Regras do futebol: conhecimento x interpretação

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Desde que iniciei efetivamente minha carreira de jornalista, já diplomado, tenho cobrado de quem trabalha profissionalmente no futebol um conhecimento mínimo das regras e conhecimento total para quem está aprendendo a modalidade. Penso que praticar um esporte conhecendo suas regras melhores resultados podem ser alcançados. O futebol é um esporte coletivo que soma as atitudes e ações individuais dos integrantes do time, do clube.

Como pode uma equipe bem treinada, formada por jogadores competentes, vitoriosos e valiosos ficar 12 vezes impedido? O impedimento só acontece quando a equipe está atacando, consequentemente, oportunidades de gol e até mesmo o o principal objetivo do futebol que é a marcação de gols, é prejudicado pelo posicionamento errado de um único elemento.

Quando, raramente, sou convidado para palestrar para grupos de jogadores profissionais começo logo dizendo que não estou ali para ensinar as regras nem eles vão aprender em, no máximo, duas horas de conversa mista de seriedade e descontração. Aliás, se quisessem aprender já o teriam feito nas fases anteriores da carreira. O que procuro esclarecer é de como os funcionários do futebol podem se beneficiarem das regras. No popular: tirar proveito das regras.

Não deixo de dizer que a obrigação de conhecer as regras e praticá-las corretamente é da arbitragem e nem eles conseguem. Portanto, o conflito entre conhecimento x desconhecimento x teimosia x falta de educação x desrespeito x desconfiança x etc continuará acontecendo principalmente pela tal de interpretação facultada ao árbitro, único com poder de decisão. O desentendimento já começa na explicação. Quem fala se expressa de uma maneira e quem ouve e olha entende de outra e ambos pensam que estão sendo entendidos. Entendeu?

Até entre nós comentaristas esportivos especializados em arbitragem há divergências acirradas, saudáveis e inacabadas. Isso tudo acontece com todos vendo a mesma imagem com os mesmos recursos. A divergência inocenta ou ameniza a interpretação equivocada ou não do árbitro. Recentemente tivemos aquele lance de pênalti do zagueiro da Portuguesa Alex Lima no atacante santista Robinho que estava fora do campo de jogo. O correto seria pênalti, bola ao chão ou tiro livre indireto a favor do Santos? Nem a FIFA define. Há opiniões divergentes entre os estudiosos instrutores da própria entidade. Porém, no respectivo lance, a única coisa que não poderia ser marcada era pênalti.

No último fim de semana tivemos alguns lances de bola na mão ou mão na bola que merecem comentários pelas interpretações e opiniões diferentes, todas elas muito pessoais, inclusive as dos próprios árbitros envolvidos. No Paulistão o Corinthians teve um pênalti contra cometido por Gil que não resultou em gol para felicidade do árbitro. O lance serviu para colocar em discussão o que os corintianos aprenderam na palestra que tiveram com um professor de regras da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e a interpretação do árbitro Leandro Bízio Marinho. Sou daqueles que entendem que o árbitro acertou. O jogador quis interceptar a trajetória do chute com todas as partes do corpo.

Pelo campeonato Carioca dois lances que resultaram em gols também são discutíveis. O atacante Tricolor Fred marcou o terceiro gol da vitória do Fluminense contra o Botafogo por 3 a 1 depois de dominar a bola com o pé e ela tocar no seu braço. No momento e posteriormente fiquei com a mesma opinião. Lance legal o toque foi involuntário. Não tivemos tanta discussão porque o placar foi 3 a 1 e o gol foi no finalzinho do jogo.

A mesma passividade não tivemos no jogo Vasco 1 x Bonsucesso 0. O gol da vitória vascaína foi de um pênalti da verdadeira bola na mão. O jogador Fernando estava com o braço naquela posição escorando o corpo do atacante adversário. O braço estava ali, ele não fez movimento nenhum, eles disputavam a bola de cabeça e por um desvio a bola toca no braço. Entendo que o árbitro (?) errou e, para seu azar ou infelicidade, foi a favor do clube considerado grande despertando a desconfiança dos apaixonados torcedores e dos admiradores do Bonsucesso. Os torcedores dos demais adversários aproveitaram para lembrar que a velha raposa Eurico Miranda voltou. É soda!

