Tricolor desencanta na Libertadores

Mais do que se reabilitar na Libertadores ao golear o uruguaio Danúbio por 4 a 0, o jogo serviu para que os laterais do São Paulo mostrassem um pouco mais de qualidades no ataque.

Pelo lado direito Bruno conseguiu, até que enfim, acertar um cruzamento para que Pato marcasse o seu segundo gol de cabeça e do lado esquerdo Reinaldo fez uma bela jogada individual no primeiro gol antes de cruzar para o gol laço de Pato abrindo o placar e foi dele o chute que desviou no adversário e fez a torcida comemorar o terceiro gol, já no segundo tempo. O quarto gol foi de Jonathan Cafu, pouco depois de ter entrado em campo, aproveitando um chute errado de Hudson.

A equipe uruguaia é fraca e frágil, deverá ser o saco de pancadas do grupo que tem Corinthians e San Lorenzo disputando as duas vagas com o São Paulo. Mesmo diante de tanta facilidade encontrada, Luiz Fabiano deixou o campo como um dos piores em campo. É mole?

Mais um jogo internacional que o Fabuloso não se deu bem, porém, Pato aproveitou bem o momento que o coloca como artilheiro da equipe se dando bem com Pato e Michel Bastos que está desequilibrando quando joga no meio.

Feliz com o desempenho da equipe a torcida que enfrentou chuva, alagamentos, congestionamento, falta de transporte, preço alto dos ingressos ainda encontrou ânimo para gritar e exaltar o nome do técnico Muricy Ramalho que agradeceu mostrando o distintivo do clube em sua camisa.

Vamos ver até quando a diretoria não vai atrapalhar. Pelo Paulistão a equipe recebe a visita do Capivariano se preparando para mais uma decisão que será o jogo contra o argentino San Lorenzo, lá.

O rival Corinthians folgou na Libertadores mas entrou em campo pelo Paulistão indo até Lins para cumprir jogo atrasado da segunda rodada. No péssimo gramado do Linense o adversário não foi páreo.

Vitória fácil por 2 a 0 com o técnico Tite aproveitando o “treino” para fazer experiências colocando em campo desde o início Vagner Love, Petros e Mendoza. Só Love não marcou. Ainda com um jogo atrasado, o Corinthians lidera seu grupo. O Linense é um forte candidato ao rebaixamento.

Barça e Juve largam na frente

Na abertura das oitavas de final da Champions League, dois resultados distintos.

Na Inglaterra, o Barcelona fez um super resultado. 2 a 1 para cima do City com dois gols do uruguaio Suarez e poderia ser ainda melhor, se Messi tivesse convertido o penalti no finalzinho do segundo tempo.  O City ainda teve Clichy expulso para facilitar ainda mais.

Agora no jogo da volta, o Barça pode ate ser derrotado por 1 a 0, que mesmo assim leva. Cá entre nós, a vaga está praticamente na mão.

O Barça de Luis Henrique tem mais bola. Messi, Neymar e Suarez só não marcaram em um jogo quando atuaram juntos e o City sentiu o baque

Na volta, Yaya Toure vai poder atuar para os Citizens, mas nem a presença do craque marfinense deve tirar a vaga catalã.

No outro jogo da terça feira,  Juventus confirmou o favoritismo contra o Borussia Dortmund em Turin.

Carlitos Tevez e Morata marcaram para a “Vecchia Signora” enquanto Marco Reus descontou para os alemães.

Melhor para a Juve que deve levar a vaga. Acredito que tenha mais bola que o Dortmund, no jogo que acontecerá em 18 de Março

Arbitragem “casca dura” no Paulistão

Rodada do Paulistão com lances interessantes na rodada do final de semana. Didaticamente é fácil explicar o que o árbitro deveria ter feito na jogada em que Robinho sofreu pênalti contra a Portuguesa.

Como o jogador santista estava totalmente fora do campo de jogo ao ser atingido e derrubado por Alex Lima, a falta não deveria ter sido punido com pênalti e sim com tiro-livre indireto, o popular “dois-toques”.

