São Paulo voando

Fernando Dantas - Gazeta Press

São Paulo e Botafogo foi um jogo tranquilo demais para a arbitragem. Jean Pierre Gonçalves de Lima só teve o “trabalho” de dar cartão amarelo para Luís Fabian0, que na verdade parece ter forçado a situação para ter um descanso contra o Bahia.

De resto, um São Paulo que atropelou o fogão em noite especial para o Fabuloso que completou 200 jogos com a camisa tricolor.

Velocidade, aliada a talento de Lucas, explosão e faro de gol de Luís Fabiano e também com a mão do técnico Ney Franco que colocou Osvaldo em campo no lugar do inoperante Paulo Assunção. E não é que deu muito certo.

A “flecha cearense” fez um dos gols e ainda contribuiu com assistência na goleada impiedosa por 4 a 0.

No lado botafoguesense, algumas constatações. Andrézinho faz muita falta. Elkeson não pode atuar como atacante e Seedorf não aguenta um ritmo alucinante como o que o São Paulo fez no Morumbi. Pra fechar, o prazo de Oswaldo de Oliveira já expirou e é questão de tempo para cair.

O tricolor paulista conquistou a quarta vitória (três no brasileirão e uma na sulamericana) e agora entrou de vez na briga pelo G4.

Tudo diferente no segundo turno

Bruno Cantini - CAM

Por alguns resultados da primeira rodada do returno do Brasileirão, dá para perceber que teremos um campeonato bem diferente do que vimos no primeiro turno.
A Ponte foi a Belo Horizonte e mostrou para o Atlético que ele não conseguirá repetir a campanha da fase anterior. Resultado final de 2 a 2.

O Bahia trocou de técnico novamente. Agora é Jorginho que comanda. Foi contratado na segunda, se apresentou aos jogadores no hotel e foi para o jogo contra o Santos, na Vila.

Por conhecer bem o time do Santos e a maneira de trabalhar do Muricy, nem precisou de patuás para carimbar uma zebra com acarajé. Virada de 3 a1 e mais pressão para cima do Palmeiras.

A nova comissão de arbitragem não vai conseguir mudar os árbitros nem consertar tudo o que estava errado há anos. Mas só por não tratar de maneira igual os desiguais, já é um bom ínicio de trabalho. Se os melhores árbitros sentirem segurança e confiança no comando, tomarão mais decisões corretas e não cometerão tantos erros grotescos.

Aula sobre o impedimento

David Normando - photocamera

Talvez o futebol seja o único esporte que jogadores , craques ou não, de times pequenos ou grandes, praticam, vivem,  enriquecem, se consagram, sem conhecerem o básico das regras para se beneficiarem ou não prejudicarem suas equipes.

O impedimento deveria ser ensinado quando levam o garoto para o campo oficial. O jogador que está atacando precisa saber que pode ficar impedido que sómente será punido se participar, interferir ou se beneficiar.

Diferentemente, quem está se defendendo, mesmo contundido, participando ativamente ou não da jogada, dará condições de jogo se ficar entre a linha da bola e a sua linha de fundo.

Viram o que aconteceu no finalzinho do jogo Fluminense x Corinthians, quando o timão vencia por 1 a 0. Romarinho marca o adversário até a sua linha de fundo e, fora da sequencia da jogada, volta andando.
A bola foi cruzada para a área corintiana e Fred, sempre ele, apareceu sozinho na cara do goleiro Cássio e empatou o jogo.
Alguns corintianos quiseram reclamar com o assistente Altemir Hausman, o banco consultou
os repórteres de televisão e ficaram sabendo que Romarinho dava condições.
Teve comentarista de arbitragem que, no primeiro momento, não percebeu a posição do atacante corintiano que, no momento, era um defensor.
Se conhecesse o básico da regra do impedimento, teria voltado correndo e não andando, se posicionando na linha defensiva. Dois pontos deixados de ser ganhos por causa de 4 passos. E assim caminha nosso futebol

Palmeiras ladeira abaixo

Sergio Barzaghi - Gazeta Press

Para aqueles torcedores palmeirenses que não estão acreditando em novo rebaixamento, fiquem espertos. Uma equipe que necessita ganhar por volta de  30 pontos no returno, não pode iniciar com derrota para um dos concorrentes diretos.

Perder de 3 a 0 para a Portuguesa, merecidamente, é preocupante.
Outro detalhe, Valdivia estava em campo. Agora, com zagueiros como LeandroAmaro, Thiago Heleno, Correa fora de forma e o goleiro Bruno pegando só na volta, não sei não.
Abre o olho verdão!

