Gazeta Esportiva
Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Até que enfim alguém toma uma atitude. Ao contrário dos discursos sempre mornos, pronunciamentos sem conteúdo e nenhuma medida real para terminar com o clima de insegurança, o presidente do Palmeiras abre as portas do diálogo entre os que detêm o poder para pacificar o futebol.

Está aí a oportunidade para todos provarem que desejam realmente a competição esportiva em nivel civilizado. No anúncio de Paulo Nobre há uma firmeza que os demais responsáveis devem não só aplaudir, mas adotar também.

Esta é a hora. Não deixem que se perca tão grande oportunidade de virar o jogo a favor dos que entendem futebol como um apaixonante modo de ser feliz. Só feliz…

Chega de conflitos e agressões. Mantenham a bola limpa que o maior dirigente do Palmeiras acaba de lançar.

Enquanto as autoridades policiais seguem – na Bolívia e no Brasil – cuidando das responsabilidades pela morte do jovem Kevin, os administradores do nosso futebol têm que refletir sobre o que a tragédia, por via de consequência, lhes recomenda doravante.

Este é o momento de se repensarem os métodos e a lojistica de segurança do futebol. O simples hábito de expor faixas e cartazes com recados tímidos e bordões de pouco efeito já era. O momento impõe providências que modifiquem hábitos que ja não se podem aceitar. A convivência pacífica entre frequentadores de cada jogo pede dos mandatários titudes, mas que sejam definitivas.

AFP

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A cúpula do futebol precisa se reunir e encarar as ameaças que circulam pelas arquibancadas. Representantes de todos os clubes, despidos de suas paixões e emoções, têm que se entender na busca do objetivo maior – a paz nos estádios – por enquanto apenas pregada nos cartazes de letras frias.

Ou se capacitam os donos do poder da bola de que é preciso arejar o clima em que todos convivem ou a tragédia se repetirá. Num lugar ou noutro, voltará a ocorrer. Eles têm que fazer um trabalho bem feito, convincente, para mostrar ao  torcedor que ele só precisa levar ao estádio sua voz e sua paixão. Coisa de gente civilizada.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Calma, nada sobre a vida econômica do clube. É que o time do São Paulo vai disputar uma única partida do Paulistão, no mês de março, sem qualquer de seus uniformes tradicionais. Explico: devidamente autorizado pelo Conselho Deliberativo, o time vai vestir traje especial para comemorar o final da troca das cadeiras e a colocação de milhares delas nos degraus das arquibancadas.

No momento em que as cores azul, laranja e amarelo desaparecem, todos os aneis do Cicero Pompeu de Toledo se tornam vermelhos. Para comemorar o novo visual, o tricolor entrará em campo trajando camisa toda vermelha também.

Por enquanto, não se informa em qual dos jogos, mas poderá ser a 10/03 ante o Palmeiras, 17/03 diante do Oeste, 24/03 frente ao Bragantino ou 31/03 no maior clássico do turno, contra o Corinthians.

Bruno Cantini/CAM

Bruno Cantini/CAM

O São Paulo não tem do que se queixar. Perdeu porque falhou, e falhou feio. Inexplicável uma defesa se deixar distrair a ponto de não perceber Ronaldinho isolado e com jeito de quem não queria nada, tomando um gole de isotônico que Rogério Ceni lhe ofereceu, num lance em que a regra do impedimento não existe… um arremesso lateral.

Qualquer tentativa de desculpa é em vão. Durante o jogo, nenhuma bola pode ser desprezada. Alguém tinha que ir marcar o jogador, mesmo com o jogo parado.  Foi ingenuidade incrível  da defesa tricolor. E tem mais: quando Ronaldinho cruzou, dois zagueiros foram para a bola e, ainda assim, quem tocou foi Jô. Nunca vi coisa igual no futebol. Pode ter sido um lance inédito!

Depois de andar mal no primeiro tempo, o time são-paulino até que reagiu, avançou a marcação e ficou bem mais esperto. Tinha tudo para tentar o gol de empate. Tinha… até que Ronaldinho de novo mostrou sua capacidade de prender a bola (agora em jogada normal) mesmo sob pressão na dividida. A resposta dos dois zagueiros do São Paulo aconteceu fora de tempo. E ficou fácil para Rever subir entre os dois e fazer o segundo.

