As “lideranças” do Botafogo

Vendo e ouvindo como o técnico Osvaldo Oliveira se manifestou no vídeo que o Botafogo  disponibilizou nas redes sociais, confirmo ainda mais porque os técnicos brasileiros não conseguem se dar bem nas grandes equipes ou nos grandes centros do futebol mundial.

O treinador de futebol brasileiro, principalmente da velha guarda, gosta muito de motivar seus jogadores com manifestações agressivas, mais fáceis de serem assimiladas pelos boleiros.

Por isso existem aquelas rodinhas nos tuneis ou corredores, momentos antes das equipes entrarem em campo ou no próprio gramado, sempre comandadas por líderes ou capitães com personalidade mais “forte”.

O contraste, conflito ou mudança de comportamento acontece imediatamente após as orações ou preces e pedidos de proteção divina aos santos protetores. Estranho? Assim que funciona o futebol brasileiro nos vestiários. É a raça superando a técnica através da motivação emocional.

Mesmo sabendo que ele é casado com uma brasileira, fico imaginando como fica a cabeça do craque Seedorf. Ah, pelo que já vi, ele está contaminado há algum tempo. O ambiente contagia.

Toda essa carga extra emocional sobra para quem?

Para a arbitragem. Tem que administrar a rivalidade clubistíca, as desavenças pessoais e profissionais, as frustrações da torcida, a opinião emitida pelos profissionais da comunicação, ou seja, tudo sobra para a figura do árbitro, o único amadorzão do futebol. É mole.

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