Como assim? Não é pênalti mas é falta? Pára o mundo que eu quero descer!

Tiro-livre indireto porque o zagueiro da Lusa estava com parte do seu corpo dentro do campo, se estivesse também totalmente fora o jogo seria reiniciado com bola-ao-chão. É mole?

Agora, imagine para o árbitro que se posiciona de maneira que possa ver o que é normal em um jogo de futebol e acontece um lance raro como este? Quando acontece em qualquer outra parte do campo, desde que não seja nas áreas, o que o árbitro marcar ninguém vai ficar questionando.

Mas no respectivo lance, Marcelo Ribeiro fica de longe, não acompanha de perto e, preocupado em ter boa visão da falta, apita convicto e sem condições de saber ou lembrar-se  se Robinho estava em campo ou não e o que teria que marcar.

Ah, o auxiliar não poderia ajudar em nada. A jogada se dá na diagonal do árbitro. Até para ver se a bola saiu ou não era complicado para o outro integrante da arbitragem embora uma das funções principais é informar se a bola saiu ou não do campo de jogo.

Outro detalhe que só foi ser lembrado posteriormente é que ao cometer o pênalti, Alex Lima foi advertido com o cartão amarelo. Merecido? No segundo tempo ele recebeu outro amarelo e foi expulso. Mereceu? O primeiro cartão entendo que foi correto já que Robinho continuaria a jogada se ficasse em pé.

Aliás, o famoso carrinho dado pelos defensores dentro da própria área foi o vilão da rodada. Tivemos pênaltis no clássico Santos x Portuguesa. Já em Itu, Josa derrubou Edílson e o Corinthians fez 1 a 0 com Cristhian  e lá em Penápolis, Dudu podeira ter feito mais um gol para o Palmeiras mas chutou na trave.

O saudoso Bertolino sempre falava: “becão que bota a bunda no chão dentro da área quer entregar o ouro pro bandido”. Sábias palavras.

O Corinthians sentiu o gosto do próprio veneno diria os maldosos com sentimento de vingança. No meio de semana fez um gol no São Paulo após falta que não foi marcada contra si, em Itu o Timão sofreu o gol de empate porque o confuso árbitro Márcio Henrique de Gois entendeu que Petros não sofreu falta em lance que o adversário quase lhe arranca a meia da perna esquerda. A jogada foi na cara do árbitro deixando todos incrédulos de como ele viu e entendeu legal. Não dá para acreditar mas aconteceu.

Quase que o árbitro Leandro Bizio Marinho se envolve em mais um lance polêmico ao demorar para anular o gol que Cristaldo marcou, impedido, abrindo o placar em Penápolis. O chute de Dudu foi desviado pelo atacante argentino.

O assistente Rafael Souza ficou em dúvida se Cristaldo havia desviado ou não a bola, para o árbitro a visão era melhor. Corretamente eles conversaram e o gol não foi confirmado. É assim que tem que ser e fazer, havendo dúvidas, que se faça uma conferência se for necessário e alguém trate de corrigir o erro.

 

Corinthians “amassa” o São Paulo em Itaquera

Em sua estreia na Libertadores o São Paulo voltou a ser dominado pelo adversário, tal qual acontecera contra o Santos pelo Paulistão só que, desta vez, o goleiro Rogério Ceni não conseguiu impedir que o Corinthians vencesse com tranquilidade por 2 a 0, só não sendo uma goleada porque Danilo desperdiçou duas excelentes oportunidades.

O jogo disputado no estádio do Corinthians teve uma arbitragem elogiada no primeiro tempo e muito criticada na etapa complementar. Nenhum cartão foi mostrado na etapa inicial em que o Timão virou vencendo por 1 a 0 com um lindo gol de Elias, depois de uma jogada em que a técnica na troca de passes entre Elias, Danilo e Jadson deixou a defesa Tricolor de bobeira.

O único erro foi do bandeirinha Guilherme Camilo que marcou impedimento em jogada que Fagner recebeu a bola do adversário. Burrice!

