Dunga está de volta!!

AFP

Já que a cúpula da CBF decidiu  pelo nome de Dunga para comandar a seleção brasileira principal, só nos cabe opinar e torcer para que tudo de certo mesmo entendendo que a solução encontrada, como sempre, é paliativa. Mudam as cabeças mas o corpo continua o mesmo.

A reforma necessária é muito mais ampla, demorada e difícil de ser feita. Continuaremos a conviver com o improviso, com a dependência individual e convivendo com situações suspeitas de favorecimentos. Até quando?

Para aqueles que criticam a Lei Pelé entendendo que ela só beneficiou os empresários e acabou com o nosso “futebol”, o momento é propício para uma reflexão. Será que só os empresários e agentes se beneficiam?

A situação é muito mais complexa e todos os segmentos estão envolvidos e entrelaçados. Dirigentes se tornaram sócios dos empresários que são patrões de jogadores e técnicos, financiando profissionais da comunicação e por ai vai. Ou seja, todos ganham, inclusive, alguns clubes, quantidade bem menor do que antigamente justamente por causa da divisão do que só era de um.

Todos os clubes, técnicos, CBF, Federações e jogadores estão envolvidos direta ou indiretamente com os “agentes”. Alguns não precisam nem querem mas o sistema é bruto. Nessa cadeia de interesses tudo o que um faz outro se beneficia. Por isso, de vez em quando, não entendemos o porque de determinadas decisões e opções.

Mas, voltando ao Dunga, ele não terá como auxiliar o fiel escudeiro Jorginho, trocado por Andrey com quem trabalhou no Internacional. Assim, Dunga se livra daqueles comentários maldosos de que era o Jorginho que entendia de futebol. Ao ser campeão gaúcho com o colorado e fracassar no Brasileirão, sem o Jorginho ao lado, Dunga mostrou do que é capaz.

Comandando a seleção durante quatro anos ele fez um trabalho com excelentes resultados, fracassando apenas na Copa do Mundo e na Olimpíada (?), tendo sido o técnico que classificou a seleção de maneira mais tranquila nas eliminatórias, conquistando Copa América e das Confederações.

Porém, qual a herança que ele deixou ao sair da CBF? O Mano Menezes assumiu e começou tudo do zero. Já Felipão herdou o trabalho feito por Mano e resgatou alguma coisa feita por Dunga e também fracassou.

Por que Dunga?

Por ser amigo de Gilmar Rinaldi? Pra acabar com a choradeira e aumentar o comprometimento do grupo com a seleção? A CBF ficou com o saco cheio com a Globo? Ricardo Teixeira continua mandando?

Só o Rio Grande do Sul produz técnicos competentes? A oposição da Federação Gaúcha continua poderosa? Marin e Del’Nero precisam de alguém que odeia Ricardo Teixeira e o Rodrigo Paiva? Para não reforçar a Venezuela?

A opção por Dunga confirma que nós estamos carentes de técnicos competentes o suficiente para serem lembrados. Entre as opções mais comentadas, todos se identificam taticamente com a força gaúcha como Abel Braga, Tite, Muricy, Mano.

Portanto, se não fosse Dunga seria um outro “gaúcho”.  Temos poucos nomes que fizeram e ainda fazem suas equipes jogarem coletivamente dando espetáculo no ataque que são Cuca, Marcelo Oliveira e Luxemburgo. Você se lembra de mais alguém?

Não se esqueça que o importante é ganhar ( de todos os lados) quem quiser espetáculo, que vá procurar um teatro!!

 

Rodada horrível para os paulistas

Agência Corinthians

A coisa tá feia, muito feia, horrível para o futebol de São Paulo no Brasileirão-14. Os quatro representantes conseguiram três derrotas e um empate na segunda rodada pós Copa do Mundo.

São Paulo e Palmeiras perderam em casa para Chapecoense e Cruzeiro, respectivamente, o Santos foi derrotado fora pelo Fluminense e o Corinthians empatou na Bahia com o Vitória.

Se no campo a situação não é lá muito boa, na tabela de classificação até que não é tão desesperadora a posição de cada um. O Corinthians é o vice-líder só que está cinco pontos atrás do líder Cruzeiro, 20 a 25 pontos.

