Gazeta Esportiva

Postados por: flavioprado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Antes da aposentadoria, Braguetto conversa com o são-paulino Luís Fabiano em campo

Nunca entendi o que faz alguém querer ser árbitro de futebol. O cara vira suspeito, num esporte cheio de suspeitos, simplesmente pelo fato de que vai administrar uma partida. Quando entra, xingam-lhe a mãe. Para muitos ele só vai bem quando não percebem sua presença. E é julgado por todos, sendo que mais de 99%, não tem o menor conhecimento das regras, que regem o trabalho dele.

E não pode viver disso. Primeiro porque as taxas são baixas. Depois por depender do sorteio, também suspeito, que pode premiá-lo com muitos jogos, ou simplesmente, nenhum. Mesmo assim, ano após ano, bandos de jovens vão aos cursos de arbitragem atrás do “sonho”. E poucos conseguem. Os vencedores estarão condenados a abandonar família, amigos, trabalhos dos quais sobrevivem, dependendo da famigerada escala semanal. Enfim, cada um é cada um.

Rodrigo Braghetto foi vencendo etapas. E bem. Conseguiu montar uma empresa de eventos, ficou independente e imaginou que um dia estaria nas grandes decisões, mesmo no papel de “vilão”, como os juizes são vistos no futebol. E veio o sorteio para a final do Paulista. Era o que havia para o momento e ele ficou feliz. Horas depois estava vetado. Carlos Amarilla armou uma cilada para o Corinthians e alguns suspeitos de serem mandantes, são do próprio estado de São Paulo. Misturando coisas, ou pensando em desviar focos, a FPF criou um festival de mentiras envolvendo Braghetto e o jogo seguinte do prejudicado Corinthians.

Primeiro o chefe dos árbitros disse que não connhecia a empresa dele, prestadora de serviços, também a clubes de futebol. Depois alegou que o árbitro pedira para sair da escala. As mentiras duraram pouco, porém acabaram com o sossego e  expectativas futuras dele, nessa profissão de faz de conta. Jantei com Braghetto no domingo, depois do Mesa Redonda. É um homem triste, com olheiras, desiludido. Vai seguir a vida, vai ser pai, vai se afastar da sujeira do futebol e não precisará frequentar mais os corredores obscuros da FPF.

Bom para ele. Mas, é difícil conviver com a injustiça. Sobreviver com seriedade durante 17 anos no futebol e sair assim, dói profundamente. Logo o sorriso de seu filho vai fazê-lo esquecer das corridas nos campos de futebol. O calor da família deixará de lado o vazio do costume dos últimos tempos. Hoje, porém, as noites têm sido duras, complicadas. A cabeça parece que não está no devido lugar. É da vida. A FPF, cujo presidente é advogado e presta serviços a clubes de futebol. A mesma Federação, que confiou cegamente em Edilson Pereira de Carvalho, achou que poderia julgá-lo, publicamente, como fez. Ele vai embora de cabeça erguida. Como homem de fato. Fará falta. Poucos são como ele, naquele sinistro prédio do futebol.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Luiz Felipe Scolari chamou os 23 para a Copa das Confederações. Um ou outro pode reclamar, questão de gosto pessoal ou de desconhecimento maior sobre algum jogador, mas no todo, o grupo é bom. Não sei se haverá tempo para mudar um time competitivo, já que um mês é nada. Eu, porém, mudaria bem pouco do que ele chamou.

Fiquei feliz com os volantes. O discurso de volantes brucutus me assustou. Nada é mais antiguado no futebol, do que o cara que só marca e não sabe o que fazer com a bola recuperada. Na prática vieram Luiz Gustavo, que joga muito, marca e distribui bem o jogo, com lançamentos curtos ou longos, Hernanes, que chega bem e bate forte da entrada da área, além de fazer bons lançamentos. Paulinho, volante de mais de 10 gols em média, por ano, e o garoto Fernando o menos hábil de todos, no entanto longe de ser um grosso. Sabe o que faz com a bola, além de boas cobranças de faltas.

