As polêmicas da 11ª rodada do Brasileirão

O árbitro quando está iniciando a carreira apita um jogo com o livro de regras em baixo do braço, como se fosse desodorante, claro que é uma maneira figurativa de ilustrar e tentar entender determinadas interpretações e atitudes do apitador.

Quando ele já não é um iniciante mas está sendo promovido a situação volta a se repetir e na falta de experiência, falta  também o bom senso para solucionar e não complicar determinadas decisões.

No jogo em que o Santos foi derrotado em plena Vila Belmiro por 3 a 1 para o Grêmio, que completou sua quinta vitória consecutiva, o jovem e promissor árbitro paranaense Felipe Gomes da Silva expulsou o atacante santista Geuvânio aos 27 minutos do primeiro tempo por ter retornado ao campo de jogo, após uma paralisação, sem a sua devida autorização.

Como Geuvânio já havia sido advertido com o cartão amarelo, foi expulso pelo segundo, ficando o Santos com um homem a menos contra um adversário forte e embalado sob o comando do técnico Roger Machado.

Será que o árbitro deveria ter sido tão rigoroso e aplicado a regra nua e crua como manda o texto?

O jogador alega que recebeu o sinal para entrar no campo de jogo e o árbitro diz que não. O técnico santista Marcelo Fernandes invoca até o testemunho oral do adversário Roger Machado a favor do seu jogador. Outros afirmam que existe imagens que contradizem o árbitro e inocentam Geuvânio. Mas, de que adiante isso agora, se o estrago já está feito?

Profissionais podem perder o emprego enquanto se discute quem errou. Os pontos não voltam deixando o Santos entre os piores da competição o jogador suspenso automaticamente do próximo confronto.

Não seria melhor ter esclarecido o “equívoco”, seja de quem for, conversando e fazendo com que o jogador refizesse o processo e retorno ao campo de jogo? Bom senso as vezes é o que diferencia um árbitro de um grande árbitro, independentemente da idade e do tempo de carreira.

Foi uma rodada muito difícil para alguns mandantes. A Chapecoense soube tirar proveito do seu estádio e de ter um jogadora a mais desde os 29 minutos do primeiro tempo e interrompeu a recuperação vascaína ganhando por 1 a 0 com um belo gol do zagueiro Neto. Foi de puxeta e não de bicicleta. Se o que Neto fez é bicicleta, qual o nome que daremos para o que Leônidas da Silva inventou?

O clássico entre os piores da competição ficou do jeito que começou. Coritiba e Joinville foram incompetentes para marcar um gol sequer. Melhor, se é que podemos entender assim, para os catarinenses que jogaram fora de casa. Finalmente o Cruzeiro se reabilitou e voltou a vencer no Mineirão. A vitima foi o Atlético Paranaense, 2 a 0.

O Avaí bem que tentou quebrar a invencibilidade do Sport mas não conseguiu, mesmo jogando na Ressacada em Florianópolis, 2 a 2. O Sport saiu na frente e tomou a virada ainda no primeiro tempo. Pressionou no segundo alcançar o empate. Continua invicto mas caiu para a terceira posição na classificação por critérios de desempate.

O confronto entre tricolores não teve vencedor e, pior, nem quem merecesse embora o São Paulo tenha jogado um pouquinho melhor no Morumbi. Para o Fluminense o empate em 0 a 0 até que foi bom já que se manteve entre os quatro primeiros.

Outro 0 a 0 aconteceu em Goiânia. O Corinthians parou nas boas defesas do goleiro Renan do Goiás. Ele fez a dele, os atacantes do Timão é que foram incompetentes. Mesmo assim é o melhor paulista, está em quinto. O árbitro Heber Lopes acertou em não marcar pênalti do corintiano Gil em Carlos.

 

 

Alguns lances merecem ser comentados. Entendo que o árbitro gaúcho Leandro Vuadem acertou em não marcar pênalti quando a bola bateu no braço do são-paulino Hudson. Na disputa de bola entre Gerson e Reinaldo, o atacante do Fluminense não consegue finalizar com o pé direito e se joga.

Além de não marcar o pênalti Vuaden deveria ter advertido o atacante do Flu. No final do jogo o são-paulino Thiago Mendes agride Pierre com o pé e deveria ter sido expulso.

Ainda nesse jogo, Michel Bastos e Centurion deram “piti” contra Osorio. Será que fizeram o mesmo nos temposp de Muricy??

Quem também tomou de três em casa foi o Internacional. O Atlético Mineiro, atual líder do Brasileirão, chegou a abrir 3 a 0 e só sofreu um golzinho de honra porque os zagueiros Jemerson e Edcarlos fizeram uma lambança que nem em jogo de confraternização acontece. Placar final, 3 a 1 para os mineiros. Enquanto o torcedor Colorado se entristece, os do rival Grêmio se alegram em dose dupla. O Inter lá em baixo e o Grêmio vice-líder. Anderson foi expulso.

