Coisas chatas

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Sou a favor de qualquer jogador encher o saco do adversário. Quando você irrita o outro, favorece seu time, que, afinal, lhe paga. No entanto, uma coisa é, eventualmente, tentar cavar uma falta, um pênalti, dar uma entrada mais forte para intimidar e outra é fugir do jogo, com a desculpa da malandragem. Algumas coisas tem atravancado os já lentos jogos do futebol brasileiro. Primeiro os árbitros, que marcam qualquer faltinha, para que o ritmo do jogo não flua e ele tenha tudo sob controle. Depois os boleiros, que sempre se atiram, preferindo até tentar cavar uma falta do que finalizar num lance decisivo. Mais uma chatice: o tempo, que se perde, para bater faltas na entrada das áreas. Ou o jogador que cai e levanta pedindo cartão amarelo para o adversário. Tem ainda aquela básica, do jogador que fica no chão na hora de ser substituído, atrasando a sequência da partida. Quando o meu time está ganhando eu acho ótimo. Já me peguei no Majestoso, gritando para que alguém se jogasse na hora da pressão do outro time. Porém, como espetáculo, a coisa fica feia. Aliás, está cada vez pior. Jogos arrastados, juízes sem ousadia, jogadores que não se arriscam, somados aos brucutus, que substituiram os hábeis de outros tempos, vemos um número muito grande de confrontos desagradáveis. Quando olhamos o futebol inglês ou alemão, numa velocidade incrível, ficamos sem entender o que está acontecendo com o nosso principal esporte. Está muito burocrático, previsível e se repetindo, até nas comemorações de gols e nos cortes de cabelos. Passou da hora de uma reciclagem geral. Ainda dá tempo. Ainda. Mas não podemos esquecer que a Seleção Brasileira nunca esteve tão mal cotada no ranking da Fifa e não há qualquer brasileiro, como principal protagonista, em qualquer time internacional importante, apesar das grandes somas financeiras envolvendo profissionais compatriotas. Pela importância do futebol no nosso dia a dia, deveríamos ter mais cuidado com esse momento. Se o Brasil perder a potência no futebol, vai ser potência em que?

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