Convocou o moderno e dinâmico Jadson preterindo Ronaldinho Gaúcho, que fica estático na mobilidade maravilhosa do Galo e Kaká, longe do que já foi.

Legal,também, manter o Dante que consegue lugar seguro na máquina do Bayern e do regular Rever, invés do rápido, mas irregular, no momento, Dedé. Dá para montar um bom time.

O problema é correr contra o tempo e times já montados. Há que se apostar naqueles encaixes, que as vezes acontecem no futebol com um pouco de sorte e muito comprometimento. Vencer a Copa das Confederações não é questão de vida ou morte. Já, tirar a seleção brasileira do limbo, é sim, uma obrigação.

AFP

AFP

O Barcelona caiu. Perdeu duas vezes como raramente aconteceu nos últimos tempos. Não sei se é um final de ciclo. Pode passar a impressão que esse timaço acabou. Não me atrevo a tanto. Algumas novas peças, uma mexida lá e cá e logo veremos o Barça brigando por títulos, de novo. Mas terminou, sim, o Barcelona mágico de Guardiola. Tito Villanova veio para dar sequência e pela doença ou circunstâncias, não conseguiu. Segue como uma grande equipe. Porém, sem a magia. Fico triste. O Barcelona é o maior time, que uma geração, que tem até 30 anos hoje, viu jogar. Lembrei-me do dia 30 de novembro de 1966, quando, assustado, vi na televisão, preto e branco, um time mineiro criar uma nova éra no futebol brasileiro. Naquela noite o Cruzeiro, com um grupo de desconhecidos, até então, pulverizou o Santos de Pelé, esse o maior time que eu vi jogar em tantos anos. Foi 6 a 2. Mesmo não sendo santista fiquei ansioso pela volta. Aqueles meninos mineiros, atrevidos, não imaginavam o que lhes aconteceria em São Paulo. E no dia 7 de dezembro, cheio de orgulho, percebi que tinha razão. Em poucos minutos estava 2 a 0 para o Santos. Só que terminou 3 a 2 para o Cruzeiro, agora já chamando a atenção com Tostão, Dirceu Lopes, Natal, o estranho goleiro de camisa amarela, Raul e tantos outros craques, que entrariam para a história. A partir desses confrontos surgiu a idéia de um campeonato brasileiro. Rio e São Paulo já não estavam sós. Como o Barcelona já não é o maior absoluto. Continua grande. Seguirei vendo seus jogos e procurando aprender. Só que agora há também o Bayern. Não sei se chegará ao que foi o Barcelona de Guardiola. É pouco provável, como o maravilhoso Cruzeiro dos anos 60 não chegou, jamais, perto da “escola de bola de Pelé”. Dava gosto ver o Cruzeiro jogar, como é uma delícia ver esse Bayern. No entanto, a lembrança de 1966 me faz garantir que tem muito rapaz nascido nos anos 80, que está triste, hoje. Mesmo que não seja torcedor do Barcelona, ele sabe que alguns de seus momentos de delírio vendo aquela máquina jogar, não se repetirão. São as nuances da vida. Nada é eterno. A não ser as grandes lembranças. Como as que temos de Santos de Pelé e do Barcelona, de Guardiola.