E o Mengão não tem jeito. Venceu o Joinville na rodada passado fora de casa e na presença do seu torcedor perdeu de virada no Maracanã por 2 a 1 para o Figueirense, no finalzinho do jogo, aos 47 minutos. Uma no cravo outra na ferradura. Assim fica difícil para Cristovão Borges se segurar, né?

Desfalcado de meio time titular a Ponte Preta, que vendeu o mando de jogo para Cuiabá, perdeu para o Palmeiras sofrendo dois gols de Dudu, sendo o primeiro de cabeça. É mole? O Palmeiras conseguiu sua terceira vitória consecutiva subindo para o sétimo lugar com 18 pontos ganhos, ficando a cinco do primeiros e a três do quarto colocado que é o Fluminense com 21. Rafael Marques, mais uma vez, foi o destaque da equipe palmeirense.

Viva Chile, desbravadores da América!!

O sofrimento acabou para o povo chileno. Finalmente, “La Roja” tirou o grito de campeão da garganta. E não poderia ser melhor. Justamente contra o maior rival de futebol, política, território e história.

Os argentinos, ai ai, só lamentam mais um vice, depois da Copa do mundo 2014 , Copa das Confederações contra o Brasil em 2005, além da Copa América 2004 e 2007.

O jogo foi muito pegado e brigado em campo. Poucas chances e muita disputa no meio campo. A Argentina teve apenas 4 chutes a gol durante o tempo regulamentar. Enquanto os chilenos chegaram ao gol em 14 oportunidades.  Alexis Sanchez quase decidiu no minuto 40 do segundo tempo, mas foi Higuais que perdeu gol inacreditável após bela jogada de Messi aso 48 do período final. Um detalhe. Valdivia foi substituido e reclamou demais. Bom, ele foi campeão também.

Na prorrogação, poucos ataque s emuita preocupação defensiva. Mascherano se arratou em campo e falhou no lance que Sanchez poderia decidir, mas a bola acabou voando para a cordilheira.

Vieram então os pênaltis. E a esperança de 45 mil torcedores no estádio nacional e de milhões em sucas casas nas mãos do goleiro Bravo. O chile foi perfeito nas três primeiras cobranças.  Higuain resolveu mandar a bola bem longe. Banega ficou nas mãos do goleiro do Barça. Veio então Alexis Sanchez, um dos expoentes maiores dessa histórica geração chilena.

Pênalti com cavadinha, sangue pé frio e explosão de alegria para os chilenos. A primeira Copa América. E justamente em cima de quem. “Llora Argentina” . Chi, leee, chi chi le le le.. VIVA CHILE

 

 

Furacão mantém tabu sobre o tricolor

E não é que o tabu de não vencer o Atlético Paranaense em Curitiba continua. Isso mesmo, o São Paulo está completando 33 anos sem conseguir derrotar o Atlético no estádio dele ao perder por 2 a 1 com gols de Gustavo e Marcos Guilherme, diminuindo Centurion numa falha incrível do goleiro atleticano Wewerson.

O São Paulo jogou desfalcado do técnico Osório que cumpria suspensão automática por ter sido expulso na derrota para o Palmeiras, Hudson punido pelo terceiro cartão amarelo, Luiz Fabiano com dores no joelho e Souza negociando transferência para o exterior, Tolói e Dória também ficaram de fora.

Se na escalação o São Paulo estava diferente, o comportamento foi o mesmo da derrota contra o Palmeiras. Começou bem mas não conseguia finalizar porém, equilibrava o jogo e teve um gol quase feito por PH Ganso com Gustavo salvando em cima da linha até que, na cobrança de uma falta o zagueiro Gustavo apareceu sozinho na pequena área e fez 1 a 0.

Lucão assumiu a culpa por não ter acompanhado o adversário. No começo do segundo tempo o Atlético aproveitou um contra-ataque e Walter cruzou para Marcos Guilherme tocar de primeira no contra pé do goleiro Rogério Ceni fazendo 2 a 0, dentro da pequena área novamente e com o pé. Incrível, não. Falhas individuais bem semelhantes aquelas que aconteceram contra o Palmeiras.

Enquanto a diretoria negocia jogadores titulares criando um obstáculo a mais para o técnico, Osório aproveita para lançar jovens da base que estão sendo promovidos na marra.

Ele recorreu a Lyanco que substituiu Bruno e Matheus Reis no lugar de Pato. A realidade é que com Luiz Fabiano ou não, com Pato ou não, com Ganso ou não, apenas um chute a gol é muito pouco para uma equipe, ainda, está entre os primeiros colocados com 17 pontos, na quinta posição.

