Quarta gorda no futebol

Quarta-feira agitada demais para quem gosta de futebol, no campo ou na telinha. A tarde, um 0 a 0 para Milan e Barcelona,  que manteve o telespectador vivendo emoções do começo ao fim. Os dois times mostraram ritmo intenso o tempo todo, mas não conseguiram marcar gols. Vimos que é possível parar o Barça. Só jogar como o Milan fez não basta é preciso ter a qualidade do “Rossonero”.

No começo da noite, Edmundo, o “animal”  reencontrou o Vasco da Gama e se despediu
definitivamente da torcida . Edmundo marcou dois gols no jogo de festa que marcou o encerramento da sua carreira profissional contra o Barcelona do Equador.

O adversário veio com uma equipe composta por reservas e juvenis e foi goleado por 9 a 1. O torcedor compareceu e a festa foi bonita. O agora comentarista, fez de tudo para não chorar, mas não aguentou. A fera lacrimejou.

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

O que é pequeno cresce mas no Campeonato Paulista as equipes consideradas pequenas estão mais para anão. Mesmo contra os reservas do Corinthians, o Nhô Quim de Piracicaba não conseguiu melhorar sua delicada situação na tabela e colocou mais um pé na cova do rebaixamento para a Série A-2. Ramon marcou, homenageou o filho que vai nascer e o Timão venceu por 1 a 0. 

Em Jundiaí, o Paulista dificultou mas não evitou a vitória do Palmeiras também por 1 a 0, gol do volante João Vitor, que ficou no banco para a estréia de Wesley, mas teve estrela para marcar o gol da vitória com muito talento. Se o árbitro Candançan é tão fraco como se mostrou, é escalado para aprender ou para satisfazer seus protetores. Precisa aprender como agir para proteger a integridade física dos jogadores, principalmente em lances que o maldoso visa apenas o adversário.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press


Quem será o padrinho do árbitro chileno Enrique Osses? O cara é fraco tecnicamente, medroso disciplinarmente, caseiro e péssimo exemplo para quem pretende praticar a arbitragem com seriedade. Mais uma vez o chileno pipocou a favor do mandante na vitória do paraguaio Olimpia contra o Flamengo por 3 a 2. Se esse for o padrão de arbitragem que a Conmebol pretende que seja seguido, quem gosta do futebol tecnicamente jogado tá ferrado. Mesmo que a competição se chame Libertadores.

Meu Cumpadi quer saber: “se as torcidas organizadas estão proibidas de entrar nos estádios, por que isolar parte das arquibancadas?” Não precisa explicar. O futebol deixou, há muito, de ser o único esporte praticado pelo jovem ou o mais procurado para iniciação esportiva. Sofre forte concorrência do vôlei, natação, atletismo e lutas, principalmente artes marciais mistas. Com a extinção dos campinhos e das peladas de ruas, a criança pobre não pode frequentar as escolinhas particulares nem subornar organizadores de peneiras.

Pior, com a violência proporcionada por grupos de torcedores de torcidas, nem o gosto pelo futebol estão despertando. Além de não se tornarem jogadores, também não serão torcedores. Em pouco tempo teremos que criar torcida virtual para animar os grandes jogos pois, nos encontros envolvendo pequenos clubes isso já acontece.

Basta de impunidade

Chega de impunidade.

É importante que as autoridades fiquem atentas, pois, quem se omite é cúmplice.

Leis, mesmo que frágeis, existem, suficientes para indiciar os criminosos que estão usando a camisa de uma torcida de clube de futebol, como escudo para agredir e matar adversários.

Temos o estatuto do torcedor, o código de defesa do consumidor, código penal e a constituição federal onde escrevem que o esporte é um direito do cidadão e um DEVER do Estado.

Chega de Impunidade, que é o combustível que alimenta as infrações, delinquência e crimes. Que nossos legisladores trabalhem para que os policiais sejam respeitados e nosso judiciário temido.

Pau neles autoridade, no rigor da Lei.

As redações das leis precisam ser claras, impossibilitando muitas interpretações, que sempre beneficiam os infratores que contratam bons advogados.