O melhor jogo da Champions League

Real Madrid x Schalke. Um confronto praticamente definido segundo especialistas, torcedores merengues e os amantes do futebol. Afinal, o Real venceu o jogo d eida na Alemanha por 2 a 0 e a classificação a próxima fase da Champions era questão aoenas de cumprir tabela. Certo?? Nada disso!

O time alemão encarnou o espirito dos compatriotas na Copa do Mundo e jogaram um futebol de campeões. O resultado de 4 x 3 não foi suficiente para eliminar o time de Cristiano Ronaldo e cia., mas quem gosta de futebol só tem a aplaudir o Schalke pela exibição aguerrida e talentosa no jogo mais legal da Champions até agora.

Ao final da partida, os torcedores do Real, ao invés de comemorarem, vaiaram muito os jogadores.

O resultado agregado de 5 a 4, deu vaga ao Madrid, mas não tirou a desconfiança dos fanáticos que não gostaram nada da atuação, após a derrota para o Bilbao no Espanhol por 1 a 0.

De positivo para os madrilenhos, ficou apenas a marca de Cristiano Ronaldo. O gajo que não para de bater recordes,   chegou a 75 gols em Ligas dos Campeões. Igualou Lionel Messi e agora corre atrás de mais recordes.

No outro confronto da rodada, o Porto eliminou o Basel por 4 a 0. Bom para os “gajos” que avançam com confiança e pode ter sido a despedida do brasileiro Danilo. O lateral, agora será Merengue com a camisa branca do Real Madrid

 

Tabu continua no Morumbi

E não foi desta vez que o São Paulo conseguiu quebrar o tabu que dura sete anos sem vencer o Corinthians no Morumbi. De novo o carrasco Tricolor foi Danilo que, de pé direito, acertou um chute que enganou Rogério Ceni com a bola quicando na sua frente e dificultando a defesa.

O gol começa de um arremesso lateral cobrado por Fagner para Guerrero que fez o cruzamento enquanto o são-paulino Reinaldo ficava reclamando que o lateral seria do São Paulo. Oreiudo! Ainda não aprendeu olhar para que lado está a bandeirinha do Assistente.

O Corinthians soube se comportar e manter a vantagem que lhe deu a vitória jogando, mais uma vez, com um jogador a menos, a partir dos 10 minutos do segundo tempo quando Gil foi expulso pelo segundo cartão amarelo ao interceptar um chute de Michel Bastos com o braço esquerdo na risca da grande área.

O São Paulo poderia ter chegado ao empate se o goleiro Cássio não tivesse defendido a cobrança, outra vez, de Rogério Ceni. A bola ainda tocou no travessão e não entrou.

O lance gerou muita contestação. Primeiro foi a dúvida se o braço do Gil estava ou não dentro da área. Estava. O Assistente Daniel Ziolli ameaçou ir para a linha de fundo e voltou, deixando todos a pensar que seria falta e não pênalti.

O zagueiro foi expulso porque no primeiro tempo havia recebido cartão amarelo por ter discutido com Ganso, também advertido, em uma confusão que começou com falta comum de Sheik em Bruno, que ficou encenando uma violência que não houve.

Após conversar com o assistente bem de perto – para o que serve o microfone que o trio usa? – o árbitro Leandro Bizio Marinho confirmou, corretamente, pênalti. Embora tenha, na minha opinião, acertado no decisão do lance mais importante, é um árbitro que não consegue ser respeitado, temido e não se impõe disciplinarmente.

Parece noiva sendo cumprimentada na porta da igreja. Tudo o que apita gera reclamações de quem se sente prejudicado, ficando a toda hora cercado pelos jogadores.