Para o Atlético Paranaense a vitória quebrou uma série de três jogos sem vitórias sob o comando do técnico Milton Mendes, um dos poucos brasileiros credenciado para ser técnico nas principais divisões do futebol europeu.

A equipe é formada por jogadores da base e outros que sempre foram coadjuvantes por onde passaram e, quando se destacaram, o fizeram em clubes considerados pequenos e medianos no cenário nacional.

Bonito mesmo ficou a Arena da Baixada após a Copa do Mundo quando completou a cobertura retrátil do estádio, tornando se o único em nosso continente para a prática exclusiva do futebol. Coisa linda!

Outro paulista que não repetiu a atuação do final de semana foi o Palmeiras. Jogando em casa a equipe encontrou enormes dificuldades para derrotar a Chapecoense por 2 a 0.

O placar final não retrata o que foi o jogo, principalmente até aos 30 minutos do primeiro tempo quando as melhores oportunidades foram desperdiçadas pela equipe catarinense.

Pressionado o Palmeiras errou muito na saída de bola até que Egídio acertou um chute fraco que desviou no adversário Rafael Lima e enganou o goleiro Danilo fazendo 1 a 0.

Não é só Egídio que está inspirado. O técnico Marcelo Oliveira colocou Cristaldo no lugar de Leandro Pereira aos 23 minutos e aos 24 ele iniciou uma jogada lançando Egídio que, ao errar o primeiro toque conseguiu servir Robinho que tocou para o gol e encontrou o argentino sortudo para fazer 2 a 0.

Um minuto em campo, dois toques na bola e mais um gol, completando 11 na temporada, tornando-se o artilheiro principal do Palmeiras que soma 15 pontos e ultrapassou a Chapecoense que fica com 13.

O líder do Brasileirão continua aproveitando mais do que nunca o mando de campo e não encontrou dificuldades para derrotar o Internacional por 3 a 0 e se isolar na ponta com 22 pontos. Desfalcada a equipe gaúcha foi uma presa fácil e o Sport garantiu a vitória no primeiro tempo fazendo 3 a 0 com gols de André cobrando pênalti, Marlone e André. Lamentável foi a falta que Léo fez em Renê do Sport, quase fraturando sua perna sendo corretamente expulso por Péricles Bassols.

O mando de campo também fez bem para o Vasco que fez 1 a 0 no Avaí e conseguiu sua primeira vitória em São Januário, gol de Emanuel Biancucchi. No finalzinho do jogo o árbitro Marcos Penha expulsou Antonio Carlos do Avaí e Rafael Silva do Vasco.

O mando de campo não fez bem para o Joinville que, em casa, perdeu para o pressionado Flamengo com gol de Sheik. Pelo menos até o complemento da rodada hoje o Mengão está fora da zona de rebaixamento.

Quem está se complicando é o Cruzeiro que perdeu mais uma sob o comando do técnico Luxemburgo completando três rodadas consecutivas sem vitória. O Grêmio aproveito o apoio da torcida e o mando e fez 1 a 0 com Douglas cobrando pênalti. Se o lado azul de Minas não vai bem, o lado alvi-negro é só alegria com a campanha do Atlético Mineiro que venceu mais uma. Com o apoio da sua torcida venceu o Coritiba por 2 a 0 com gols de Thiago Ribeiro. Alegria de uns, tristeza de outros.

Chile x Argentina

Final da Copa América entre Chile e Argentina acabará com o jejum de um deles

Para muitos a goleada imposta pela Argentina ao Paraguai na semifinal da Copa América por 6 a 1 não foi nenhuma surpresa. Se conseguisse transformar em gols a enorme superioridade técnica e posse de bola que teve nos jogos anteriores, marcar muitos gols era uma questão de um mero e importante detalhe. Ou não.

Mesmo sendo o adversário um time aguerrido e confiante pelo empate de 1 a 1 na fase de classificação, quando se enfrentaram, o talento individual, além do conjunto, no selecionado argentino é farto. Deixa muitos países como o Brasil morrendo de inveja, para orgulho dos nada humildes hermanos.

Mesmo chegando a abrir uma vantagem de 2 a 0 e jogando com um pouco mais de seriedade a Argentina acabou vacilando e terminou o primeiro tempo com 2 a 1, gols de Rojo e Pastore, descontando o agora palmeirense Lucas Barrios.

O Paraguai se mostrou muito desgastado fisicamente e teve que fazer duas substituições no primeiro tempo por contusões musculares, tirando Gimenez e Santa Cruz. Valdez, substituído no segundo tempo também saiu mancando. Se os titulares paraguaios já não são craques de primeira, os substitutos não mantém o mesmo nível de qualidade.