Olhem só. Segundo o Estatuto do Torcedor “a torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto, praticar ou incitar a violência (…) será impedida, assim como seus associados ou membros, de
comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até três anos”.

A briga entre Gaviões e Mancha foi no evento?

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

A Federação Paulista de Futebol, através do presidente Marco Polo Del Nero, proibiu a entrada nos estádios das torcidas organizadas Mancha Alvi Verde e Gaviões da Fiel. Proibiu a camisa das torcidas ou seus integrantes? Parece que escreveram mas não esclareceram.

Na cerimônia funebre da primeira vítima, pelas fotos, não vi ninguém vestindo camisa do clube Sociedade Esportiva Palmeiras. Há tempos observo isso, todos torcem para a torcida, não pelo clube.

Que a família da segunda vítima fatal, doe os orgãos para que ele faça o bem e continue vivendo.

Segurança tchê!!


E a Brigada Militar do Rio Grande do Sul?

O que que está acontecendo? Policial que não consegue contornar um desentendimento de jogadores contra a marcação do árbitro e apela para o uso do spray de pimenta, tem que se reciclar.

Ainda bem que não sacou a arma. Isso aconteceu no jogo Cruzeiro x Gremio, quando o árbitro Vuadem marcou pênalti para o tricolor gaúcho.

No jogo Novo Hamburgo x  Caxias, no mesmo estádio, em Novo Hanburgo, um cão pastor alemão da Brigada, mordeu a perna do atacante Vanderlei, em outro tumulto contra a decisão da arbitragem.

Felizmente não foi grave. Os atletas precisar ficar espertos na hora de reclamarem. Se fosse pitbull já estaria na cadeia.

Chico Anysio

E a Globo heim?

Colocou o Chico Anysio na geladeira por tantos anos e só agora presta homenagens.

Não seria melhor e mais digno se isso fosse feito com ele vivo?

Na televisão é assim, principalmente lá.

Envelheceu se f…..

E o Timão levou a melhor!

Jogo gostoso de assistir foi Corinthians 2 x 1 Palmeiras.

Aparentemente, como as duas equipes estão garantidas na fase seguinte, esperei um confronto mais para exibição do que competição. Mas, em se tratando de Timão e Periquito, pela história, tradição, rivalidade e invencibilidade de 22 jogos sem derrota que o Palmeiras tinhal o bicho pegou.

No primeiro tempo, alguns jogadores, das duas equipes, demonstraram um
nervosismo exagerado, entre si e contra o árbitro Marcelo Rogério.
No intervalo o técnico Tite pediu para seus jogadores esquecerem o
árbitro e se concentrarem nas determinações traçadas e treinadas.
“Voces estão falando muito”, esbravejou. Deu certo! Perdiam de 1 a 0 e viraram o placar.

Pelo lado do Palmeiras o nervosismo continuou e, em alguns momentos,
extrapolou. Até o capitão Marcos Assunção, que é sereno, equilibrado,
discutiu e ameaçou o maldoso Chicão que, não fosse a benevolência do
árbitro, teria sido expulso no primeiro tempo pela entrada maldosa que
deu em Barcos.

O jogo serviu para os corintianos confirmarem uma equipe forte
e competitiva. Para os palmeirenses não entenderem porque o Valdivia
prefere se jogar para enganar o árbitro do que fazer uma linda jogada
útil ou até um gol.

Serviu também para a Federação Paulista de Futebol
confirmar que ainda depende de Wilson Seneme para apitar os grandes clássicos com segurança e competência.

Arbitragem confusa no Derbi

Mesmo antes de me tornar árbitro, sempre ouvia dizer que juiz de futebol precisa ter sorte.

Durante minha carreira cheguei à conclusão que não é possível ter sorte, sem competência.

Modéstia a parte, faço parte da história do futebol como um árbitro competente.

Tudo isso, para escrever que no derbi centenário de Campinas, que terminou 1 a 1, o árbitro Rodrigo Braghetto foi sortudo no momento em que errou, ao marcar um pênalti inexistente do zagueiro Domingos em Enrico. Além disso, mostrou amarelo para o zagueiro do Guarani.