No lance faltoso do são-paulino Tolói em Guerrero, entendo que só o cartão amarelo foi correto. Era uma situação clara de gol? Penso que não. O assistente Paulo Ziolli errou, milimetricamente, dois impedimentos.

Do corinthiano Uendel no primeiro tempo de do são-paulino Cafú no segundo tempo. Humanamente, não pode ser condenado. O Assistente Alex Ribeiro foi perfeito em todas as ações, sendo o melhor do trio.

Ao torcedor tricolor resta a esperança de conseguir quebrar o tabu de seis derrotas e sete empates dentro do Morumbi no jogo da volta pela Libertadores no dia 22 de abril. A esperança é de que Danilo não jogue, senão.

Deu a louca no Santos

O Santos está se especializando em demissão de técnicos que estão fazendo boa campanha. Ano passado a diretoria anterior comandada por Odílio Rodrigues meteu o pé na bunda de Osvaldo de Oliveira, surpreendendo a todos.

Agora, mesmo mudando o presidente, a atitude se repete para surpresa de todos. O técnico Enderson Moreira comandou o treino na manhã de quinta-feira e, num ambiente de felicidade pela boa campanha que realiza no Paulistão, invicto e líder do grupo com 17 pontos e festejando a convocação de Robinho para os amistosos da seleção brasileira comandada por Dunga, o presidente Modesto Roma Jr  surpreende a todos ao anunciar que o técnico está demitido ou demitiu-se. “Foi uma saída de comum acordo”. Será?

Consta que a relação do treinador com o grupo era conturbada, principalmente, com os mais jovens que ele considerava “estrelas demais”. A diretoria também não gostou de ser cobrada pelos meses de direito de imagem que deve para o técnico nem das críticas que ele fez publicamente do jovem Gabriel. Dizem que o pai do atacante pressiona  a diretoria para que o filho seja titular no lugar de Ricardo Oliveira, mais velho e o preferido do técnico.

Independentemente dos motivos, só o Santos consegue a proeza de dispensar, consecutivamente, dois técnicos que faziam bons trabalhos. Enquanto o próximo comandante não é contratado, a equipe será dirigida pelo auxiliar Marcelo Fernandes, ex-zagueiro do próprio Santos e que já está no clube desde os tempos do Osvaldo de Oliveira, contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Mesmo com uma desculpa pronta para um resultado que não fosse a vitória com eliminação do jogo da volta, o Palmeiras venceu o Primeiro Passo de Vitória da Conquista por 4 a 1 em um gramado nada apropriado para a prática do futebol. Acostumado com a excelência de grama que tem em seu estádio, o time paulista não fez mais do que a obrigação de vencer e evitar o jogo em São Paulo, mesmo que deixe de faturar uma boa grana com a renda de mandante.

Os jogadores com mais qualidades técnicas serão sempre os melhores nos gramados bons ou ruins. Sendo assim, o Palmeiras não precisava da ajuda da arbitragem ao ganhar um pênalti que resultou no primeiro gol marcado por Cristaldo.

Tatu empatou no segundo tempo mas, depois disso, só deu Verdão. Allione, Robinho e Dudu. O volante Arouca foi expulso por uma jogada violenta e desnecessária. Pulou com os dois pés na disputa do lance. Ainda bem que não acertou o adversário. Mesmo com um jogador a menos a equipe soube se comportar e não deixou a equipe baiana reagir.

Outro paulista que fez bem a sua parte no jogo de ida foi a Portuguesa. Venceu o Santos do Amapá por 3 a 1 e passa para fase seguinte da competição sem precisar pagar para jogar em seu estádio já que a torcida não comparece para incentivar os jogadores que estão honrando as tradições da Lusa, mesmo diante de tanta incompetência da diretoria comandada por Ilídio Lico.