O segundo tempo começou mais pegado e o São Paulo poderia ter ficado com um jogador a menos logo aos 10 minutos se o árbitro mineiro Ricardo Marques tivesse tido peito para expulsar Denilson que, agrediu Elias na disputa da bola.

O cartão amarelo mostrado serviu de incentivo para Jadson chutar Denilson e ser agredido por PH Ganso na jogada seguinte. E o juizão que foi tão bem na primeira metade do jogo só pedia calma, calma. Verdadeiro bananão. Só teve coragem de expulsar um gandula. É bem mais fácil, né.

O São Paulo foi tão inferior ao Corinthians que, nem a falta cometida por Emerson Sheik em Bruno, que terminou no segundo gol corintiano marcado por Jadson, serviu para desviar as reclamações e o foco para cima da arbitragem, que cometeu mais um erro de impedimento inexistente do ataque do São Paulo, novamente com o bandeirinha Guilherme Camilo.

Estava tremendo. Ele poderia ter salvado o árbitro se tivesse assinalada a falta de Sheik em Bruno, tranco e empurrão pelas constas, na sua frente. Ele até parou de correr e se posicionou mas não ergueu a bandeira.

Em campo, o Corinthians taticamente foi tão superior , e sem Guerrero,  que o técnico Muricy Ramalho, no banco, já demonstrava estar contrariado e abatido, ainda no primeiro tempo. Além da diretoria que ficou cobrando o técnico publicamente, a torcida também pressionou os jogadores durante os jogos do Paulistão ao entoarem gritos de “é quarta-feira”.

Pelo jeito, da maneira que a equipe se comportou, a pressão vai continuar até o próximo jogo no Morumbi contra o Danúbio. Lembrando que no final de semana tem o Audax, pelo Paulistão.

Antes de se preocupar com a Libertadores o Corinthians ficará em dia com o Paulistão jogando contra o Ituano em Itu, Linense em Lins e Mogi Mirim em casa. Ganhar do rival Tricolor é garantia de dias tranquilos para o técnico Tite melhorar ainda mais a equipe coletivamente. Guerrero volta?

Olho na arbitragem de Corinthians x São Paulo

Surpresa. Corinthians e São Paulo iniciam suas participações na fase de grupos da Libertadores com arbitragem brasileira. O primeiro confronto que será disputado no estádio do Corinthians será apitado pelo mineiro Ricardo Marques, eleito o melhor árbitro do Brasil ano passado.

Menos mal que será um brasileiro e não estrangeiro como sempre prefere o Tricolor. Porém, se os dois clubes são paulistas, porque a arbitragem não é de Rafael Clauss ou de Luiz Flávio de Oliveira, árbitros do quadro da FIFA e pertencentes à Federação Paulista de Futebol?

Mesmo sendo o primeiro ano dos árbitros paulistas no quadro internacional, eles já estão acostumados com clássicos domésticos. Acontece que Clauss teve problemas com o Corinthians no jogo contra o Palmeiras quando expulsou corretamente o goleiro Cássio.

Para que ele não fosse muito pressionado pela torcida e tivesse que enfrentar um clima ruim bem antes do jogo, foi preterido. Luiz Flávio também não agrada os dirigentes por ser irmão de Paulo Cesar que, para os dirigentes Tricolores, “não dava sorte” em jogos do São Paulo.

O futebol tem cada rótulo. Nunca é demais lembrar que na Conmebol não existe o famigerado e covarde sorteio.

O árbitro mineiro não é disciplinador nem tem perfil enérgico. Tem um bom condicionamento físico, é tranquilo, educado e conquistou o respeito dos jogadores brasileiros que o elegeram o melhor no ano passado.

Em se tratando da rivalidade existente entre os adversários, para ter uma boa arbitragem ele vai depender, e muito, do comportamento pelo menos respeitoso dos atletas e entre os próprios.