Gazeta Press

Gazeta Press

Não é de hoje que vemos comentários sobre o atraso tático com futebol brasileiro. Eu mesmo percebo isso no dia a dia. A análise simplória nos levaria a concluir, que os treinadores brasileiros pararam no tempo. Será mesmo verdade? Outro dia mexendo aqui e ali encontrei o blog do Valdir Espinosa. Apesar de campeão da Libertadores e do Mundo com o Grêmio em 1983, entrou para o ról dos “desatualizados”. Aliás, até mais do que isso, afinal não tem facilidade de espaço, num país de treinadores “superados”. Como sempre procurei unir idade com sabedoria e tempo com aprendizado, dei uma espiadinha do blog do Espinosa. E de lá brotaram vídeos interessantíssimos. Explicações táticas simples, sobre o que há de mais moderno no futebol mundial. Compactação ofensiva e defensiva, volantes técnicos, movimentações de sistemas de jogo, enfim, tudo aquilo que costumamos elogiar, vendo nos grandes times do exterior. Espinosa não só está muito bem antenado como consegue passar, facilmente, seus conhecimentos, até para leigos. Será mesmo que os nossos treinadores são superados ? Prefiro falar em estrutura superada. A cultura do futebol no Brasil parou no tempo, faz tempo. As fileiras de base não ensinam, ao contrário, são mercadões de jovens e até mesmo de “gatos”. A humildade sumiu de cena. Todo mundo e incluo imprensa nisso também, é claro, acha que “sabe tudo”. Os cartolas não dão respaldo a nada e qualquer idéia mais arrojada, transforma-se em coisa de “Professor Pardal”. Os empresários avisam seus jogadores, que não precisam ouvir os técnicos. Vendem a imagem de que eles, como estrelas, não têm que se preocupar com o todo. E lembram que conseguem vaga em outro lugar, para eles, sem problemas. Lá fora a filosofia e o respaldo são outros. Todos jogam pela equipe e o manager dá ordens e é obedecido. Culpar os treinadores virou lugar comum. Eu mesmo já me peguei fazendo isso. Estava errado. Ao contrário, tenho recebido “aulas” do Espinosa toda semana. E ele confessa que não para de aprender. Baixar a bola e aceitar cobranças, ajuda todo mundo a evoluir. O problema do nosso futebol não é exatamente estar superado. É sim achar que é superior. Que sabe tudo. Quem sabe tudo chegou ao ponto máximo e não sai do lugar, dando espaço aos outros para que cresçam. Esse é melhor caminho, para ficar para trás.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Muito chato o Campeonato Paulista. Dezenove rodadas para sabermos quem iria cair, o que não muda nada, e quais os adversários dos quatro grandes. Duvido que alguém lembre de algum jogo marcante desse montão, que se disputou, salvo aberrações do tipo Palmeiras e Mirassol. Agora até pode ter algo interessante, especialmente porque há um clássico e um jogo histórico como Corinthians e Ponte. Mas, ainda assim, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm coisas bem mais importantes para fazer. Pena que os clubes grandes sejam capachos dessas federaçõezinhas e não briguem contra esse estado de coisas. Ficam pendurados em empréstimos do dinheiro deles mesmos e agradecem as migalhas, que recebem por competições, que deixam os principais jogadores no bagaço, já que as pré-temporadas não existem mais, por causa dos regionais. Ainda bem que acabou. Não é mole falar de futebol no domingo a noite depois de rodadas com joguinhos entre equipes desiguais. Um dia acaba. Tem que acabar. Antes que os grandes se nivelem por baixo com aqueles que ajudam, hoje, atendendo interesses apenas dos donos da Federação Paulista.

