Fluzão campeão. Pobre verdão

Sergio Barzarghi - Gazeta Press

Ninguém ignora que o futebol brasileiro é muito místico e supersticioso.

Existem pensamentos que já se tornaram lendas.
Alguns tabus caíram e outros sempre serão lembrados por torcedores mais idosos e alimentados pelos mais jovens, seja de que crença pertençam.
Assistindo o jogo do Palmeiras contra o Fluminense, pude ouvir desabafos direcionados ao goleiro Bruno do verdão.
“Não faz um milagre. As bolas difíceis que defende resultam em gols no rebote”.
Pensando bem, foi o que aconteceu no primeiro gol do Flu marcado por Fred e no gol anulado de Rafael Sobis. Sábio torcedor!
Do outro lado, Diego Cavalieri fez uma defesa importante salvando o gol e a defesa ficou com o rebote.
Em uma saída do gol desastrada de Bruno, ele machucou o companheiro Henrique, que precisou ser substituído. Ai o torcedor grita: “goleiro não precisa ser bom, se tiver sorte já serve, esse Bruno nem isso tem”.
O que dizer dos comentários direcionados ao esforçado mas limitadíssimo zagueiro Mauricio Ramos.
Falhou contra o Botafogo e tomou o gol, tentou cortar o cruzamento de Fred e marcou contra, teve a chance de se redimir e o goleiro Diego defendeu, Barcos pegou de tornozelo e fez, ele é muito azarado.
Será que é só azar?
Emocionalmente a equipe alvi-verde está sobrecarregada.
O desequilibrio emocional desgasta o índividuo fisicamente, além do imenso calor que reina em Presidente Prudente.
O Palmeiras jogos os últimos 15 ou 20 minutos com tres jogadores sem condições de permanecer em campo: Denoni, Correia e Patric Vieira, todos lesionados.
A pressão para escapar do rebaixamento não é só dentro do campo e a superioridade do adversário.
As ameaças, covardemente feitas por bandidos torcedores, extensivas aos familiares de alguns atletas, interferem em muito no péssimo rendimento de atletas menos experientes.
Seria leviano pensar que esse mesmo grupo de “torcedores” contribuiu para que o Palmeiras perdesse quatro mandos de jogos e que, possívelmente, pelos agressões aos policiais de Araraquara, o Palmeiras deverá ser punido com mais rigor e, a exemplo do Cruzeiro,
iniciar a competição do próximo ano jogando fora de São Paulo.
Aliás, não teria sido esse mesmo grupo de “torcedores” que exigiram que o Palmeiras não se empenhasse para ganhar do Fluminense em  Barueri?
Dizem que o castigo vem a cavalo. Fred seria o nome dele?

5 comentários em “Fluzão campeão. Pobre verdão

  1. Sr godoy vc como juiz foi uma lastima e deve ter muitas coisa que nós não sabemos desde o começo vc vem torcendo contra o Palmeira,vc tai para comentar um jogo e não para criticar um time e ficar torcendo por outro,nem o que aconteceu com vc serviu para vc ser uma pessoa humilde,como dizem pau que nasce torto morre torto

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