Sempre pensei, enquanto árbitro, que as equipes mais fortes deveriam, por
obrigação, superar os adversários e até os erros dos árbitros.
Quando a diferença não aparentava ser tão grande tecnicamente, a disparidade
na folha salarial e no repasse da verba que vem da TV era enorme.
Os anos se passaram e os conceitos foram alterados. Dificilmente
comentamos um erro de arbitragem contra os chamados “grandes”,
quando enfrentam os “pequenos”. Não é só no Paulistão não.
Mas no estadual paulista, sabemos que os árbitros recebem excelentes condições na formação e preparação para exercerem corretamente as funções. Então não dá para
aceitar tantos erros, fáceis de serem evitados, sempre a favor dos
mais fortes.
Como a formação de árbitros em São Paulo virou uma indústria
profissional, percebe-se que, na prática, falta malícia, percepção,
referência, personalidade e coragem para interpretar e decidir. Alguma
coisa está errada. Não é possível que com tamanha quantidade de aspirantes não consigam um bom número de árbitros com qualidade.
A própria Comissão de Árbitros carimba a baixa qualidade dos novos ao
escalar árbitros mais experientes na Copa São Paulo de Futebol Junior,
que deveria servir de laboratório prático para a revelação de
árbitros.
Não é possível transformar um grupo heterogêneo em homogêneo, para o
exercício de uma atividade individual que necessita muito de
personalidade e caráter?
Definitivamente, não carimbo, o que acontece, principalmente em São Paulo!!