Depois do gol de Aloisio, caiu a ficha. A partida poderia ter acabado em empate. É, podia…

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Desconfiado antes de examinar a documentação, Paulo Nobre, agora, vê confirmados seus temores. E segue ostentando o mesmo ar de serenidade, coisa típica de quem entende que, para enfrentar grandes problemas, nada melhor que respirar fundo e sair jogando aberto.

É o que faz o Presidente. Embora a realidade seja chocante, declara com firmeza que vai encarar. Confirma que o buraco é grande, mas promete que, pelo menos, não deve crescer nos próximos tempos. Transparente, sinaliza  com extrema sinceridade ao dar conta do momento dificil. É muito importante que seus conselheiros e a galera torcedora entendam o recado.

Mais uma vez constatamos que futebol, no Brasil, é isso aí. Para governar um clube grande um recém-eleito encara com certeza dois inevitaveis problemas – finanças combalidas e pesadas cobranças da torcida que exige vitórias, se possível, títulos.

Essa dupla tarefa inicial é o que outros administradores, em diferentes clubes de alto prestígio vem, há anos, enfrentando, na maioria das vezes, sem sucesso. Grandes associações esportivas têm lutado contra  balanços no vermelho, ações trabalhistas que se acumulam, dívidas crescentes com fornecedores e, lógico, a pressão que desce das arquibancadas contra todos, dos cartolas aos boleiros.

No caso do Verdão, o peso das dificuldades administrativas é só um dos grandes problemas. Pois a nova diretoria sabe que precisa, acima de tudo e sem caixa,  montar uma equipe capaz de tirar o clube da segunda divisão no Brasileirão. Haja apôio e compreensão.

Desejar boa sorte a Paulo Nobre é o mínimo que os palmeirenses precisam fazer. Procurar apoia-lo na duríssima tarefa, com certeza é indispensável. Para que ele possa realizar tudo que o clube precisa, na medida do seu enorme amor ao Palmeiras e da sua inegável disposição de trabalho.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Palmeiras ainda não se curou totalmente. Parece que cada jogador, interiormente, ainda traz um pouco dos graves danos emocioonais sofridos ano passado. Não se pode exigir um pronto restabelecimento de todos porque cada um sente mais ou menos as seqüelas da enorme infelicidade trazida pelo rebaixamento no Brasileirão.

Mas, como já está mais que na hora de se esquecer o tempo triste do final de 2012, a nova diretoria precisa fazer lógo alguma coisa. Todo mundo sabe que não é sua a culpa por tanto sofrimento da galera, mas, enfim, é a herança que recebeu. Tem que assumi-la.

Que tipo de solução seria possivel, Brunoro? Com sua experiência, sobretudo com sua incrivel serenidade para solucionar problemas (e você garantiu no MESA REDONDA que gosta de encara-los) que tal, por exemplo, afastar o grupo da cidade? Seria mais uma despesa, tudo bem, mas, enfim, uns dias de concentração longe da chiadeira da torcida e muito diálogo poderiam trazer a tranquilidade tão necessária a todos.

Ou será que não é bem o caso?

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Certo dia, em Buenos Aires, visitei um agente de viagens encarregado de conseguir-me um lugar num voo entre a capital e Mendoza. Assim que entrei, de longe perguntei pela reserva. Resposta do simpático: “Sí, pero nó…”

Estava me informando que quase tinha conseguido me incluir no voo. Só que não deu.

Lembrei-me dele, agora, que Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, desfaz toda esperança de Riquelme jogar na equipe.

Desde o início do vem-não vem, achei que era difícil dar certo. No dia em que o craque recebeu seu prêmio das mãos de Flavio Prado e Michelle Gianella na noite do TROFÉU MESA REDONDA, ficou evidente que ele estava mesmo querendo vir para o Brasil.

Foi, portanto, o MESA REDONDA da TV Gazeta que aguçou o interesse do mercado nacional. Depois daquilo, todos sabemos, não foram poucos os interessados pelo seu futebol. Um a um, porém, os clubes foram deixando o assunto prá lá, até que o Palmeiras mostrou firmeza em seu interesse. Mesmo depois que o ex-presidente Tyrone foi à Argentina fazer tratativas pessoais com o craque, pairava baita dúvida. Ou seja, podia ser que sim, mas também podia ser que não.