Ricardo Marques foi muito criticado por não ter visto que o Goiás marcou um gol legítimo contra o Santos quando a bola bateu dentro do gol e saiu. Ele estava como árbitro adicional no Pacaembu e deu esta mancada que ninguém entendeu.

O que também não dá para entender é o critério que a Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol utiliza para punir árbitros que erram grosseiramente como  Marcelo Alfieri no jogo Corinthians x Botafogo.

Ele foi afastado por tempo indeterminado dos jogos da Série A-1. Quer dizer que ele tem condições de trabalhar nas demais Séries? As regras são diferentes? Os clubes das demais divisões não merecem árbitros qualificados?

Árbitro que está numa condição de ascensão na carreira e peca numa divisão superior, tudo bem ele voltar para a divisão inferior, que era o seu lugar.

Porém, faz parte da principal divisão, para não perder ritmo e melhorar seu rendimento deve trabalhar nas divisões inferiores onde ele estará acrescentando prestígio e valorizando o jogo desde que não esteja pagando punição.

Afastado é afastado, vai treinar, estudar, se reciclar, passar vergonha para não repetir mais os equívocos e evoluir. Para determinados erros, graves, o afastamento deve ser até o ano seguinte. Até porque, alguns não farão falta alguma.

Corinthians favorecido contra o Botafogo

O que leva um árbitro de futebol jovem, com boa formação moral, tomar decisões equivocadas sempre a favor do clube considerado grande? Não dá para acreditar que seja por orientação superior de quem organiza a competição ou por má formação técnica do assoprador. Então?

O que vimos pelos mesmos ângulos proporcionados pelos recursos eletrônicos, o que não substituí a visão do árbitro de Corinthians x Botafogo, Marcelo Alfieri, torna difícil entender o que ele viu no lance em que marcou pênalti para o Corinthians no lance envolvendo Dennis e Guerrero.

Tranco pelas costas? Mão na bola? Se ele, de onde estava, não conseguiu ver nada mais além disso, cometeu um grave erro em punir o clube considerado pequeno, no caso o Botafogo, com um tiro livre da marca no pênalti que resultou no primeiro gol do Timão, em bela cobrança de Fábio Santos.

Não houve tranco pelas costas, nem empurrão, nem mão na bola. Pior, na cobrança do pênalti houve invasão da área por jogadores das duas equipes a cobrança deveria ter sido repetida. Pior do que o choque entre Dennis e Guerrero, foi o empurrão que Petros deu nas costas de Zé Roberto, na linha de fundo, na diagonal do árbitro e Alfieri nada viu nem marcou.

No lance que resultou em gol de empate do Botafogo, talvez, por estar com a consciência pesada, já no segundo tempo de jogo, o árbitro fica o tempo todo com o braço esquerdo na horizontal indicando que o arremesso lateral era do Corinthians, mas permite que o jogador botafoguense execute o arremesso e o Botafogo empata o jogo em 1 a 1.

Então ele errou para os dois lados, brada o defensor que acha que vale a pena compensar um erro com ou erro.

Porém, já nos acréscimos, para desespero de quem já sentia o gosto de um empate em plena Arena Corinthians, o árbitro marca mais um pênalti a favor da equipe grande e mandante.

Sem ter nada com isto, Fábio Santos cobrou novamente, com novas invasões, e fez 2 a 1 para o Timão. O torcedor não quer nem saber se foi ou não foi falta, se lances semelhantes aconteceram a favor do Botafogo e ele não marcou. O que interessa e comemorar mais uma vitória e os 100% de aproveitamento no Paulistão.

Será que árbitros que já foram banidos do futebol como Edilson Pereira de Carvalho e Alfredo Loebeling fizeram isto com o apito na boca?

 

Festa corintiana na casa alviverde

Sergio Dantas – Gazeta Press

Jogando pela primeira vez no Allianz Parque o Corinthians conseguiu uma vitória histórica. Derrotou o Palmeiras por 1 a 0, jogando 35 minutos com um jogador a menos após a expulsão do goleiro Cássio, aos 15 minutos do segundo tempo.