Por critérios de desempate o São Paulo  é o sexto com 19 pontos empatado com outros quatro clubes. O Santos é o nono com 17 pontos e o Palmeiras está em 12o com 13 pontos.

Pior que isso só o futebol que estão apresentando que não encanta o torcedor, principalmente, por não manter uma regularidade que de confiança e empolgação para o seu torcedor. Continuando assim, estarão disputando classificação de consolação para a Libertadores, Sul-Americana e a permanência na série A.

Situação desesperadora vive o Flamengo, único carioca nunca rebaixado, que se mantém com muitos méritos na lanterna da competição com apenas sete pontos.

Seu companheiros de rebaixamento, por enquanto, são velhos fregueses do iô-iô. Vitória com oito pontos, Figueirense e Coritiba com sete, estão sempre subindo e descendo. Parece que o período de treinamento não surtiu efeito.

A produtividade dos técnicos se parece com a dos políticos. Só chamam atenção pelo o que fazem de ruim. Tem técnico que vai cair apenas com duas rodadas. É mole?

Cadê a Tropa de elite tricolor??

Sergio Barzaghi – Gazeta Press

Com o São Paulo é assim, uma no cravo outra na ferradura. Em pleno Morumbi, com mais de 40 mil torcedores, o Tricolor conseguiu a proeza de perder para o Chapecoense por 1 a 0.

É muita incompetência, sô! Pensei que só o Palmeiras seria capaz, com a diferença de que foi lá em Chapecó. Foi se o tempo em que o futebol paulista era superior, bem superior. Quanta mediocridade.

Para consolo do São Paulo a noite não foi muito animada para os mandantes. Exceto o Botafogo que conseguiu golear o moribundo do Coritiba por 1 a 0, o Atlético Mineiro também deu vexame perante seu torcedor em pleno Horto ao empatar com o Bahia por 1 a 1, depois de estar perdendo o primeiro tempo.

Parece que Levir Culpi ainda não conseguiu fazer seus comandados, inclusive Ronaldinho, o entenderem. Será que Levir está falando em japonês?

E a tal de inter-temporada de 30 dias serviu para que? Já sei, o Brasileirão é o campeonato mais difícil do mundo! Nosso calendário com jogos de quarta e domingo não permite que nossos craques descansem, se recuperem fisicamente! Ah, tá, eu acredito.

Foi sofrível o que São Paulo e Chapecoense fizeram com a bola. Vou te contar, a fabricante tinha que processar os jogadores por violentarem a redondinha que, deve ter ficado quadrada de tanta ruindade.

Como pode os caras ganharem tão bem para jogarem tão mal? Que profissão maravilhosa é essa. Bem que meu pai insistiu para que eu fosse jogador mas, nasci na época errada, caramba!

Pensa que acabou o sofrimento, hoje tem mais. Ah, ia me esquecendo, como tem banana com o apito na boca, heim? De acordo com o futebol, né?

Gareca terá muito trabalho no Palmeiras

Djalma Vassão – gazeta press

Para alguns clubes a paralisação provocada pela Copa do Mundo no Brasil fez bem. Em compensação, outros continuam jogando o mesmo que estavam antes da interrupção.

Se na quarta-feira foram os torcedores do Coritiba e do Flamengo que foram dormir com a cabeça quente, quinta-feira foi a vez dos palmeirenses. Tendo o argentino Gareca pela primeira vez no banco orientando o time, o Palmeiras não jogou nada e foi derrotado pela garotada do Santos por 2 a 0 na Vila Belmiro. Se desgraça pouca é bobagem, Bruno Uvini e Allisom marcaram seus primeiros gols na vida como profissionais. Acorda Palmeiras, ser tri-campeão da série B será um recorde.

O Palmeiras precisa de qualidade não quantidade. Com técnico argentino, alemão ou da Holanda, se comunicando seja no idioma que for, jogador que não tem qualidade técnica não vai produzir aquilo que ele não é capaz. Em campo, o time não mostrou evolução nenhuma em relação ao que estava jogando antes da interrupção.

O Santos, mesmo desfalcado de algum jogadores experientes com Leandro Damião, Thyago Ribeiro, Edu Dracena e a saída de Cícero, venceu com facilidades e, em nenhum momento, teve sua vitória ameaçada. Cuidado com a maldição do centenário.