E chega o momento em que Brunoro, o homem do futebol do Verdão na nova administração, em poucas palavras conclui o tema ao dizer com clareza não achar que pudesse Riquelme dar certo no Verdão. Fim das expectativas.

Foi “sí” por pouco tempo. Pena, seria mais uma estrela de alta classe em nosso futebol.

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

É bom ser craque de bola. Muito bom virar titular insubstituível. É ótimo ser artilheiro, campeão, estrela do time e curtir no limite o amor da torcida.

E se não der, se o boleiro não chegar a tudo de seus sonhos? Será que – antes da glória, nem ainda campeão de nada, sequer sem um lugar seu na equipe – poderá cair nos braços da galera, dar autógrafos, posar para fotos com fanáticos/as e tudo mais a que tem direito um ídolo? Desde ontem sei que sim. A prova disso se chama Zizao.

Primeiro jogo todo de que participou foi o bastante. Aliás, a Fiel parece que estava adivinhando. Quando o serviço de som do estádio Jaime Cintra anunciou seu nome a explosão de aplausos subiu de volume.

O jovem chines encantou ao misturar bom toque de bola, sorriso humilde, velocidade, incrivel dificuldade ao pronunciar poucas palavras em portugues e – mais que tudo – um lance pessoal maravilhoso na assistência para Giovanni fazer o gol.

Bacana, na sua primeira chance, a despeito de ainda precisar evoluir muito, mostrou que tem possibilidades na carreira. Tite vai se encarregar de ensina-lo a repetir, quando outras chances tiver, o que já aprendeu a fazer. Como estréia, agradou bastante. Deu entrevistas e cativou pela simpatia.

Agora, especial, muito especial, foi na coletiva, quando alguém lhe perguntou o que Tite lhe recomendara no intervalo. Um ingênuo ar de dúvida, sorrisinho de criança e a resposta inesperada: “E… que é intervalo?”

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Pelo menos neste ano as coisas serão mais atraentes para o torcedor brasileiro. Estou falando dos amistosos da seleção agendados contra equipes que têm o que mostrar, jogam a nivel de importância futebolística. Chega, enfim, a hora de encarar jogos de verdade, partidas que proporcionem algum tipo de proveito na formação do time nacional que entrará para a Copa das Confederações.

Já não vem ao caso, nesta altutra, porque até 2012 os amistosinhos eram de pouca ou nenhuma expressão. O que vale é que, no ano do primeiro grande evento mundial do jogo da bola, tudo comece por aqui com  testes realmemnte válidos. Inglaterra (duas vezes), Rússia e Itália valem o preço do ingresso porque estão no cenário do futebol inernacional.

Pena que faltará a Espanha. Seria perfeito se o melhor time do mundo fizesse uma festa ante a equipe brasileira.

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Pato chega ao Corinthians e inicia muito mais que uma simples volta ao futebol de seu país. O significado de sua passagem pelas portas do Departamento Médico e da academia do Corinthians para, aprovado, ser, de imediato, outra estrela brilhando no Timão campeão mundial pode abrir horizontes maiores para toda a estrutura clubística profissional.

A contratação de Pato pode ser a virada de página que projete clubes e associações brasileiros a um patamar bem acima daquele dos tempos em que neste país clube nenhum tinha como resistir às chamadas propostas irrecusaveis. Falo dos dias em que esperávamos, a cada ano, pelas ofertas em moeda estrangeira sempre um santo remédio para balanços no vermelho.

Será que podemos conseguir que um dia a riqueza possa vir a ser parceira da alta qualidade técnica que sempre tivemos? Neste momento, o Corinthians sai na frente na tentativa de provar que a mudança da mão de direção pode ser perfeitamente viável.

Na visão dos modernos dirigentes do Time do Povo, o jogo da bola tem que, enfim, profissionalizar-se fóra dos gramados e com isso abrir um enorme leque de receitas bem além da simples venda de ingressos e marcas comerciais nas camisas. Gigante na parte técnica, o futebol nacional pode ser enorme no mais avançado sentido empresarial.