O gol foi marcado por Danilo, atleta com muito carisma e sempre presente nos momentos decisivos em jogos importantes.

Para completar uma semana que foi marcada por atitudes e decisões polemicas, como a proibição de torcedores corintianos no estádio palmeirense, interferência do Ministério Público, precipitação da Federação Paulista de Futebol e omissão ao mesmo tempo, já que não tem coragem de colocar em prática a comercialização de ingressos numerados, o gol da vitória só poderia ter acontecido por lambança da defesa palmeirense para alegria maior ainda dos corintianos.

O goleiro Fernando Prass saiu jogando com os pés com o companheiro Vitor Hugo numa fogueira danada. O zagueiro estava marcado por Petros e, apavorado, recuou curto para o goleiro que, indeciso, não foi para a dividida nem ficou no gol e, no meio do caminho, Petros rolou para o predestinado Danilo empurrar para dentro do gol.

O Corinthians foi melhor o tempo todo, inclusive, com um jogador a menos em campo. Aliás, pela segunda vez consecutiva o Corinthians vence com número inferior de jogadores.

Na goleada contra o Once Caldas, Guerrero e Fábio Santos deixaram os companheiros na mão. No primeiro tempo o Corinthians marcou com Guerrero mas não valeu pois o peruano estava impedido.

Bruno Henrique chutou na trave e no segundo tempo o rápido Mendonza ficou cara a cara com Prass e não conseguiu marcar, permitindo uma ótima defesa do goleiro palmeirense.

Lucas também teve chances de empatar mas o goleiro Walter, que entrou no lugar de Guerrero quando Cássio foi expulso, defendeu milagrosamente com o pé esquerdo.

Aliás, a vitória do Corinthians serviu para desviar o foco de cima do árbitro Rafael Clauss, que apitou muito bem seu primeiro clássico como integrante do quadro internacional de árbitros da FIFA. Ele é o mesmo que o jogador Petros agrediu ano passando no clássico contra o Santos na Vila Belmiro, pelo Brasileirão. A expulsão de Cássio foi correta.

O goleiro foi advertido aos 7 minutos por insistir em amarrar as chuteiras e, com permissão do árbitro, demorou-se demais. Não satisfeito, aos 15 minutos retardou a cobrança de um tiro de meta colocando duas bolas em campo. Ele alegou que não viu uma das bolas jogada pelo gandula.

Porém, quando foi buscar a segunda bola ele foi avisado pelo próprio gandula e por uma repórter. Mesmo assim, acreditando que o árbitro não teria peito de expulsá-lo, jogou a bola para dentro do campo. Atitude irresponsável do goleirão.

Antes do jogo começar, do lado de fora do estádio, a torcida corintiana que estava sendo escoltada pela Polícia Militar entrou em confronto com a própria escolta por tentar mudar o trajeto previamente elaborado.

A torcida palmeirense também aprontou investindo contra os policiais que precisaram se defender com balas de borracha, e bombas de efeito moral e de gás. Dentro do estádio os corintianos brigaram entre si na disputa de espaços para colocação de faixas de identificação.

Lamentável e, com certeza, ninguém preso. Até quando? Quarta-feira tem Santos x São Paulo na Vila Belmiro. Tem coragem?

 

Timão amassa o Once Caldas em Itaquera

Timão para cima. Caiu em Itaquera, já era. Goleou o Once Caldas por 4 a0 e mais do que vencer, o Corinthians precisava fazer um placar que lhe desse segurança para o jogo de volta, quarta-feira que vem  em Manizales, na Colômbia.

Só em competições no sistema mata-mata é que o placar é mais importante que a vitória. Para quem está jogando fora o primeiro jogo até uma derrota por 2 a 1 está de bom tamanho, mas, não foi o que aconteceu na Arena Corinthians.

O Timão iniciou o jogo fazendo 1 a 0 com Emerson Sheik, deixando dúvidas se foi cruzar ou bateu em gol surpreendendo o goleiro Cuadrado, logo aos 30 segundos de jogo.

