Título mordido

Foto Fernando Dantas/Gazeta PressNão é brilhante esse campeão da América, o Corinthians. Mas, é um time. Um conjunto montado com paciência, com tranquilidade, com inteligência. Não era fácil, a princípio, identificar o estilo Corinthians, numa equipe pragmática, calma e até fria, em alguns momentos. Não foram poucos os momentos de crítica ao treinador Tite. Porém, o respaldo da diretoria e a convicção de que se trabalhava corretamente, fez com que o caminhada seguisse, até chegar ao momento mágico do título contra o Boca Juniors. Um título invicto e contra um grande papão de brasileiros. Não poderia ser melhor. E jogar no Pacaembú, outra mostra de personalidade, abdicando do Morumbi, deu um prazer ainda maior aos torcedores. O, antes, bagunçado Corinthians, mudou. Hoje ganha mais dinheiro que os outros, dita as normas no futebol e , dentro da normalidade, repetirá muitas vezes a noite gloriosa da conquista dessa primeira Libertadores. Teve de tudo. De talismã, Romarinho, ao “malandro” Emerson, que fez com os argentinos, tudo aquilo, que eles estão acostumados a fazer, em finais, com brasileiros. A mordida na mão do zagueiro Caruzzo, que quase endoidou com ele, simbolizou a maneira como esse grupo vinha encarando a competição. Tinha que ser dessa vez. Nem que fosse a dentadas.

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