Logo no início do segundo tempo, os argentinos marcaram a saída de bola botando muita pressão e em poucos minutos fez o terceiro e o quarto gol com Di Maria. O jogo ficou bem franco e aberto com as duas equipe dificultando o início das jogadas e assim, Messi deitou e rolou.

Ele não fez gol mas participou do primeiro com um cruzamento na cobrança de falta, do segundo fazendo o passe para Pastore, no quarto gol ele fez toda a jogada de criação e no sexto gol marcado por Higuaím foi dele o passe mesmo caído. O quinto gol foi marcado de cabeça por Aguero.

A arbitragem do brasileiro Sandro Meira Ricci foi boa e o placar ajudou. Os paraguaios não apelaram, mesmo sendo goleados, já que os argentinos jogaram com seriedade e, mesmo tocando a bola de uma maneira que a torcida pode gritar olé, em nenhum momento fizeram firulas ou desrespeitaram os adversários.

Cartões amarelos só foram mostrados para quem não estava pendurado, assim sendo, Argentina e Chile decidem o título completos, exceto o chileno Jara que foi suspenso por três, recorreu e conseguiu reduzir para dois jogos que serão completados ficando de fora da final. Por que será que o Brasil não quis recorrer da punição imposta à Neymar?

As curiosidades da final da Copa América que será jogada no sábado são interessantes. O Chile está sediando pela quinta vez e nas quatro anteriores a Argentina foi campeã.

Os técnicos finalistas são argentinos, Sampaoli pelo Chile e Tata Martino pelo lado da Argentina, ele que trabalhou uma temporada no Barcelona e adota um estilo parecido com o do time espanhol, contando para isso com craques que atuam nos principais clubes do futebol europeu.

Diferentemente da nossa terra, onde alguns bons jogadores atuam em equipes de ponta do leste europeu e o técnico nem fazer um bom trabalho em clube no Brasil conseguiu.

Esse é o jeito brasileiro de renovar! Ah, tá.

A pergunta que não quer se calar é: “quem é o favorito”? Time por time, craque por craque, tradição por tradição, torcida por torcida, país por país, história por história, esquema por esquema (todos eles), jejum por jejum, eu acho que vai dar Argentina, mesmo torcendo para os chilenos façam a festa sábado no estádio Nacional de Santiago. A disputa pelo terceiro lugar será sexta-feira em Concepcion entre Peru e Paraguai.

Chi chi le le viva Chile!

 

Chi Chi Chi Le Le Le

Mesmo sob toda e qualquer desconfiança que a Conmebol mereça, principalmente, nas escalas de árbitros da Copa América, o Peru não pode transferir para o venezuelano Jose Argote a sua eliminação para o Chile.

A expulsão do seu zagueiro Zambrano aos 20 minutos do primeiro tempo foi correta. O pé no adversário poderia ter sido perfeitamente evitado. Para azar do peruano, o árbitro estava ao lado e com perfeita visão da ação que tinha por finalidade a intimidação. O juiz só cumpriu a regra, não precisou nem interpretar.

Outro lance que poderia ser utilizado como desculpa para a derrota e consequente eliminação por 2 a 1 foi o primeiro gol marcado por Vargas (?) aos 41 minutos do primeiro tempo.

No momento em que o lançamento foi executado o jogador está com parte do corpo, sem considerar o braço, à frente da linha de zaga. Houve a participação do companheiro Sanchez em condição legal que faz o chamado corta-luz dificultando ainda mais o raciocínio e ação do assistente equatoriano Byron Romero.

A bola toca na trave e volta para Vargas (?) que, no momento do lançamento, estava impedido e o gol deveria ter sido anulado. Lance fácil de ser visto pela televisão mas, muito difícil para o assistente, portanto, erro que pode ser classificado como humano, de competência.

No segundo tempo um erro do assistente venezuelano Jorge Urrego, prejudicando o Chile, acabou compensando. O assistente errou grosseiramente ao marcar impedimento do atacante Vargas (?) e anular gol legítimo que seria 2 a 0 (?). Se havia uma pré-disposição da arbitragem em ajudar a seleção da casa e organizadora da competição o gol seria validado, ou não?

A noite era mesmo para consagrar o atacante Vargas. Logo depois que o Peru empatou o jogo em 1 a 1 com um gol contra de Medel aos 16 minutos do segundo tempo, o iluminado atacante que jogou no Brasil pelo Grêmio, sem tanto brilho e gols, acertou um lindo chute de fora da área, aos 18 minutos, fazendo a torcida que lotou o estádio Nacional ir ao delírio e festejar a classificação para a decisão do título.

Mas os minutos finais foram tensos e o Peru criou oportunidades para empatar e levar a decisão para os pênaltis porém, não foi competente. O Chile conseguiu se defender como pode e a arbitragem, mesmo vendo lances em que poderia ajudar a seleção da casa com “faltinhas” aqui ou ali, deixou o jogo correr e ao término foi criticado por alguns peruanos como o atacante Guerrero muito mais para justificar a desclassificação.