O Once Caldas poderia ter empatado o jogo com um gol contra de Fagner,  mas para felicidade na nação corintiana o assistente Ivan Nuñes marcou impedimento do atacante colombiano que participa da jogada tendo, inclusive, tentado chutar a bola depois que ela foi tocada pelo defensor.

A posição de impedimento é clara, o que pode ser discutido é se houve ou não a participação ou interferência efetiva do atacante no lance. Para mim houve a ação ilegal do atacante e o impedimento foi corretamente marcado.

Provando mais uma vez que as equipes brasileiras não sabem controlar o emocional, o peruano Guerrero revidou um tapa que recebeu na disputa da bola e acertou o rosto do adversário sendo expulso aos 28 minutos do primeiro tempo, desfalcando a equipe no jogo da volta. Mesmo com um jogador a menos o Corinthians soube se defender e foi para o intervalo com a vantagem parcial.

Para o segundo tempo a equipe voltou bem esquematizada. Renato Augusto ficou sendo o único atacante isolado entre os zagueiros e se saiu muito bem. Em cobrança de escanteio de Jadson, Felipe subiu muito mais do que os adversários e fez 2 a 0 aos 9 minutos. As coisas ficaram mais fáceis com a expulsão, pelo segundo cartão amarelo, de Murilo aos 23 minutos.

Logo na sequência, aos 25, Elias fez um golaço. Ralf virou o jogo para Emerson, que tocou para Elias, dele para Jadson que devolveu, Elias tocou para Renato Augusto que deixou Elias na cara do goleiro para fazer a torcida ir ao delírio, 3 a 0. O último gol também foi bem trabalhado. Depois de receber de Fagner, Renato Augusto devolve de calcanhar, alá Sócrates, e Fagner fica na frente do goleiro e sutilmente toca para os 4 a 0.

Vitória consumada, tranquila e merecida, mesmo jogando alguns minutos com um jogador a menos e, quando tudo caminha para um término de jogo tranquilo com a torcida gritando olé, irresponsavelmente o lateral e capitão Fábio Santos divide uma bola e, na maldade, sola a canela do adversário e, corretamente, foi expulso aos 45 minutos, sendo mais um desfalque para o jogo da volta.

Ah se tivesse um mata burro na entrada do gramado! Quatro a zero, 45 minutos, só alegria, o adversário perdendo com dignidade sem apelar e Fábio Santos quase quebra a perna do jogador colombiano. Não sei qual foi o xarope que ele tomou mas, com certeza, errou na dose.

O Corinthians só perde a classificação para a fase de grupos da Libertadores se, no jogo da volta, o time inteiro fizer as besteiras que Guerrero e Fávio Santos fizeram.

Outra torcida que também ficou com a goleada que aconteceu mais cedo foi a do São Paulo. O Tricolor passou pelo Capivariano por 4 a 2 no Pacaembú, já que o Morumbí está reformando o gramado.

A sensação da noite foi Pato. Ele marcou 3 gols e levou uma das bolas do jogo embora para comemorar o feito. O outro gol são-paulino foi de Alan Kardec. Favoni e Everton descontaram para o campeão da A-2 do ano passado. Atendendo a recomendação dos dirigentes, o técnico Muricy poupou Luiz Fabiano e começou o jogo com a dupla que marcou os gols.

Mas, nem tudo foi festa. Parte da torcida ficou o jogo todo pegando no pé de Maikon, que jogou bem. O jogador deixou o campo irritado com o que fizeram com ele. Ao desabafar nos microfones, disse que irá repensar a sua condição de jogador do São Paulo. Vaia orquestrada incomoda muito mais do que aplausos comprados, para quem trabalha com honestidade.

Pense rápido e responda: – onde tem mais casos de doping, na natação brasileira ou no UFC?

Por esta ninguém esperava, o ídolo Anderson Silva ser pego no exame anti-doping. Quero meu dinheiro do piper-vew de volta. Laboratória americano atrasando a entrega do resultado positivo? Ah, tá conta outra Dana White.