Quem voltou para casa feliz da vida foi o torcedor corintiano que compareceu ao Itaquerão e pode ver a primeira vitória do Timão em casa. E não foi uma vitória qualquer não. Foi contra o Internacional, 2 a 1, gols de Guerrero e Fagner, descontando Winck.

Se o futebol mostrado pelos comandados do técnico Mano Menezes não foi consistente, pelo menos serviu para liquidar o jogo nos primeiro 10 minutos. O gol do Colorado foi marcado nos acréscimos do segundo tempo.

Se faltou bola a altura dos 32 mil torcedores que foram incentivar as equipes, sobraram reclamações contra o péssimo árbitro Wagner Reway. O mato-grossense conseguiu desagradar as duas equipes mostrando que assimilou bem o que viu na Copa do Mundo.

Aliás, até quando esses bananas com o apito na boca vão aguentar a encheção de saco do argentino D’Alessandro?

Será que o craque do Internacional é o contra-ataque? É só começar perdendo para não saber como superar taticamente o adversário. Muito pouco para um time que tem um técnico como Abel Braga.

O Brasileirão voltou!!!

Rubens Chiri – SPFC

Parece que a FIFA não quer acabar com o nosso pesadelo. Mais uma vez estamos sendo goleados pelos alemães, eles são o número 1 do ranking e nós somos o 7. Caramba, 7 a 1 de novo? Pior, estamos atrás da Colômbia, Bélgica e Uruguai. É mole?

Pelo que vimos no reinício dos Brasileirões, A e B, a herança da Copa continuará fazendo estragos, principalmente, na arbitragem

Já deu para sentir uma maneira diferente de apitar e para pior, modificando radicalmente a Regra 12, que pune as infrações.

Falta é falta em qualquer competição do mundo e filosofia, ideologia ou seja lá o que for não podem ser impostas ou praticadas pela arbitragem sem que as regras sejam modificadas.

Falta tem que ser marcada e simulação deve ser punida. No lance em que Alan Kardec sente câimbras e é substituído no jogo Bahia x São Paulo, ele é vergonhosamente agarrado, na cara do árbitro, e a falta não foi marcada. Tá de brincadeira. Não adianta querer diminuir o número de faltas estatisticamente rasgando o livro de regras.

O pênalti corretamente marcado para o São Paulo de Titi em Ademilson não era uma situação clara de gol? Por que só o cartão amarelo e não o vermelho. Rogério Ceni bateu e fez 1 a 0.

No segundo gol são-paulino marcado por Kardec, que lembrou muito a troca de passes dos alemães contra o Brasil, méritos para Souza que não quis cair ao ser tocado por Léo Gago, preferiu o gol do que o pênalti.

E para não deixar o juizão Dewson Freitas sózinho, o bandeirinha Eronildo Freitas, levando a sério o aprendizado da Copa, errou em marcar impedimento de Rodrigo Caio no que seria o terceiro gol do São Paulo.

Outra coisa que vimos na Copa e já foi adotada pelo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF é a escalação de trios fixos. É bom desde que tenha harmônia entre os integrantes. Mas, quando um falha e vai para a “geladeira” os demais também ficarão sem escala?

Os árbitros continuam sendo benevolentes com o atendimento médico aos goleiros. É preciso acabar com isso. Todo mundo, inclusive o árbitro adicional, aquele que fica atrás dos gols, estão vendo que não aconteceu nada com o goleiro e ele fica caído. Sacanagem, né?

Que preparação foi essa das equipes se muitos jogadores tiveram câimbras em menos de 90 minutos de jogo? Se as partidas fossem no ritmo da Copa alguns ficariam em campo apenas 15 minutos.

Tivemos um gol lindo no jogo Sport l x Botafogo 0, marcado pelo Neto Baiano. Maravilha!

Muitos gols em Criciúma nos 3 a 2 dos catarinenses contra o Fluminense. O Criciúma começou ganhando com um gol de pênalti inexistente que o árbitro Rodrigo Raposo foi muito amigo do time da casa. O Vasco também ganhou do Santa Cruz com gol de pênalti inexistente. Presta atenção juizada!