José Dilson da Silva tem 45 anos. Faz 22 anos que ele dedica a vida a ajudas humanitárias. O missionário está na África há 22 anos. Fez de tudo por lá. Nos últimos fixou-se em Mbour,  interior do Senegal. Criou uma escola que alfabetiza, alimenta e procura dar um mínimo de condição à crianças miseráveis, que circulam pelas ruas, sem qualquer assistência de ninguém. Há algum tempo apiedou-se de alguns garotos, que tinham seu respaldo durante o dia, mas a noite ficavam ao relento. Atendendo pedido deles resolveu criar um Centro de Desabrigados. Mesmo com pouco dinheiro montou uma pequena estrutura e contratou um advogado para regularizar o futuro Instituto. O tempo passou. O excesso de trabalho, o sofrimento do dia a dia, impediram-no de notar que a documentação nunca ficava pronta. Qualquer dia teria que cuidar disso. Mas, que dia ? Nada é fácil naquela rotina de penúria onde qualquer ajuda, vinda de qualquer lugar, é recebida como um bálsamo de gente abandonada pela sorte. Em novembro do ano passado apareceu no Projeto Obadias, nome dado ao local, o pai de um dos muitos meninos, cuidados por José Dilson. Queria o filho de volta. O garoto, agora com 17 e que não via o pai há pelo menos 2, não quis nem pensar em retornar à casa. Encontrara no recanto do missionário brasileiro condições para uma vida digna, que a família jamais se preocupara, ou não pudera lhe dar. Percebendo que a decisão não seria mudado, o pai foi à polícia denunciar o Projeto Obadias por “tráfico internacional de crianças”. Os policiais chegaram encontraram José Dilson e sua assistente Zeneide Moreira Novaes de 53 anos, bem atarefados. Parar para mostrar documentos seria um tormento, porém não havia aternativa. Ligou para o advogado e nada. Depois de algumas horas percebeu que, apesar de pagar para a regularização do local, fora enganado. Na sequência viu-se  detido,  junto com a assistente. As condições da cadeia em MBour são péssimas. Os testemunhos dos garotos beneficiados, menores de idade, são desconsiderados. E os missionários brasileiros estão lá pagando por culpas, que não tem. Foram à África para ajudar crianças. O governo brasileiro faz gestões tímidas para liberá-los. Nenhum vereador, deputado, senador ou ministro, tomou qualquer iniciativa para resolver essa injustiça. A própria Igreja Prebisteriana Betânia, a qual pertencem, encontra sérias obstruções e poucos apoios. É que eles deram azar. Em fevereiro, um grupo de brasileiros foi a Oruro ver um jogo de futebol. Um deles atirou um sinalizador e assassinou um criança boliviana. Aqueles que estavam por perto, tinham pólvora nos dedos ou se declararam responsáveis pelos outros, estão detidos, até que o crime seja apurado. Apareceu um “de menor” assumindo a culpa. Também nesse caso a história dele não ajudou em nada. No Brasil políticos de todos os setores se movimentam para liberá-los. Não sobrou ninguém para se preocupar com os missionários no Senegal. São os nossos políticos. Os que mataram uma criança tem toda espécie de apoio deles. Os que ajudavam as crianças estão sozinhos. Compreensível. É questão de manchetes e votos. Ou, em outras palavras, politicagem barata.

AFP

AFP

O telefone tocava de forma insistente. O atacante do Corinthians não queria atender por não reconhecer o número. Mas, até para ter sossego, apertou o botãozinho verde. Do outro lado uma voz conhecida. Joga em outro time, porém o empresário é o mesmo. Já se encontraram diversas vezes no escritório. E a proposta “você não acha melhor a gente empatar domingo. Não vale nada mesmo e se alguém perder dá fumaça?”.

Dias depois era ele, o que recebera a proposta, que ligava para o outro parceiro, do Santos e repetia a idéia anterior. E na semana seguinte o santista comentava com o amigo do São Paulo, que aproveitou a ocasião  para fechar a operação com outro corintiano.

Pronto. Não há motivo para gerar crises. Aliás elas estão lá, latentes, esperando exatamente esse tipo de clássico para surgir com força. E assim se fez. Ou melhor, não se fez. Ninguém fez gol. Ninguém arriscou nada, todos se classificarão, como já está previsto pelo ridículo regulamento do Paulistinha e lá na frente as coisas começam, de fato, a acontecer.

De repente um barulhão. Meu vizinho testava a nova moto, embaixo da minha janela. Acordei assustado. Sonho estranho. Os criadores desse frankstein da bola, o regional de São Paulo, bem que mereceriam. Só que a realidade não permite ações de “justiceiros” da bola. Despertei e me preparei para trabalhar em  mais um clássico. Esperando que saia algum  jogo, efetivamente.

Foto: Mowa Press

Foto: Mowa Press

A seleção brasileira não encanta, faz tempo. Até a Sub-20 deu um vexame histórico, não passando da primeira fase do Sulamericano. Para os simplórios, ou menos informados, fica fácil reclamar.