O Anderson Silva negou e você acha que ele seria macho o suficiente para assumir? Ele negou como o Lula negou, a Dilma nega, Graça nega, Cielo negou, Maradona jura, Ronaldo Fenômeno negou os travecos e temos muitos outros exemplos que, se não me engano, começou com Judas.

Independente dos fins, todos tem alguma semelhança com os princípios ou meios. O negócio é ganhar dinheiro, não importa como. Pegunte para os diretores da Petrobrás ou para os empreiteiros presos na Polícia Federal de Curitiba. Ainda bem que o Brasil já teve um Rui Barbosa.

Que venha o Once Caldas!!!

O Corinthians inicia hoje sua participação em mais uma edição da Libertadores contra o colombiano Once Caldas. Se o clube brasileiro ainda não está pronto para jogos tão importantes e decisivos por estar iniciando a temporada, o adversário também está com um time bem reformulado, fez dez contratações, embora tenha no gol a volta do experiente goleiro campeão Enao.

O início vitorioso no Paulistão contra o Marília serviu para o grupo ficar confiante e o técnico Tite trabalhar com tranquilidade para vencer o mata-mata e, efetivamente, entrar na fase de grupos do torneio.

Uma eliminação precoce, novamente para um colombiano a exemplo do que ocorreu com o Tolima, vai abalar o clube, principalmente financeiramente, já que a situação não está nada agradável. Sem patrocinador master na camisa e as vésperas de eleição presidencial, que acontece no sábado, a responsabilidade e a pressão são enormes em cima dos dirigentes da situação, comissão técnica e jogadores. A torcida vai precisar jogar junto com o time e fazer a diferença.

O que é melhor acontecer no primeiro jogo, em casa? Vencer pelo maior placar possível e não sofrer gols de jeito nenhum. Uma vitória mirrada também será bem vinda desde que não sofra gol.

Até um 2 a 1 não é ruim mas é um placar perigoso. A arbitragem será argentina de Patrício Lostau, filho de um grande árbitro mas, não é filho de peixe não. Tanto é que não apita os jogos mais importantes e difíceis do campeonato argentino. Acostumado com a catimba argentina, as vezes tolera demais o anti-jogo. Não devemos esquecer que, futebolisticamente, odeia os brasileiros. Vamos cruzar os dedos, né!

No apagar da luzes, o presidente corintiano Mário Gobbi continua caprichando nas trapalhadas deixando o Didi Mocó sem graça. A primeira proposta do Boca pelo Lodeiro chegou no dia sete de janeiro, véspera do clube viajar para os EUA, através de um determinado intermediário. Ele não aceitou.

Semana passada, véspera da estréia no Paulistão, a mesma proposta do Boca Juniors chegou através de um outro intermediário e ele ficou interessado. O que mudou nesse período? O intermediário, a comissão ou a situação financeira do clube?

Será que é verdade que o Internacional está desejando Pato? Se for verdade ficarão felizes o Corinthians, o São Paulo e o Guerrero. Alegria contagiante sem rivalidade. Hahahahah.

Que conversa mole pra boi dormir essa do Aranha, heim? Deixou o Santos entre outras coisas por se sentir um titular desprestigiado para ser um reserva no Palmeiras com prestígio.

Quando a FIFA proíbe investidores e empresários serem donos de jogadores, o são-paulino Vinicius Pinotti, administrador de empresas bem sucedido, compra o argentino Centurion e entrega para o Tricolor pagá-lo como puder?  Vamos aguardar para que não seja mais uma trapalhada do presidente Aidar, né. Como diz os mais experientes: “o tempo é o senhor da verdade”.

Primeiro o Cruzeiro vendeu o volante Nilton para o Internacional, agora, contratou o volante Willians do Inter. O futebol tem cada uma. Por que não trocaram antes? Simples, Nilton não queria ser reserva no bi-campeão e Willians não aceitou ficar como opção no Colorado. Willians, só um bom jogador, parece filho de político brasileiro, está sempre bem empregado.

