Punição? Nem pensar

AFP

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A morte do garoto boliviano é apenas mais uma. As gangues que tomaram conta do nosso futebol, faz tempo, tem força política, respaldo da polícia e conivência dos clubes em todos os seus atos. Eles fazem o que bem entendem, por aqui, seguros de que nada acontecerá, inclusive dezenas de outros crimes semelhantes. Fora do país as coisas têm sido diferentes. Primeiro foram os santistas presos no Paraguai por roubo.E agora o bando detido na Bolivia pelo assassinato desse pobre rapaz. Não vai acontecer nada. A Conmebol não tem moral para fazer coisa nenhuma. Nicolas Leoz só pensa no dinheiro que os clubes representam. Para alguém como ele, a vida desse menino não tem a menor importância. Não creio que o atirador quis matar. Seria quase impossível mirar, acertar e fazer o estrago, que foi feito, propositadamente. O que ele não se importou foi com o que poderia ocorrer. Como todo psicopata, não se preocupou com a eventual dor que poderia infrigir em outro ser humano. Atirou o sinalizador. Se queimasse, ferisse ou mesmo matasse, não era assunto dele. A Conmebol já provou várias vezes que só pensa mesmo é em grana. Até agora, por exemplo, não puniu ninguém do jogo São Paulo e Tigre, que não terminou por causa da violência dentro e fora do campo, para não ferir interesses menores. E, por certo, apostará no esquecimento nesse caso também. A família do garotinho de apenas 14 anos, sim, não esquecerá nunca a noite fatídica. E ficará desse jeito.  Os parentes de Leoz estão bem cuidados. Talvez nem passem perto de estádios de futebol. Voces acham que irá mexer nos seus imensos esquemas, só por causa desta morte?

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