Na realidade a seleção só retrata o que é o futebol brasileiro de hoje. As fileiras de base não formam ninguém. Apenas são pontos de negociatas de empresários e cartolas. Os campeonatos são mal elaborados, o calendário é ridículo e os interesses pessoais superaram os dos clubes.

Conclusão, o nível caiu muito e a décima oitava posição no ranking da Fifa, retrata a realidade. Poucos jogadores dão esperanças de mudanças futuras e ainda assim dependendo de transferências para o exterior.

Os últimos maus resultados só ampliam aquilo que vemos, nos péssimos jogos de superados campeonatos regionais. E a troca constante de técnico pela CBF  impede que, pelo menos, se monte um grupo acertado. Claro que até a Copa, o Brasil poderá chegar a um time competitivo e quem sabe, com um pouco de sorte, vencer. Porém, nossa realidade está cada vez mais visível no dia a dia. É só querer enxergar.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Em 2014 completo 40 anos de Jornalismo. É uma grande alegria, um projeto de vida que se concretizou e um mundo que só me deu alegrias, viagens e momentos inesquecíveis. Mas, tudo tem um outro lado. No período que meus filhos eram pequenos eu viajava para pelo menos dois jogos por semana, que davam mais de quatros dias fora de São Paulo. Eles cresceram e eu não percebi. Não vi dentinhos nascendo, primeiras palavras, nem primeiros passos. Não dividi cuidados, nem perdi noites maravilhosas de sono com o chorinho deles. Passou tudo muito rápido. Tão rápido que virei avô. Tinha certeza que agora as coisas seriam diferentes. Não são. Dia desses conversando com meu filho, ele me contou que a netinha estava com vários dentinhos e dava, ainda com muito receio, três passinhos. A notícia alegre me assustou. Logo ela estará falando, aliás já arrisca algumas palavrinhas, estará correndo e eu, de novo, não participarei dessa história. Sem queixas. Faço o que amo e vivo do que faço, o que é ótimo. Foi só um momento de reflexão por onde passaram as 10 Copas do Mundo, que completarei no ano que vem, os mais de 6o países visitados e os inúmeros jogos históricos que presenciei. Vi passos mágicos de Pelé, Sócrates, Maradona, Ademir da Guia, Zico e tantos outros gênios. Alguns atrás do gol, reverberando gritos íntimos, que quase todo mundo daria a vida para testemunhar. Porém, não vi os três primeiros passinhos da minha neta, nem dos meus filhos. São as trocas que a vida te obriga. Valeu a pena e continua valendo. Só pensei alguns segundos no tema e uma gravação qualquer me levou de volta à rotina. Mas, do bisneto eu não perco. Nem que precise atrasar alguma cobertura por algumas horas.

Para quem gosta de histórias em quadrinhos, como eu, o sonho sempre foi encontrar a moeda número um do Tio Patinhas. Foi ela que o transformou em milionário, que lhe deu tanto dinheiro e segurança. A moeda arremessada contra o Ganso, no recente Santos e São Paulo, na Vila Belmiro, teve esse mesmo efeito. O Santos foi “condenado” a jogar no Morumbi e ganhar um caminhão de dinheiro, como punição. A volta dos clássicos ao Morumbi tem linha direta da presença de Marin, ligado ao São Paulo, na CBF. O antes “aboninável” estádio tricolor, talvez fosse até a séde paulista na Copa, se Ricardo Teixeira saísse um pouco antes. O regulamento da FPF de Marco Polo Del Nero, lugar tenente de Marin, parece que foi feito já pensando nisso. Nada dos tradicionais 100 quilometros da séde do punidos. Agora, 70 está bom. Por “coincidência” a distância entre a Vila Belmiro e o Morumbi. Bendita moeda, né Marco Polo ? Lógico que é bem melhor um clássico na Capital do que nas cidades distantes, que encantavam Eduardo Farah e mesmo Marco Polo, até outro dia. Mas, uma punição desse tipo, qualquer um adoraria. Que venham outras moedas quando outros clássicos, programados para Santos, estiverem chegando.