Ganso criticado

Ricardo Salbun - SFC

Lamentável o que alguns torcedores do Santos fizeram com Paulo Henrique Ganso, que até dias atrás era ídolo do peixe.

Após a derrota de virada para  o Bahia por 3 a 1 em plena Vila Belmiro, aqueles que ficam atrás do gol do vestiário alvi-negro, atiraram moedas  e ofenderam verbalmente , chamando o meia de mercenário. Para completar, picharam os muros do CT, pedindo a saída do jogador.

Ganso é um dos poucos que tem coragem de parar próximo da torcida e atender a imprensa, seja qual for o resultado.

Isso é hombridade. O que muitos dos que ofenderam não tem. Depois das três vitórias consecutivas ninguém era mercenário.

Bastou um resultado negativo numa noite em que nem Neymar esteve inspirado para as ofensas acontecerem. Se fosse mercenário, Ganso não estaria jogando pelo  que recebe. Estão de brincadeira. Será que é coisa armada?

A resenha do fim de semana

Parece que convocação para seleção não faz mal só para os jogadores brasileiros não. O argentino Barcos, merecidamente convocado pela seleção argentina, desperdiçou oportunidades de gols preciosas para aproximar da marca de 27 gols na temporada.

Contra o Santos, Barcos  não marcou e viu o Palmeiras ser derrotado pelo Santos por 2 a 1, de virada. O Santos tinha Neymar, o Palmeiras, Bruno.

O técnico Felipão não perdeu a oportunidade de criticar a arbitragem de Guilherme Cereta de Lima. É sempre assim, quando o time não tem competência tátita nem técnica, coletiva ou individual, o incompetente é sempre o árbitro. Assim, vai cair de novo.

O Vasco também transfere para o árbitro Marcelo de Lima Henrique a culpa do fracasso contra o Fluminense. Tivemos no jogo lances discutiveis mas, creditar para o homem do apito toda a culpa é covardia. As vezes, é mais digno reconhecer a superioridade adversária.

Incrível, mas acontece. Os árbitros usam fones e microfones e os assistentes utilizam bandeiras eletrônicas que ao serem acionadas dispara um dispositivo no biceps do árbitro.

Mesmo assim, o árbitro Péricles Bassols marcou penalti em Wagner Love, quando o assistente Rodrigo Correa já havia marcado posição de impedimento do atacante do Flamengo. Se não fosse incompetência seria uma brincadeira!

No classico paulista tivemos um lance interessante. Numa disputa de bola entre Emerson e Rafael Toloi, o atacante corintiano cometeu jogo perigoso e, na sequência, foi atingido pelo zagueiro sãopaulino, pênalti.

O árbitro Wilson Seneme preferiu ignorar as duas infrações e reiniciar o jogo da maneira que foi paralisado e com arremesso lateral. Para desespero do Corinthians, se tivesse que marcar falta ela seria do Emerson.

Ao fechar a semana que começou com o erro grotesto do Emerson Carvalho, que se redmiu na quarta-feira, elogios para Herman Brumel Vani, assistente que acertou em validar o segundo gol do São Paulo, marcado novamente por Luiz Fabiano. Lance díficil mas, Alessandro dava condições.

Bagunça em Minas

Washington Alves - Vipcomm

Quando os órgãos encarregados da segurança pública carimbam suas incompetência para manter a ordem em um jogo de futebol, como acontece em Minas Gerais, envolvendo Cruzeiro x Atlético, mesmo com uma torcida só a bagunça acontece e delitos são praticados.

No campo de jogo merece registro o comportamento deseducado de alguns torcedores do Cruzeiro, atirando objetos para dentro do campo, atingindo até o árbitro. O Cruzeiro iniciou esse Brasileiro cumprindo suspensão por incidentes registrados na competição de 2011. Será punido novamente?

Ficou comprovado que o futebol de Minas não tem árbitro para apitar o clássico local. Emerson Ferreira, inicialmente escalado, não passou no teste físico e foi substituído pelo pernambucano Nielson Dias, que também não tem condições de apitar o clássico mais importante de Recife na atualidade.

Só podia dar no que deu. Puniu mas não conseguiu se impor, ser respeitado. Para completar, não marcou falta de Montillo em Guilherme, permitindo que o Cruzeiro empatasse o jogo em 2 a 2.

A nova comissão de arbitragem liderada por Aristeu Tavares vai ter muito trabalho se quiser continuar tratando com igualdade os desiguais.

Verdão escapa e Santos escorrega

AGIF

Jogando com a mesma determinação que teve na conquista da Copa do Brasil, o Palmeiras eliminou o Botafogo dentro do Engenhão.

