Quarta-feira agitada demais para quem gosta de futebol, no campo ou na telinha. A tarde, um 0 a 0 para Milan e Barcelona, que manteve o telespectador vivendo emoções do começo ao fim. Os dois times mostraram ritmo intenso o tempo todo, mas não conseguiram marcar gols. Vimos que é possível parar o Barça. Só jogar como o Milan fez não basta é preciso ter a qualidade do “Rossonero”.
No começo da noite, Edmundo, o “animal” reencontrou o Vasco da Gama e se despediu
definitivamente da torcida . Edmundo marcou dois gols no jogo de festa que marcou o encerramento da sua carreira profissional contra o Barcelona do Equador.
O adversário veio com uma equipe composta por reservas e juvenis e foi goleado por 9 a 1. O torcedor compareceu e a festa foi bonita. O agora comentarista, fez de tudo para não chorar, mas não aguentou. A fera lacrimejou.
O que é pequeno cresce mas no Campeonato Paulista as equipes consideradas pequenas estão mais para anão. Mesmo contra os reservas do Corinthians, o Nhô Quim de Piracicaba não conseguiu melhorar sua delicada situação na tabela e colocou mais um pé na cova do rebaixamento para a Série A-2. Ramon marcou, homenageou o filho que vai nascer e o Timão venceu por 1 a 0.Em Jundiaí, o Paulista dificultou mas não evitou a vitória do Palmeiras também por 1 a 0, gol do volante João Vitor, que ficou no banco para a estréia de Wesley, mas teve estrela para marcar o gol da vitória com muito talento. Se o árbitro Candançan é tão fraco como se mostrou, é escalado para aprender ou para satisfazer seus protetores. Precisa aprender como agir para proteger a integridade física dos jogadores, principalmente em lances que o maldoso visa apenas o adversário.
Quem será o padrinho do árbitro chileno Enrique Osses? O cara é fraco tecnicamente, medroso disciplinarmente, caseiro e péssimo exemplo para quem pretende praticar a arbitragem com seriedade. Mais uma vez o chileno pipocou a favor do mandante na vitória do paraguaio Olimpia contra o Flamengo por 3 a 2. Se esse for o padrão de arbitragem que a Conmebol pretende que seja seguido, quem gosta do futebol tecnicamente jogado tá ferrado. Mesmo que a competição se chame Libertadores.
Meu Cumpadi quer saber: “se as torcidas organizadas estão proibidas de entrar nos estádios, por que isolar parte das arquibancadas?” Não precisa explicar. O futebol deixou, há muito, de ser o único esporte praticado pelo jovem ou o mais procurado para iniciação esportiva. Sofre forte concorrência do vôlei, natação, atletismo e lutas, principalmente artes marciais mistas. Com a extinção dos campinhos e das peladas de ruas, a criança pobre não pode frequentar as escolinhas particulares nem subornar organizadores de peneiras.
Pior, com a violência proporcionada por grupos de torcedores de torcidas, nem o gosto pelo futebol estão despertando. Além de não se tornarem jogadores, também não serão torcedores. Em pouco tempo teremos que criar torcida virtual para animar os grandes jogos pois, nos encontros envolvendo pequenos clubes isso já acontece.