 

 

“Grandes” não irão sofrer no Paulistão 2015

Desde a edição de 2007 que os clubes considerados grandes do futebol paulista não começavam a competição tão bem. Todos eles venceram na rodada de abertura do Paulistão 2015, marcando a mesma quantidade de gols.

O Palmeiras fez 3 a 1 no Audax Osasco, o Corinthians, diante da sua torcida fez 3 a 0 no Marília, o Santos recebeu o Ituano, reeditando a final do ano passado e ganhou fácil por 3 a 0, o São Paulo foi até Penápolis e derrotou o Penapolense por 3 a 1 e a Portuguesa surpreendeu a Ponte Preta em Campinas, também marcando 3 gols e sofrendo 2.

Talvez, por tudo o que vem passando na atual  administração, a Lusa tenha feito o único resultado que pode ser considerado surpreendente.

Como os grandes ganharam, nem os erros de arbitragem tiveram consequências. A vitória do Corinthians poderia ter sido mais complicada se o jovem árbitro Douglas Flores tivesse expulsado Jadson por ter pisado intencionalmente na perna do adversário Bahia.

Justo ele, Jadson, que foi o melhor jogador em campo, tendo sido escalado dentro do ônibus a caminho do estádio, substituindo o titular Lodeiro que está sendo negociado com o Boca Juniors da Argentina. Seria uma no cravo e outra na ferradura. Ah, nem a ausência dos árbitros adicionais nas linhas de fundo foram notadas.

O que chamou mesmo a atenção foi a divulgação do vídeo que mostra a palestra motivacional do Zé Roberto para os companheiros do Palmeiras momentos antes de entrarem em campo contra o Audax Osasco.

Até o técnico Osvaldo de Oliveira disse que ficou arrepiado. Particularmente, mesmo sendo adepto, acho que aquele papo final não ganha jogo. Serve para acelerar o metabolismo que alguns entendem como elevar a adrenalina.

No caso do Palmeiras e, especificamente Zé Roberto, ele, até pela religião, gosta de pregar tanto é que por onde passou, sempre fez discursos nunca repetidos. Assim como Zé Roberto, muitos outros estão chegando no clube sem terem convivido anteriormente, inexistindo amizade, camaradagem, intimidade, confiança, além da concorrência natural pela mesma posição. Achei legal as relações feitas por Zé Roberto com a história esportiva palmeirense, ídolos e objetivos. Surtiu efeito?

Claro que sim. O Palmeiras venceu o adversário por uma série de fatores, inclusive, pelo o que aconteceu no vestiário sem nunca desmerecer o trabalho do técnico. Não tem como não pensar de como reagirá Valdívia.

Espero que ele também aceite com naturalidade a postura do Zé Roberto que é um líder natural por tudo o que fez, faz e representa. Um líder tem que ser admirado e respeitado, dando bons exemplos dentro e fora do campo e isso o velho Zé continua fazendo em abundância. Acho até que seu exemplo está contagiando jogadores idosos de outras equipes também.

O artilheiro Luis Fabiano marcou o seu 200º gol com a camisa do São Paulo e tem quem ainda questione sua competência. Mesmo estando à 43 gols para alcançar Serginho Chulapa o maior artilheiro da história do Tricolor, o Fabuloso sempre é questionado por não ter marcado gols decisivos e conquistado títulos importantes vestindo a camisa 9. Ele já se tocou e se preparou durante as férias para começar o ano bem. Será que ele foi no mesmo geriatra do Zé Roberto?

A verdade é que, em forma, não tem pra ninguém no São Paulo. O importante é que o Fabuloso tenha a cabeça no lugar, principalmente, nos jogos internacionais. Motivos para jogar muita bola no primeiro semestre ele tem já que não pretende encerrar a carreira tão já.

Seu contrato termina no meio do ano e a prioridade continua sendo renovar com o Tricolor e, quem sabe, não deixa de servir como estímulo, alcançar Chulapa. Será que dá?