Critérios e critérios

Giuliano Gomes - Gazeta Press

Diante das exigências que são impostas aos candidatos a árbitros nos dias de hoje, estamos vendo uma geração de atletas bem condicionados fisicamente com o apito na boca mas, que não tem a malícia do futebol no DNA.

Estão mais para árbitros de vídeo game.

Os novatos cumprem as escalas com o livrinho debaixo do braço, como se fosse desodorante.

Os mais rodados não são respeitados nem quando estão certos. Conhecimento das regras eles têm, mas falta personalidade.

Neymar passou o jogo todo contra o Coritiba sendo vaiado. Fez um gol maravilhoso e tirou onda com a torcida adversária, sem ofender ou provocar.

Corretamente não foi advertido com o cartão. Marcou mais um, o da vitória do Santos, de virada, respeitosamente brincou com a torcida novamente. O que fez o árbitro Ronan da Rosa? Mostrou o cartão amarelo, que, para infelicidade do futebol e de quem gosta de ir aos jogos para ver futebol-arte, tirou Neymar do próximo
jogo do Santos.

Se Neymar já estivesse com cartão amarelo, o árbitro teria expulsado o artilheiro?

Luan recebeui amarelo porque foi trancado e caiu na área. Se levantou e foi pra jogada sem nada reclamar.

O árbitro Marcelo Ribeiro mostrou amarelo por simulação, o que não aconteceu. Na sequência, Luan, irresponsávelmente, arrumou a maior confusão porque Romarinho foi comemorar o gol na frente da torcida palmeirense.

Covardemente, o árbitro mostrou amarelo para Romarinho e não teve coragem de punir Luan. Vai continuar sendo um árbitro para pequenos jogos.

Aliás, foi contra o Corinthians que Luiz Fabiano marcou um gol e ficou “parado na esquina” alvi-negra. Inteligentemente, ninguém do Corinthians valorizou a atitude do artilheiro. Será que o Luan partiria pra cima do Fabuloso?

Tá na hora dos árbitros ficarem atentos com as artimanhas dos goleiros que simulam contusões. Como eles não podem ser atendidos fora do campo de jogo, a partida fica paralisada por um tempo longo, nunca compensado na totalidade ou interrompida várias vezes por um tempo menor.

O árbitro, embora não seja médico, tem plena condição de perceber se o goleiro se contundiu ou está se beneficiando com o anti-jogo ou atitude anti-esportiva.  Mas para isso, o árbitro tem que ter coragem, personalidade. Qualidades raras nesse grupo, salvo raras excessões.

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