Mesmo perdendo por 3 a 1, o Palmeiras passou para a fase seguinte da Sulamericana por ter vencido em São Paulo por 2 a 0.
A classificação poderia ter sido mais fácil se a arbitragem não tivesse cometido mais um erro grotesco contra os palmeirenses.
O assistente Fabricio Vilarinho não marcou impedimento de Lucas na jogada que resultou no primeiro gol do Botafogo marcado por Seedorf.
Se o atacante Barcos tivesse aproveitado pelo menos uma das duas oportunidades que teve no finalzinho do jogo, os minutos finais não seria de tanta apreensão.
O Botafogo tentando o gol da classificação e o Palmeiras fazendo de tudo para não perder de 4 a 1.
Em Curitiba também tivemos um jogo emocionante.
O Coritiba venceu por 3 a 2, mas não eliminou o Gremio que venceu o primeiro jogo
por 1 a 0.
O Coxa vencia por 3 a 1 até no finalzinho do jogo quando Marcelo Moreno marcou o segundo gol do Grêmio.
Esse gol gerou muita reclamação por parte do jogadores paranaenses.
A posição de Moreno, no momento do chute era legal, mas como o assistente era o Emerson de Carvalho, o mesmo que errou a favor do Santos no domingo, o time curitibano se desesperou mas não conseguiu anular o gol.

No Chile, primeira final da Recopa e o Santos não foi além de um empate em 0 a 0 com a Universidad de Chile.
O futebol apresentado pelos santistas não merecia um resultado melhor, mesmo tendo um
penalti equivocadamente marcado a seu favor.
Isso mesmo. Neymar foi atingido fora da área mas, no embalo, caiu
dentro e o árbitro acabou marcando penalti.
Há um provérbio popular que diz que pênalti roubado não entra.
E não é que deu certo em Santiago. Neymar foi cobrar, escorregou, até pensaram
que ele estava simulando, e chutou por cima do gol.
No jogo de volta, que só acontece no dia 26 de setembro, no Pacaembú, 0 a 0 vai para prorrogação, empate com gols beneficia o Universidad.
Ao Santos só resta vencer para não dar susto em ninguém.

Decisão ridícula

Continuo achando rídicula essa decisão em permitir a entrada e uma única torcida no clássico mineiro.
No jogo de domingo, apenas os cruzeirenses poderão vibrar ou chorar com o resultado.
Mesmo liderando o campeonato e sendo campeão do primeiro turno, sem direito a troféu, o Atlético não poderá comemorar nada junto com sua torcida.
É a segurança publica carimbando sua incompetência. E o direito do cidadão de livre escolha e ao lazer?
Governo incompetente. Pelo menos uma coisa boa. A arbitragem será mineira de origem. Emerson de Almeida Ferreira, que pertence ao quadro básico da CBF, será o responsável pelo apito, auxiliado por assistentes mineiros  Márcio Santiago e Guilherme Camilo. Raramente acontece.

Pressiona Marin

Gazeta Press

Será que o presidente da CBF José Maria Marin criou coragem para acabar com o comando deteriorado da arbitragem brasileira?
Se as frutas estão podres, a árvore está doente.
Não é admissível que depois de tanto tempo comandando nossos árbitros, Sergio Correa da Silva não conseguisse melhorar a qualidade, pelo contrário, regredia a cada campeonato.
Nossa arbitragem não tem personalidade, coragem, referência, independência.
Pior, nem orgulho. As injustiças e o apadrinhamento tem sido praticados desavergonhadamente, com a complacência dos dirigentes e sob o silêncio ditatorial imposto aos árbitros.
O comandante precisa ser admirado pelos comandados, ter um passado que sirva de referência, feito ou significado alguma coisa na história do futebol.
Exemplo positivo de caracter e dignidade.
Cercar-se de assessores competentes e delegar poderes. Dialogo franco com o árbitro sem interferir em sua personalidade. árbitro não é robô.
Mas, independentemente de quem seja o escolhido, e, não temos muitas opções, é sabido que o trabalho será arduo. Modificar valores morais, conduta, comportamento, não é fácil nem rápido.
O passado contemporâneo está podre, mas tem conserto.
O árbitro precisa ter a alta-estima e confiança resgatadas. Fora para os safados.
Parece que as mudanças não foram só na CBF .
Na Conmebol também mudaram cadeiras de lugar.
Armando Marques foi substituído por Sálvio Fagundes.
Devagarinho vão surgindo as razões que fizeram Sálvio ficar em silêncio após ser excluído do quadro da FIFA antecipadamente.
Qualquer semelhança é mera coincidência! Salve a dignidade.