
Djalma Vassão - Gazeta Press
Nenhuma equipe consegue a proeza de ser rebaixada por apenas uma falha ou um equivoco.
Em uma competição como o Brasileirão, com 38 rodadas e 114 pontos disputados, quem consegue ficar entre os quatro piores merece disputar a série B no ano que vem.
Pior! Essa mesma equipe, com os mesmos jogadores e comissão técnica, conseguiu se dar bem na Copa do Brasil, dois meses atrás, conquistando o título e uma vaga para a Libertadores do ano que vem e não consegue reagir no Brasileirão.
Para complicar ainda mais, o técnico Felipão , em comum acordo com a diretoria, deixa o cargo. Atitutde tão surpreendente que, na vespéra de enfrentar seu maior rival, precisou ser dirigida por técnico da equipe sub-20.
Será que um novo técnico aceitaria, em sendo contratado, assumir antes do jogo contra o Corinthians?
E agora, conseguirão os dirigentes contratar alguém com conhecimento e coragem para correr o risco de colocar em seu curriculum um possível rebaixamento com o Palmeiras?
Principalmente depois do que alguns “torcedores” fizeram e prometem fazer em termos de violência. Quem se habilita? Restam 13 jogos, uma semana para trabalhar e a necessidade
de 8 vitórias.
Para quem já teve Luxemburgo, Muricy e Felipão e poucas conquistas, apenas um Paulista e Copa do Brasil, não vai ser fácil.
Depois que as duas diretorias vetaram os melhores e mais experientes árbitros paulistas como Wilson Seneme, Paulo Cesar, ambos da FIFA e Luiz Flávio, irmão do Paulo Cesar, não sobrou ninguém com qualidade e vivência para enfrentar o que o momento exigia.
Foi o que faltou para Marcelo Ribeiro. O cartão amarelo mostrado para Luan foi precipitado.
Depois, não teve coragem de expulsar Luan na confusão desnecessária que armou na comemoração do gol de Romarinho.
Quando expulsou o jogador do Palmeiras, foi inexperiente e vingativo.
Grandes jogos, grandes árbitros. A situação faz a ação. Na jogada que antecede o gol de Romarinho, o árbitro interpretou que nada aconteceu com Barcos na disputa de bola com Ralf.
Se tivesse apitado ninguém reclamaria.
Marcelo Ribeiro ficou tão pressionado que, no lance do gol marcado por Valdívia, ele relutou em aceitar a interferência correta do assistente Zanardo.
Obina fez falta em Paulo André, mas, para o árbitro, a jogada foi legal. Voltou atrás por que?

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