Difícil de ver nos dias de hoje um clube organizar um jogo de despedida para um dos seus jogadores como fez o Flamengo para o lateral Léo Moura que defendeu o clube por 10 anos consecutivos. Mais de 27 mil torcedores compareceram ao Maracanã para ver o Mengão vencer o Nacional do Uruguai por 2 a 0. O ex-capitão que vai jogar nos Estados Unidos defendendo o Fort Lauderdale Strikers se emocionou bastante em campo.

Ele entrou em campo carregando o neto de Zico, de quem recebeu uma placa e uma foto quando tinha nove anos de idade e entrava no Maraca levado pelo maior ídolo do Rubro-Negro. Com a bola rolando ele não fez gol mas deu o passe para o primeiro gol marcado por Eduardo da Silva.

O técnico Dunga convocou a seleção que fará dois amistosos se preparando para a Copa América. Chamou 23 jogadores para os jogos dos dias 26 contra a Franca em Paris e 29 contra o Chile em Londres. Mesmo não agradando a todos, não ficou de fora nenhum nome de expressão que possa se considerar injustiçado. Fica bem claro que a preocupação com o resultado imediato é muito mais importante que um trabalho a longo prazo.

Com apenas cinco jogadores que atuam no Brasil a lista tem: Jefferson, Diego Alves e Marcelo Grohe são os goleiros, Danilo, Fabinho, Marcelo e Filipe Alves são os laterais, Miranda, Marquinhos, Thiago Silva e David Luiz são os zagueiros, Fernandinho, Souza, Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian, Phelippe Coutinho, cuidarão do meio campo e para o ataque foram chamados Robinho, Douglas Costa, Firmino, Tardelli e a estrela Neymar. Alguns destes jogam bem menos do que seus empresários. O sistema é bruto, as vezes, o financeiro sobressai ao tático/técnico. É a renovação.

O nome mais importante convocado como convidado para servir de exemplo é o do Furação Jair Ventura Filho, o Jairzinho, destaque brasileiro na Copa de 70 ao marcar gols em todos os jogos do Brasil.

São Jorge desbanca o Papa

Quem disse que futebol é um esporte justo? Futebol tem é que proporcionar emoção. O contraste da alegria com a tristeza. E foi tudo isso que San Lorenzo e Corinthians fizeram. Pena que o estádio estava vazio. Melhor para o Corinthians, não acredito que conseguiria vencer se la hincha do time do Papa não estivesse suspensa.

O resultado de 1 a 0 para os corintianos não retrata a realidade do que foi o jogo e das inúmeras oportunidades de gols desperdiçadas pelos atacantes do San Lorenzo. Só no primeiro tempo o time mandante perdeu dois gols. Curioso que o goleiro Cássio não fez nenhuma defesa, enquanto que Torrico pegou uma cabeçada de Elias, o melhor do Timão em campo. O empate de 0 a 0 até que foi justo pelo o que produziram as duas equipes.

No segundo tempo o massacre foi muito pior e nem assim o San Lorenzo conseguiu marcar.

Depois de perder gol na risca da meta com Matos chutando na trave, quase que dentro do gol, num contra-ataque Elias tentou passar para Petros, a bola tocou no adversário e sobrou pra ele acertar na tesoura, lá onde a coruja dorme, e fazer o gol que acabou sendo o da vitória corintiana.

O domínio dos argentinos continuou e Cássio precisou fazer milagre num chute de Cauteruccio, quase que na pequena área. Eta goleiro largo, sô.

O que interessa para quem participa da Libertadores são os pontos ganhos, principalmente no campo adversário. O Corinthians soma 6 pontos e pega o Danúbio na próxima rodada. O San Lorenzo vai ter que viajar para o Brasil e enfrentar o São Paulo, ambos, empatados com 3 pontos. É o bicho vai pegar.

Por incrível que pareça o jogo em Buenos Aires foi tranquilo demais em se tratando de argentinos x brasileiros. A primeira falta só foi acontecer aos 15 minutos de jogo quando Buffarini deu uma tesoura em Renato Augusto e nem cartão amarelo recebeu.