De que adiantou o Flamengo sacanear o Jayme de Almeida? recomeçou perdendo em Macaé para o Atlético Paranaense por 2 a 1. Os paranaenses estrearam Doriva, campeão paulista com o Ituano. Para quem não sabe, Doriva já disputou Copa do Mundo também.

E o Coritiba heim? Derrota de 2 a 0 em casa para o Figueirense. No primeiro gol Thiago Heleno precisou se ajoelhar para fazer o gol de cabeça, dentro da pequena área. Assim não dá, né? Dá sim, série B.

Para quem acha que o Brasil foi mal na Copa por não ter o Ronaldinho Gaúcho, saiba que, no primeiro confronto pela Recopa contra o Lanús, lá na Argentina, ele foi sacado no intervalo por “não conseguir sair da marcação”. Sem ele, Tardelli fez o gol da vitória de 1 a 0. No jogo da volta, no Horto, um empate garante o título.

Boi cansado é boi cansado. Fuy.

Acabou a Copa. Hora de um novo ciclo!!

Fernando Dantas – Gazeta Press

Acabou oooooo, acabouuuuuuu! Até que enfim a nossa Copa chegou ao fim e, musicalmente falando, frustrante tando quanto o desempenho do Brasil. Abrimos cantando oooooooo e terminamos com lalalalalalalal e uiuiuiuiuiuiuiui. Quanta criatividade!

Ainda bem que o título ficou com a melhor seleção. Aquela que vem fazendo um trabalho sério, projetado e executado com eficiência da base até ao profissional. Nem sempre o trabalho bem feito foi complementado com conquistas mas para felicidade do futebol mundial, dessa vez deu certo e a Alemanha conquistou o mundial pela quarta vez com méritos.

Outra seleção que poderia ter ficado com o título e receberia elogios é a Holanda, país que há muitos anos forma excelentes equipes, mesmo com dimensões pequenas e uma população bem inferior a de outros tantos países.

Para quem persegue o primeiro título mundial, o terceiro lugar foi um tanto quanto frustrante. Pior foi Robben perder o prêmio de melhor da Copa para Messi. Seria pela força do patrocinador, Adidas x Nike?

A Argentina foi vice mas bem que poderia ter conquistado o título se algumas oportunidades de gol não tivessem sido desperdiçadas por Messi, Higuain e Palácios. O título para a Argentina premiaria uma organização mais desarrumada e uma equipe que viveu muito mais da individualidade de Messi, Mascherano e Romero do que da força do conjunto, do espetáculo.

Mas, diferentemente da maneira que se comportou o Brasil contra os alemães, os argentinos souberam jogar e ,por muito pouco não fizeram a festa em pleno Maracanã.

Mais uma vez a arbitragem de uma final de competição mundial deixa muito a desejar. O italiano Nicola Rizzoli obedeceu direitinho a cartilha dos instrutores da FIFA. Não marcou pênalti de agarrão explicito do zagueiro argentino em Muller e, para carimbar seu erro, marcou falta inexistente do atacante no defensor. Ele viu o quê?

Os argentinos entenderam com ação faltosa do goleiro alemão Neuer em Higuain. O goleiro toca na bola e depois tromba no atacante. Jogada legal porém, mais uma vez o juizão resolve carimbar seu erro e marca falta do atacante no goleiro. Ele viu o quê?

Outro lance que merecia uma decisão correta do árbitro italiano foi a agressão de Aguero em Schweinsteiger com um soco na face numa disputa de bola pelo alto, cortando abaixo do olho direito do alemão. Aguero já estava com o cartão amarelo e não foi expulso. Ele viu o quê?

Esse é o padrão FIFA de arbitragem e que deverá ser muito praticado na sequência do nosso futebol brasileiro. Se na Copa foi assim, porque aqui será diferente?

A Copa do Mundo no Brasil acabou mas as discussões não. Conforme o combinado, Felipão e auxiliares entregaram os cargos e agora a discussão vai girar em torno do nome de quem deverá ser convidado para assumir interinamente ou definitivamente (?) o comando da nossa seleção.

A definição precisa ser rápida já que temos amistosos em setembro.