Nem o árbitro adicional Bizio Marinho, protegido do comandante, salvou o equívoco do Braghetto.

Para felicidade da arbitragem, Guilherme chutou na trave e para fora, com invasão dupla de área que Braghetto fez de tudo para não ver e nem repetir a cobrança.

Ainda no primeiro tempo, Bragueto expulsou corretamente Fabinho do Guarani e fez uma baita média com o Bugre, escolhendo Wesclei da Ponte para que cada equipe ficasse com 10.

Se viu alguma coisa que o zagueiro pontepretano fez, ficou cego para não ver a agressão de Neto.

Pelo menos a  expulsão de um jogador de cada equipe serviu para acalmar os demais. Sorte ou competência?

No segundo tempo tudo transcorria bem. A Ponte saiu ganhando  em um lance muito difícil para o assistente Nogueira Jr, que foi competente. Mas, aos 45 minutos, Ronaldo, que tinha acabado de entrar, foi derrubado dentro da área por Gerson.

Pênalti marcado corretamente, mas diferentemente do que fez com Domingos, o arbitro não mostrou
o amarelo para o pontepretano. Tudo igual  no final 1 a 1.

E a expulsão injusta do Wesclei ou a omissão para expulsar Neto, não pesaram?

Fora esses detalhes, insignificantes para alguns que acreditam que é preciso ter sorte para apitar, Braghetto foi muito bem no aspecto físico e técnico. Então ele foi competente?

Reclamações. Fiquem a vontade!

A cada jogo da Libertadores que assisto fico pensando, como somos exigentes!

Isso mesmo. O Corinthians lidera seu grupo e pegam no pé do Tite, porque a equipe só ganha de 1 a 0, o goleiro da equipe visitante é o melhor em campo, mas não dá show.

Claro que a Libertadores não é mais aquela competição que reunia o que tinha de melhor nos países vizinhos.

Tanto é que, uma equipe chilena e outra mexicana é que chamam a atenção. É ou não é muito pouco??

Nem o “poderoso” Boca Juniors consegue fazer seus adversários tremerem.

Mas, tudo isso para dizer como é ruim esse time peruano do Juan Aurich.

Em casa, usa campo com grama artificial para atrapalhar seus adversários e bate. Fora, se atrapalha com a grama e bate novamente.

Se o técnico do Cruz Azul pede para seus jogadores não darem balão, chutão, o que pede o comandante do Juan Aurich? Vamos “pelear” que a juizada é uma baba.

Isso mesmo, uma quantidade enorme de árbitros fracos.

Patricio Lostau, filho de Juan Lostau? Árbitro argentino que é quase uma lenda no seu país? Se não subiu pelo sobrenome chegou a FIFA pelo Q.I. Aliás, por aqui acontece o mesmo, principalmente pelo Q.I.

Lembrando disso, como se comportarão os nossos árbitros que sempre são usados como moeda de troca? O comando da arbitragem nacional é paulista. O presidente da CBF é paulista. Quem comanda a série B do Brasil é paulista. Algumas Federações ensaiam uma rebelião contra tanto poder do estado mais rico do país. Será?

Já é sabido que alguns presidentes se revoltam e mudam o discurso de acordo com a ajuda que recebem no bolso ou no campo. Ou não?

Calma Jeferson!!

Ridícula a atitude do goleiro Jefferson ao reclamar, desabafar e protestar contra a maneira com que Léo Rocha cobrou o tiro livre da marca do penalti na decisão por pênaltis entre Botafogo e Treze-PB. Depois de 1 a 1 nos dois jogos válidos pela Copa do Brasil, penais e 3 a 2 para os cariocas.

Em desvantagem no placar, Léo Rocha poderia empatar a série obrigatória mas, com excesso de confiança e personalidade, optou pela cavadinha estilo Loco Abreu.

Pegou mal na bola, chutou mais o chão e a bola foi fraca o suficiente para Jefferson, que já estava batido no lance, voltasse e efetuasse a defesa que garantiu a sequência do Fogão na competição.

