Neymar é de quem?

Neymar voltou e o Santos venceu, facilmente, ao Figueirense. Ele fez gol, deu passe e o Santos voltou a ter personalidade, ao contrário daquele timinho encolhido, com medo de ousar e ser rebaixado. Incrível, em 17  rodadas do Brasileiro ele só jogou 4 partidas.  Custa perto de 3 milhões de reais, por mês, pagos pelo clube. A CBF não entra com nada e quando o time não vai bem, ainda surgem comentários de que ele, Neymar, é “pipoqueiro, medroso, mascarado” e outros que tais, próprios da inveja que alguém, tão jovem e com tanto sucesso, provoca em boa parte das pessoas sem capacidade e pobres de espírito. Nos 4 jogos com Neymar, o Santos fez  8 pontos, 2 vitórias e 2 empates. Nenhuma derrota, portanto. Sem ele, em 13 confrontos, apenas 12 pontos. Qual a vantagem de ter um jogador desse porte no elenco, se ele não pode ajudar a equipe, porque a CBF não deixa? O que irá encorajar outros clubes, à posturas ousadas como a do Santos, não tendo nenhuma vantagem?. Pior é que não para por aí. Depois de brigar por medalhinha, coisa que nenhuma estrela do futebol mundial teve que fazer esse ano, e do amistosinho contra a Suécia, dia 7 de setembro tem jogo contra a Africa do Sul e dia 10 contra a China. Lixarada,  que vai tirar o menino novamente do seu clube. E ainda haverá o tal “super clássico” das Américas, versão mal acabada da antiga Copa Roca, onde só pleiteantes à vagas reservas da Argentina serão convocados e,  por certo,  a única atração será, de novo, Neymar. Não sei porque os clubes suportam isso. O São Paulo ficou sem Lucas,  o Inter sem Leandro Damião. Não fazem a mesma diferença, porém, deveriam estar com suas equipes. O problema é a covardia da nossa cartolagem, ou os conluios,  que não lhes permitem agir. Para que a CBF?. De que servem as Federações ?. Enquanto os clubes seguirem medrosos será esse filme, que veremos. Talvez seja melhor vender mesmo os astros para a Europa. Lá há respeito pelas equipes e os clubes são fortes. Os cordeirinhos daqui, não merecem ter jogadores desse porte. Afinal, basta a CBF requisitar e eles entregam mansamente. Mesmo que, isso custe aos clubes, muito sufoco e tornem os jogos do certame brasileiro, partidas modorentas.

Medo gera abuso

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Não gosto de futebol em Jogos Olímpicos.No máximo algo apenas amador, para molecada até 15 anos, ou feminino. O masculino e adulto tem a Copa do Mundo, que, para mim, significa muito mais que a Olimpíada toda. Mais ainda no Brasil, quando os clubes, medrosos, entregam seus jogadores, por mais de um terço do Campeonato Nacional, o melhor que temos, correndo riscos de rebaixamento no ano imediato e, certamente, prejuízos no ano seguinte. Vide o Santos, que paga uma fortuna a Neymar, o maior jogador do país e fica sem ele, desesperado, chegando a lutar para não cair e ficando, quase certamente, sem possibilidade de disputar a Libertadores no ano que vem. E quando se imaginava que, com o final da Olimpíada, ele fosse liberado, vem uma convocação para um amistoso contra a Suécia. Ou seja, ele ainda não volta. Não sei o que os clubes estão esperando para criar a Liga Profissional. No mundo todo, nos grandes centros esportivos, as Ligas sempre prevaleceram. Aqui, numa tacada só, nos livraria da Federações e da CBF. Claro, que a autonomia para as convocações da seleção, continuaria com a CBF, porém não com o abuso de hoje, quando usam à vontade, não pagam nada e ignoram os donos dos contratos, que ficam só com os prejuízos. Por que esse medo? A CBF não serve para nada. As Federações, menos ainda. São apenas intemediários, que ficaram ricos, às custas das equipes, e muitas vezes lhes emprestam dinheiro, comprando-lhes a honra. Tomara que algum dia apareça alguém com coragem para acabar com essa palhaçada. O tema é tabú entre os clubes, o que faz dos presidentes, cúmplices desse estado de coisas. Eles revelam, treinam, pagam, curam seguram as broncas e a CBF fica com o filé mignon. O medo gera abuso, já  que o medroso tem receio até da própria sombra e não sabe nem a força, e nem o tamanho que tem.