Hoje tem Argentina x Paraguay, que já se enfrentaram e empataram em 1 a 1 na fase de grupos, com apito brasileiro. O até então afastado Sandro Meira Ricci foi escalado para desespero dos argentinos que prefeririam seu definitivo banimento depois do que fez no jogo entre Chile x Uruguay. Lembram-se das expulsões de Cavanighi e Fucile e do que fez Jara e nada aconteceu com o chileno, no jogo, sendo suspenso posteriormente?

O medo dos argentinos é saber que o Chile já é um dos finalistas e, dependendo de como Sandro Ricci agir no jogo de hoje, o outro finalista pode ir para o confronto final desfalcado. Para quem está tendo conhecimento das escutas telefônicas envolvendo dirigentes argentinos no caso que já está sendo chamado de AFAGate, sabe que precaução e caldo de galinha não faz mal à ninguém, já dizia Jorge Benjor.

Em se tratando de Conmebol e muitos dos dirigentes do passado lá estão até hoje, inclusive cuidando da arbitragem, e, conhecendo os bastidores como os argentinos conhecem, ficar com o pé atrás tem sentido. Sandro Ricci será auxiliado pelos brasileiros Emerson de Carvalho e Fábio Pereira. Uma coisa é certa, todos os erros por mais humanos que sejam serão criticados e suspeitos. Tomara que não.

O dilema de Osório

A exemplo do que aconteceu com o técnico argentino Ricardo Gareca no Palmeiras, o colombiano Juan Carlos Osório também está passando pelo mesmo no São Paulo. Ambos iniciaram seus trabalhos durante os campeonatos e, pior, desconhecendo a rivalidade regional e as consequências de um resultado negativo vexatório nos clássicos locais.

Gareca começava suas entrevistas pedindo desculpas para a torcida e o mesmo fez Osório depois dos 4 a 0 que o Palmeiras impôs ao Tricolor. Como diria Havallone: “um, dois, três, quatro”.

O primeiro tempo até que foi equilibrado mesmo com o Palmeiras indo para o vestiário com a vantagem de 2 a 0, gols de Leandro Pereira e Victor Ramos, com a colaboração direta do são-paulino Souza. No chute de Leandro Pereira ele desvia a bola involuntariamente com a mão, dificultando a defesa para Rogério Ceni e, no segundo, não atrapalhou a subida e o cabeceio do zagueiro.

O São Paulo criou oportunidades de gol com Pato chutando na trave, Luiz Fabiano dando trabalho para a zaga e Michel Bastos exigindo que Fernando Prass evitasse o gol com o pé.

Diferentemente do que fez nos jogos anteriores, o técnico Osório ficou o primeiro tempo todo fora da área técnica discutindo mais com o quarto árbitro do que orientando sua equipe.

Para complicar ainda mais a situação do Tricolor, Osório resolveu contestar o cartão amarelo mostrado pelo gaúcho Anderson Daronco para o lateral Bruno aos 13 minutos de jogo e foi expulso, entendendo que o cartão foi injusto mas, colocando o dedo em riste no rosto do árbitro. Milton Cruz dirigiu a equipe.

O lateral Bruno foi advertido por ter reclamado acintosamente contra o assistente Rogério Zanardo que marcou lateral para o Palmeiras quando, corretamente, o arremesso seria para o São Paulo. Mesmo sendo advertido com gestos pelo árbitro para que ficasse calmo, Bruno insistiu e foi punido com o amarelo. Irresponsabilidade profissional dupla e torcida humilhada.

O segundo tempo foi totalmente dominado pelo Palmeiras que, com o apoio da sua torcida – mais de 29 mil pagantes, explorou bem os contra-ataques chegando ao terceiro gol com Rafael Marques em falha de marcação de Dória e ao quarto gol com Cristaldo tendo colaborado Michel Bastos e o Rogério Ceni. Conhecedor das qualidades do lateral Egídio, o técnico Marcelo Oliveira explorou sem as viradas de jogo e os passes longos do ala que participou diretamente dos dois gols. Até olé a torcida palmeirense teve a satisfação de gritar.

Cá pra nós, com Luiz Fabiano, Pato, Ganso e Centurion em campo, o Tricolor nunca estará em condições de igualdade numérica.

Outro paulista que se deu bem foi o Corinthians e, com ele, o atacante Vagner Love, autor do primeiro gol e foi nele o pênalti cometido por Thiago Heleno para que Jadson marcasse o segundo. Mesmo sendo um adversário frágil como é o Figueirense fora de casa, o esquema mais ofensivo utilizado pelo técnico Tite com apenas Bruno Henrique como volante surtiu efeito.