Como a administração da CBF mudará de mãos mas não de cabeça, bobagem pensar que o escolhido agora estará a frente do trabalho na Rússia em 2018. Aliás, não dá para afirmar que o escolhido da vez chegará à Olimpíada no Brasil em 2016.

As inúmeras enquetes questionam se o escolhido deve ser brasileiro ou estrangeiro? O que você prefere? Mesmo reconhecendo que nossos treinadores e técnicos trabalham de forma semelhante, explorando muito o emocional, a motivação e deixando a desejar taticamente, você aceitaria numa boa a opção por um argentino? Fico imaginando como seria a manchete do jornal Olé.

Eles já têm o Papa, o deus Maradona, Messi o melhor do mundo, Pelé que para eles não significa nada e ainda o comando da nossa seleção? Nãooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo! Nunca! Prefiro ver o Datena de cuecas coloridas todos os dias. Me ajuda aí!

Se mudar o técnico resolve? Ah, então tá.

A seleção brasileira foi uma desgraça!!!

Djalma Vassão/Gazeta Press

Embora sejamos de um país onde todos se consideram entendedores de futebol, a realidade mostra que não é bem assim. Porém, muita gente entende e muito de futebol, seja técnica ou taticamente falando.

Embora toda unanimidade seja burra, não é possível que só o Felipão está certo em dizer que, para ele, o Brasil jogou bem contra a Alemanha, exceto seis minutos, e contra a Holanda, quando perdemos por 3 a 0 a decisão entre os incompetentes pelo terceiro lugar da Copa.

Ele mesmo se contradiz ao afirmar que nossa seleção viveu de bons momentos. Caramba, para quem disputa uma Copa em casa, traumatizado por já ter perdido uma, amparado pela bela conquista da Copa das Confederações e com o otimismo da comissão técnica contagiando nosso povo, terminar a Copa em quarto lugar com duas derrotas consecutivas sofrendo 10 gols e marcando apenas um, não pode ser considerado um bom trabalho não.

Para a Costa Rica, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai e alguns outros países, até que a festa seria muito grande mas, para o Brasil NÃO NÃO NÃO Felipão.

Tá certo que pagamos caro para sediar a Copa e pelo erro do árbitro japonês Nishimura. Não tivemos nenhum outro erro a favor a não ser a não expulsão do goleiro Julio Cesar no pênalti que cometeu contra a Colômbia e um lance meramente interpretativo já que David Luiz estava na jogada também.

Contra os holandeses sofremos o primeiro gol logo a um minuto de jogo através de um pênalti que aconteceu fora da área. Mas, se o árbitro argelino entendeu como dentro da área, deveria ter expulsado Thiago Silva e não o advertido com o cartão amarelo. Erro compensado com outro erro, dilema da arbitragem da nossa Copa.

Se não bastasse o 1 a 0 de maneira irregular, o segundo gol nasceu de um lançamento para o atacante da Holanda impedido. Caramba, tudo isso seria por vingança da prisão do compatriota Fofana? Aliás, o trambiqueiro internacional está confirmando que a Lei do PPP na prisão ainda está em evidência no Brasil. O camarada branco e líder da quadrilha obteve habeas corpus. Ah, to entendendo, a FIFA é que não está!

Mas, voltando ao segundo gol, nosso zagueirão David Luiz não aprendeu que aquela bola deveria ser cabeceada para trás? Ela sairia pela linha lateral e nunca para o meio da área para que um canhoto fizesse o gol com o pé direito.

Estamos ferrados mesmo. Assim termina o primeiro tempo, 2 a 0 para a Laranja contra o Bagaço. Clássico cítrico, heim?

Vem o segundo tempo e, como das outras vezes, nosso técnico recorre aos estepes furados, ou seja, não resolvem esperma nenhuma.

Sabedor dos erros que cometeram no primeiro tempo, a arbitragem resolve manter o mesmo nível na segunda metade do jogo. Pênalti de Blind em Oscar, não marcado.

Pênalti de Fernandinho em Robben, também não marcado. Troca de passes maravilhosa dos holandeses, lembrando muito o que um dia o Brasil já fez com Tostão, Pelé e Carlos Alberto, 3 a 0 para a Holanda. Abotoaram nosso caixão.