Por causa desta entrada o meia corintiano precisou ser substituído no intervalo. Impedimento também tivemos apenas dois no primeiro tempo do ataque corintiano.

O jogo ficou mais pegado no segundo tempo mas, ainda assim, fácil demais para o árbitro equatoriano Carlos Vera. O mais exigido da arbitragem foi o Assistente Christian Lescano que acertou todos os lances de impedimentos marcados e “não marcados” do ataque do San Lorenzo.

Só no finalzinho que Edilson se desentendeu com um adversário e, após o apito final do árbitro tivemos um corre-corre mas sem o registro de agressões. Parabéns para os técnicos Bauza e Tite por não orientarem seus atletas para a prática do anti-jogo. Coisa rara em se tratando de Libertadores.

Bola rolando na Copa do Brasil

E começou a maior competição de futebol profissional brasileiro. A Copa do Brasil, com 86 participantes, deu o pontapé inicial com o jogo Vilhena x Ponte Preta, lá na cidade rondoniana.

Não dá para entender como um clube que enfrenta um tabu para se campeão, caso da Ponte Preta, não coloca em campo sua equipe principal. A Ponte vai se classificar com facilidade no seu grupo ao lado do Corinthians no Paulistão e entra nessa de poupar jogadores. Ao empatar em 1 a 1 com um adversário que poderia ter sido eliminado, terá que enfrentá-lo novamente em Campinas. Decisão inteligente, né?

Mesmo sendo o principal representante do futebol de Rondônia, o Vilhena sofre as consequências do calendário brasileiro para clubes ainda pequenos. Está montando uma nova equipe sob o comando do técnico Márcio Bittencourt, ex-Corinthians.

Havia disputado apenas dois jogos pela Copa Verde, sendo eliminado com um empate e derrota para o Nacional-AM. Mesmo que não foi adiante na Copa do Brasil, poderá ter feito o gol mais rápido da competição. Flávio marcou o primeiro gol da competição aos 27 segundos de jogo. Fábio Santos empatou aos 24 minutos.

O jogo que teve um nível técnico muito baixo chamou a atenção em mais duas situações além do gol relâmpago, ambas proporcionadas pelo árbitro Paulo Henrique Salmazio .

Ele tem apenas 23 anos de idade e não marcou pênalti do goleiro Janilton no atacante ponte’-pretano Fábio Santos. Não é nenhum fenômeno como nosso Paulo Cesar de Oliveira que, com menos idade já apitava o campeonato Paulista, porém, se for bem orientado pode vir a ser um árbitro com destaque no futebol brasileiro.

O jovem precisa saber que, o goleiro, ao atingir o adversário com as mãos, comete o mesmo tipo de falta que um jogador de linha faz ao atingir o adversário com o pé. Ou não?

Numa disputa de bola dentro da área defendida pelo goleiro do Vilhena, ele chega atrasado e acerta um soco no rosto do atacante Fábio Santos que havia tocado na bola com a cabeça. Falta! Tá na regra, dentro da área é pênalti. Lembram-se do pênalti do Rogério Ceni em Pato? A diferença é que em Vilhena o contato foi com a mão no rosto.

O atacante da Ponte Preta precisou de atendimento médico por sete minutos, dentro do campo de jogo. Saiu, retornou, tentou jogar mas não teve jeito. Foi substituído e recebeu 10 pontos (ou três) no rosto.

Interessante como a regra expõe árbitro inexperiente ao ridículo. O jovem apitador estava preocupado com as manchas de sangue nas listras brancas da camisa do atacante que foram removidas ao ser lavada com água pelo massagista.

E as manchas no resto da camisa que era na cor preta? E se a camisa fosse vermelha ou grená? Quem disse que sangue na camisa contamina alguém em campo? Enfim, a culpa não é do árbitro e sim da FIFA mas, quem é da geração vídeo-game fica exposto. Malícia, percepção, bom senso, são qualidades de luxo e escassos nos apitadores de hoje.