Para os próximos dias o Timão deve definir a permanência de Elias (o dirigente Edu Gaspar garante que ele fica no Corinthians), a vinda do atacante Teo Gutierrez e continuará acompanhando o que a Conmebol vai fazer com o caso envolvendo o árbitro Carlos Amarilla e as escutas das conversas entre dirigentes do futebol argentino.

O Santos, por mais que jogue bem, continua sem vencer fora de casa. Foi a Porto Alegre e perdeu para o Internacional por 1 a 0, gol sem querer de Valdívia cobrando falta. Ele foi cruzar e a bola surpreendeu o goleiro Vladimir. Que fase? Para piorar as coisas, assim que sofreu o gol o zagueiro David Braz foi reclamar que a falta que resultou em gol não deveria ter sido marcada pelo árbitro Dawson Freitas e foi expulso.

Quantas irresponsabilidade. A falta já foi marcada, cobrada e o gol era uma realidade. A equipe precisava reagir, já que havia tempo para tentar o empate, e o profissional é expulso diminuindo o poder da equipe e desfalcando-a para o próximo jogo. Não satisfeito deixou o campo reclamando e tentando se justificar com o assistente e batendo boca com o quarto árbitro até ser colocado para dentro do túnel pelo auxiliar técnico Serginho Chulapa. Quanta burrice! Para o próximo jogo Lucas Otávio está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Robinho fica sem contrato, mesmo estando de volta da fracassada seleção brasileira.

Parece que os “milagres” imediatos proporcionados pela cômoda troca de técnicos já deixou de acontecer no Cruzeiro. Depois de três vitórias consecutivas com a troca de Marcelo Oliveira por Vanderlei Luxemburgo, o Cruzeiro perdeu duas para adversário considerados “teoricamente fracos”: Chapecoense no Mineirão e Coritiba em Curitiba, ambas por 1 a 0. A torcida está revoltada e pressiona, desta vez, a diretoria exigindo reforços.

É, parece que os jogadores já se acostumaram com os métodos de Luxa.

Estando lá pertinho da zona dos desesperados, o Goiás bem que poderia ter alcançado um resultado positivo diante da sua torcida e sem o técnico Hélio dos Anjos. Começou vencendo o Fluminense por 1 a 0 com gol de Wellingon (?), tomou a virada com gols de Wagner e Edson e poderia ter empatado na cobrança de um pênalti cometido por Gun (foi expulso) e desperdiçado por Felipe Menezes na defesa de Diego Cavalieri. Quando a fase tá ruim, é soda!

Se existe uma instituição futebolística que não podemos confiar é a Conmebol. Até quando ela age com punições que entendemos ser corretas como a que impôs à Neymar e agora para o chileno Jara, suspenso por três jogos pelo o que fez com o uruguaio Cavanghi, sempre há surpresas.

Ela mesma divulgou que o árbitro brasileiro Sandro Meira estava suspenso ou afastado da sequência da competição pelo o que fez a favor do Chile no jogo contra o Uruguai. E não é que era tudo brincadeirinha, pegadinha. Sandro Meira volta mais forte do que nunca  apitando a semi-final entre Argentina x Paraguay. A opção seria por falta de melhores opções ou o Brasil mostrou que ainda é forte nos bastidores sul-americanos? Claro que a eliminação da nossa seleção ajudou mas, resta aguardar para ver se ele não terá que pagar favores para que tenha intercedido a seu favor.

A outra semi-final entre Chile x Peru terá arbitragem venezuelana de José Argote. Se o selecionado peruano dificultar as coisas quero ver se o venezuelano segura as pontas tendo um país inteiro a lhe pressionar. Chilenos e peruanos são adversários históricos como povos e, consequentemente, na bola não é diferente. Então, vamos conferir.

A pior geração da Seleção Brasileira

Ouvindo as desculpas ou justificativas dadas pelo nosso zagueirão Thiago Silva do pênalti imbecil que cometeu na eliminação para o Paraguai na Copa América penso que é um caso que merece ser estudado.

Qual era o índice de concentração, mentalização, motivação e outros “ãos” para não recordar que, mesmo com os olhos fechados, não recordar que sua mão tocou em alguma coisa ou objeto que não era parte do corpo humano de alguém? A ciência explica? Ele está expressando a verdade ou trata-se de mais uma covarde explicação?

Ele poderia até tentar convencer de que não teve intenção, “foi sem querer”, se desequilibrou ao trombar no adversário e ser atrapalhado pelo companheiro Daniel Alves e por ai afora.

Mas, dizer que não se recorda de ter tocado a mão na bola e uma manifestação que Tim Maia e Raul Seixas, se vivos, não conseguiriam entender, também. O becão te convenceu?