Me diga uma coisa, você entende que cada uma das quatro seleções finalistas refletiu em campo o que os seus técnicos foram como jogadores? Ummmmmm, f…….!

Caramba, sofremos 14 gols em sete jogos com uma dupla de zaga que é a mais valiosa do futebol mundial. Tem muito pé de rato se sentindo canguru e muito técnico “embruião” diria Tião Carreiro e Pardinho.

Será que o Felipão sabe o que é apagão?

Será que o Felipão sabe o que é fatalidade?

Será que o Felipão sabe o que é desastre?

Será que o Felipão sabe o que é humilhação?

Será que o Felipão sabe o que é ser um fracassado?

Será que o Felipão sabe o que é ser um vitorioso com méritos?

Será que o Felipão sabe o que é ser um burro com sorte?

Será que o Felipão está sentindo o que nós estamos sentindo?

Isso é o que importa. Ele não é o único culpado mas é culpado sim pelo fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo no Brasil.

Querido Osmar de Oliveira!!

Só tenho que lamentar a notícia que meu filho mais novo me deu enquanto viajava para Rio Preto em companhia do filho mais velho. Quanta coincidência!

Osmar é o nome de quem me ligou para dizer que o meu querido amigo e doutor Osmar de Oliveira havia falecido. JORNALISTA decente, ser humano que nenhuma das profissões que exerceu com muita competência foi capaz de modificar seus princípios para alcançar o que conquistou.

Respeitado, admirado, querido, amigo, companheiro e conselheiro. Tive a honra de trabalhar, aprender e ser seu colega por 10 anos como jornalista. Sete anos na Record e três anos na Bandeirantes e, nunca, nunca, ter me desentendido, discutido ou discordado das suas opiniões, colocações, citações ou orientações.

Mas, minha relação com o querido Doutor Osmar começou bem antes de sermos colegas de jornalismo.

No ano de 1977 tive meu primeiro contato com o Doutor Osmar quando iniciei minha carreira de árbitro na Federação Paulista de Futebol. Ele era o responsável pelas nossas avaliações.

A admiração e confiança foram tantas que entreguei a ele a responsabilidade de cuidar do meu filho mais velho, Oscar, atleta de natação de alto nível para que acompanhasse sua avaliação e evolução física com 14 anos de idade. Obrigado Doutor!

Em 1995, quando a Comissão de Arbitragem da Federação, covardemente me deixou de fora dos jogos finais do Paulistão para me preservar – como foram bunda-moles Samir Abdul Hack e Renato Duprat – Doutor Osmar discursou para dirigentes, jornalistas e árbitros em minha defesa. Obrigado Doutor!

Quando acordei na UTI do Hospital de Clínicas após sobreviver aos quatro tiros que levei em 2011, quem foi a primeira pessoa que vi em pé ao lado do meu leito fazendo sinal de positivo com as duas mãos? Ele. Obrigado Doutor.

Ainda bem que fiz um pouco para retribuir tudo de bom que sempre recebi espontaneamente dele. O mesmo gesto de positivo pude repetir quando o visitei na UTI do AC Camargo. Ele estava bem melhor do que eu e até conversamos e sorrimos e é essa recordação que pretendo ter. Ele vivo para sempre em minha mente. Obrigado Doutor!

Um “Rizzoli” para comandar a final da Copa!

t_120737_o-italiano-nicola-rizzoli-apitara-a-final-da-copa-do-mundo-entre-alemanha-e-argentina-neste-domingo-no-estadio-do-maracana

Fico imaginando como deve ter sido a disputa entre Argentina e Alemanha para a escolha do árbitro responsável pela decisão da Copa do Mundo no Brasil. Sintonizado na Jovem Pan no horário do almoço, se não escutei errado, o árbitro escolhido era o sueco Ericsom.

À noite, ouvindo a CBN ou Rádio Capital, me assustei quando disseram que o italiano Nicola Rizzoli tinha sido o escolhido. Quase iniciei movimento para manifestação a favor do sorteio imparcial e honesto que temos no Brasil. Ah, tá!

Estava torcendo para o trio brasileiro que não ficou devendo nada nada aos demais.

Mas, sabia que dois fatores conspiravam contra a presença do Brasil na final: a vitória humilhante da Alemanha contra nossa seleção e o bom relacionamento entre CBF e AFA.

