulo. Afinal, o futebol bonitinho do passado já era. Os melhores times da atualidade fazem muito bem o toque na bola mas têm como componente principal a obstinação na busca pelo triunfo.

Aliás, não foi outro o jeito como o tricolor atuou no segundo tempo, até vencer. Não conseguiu marcar, mas pressionou de tal maneira que levou o adversário ao erro fatal – o gol contra.

Nesta altura, a galera são-paulina alimenta a certeza de que no próximo encontro com o Corinthians o temperamento de seu time será igual.

Libertadores à parte, na hora em que os dois voltarem à luta doméstica, o clima será quentíssimo. Claro que dentro de campo, na luta pela posse de bola e naquilo que disse no início – na obstinação. Que entre os torcedores prevaleça a paz.

Festa grande do futebol, quando se virem cara a cara, pelo penúltimo passo do Paulistão 2013. De um lado o São Paulo agora cheio de raça. Do outro, o Corinthians que é raça por tradição.

AFP

AFP

A Conmebol tem novo presidente. Legal, a nomeação feita tem lógica, pois o estatuto dá ao vice, entre outras, uma primeira e mais importante responsabilidade, a de substituir o titular na sua ausência.

Repercussão aparentemente tranquila marca o cenário continental do futebol neste momento. Justo, mas até quando?

É que, por tradição, os dirigentes esportivos, na maioria, amam passar muitos anos no exercicio de seus cargos. O demissionário Leoz, por exemplo, ocupou a posição do futebol por mais de vite anos.

Será que o senhor Eugenio Figueiredo não tem o propósito de se reeleger em 2015? Seria direito seu, como não?

Nesse caso, teria que trabalhar desde já na busca do apôio dos presidentes das Confederações participantes do bloco continental.

Mas quem garante que outros não terão o mesmo objetivo? Tudo é possível quando se trata de um cargo de tamanha  importância. Porque, até agora, Leoz era favorito da cartolagem sul-americana. Fim de sua gestão, pronto, tudo muda de figura.

Nos dois próximos dois anos deveremos ter campanha política como há muito não acontecia.

AFPFoi legal o jeito como o time do Palmeiras reagiu à atuação de sua torcida. Mais uma vez, ainda que se tratando de um joguinho de nenhuma expressão, ficou evidente que o público passa aos jogadores uma bela dose de energia, o que leva o grupo a correr mais e buscar resultado até o último instante da competição. No meio da semana, diante do Libertad, foi aquele show de participação. Os fanáticos lutaram junto, vibraram muito e alcançaram o resultado (dificil,embora) em meio a uma onda forte de paixão. Neste domingo, tudo bem, era uma escalação mista, partida que não exigia nada, mas, de qualquer forma, o apôio foi decisivo. Bem menos torcedores mas, em dose igual, o mesmo calor humano. Não foi por outro motivo que os jogadores dirigidos por Kleina, tocados pela voz da galera, reagiram a um sintoma de relaxamento, quando o Guarani marcou 1 a 2, e sairam de novo à procura do gol com enorme motivação. Nos últimos minutos e nos acréscimos, dois gols completaram a goleada. Esse Palmeiras que luta, que vibra, esse, sim, é aquele exaltado pelo seu hino. Palmeiras que sente alegria usar a camisa verde, prazer em competir.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Não há motivos para os campeões mundiais se preocuparem. Vejam, o Corinthians é a nova atração internacional do futebol. Mais famoso, se torna foco principal de tudo quanto é adversário que enfrentar.
Coisa lógica. Desde que se tornou o melhor do mundo, seus jogos passam a ser mais importantes e mais badalados.


Alvo de mais atenção e maiores preocupações, vai ter que pagar esse preço da fama. Sua responsabilidade aumentou, sim. Cabe ao grande campeão encarar a vida privilegiada que passa a ter, consciente
de que todos tentarão “carimbar” sua faixa. Só que ninguém lá dentro pode entender essa nova realidade como um problema. Ao contrário…


Se vai jogar contra sistemas de marcação mais rigorosos é porque os outros concorrentes passam a respeita-lo mais. E se respeitam é porque sentem-se mais ameaçados. Ou seja, quem tem que ficar de cabeça quente são
os demais disputantes dos campeonatos, no caso a Libertadores.


Ao Corinthians a obrigação de exibir futebol de campeão continua a mesma. Como foi no ano passado. Só que com a grandeza do título obtido em 2012. O Timão conhece sua força, sobra-lhe competência para jogar e ganhar, e pronto.


Quem tem que perder o sono são seus futuros adversários.