Mais do que a derrota e consequente eliminação é saber que esse mesmo grupo, com raras exceções, defenderá o Brasil nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo na Rússia.

Já é um vexame não participar da Copa das Confederações, já pensaram se tivermos que buscar a classificação na repescagem? Vale lembrar que, diferentemente da Copa América onde jogamos contra seleções, nas eliminatórias enfrentaremos países. Quem ficou de fora e que poderá ser convocado para melhorar nosso selecionado? A opção empresários não vale.

Aliás, como Dunga fez bem para jogadores que, através das convocações, conseguiram milionárias transferências mesmo não sendo nem titulares do nosso escrete. Mesmo com discursos e decisões motivadas pelos 7 a 1, na prática, as atitudes serviram para maquiar a realidade técnica do futebolista brasileiro e a nossa seleção continua negociando mais e conquistando menos. A coisa tá feia, a coisa tá preta!!!

 

O polêmico e confuso Sandro Meira Ricci

Não querendo ser repetitivo, mas sendo, não consigo entender o que está se passando com o árbitro Sandro Meira depois da Copa do Mundo??

Como pode um juiz de futebol mudar tanto de comportamento e tomar tantas decisões equivocadas após participar com brilhantismo de uma competição internacional como é o mundial de seleções?

Fez um brasileirão com atuações lamentáveis ficando entre os piores do ano passado. Este ano teve a oportunidade de se redimir no jogo válido pela Libertadores entre São Paulo x Corinthians e mais uma vez pisou no apito.

Mesmo assim, amparado no fator experiência foi levado para a Copa América, que está sendo disputada no Chile e mais uma vez ou, melhor, duas vezes, apitou jogos difíceis com um comportamento completamento diferente daquele Sandro Meira que mereceu a indicação para uma Copa do Mundo. Lamentável!

A competição disputada no Chile foi organizada de uma maneira que o organizador chegue na final mas, não precisa receber ajuda tão explícita da arbitragem como fez Sandro Meira no confronto eliminatório entre Chile e Uruguai.

O árbitro brasileira expulsou Cavani aos 18 minutos do segundo tempo quando deveria ter sido no máximo advertido ou sido expulso junto com o chileno Jara que enfiou o dedo indicador no bumbum do atacante uruguaio. Será que nenhum integrante da arbitragem, nove ao todo, viu?

Não satisfeito em deixar a equipe da casa com um jogador a mais facilitando muito a abertura do placar pelos chilenos com um gol de Isla, restando dez minutos para o término do jogo o juizão, quando o Uruguai pressionava em busca do empate, marcou falta inexistente e expulsou Fucile, deixando a Celeste com nove jogadores e sem o técnico Oscar Tabarez que também foi expulso.

Sacanagem?

Não chego a pensar assim mas, mesmo com toda pressão dos chilenos que lotaram o estádio nacional e a necessidade da conquista de um título, a arbitragem não pode ser manipulada como estamos vendo.

Para se ter uma ideia o jogo ficou paralisado por cinco minutos e Sandro Meira acrescentou apenas quatro. Ou seja, além de não compensar o tempo perdido ele diminuiu o tempo de jogo corrido. Medo? Cagaço? Obediência ou incompetência?

Se já não bastasse as gravações dos dirigentes argentinos envolvendo o nome do árbitro paraguaio Carlos Amarilla, Sandro Meira se propõe a apitar da maneira que apitou e a exemplo do que fez a Federação Paraguaia afastando Amarilla, o colegiado de arbitragem da Copa América também, covardemente, afastou Sandro Meira.

Os árbitros não aprendem que, quando aceitam determinadas situações, estão apenas sendo usados pelos dirigentes, muitos deles safados, embora, lá na frente, o árbitro que se expõe hoje pode ser recompensado com importantes escalas ou indicações para torneios internacionais. É o famoso canto da Sereia. Ainda tem quem se sujeita e se submete a isso.

Como tenho orgulho da insignificante carreira internacional que fiz, mesmo ficando no quadro da FIFA por oito anos. Moral e credibilidade não se compram nem se vendem.

 

Marcelo Oliveira terá problemas no Palmeiras

A experiência que a Comissão de arbitragem da CBF está fazendo em colocar árbitro da mesma federação e do mesmo estado de uma das equipes envolvidas no jogo pode ter prejudicado o Palmeiras no confronto contra o Grêmio em Porto Alegre, ou não? O paulista Rafael Claus acertou em não marcar pênalti de Yuri Mamute em Zé Roberto?

Se ele não fosse paulista ou não estivesse vinculado a mesma federação do Palmeiras ele poderia ter marcado o pênalti sem o peso da acusação de ser parcial ou tendencioso. Certo ou errado?

A derrota palmeirense por 1 a 0 para o Grêmio na estréia do técnico Marcelo Oliveira serviu para mostrar que o problema não se resume a uma simples troca de comando.