Para quem é companheiro de Loco Abreu e vibra quando o uruguaio humilha os goleiros adversários marcando gols com a popular cavadinha , que foi popularizada pelo Djalminha, o goleiro Jefferson não deveria ter agido como fez.

Até porque, até onde eu sei, Jefferson nunca ficou bravo com “El Loco” nem se desculpou com os goleiros humilhados.

Essa não carimbo, nem com cavadinha!!!

Messi merece tudo de bom

Foto: AFPQuando o cara é predestinado não tem conversa. Voces viram como foi o primeiro gol que o Messi fez pela equipe principal do Barcelona? E de quem foi o passe? Incrivel, né?

Ronaldinho Gaúcho, brasileiro, fez a assistência por cima da zaga, lado direito da defesa, meia esquerda do Barcelona, Messi corre mais que a linha de beques, domina com o pé esquerdo e encobre o goleiro com um balãozinho.

Gol de número 233 atuando em jogos oficiais pelo Barcelona, contra o Granada, terça-feira. Daniel Alves, brasileiro, quase na mesma posição que Ronaldinho Gaúcho estava, faz a assistência por cima da zaga, Messi sai da linha de zagueiros, domina dentro da área e encobre o goleiro com um balãozinho. Fotocópia do primeiro, marcado anos atrás. Por tudo o que joga e por ser como é, ele merece tudo de bom que já aconteceu, acontece e continuará a acontecer em sua vida pessoal e profissional.

Vendo o Messi jogar e tornar tão simples o que outros pseudos craques não conseguem, me recordo de um colega do tempo de adolescência e companheiro do futebol em campo de terra.

Pelo apelido já da para imaginar o seu tamanho, Piolho. tinha as pernas mais curtas que as do Messi e pés pequeninos. Adorava fazer gol por cobertura, com jeito, talento, sem força. No futebol de salão, hoje futsal, da bola pequena e pesada, quando não valia gol de dentro da área, nas faltas próximas da meta, ele colocava o pé em baixo da bola e marcava gols encobrindo a barreira, para desespero dos grandalhões. Vendo o talento de um e me recordando da habilidade do outro, chego à conclusão que gol assim só é possível para quem tem pernas curtas e pés pequenos. Estou errado?

Lionel Messi não é desse planeta

Quando o cara é predestinado não tem conversa. Vocês viram como foi o primeiro gol que o Messi fez pela equipe principal do Barcelona? E de quem foi o passe? Incrivel né?

Ronaldinho Gaúcho, brasileiro, fez a assistência por cima da zaga, lado direito da defesa, meia esquerda do Barcelona, Messi corre mais que a linha de beques, domina com o pé esquerdo e encobre o goleiro com um balãozinho.

Gol de número 233 atuando em jogos oficiais pelo Barcelona, contra o Granada, terça-feira. Daniel Alves, brasileiro, quase na mesma posição que Ronaldinho Gaúcho estava, faz a assistência por cima da zaga, Messi sai da linha de zagueiros, domina dentro da área e encobre o goleiro com um balãozinho. Replica do primeiro, marcado anos atrás.

Por tudo o que joga e por ser como é, ele merece tudo de bom que já aconteceu, acontece e continuará a acontecer em sua vida pessoal e profissional.

Vendo o Messi jogar e tornar tão simples o que outros pseudos craques não conseguem, me recordo de um colega do tempo de adolescência e companheiro do futebol em campo de terra. Pelo apelido já da para imaginar o seu tamanho, Piolho. tinha as pernas mais curtas que as do Messi e pés pequeninos. Adorava fazer gol por cobertura, com jeito, talento, sem força.

No futebol de salão, hoje futsal, da bola pequena e pesada, quando não valia gol de dentro da área, nas faltas próximas da meta, ele colocava o pé em baixo da bola e marcava gols encobrindo a barreira, para desespero dos grandalhões. Vendo o talento de um e me recordando da habilidade do outro, chego a conclusão que gols assim só é possível para quem tem pernas curtas e pés pequenos. Estou errado?