Lembram-se do acordo “o Brasil ajuda a Argentina e vice-versa”? A Alemanha preferiu não pagar pra ver para frustração dos brasileiros.

Quem também dançou foi o inglês Howard Webb. Com a experiência de ter apitado a final da Copa passada e, ainda, considerado por muitos como o melhor árbitro do mundo, a vitória da Argentina contra a Holanda o afastou do grupo de cotados. Por que? Malvinas serve?

É meus caros, depois queremos que nossas Federações e Confederação tenham culhões para deixarem nossos árbitros apitarem com independência e imparcialidade. Pô, nem a poderosa FIFA age assim.

Vamos ter que engolir o Sérgio Correa por muito tempo já que, saindo o Marim entra o criador da criatura, Del Nero. É, tendo como referência o que vimos na Copa, da para pensar que a coisa tá preta quem não obedecer estará na unha do capeta! Sai pra lá sô!

Ah, quem apita a baba da decisão entre os incompetentes Brasil e Holanda é o argelino Djamel Haimoudi, de 43 anos. Então tá!!

 

A maior vergonha na história do futebol!!

FERNANDO DANTAS – GAZETA PRESS

E teve quem afirmou que a nossa seleção jogaria melhor sem o Neymar. É mole?

Poderia não ter sido o vexame que foi mas, infelizmente, nem o garoto poderia salvar. Ele se afundaria junto inclusive, o Thiago Silva também. Claro que tudo é hipótese.

O placar poderia ser outro mas, a derrota viria, como veio, para mostrar que precisamos mudar a estrutura atual se quisermos alcançar quem já está à nossa frente. Não se esqueçam que o Felipão estava com medo do Chile. Do Chile! Como temer os chilenos e não ser humilhados pela Alemanha?

Aconteça o que acontecer, estamos eternizados por esse placar de 7 a 1. Aliás, sete menos 1 é igual a seis. Opa, somos hexa! Vai se f…

Que desculpa mais cômoda essa de que “deu um apagão de seis minutos”. Pô e os demais minutos que jogamos. Por que esperar o término do primeiro tempo para efetuar substituições?

Se os técnicos Felipão, Murtosa e Parreira não conseguem corrigir taticamente com a bola em movimento, trocam-se as peças. De que valeram as informações e indicações passadas pelos “espiões” Galo e Roque Junior?

Felipão preferiu optar pelo trio: religioso, supersticioso e teimoso. Assim não dá nem deu. Então, vamos escalar o que não foi treinado e surpreender a todos, inclusive os escolhidos.

E ter que aguentar a torcida brasileira gritar olé. Já não sabemos torcer e, para enterrar ainda mais a estima dos nossos jogadores, os babacas extravasam suas frustrações humilhando ainda mais.

A soberba dos nossos treinadores contribui para a humilhante derrota. Todos jogaram para não perder contra os alemães, nós, os pentas, fomos pra campo para jogar de igual para igual. Ah, brincou né?

Nem nos rachas e confraternizações de fim de ano gols são marcados com tanta facilidade oriundos de tabelinhas dentro da pequena área. Foi pra acabar com a moral de qualquer anfitrião.

Nosso goleiro não falhou em nenhum gol mas também não fez nenhum milagre e viu Kloose superar a marca de 15 gols do Fenômeno em Copas. Festa completa para os alemães. Merecida.

Valorizamos demais quem está superado. Confiamos muito em quem já viveu bons momentos. O tempo passa e as informações e transformações acontecem em segundos do tempo.

Uma vitória brasileira ou mesmo uma derrota mínima mascararia muita a falta de planejamento, organização e trabalho sério. Continuaria imperando a improvisação, safadeza, teimosia e achismo.

Fugimos do Maracanã pra não repetir antecipadamente o que aconteceu em 1950 e fomos humilhados em Belo Horizonte criando o Mineirazo.

Se você não consegue entender o que aconteceu, não vai aprender e corrigir nunca. Para quem já estava com a mão na taça como campeão um possível terceiro lugar será um premio de consolação para a incompetência.

Vejam o que os holandeses pensam desta decisão de sábado. Não vale nada para quem se preparou para ser campeão. Assim é mais digno.