Tudo bem que o resultado poderia ter sido outro se o goleiro gremista não tivesse feito duas excelentes defesas mas, nada mais do que sua obrigação, não é?  Goleiro está lá para defender as que dá e as que não dá também, diferentemente do que fez o goleirão Cássio na derrota do Corinthians para o Santos, na Vila, por 1 a 0, mesmo tendo acertado duas bolas nas traves santistas. A trave não se mexe.

Embora o chute de pé esquerdo do artilheiro Ricardo Oliveira tenha sido forte e cruzado, goleiro com as qualidades que Cássio possui não pode deixar de defender seja com o pé ou com as mãos.

Por falar em mão, entendo que o árbitro Luiz Flávio Oliveira acertou, se é que ele viu, em não marcar pênalti para o Corinthians no lance em que a bola toca no braço do lateral Daniel Guedes.

O assistente Rogério Pablos Zanardo foi muito feliz em não marcar impedimento do atacante santista no lance que terminou em gol. O lateral Wendel dava condições de jogo para Ricardo Oliveira. A assistente também acertou, com a mesma precisão, ao marcar posição incorreta de Geuvânio em jogada que poderia ter resultado no segundo gol santista.

A competência que sobrou para Zanardo faltou para o carioca Rodrigo Pereira Jóia que anulou gol legítimo de Alexandre Pato no jogo em que o São Paulo empatou com o Avaí em 1 a 1. Nos lances difíceis é que o assistente mostra sua competência erguendo ou não sua bandeira.

Mesmo com um erro grave da arbitragem, o São Paulo só não conseguiu os três pontos também por falha individual do zagueiro Toloi que, quase no fim do jogo, errou ao tentar tirar a bola da área e deixou o ex-são-paulino André Lima em condições de empatar o jogo. Ah, Toloi!

Competente foi o goleiro Renan Ribeiro ao substituir o titular Rogério Ceni. Embora tenha muito pouca oportunidade de iniciar um jogo, tanto é que foi a segunda partida em três anos de São Paulo, se saiu muito bem deixando a torcida e o técnico Juan Carlos Osório confiantes se o titular não puder jogar em outras oportunidades.

A rodada do Brasileirão-15 teve ainda a derrota do Flamengo em pleno Maracanã lotado para o Atlético Mineiro por 2 a 0 na estréia do atacante Sheik. Com o tropeço do São Paulo o Sport assumiu a liderança da competição ao derrotar o Vasco por 2 a 1 na Arena Pernambuco.

O Vasco é a unica equipe que ainda não venceu um joguinho sequer e já trocou o técnico Doriva por Celso Roth.

Depois de três vitórias consecutivas o Cruzeiro de Luxemburgo foi surpreendido em casa, em pleno Mineirão pela Chapecoense. Derrota de 1 a 0. É mole? No primeiro clássico Atle-Tiba no novo estádio do Atlético ninguém venceu mas o empate em 2 a 2 deixou as torcidas felizes com o desempenho das equipes.

Feliz também ficou a torcida do Joinville com a primeira vitória da equipe na competição e, melhor ainda, de virada, 2 a 1 no Goiás.

A rodada teve apenas 9 jogos já que Fluminense e Ponte Preta jogam quarta-feira dias 24. Foram quatro vitórias dos mandantes, três empates e duas vitórias dos visitantes e apenas 17 gols. O santista Ricardo Oliveira, mesmo com 36 anos, é o artilheiro da competição com cinco gols.

Vergonha monumental

AFP

O que era sabido por muitos, finalmente foi demonstrado no jogo Brasil 0 x  1 Colômbia. O time brasileiro  é fraco e tem sim a “Neymar dependencia”. Não, a Colombia não é essa maravilha toda.

Os “hermanos” atuam juntos com boa dose de tempo, mas tecnicamente, o futebol do Brasil não pode ser tão pobre e fraco como foi demonstrado nesse jogo.

Um time apático, sem jogadas agudas e dependendo do craque do Barcelona para tentar algo.

Pobre, muito pobre de Neymar, que sofre com os problemas extracampo ainda relacionados a sua situação no Barcelona e o fisco espanhol em cima da pinta.

O Brasil não pode depender só de Neymar. Isso é vergonhoso. E na noite em que o craque tem pessima atuação, errando passes, nervoso, ainda leva cartao aamrelo e é expulso, o Brasil sofre com a possiblidade de ser eliminado para a Venezuela, sim, a “coitadinha” da Venezuela.

Vergonhoso, patético. Reflexo de um país que perdeu a magia de seus craques e de um treinador que ainda vê coisas boas, onde não existem.

Que saudade das seleções de 97 e 99 com Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu, Roberto Carlos, Marcos entre outros. Hoje só Neymar, aliás, nem ele mais.