E viva o futebol!!

Que coisa linda! Que ideia sensacional teve a diretoria do Internacional de proporcionar uma volta ao passado e colocar lado a lado torcedores adversários para assistir um Gre-Nal devidamente uniformizados.

Parabéns, a iniciativa deve ser estimulada, copiada pelos demais clubes brasileiros e, porque não, indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Emocionante ver a reação dos torcedores nas oportunidades de gol desperdiçadas.

Enquanto uns se levantavam para que a bola entrasse, os adversários se encolhiam secando para que o gol não fosse marcado. Maravilhoso. Mais uma vez o Rio Grande do Sul mostrando que é um estado diferenciado. Parabéns. Vamos imitar. A paz, ainda é possível entre torcedores adversários de bom senso.

Bom senso foi o que faltou para o técnico do Santos Enderson Moreira e para o zagueirão David Braz. Depois da vitória, fácil, sobre o fraquíssimo Linense, candidato ao rebaixamento, ao invés de enaltecerem o objetivo alcançado e valorizarem o resultado, 4 a 2, preferiram criticarem o árbitros por um pênalti que resultou no primeiro gol do time do interior.

Estão de brincadeira né? Até entendo que, pela televisão, não foi pênalti mas, desviarem o foco para cima do jovem árbitro Douglas Flores é muita covardia.

No segundo gol do Linense, se a bola saiu ou não, sem recurso eletrônico é discutível mas, onde estava o becão na cobrança do escanteio? O posicionamento errado dos defensores é culpa do árbitro também? Aliás, David Braz deveria se policiar um pouco mais ao criticar as pessoas. Quem já fez o que ele fez profissionalmente por onde passou, deveria olhar um pouco mais para o umbigo.

Outra vez a estrela da noite no Pacaembu foi Robinho. Marcou dois gols e desperdiçou mais umas três oportunidades na cara do goleiro Anderson. que foi autor de um gol contra. Renato completou o placar.

Mais um jogo e Ricardo Oliveira não foi para o abraço. Pior, foi substituído por Gabriel que deixou Robinho duas vezes em condições de marcar (aproveitou uma e engraxou a chuteira do garoto).

Na coletiva, após o jogo, o técnico Enderson Moreira foi deselegante ao justificar a titularidade de Ricardo e a suplência de Gabriel, expondo que o reserva não joga coletivamente e só pensa em si. Não é o comportamento mais indicado para quem comanda um grupo heterogêneo de jogadores expor os defeitos individuais dos seus comandados.

Inadequado também foi o futebol que o São Paulo jogou em Rio Claro. O placar de 0 a 0 reflete bem a qualidade ofensiva das duas equipes. Teria sido o medo da Dengue que inibiu o futebol de jogadores considerados craques no dia de hoje?

Até o queridinho Pato foi sacado sem nada ter mostrado enquanto ficou em campo. Alan Kardec mais uma vez não aproveitou a ausência de Luiz Fabiano. Que fase heim? Michel Bastos também não repetiu o futebol que tem colocado-o como destaque da equipe.

Depois de sofrer durante o primeiro tempo quando não conseguiu sair do 0 a 0 com o Mogi Mirim, o Corinthians encontrou o caminho do gol com facilidade no segundo tempo e fez 3 a 0.

No intervalo Tite sacou Vagner Love e colocou Danilo e a produção ofensiva da equipe melhorou. Em jogada individual Jadson fez 1 a 0 com um belo chute da entrada da área, Luciano aproveitou bem o passe de Guerrero depois de fazer falta no zagueiro do Mogi que o árbitro Guilherme Cereta e o Assistente Leandro Feitosa não viram. Depois Luciano retribuiu ao servir o atacante peruano que fez o terceiro para alegria dos mais de 30 mil torcedores que compareceram ao estádio corintiano.

No sábado, com dois gols de Robinho, o primeiro em linda cobrança de falta, o Palmeiras venceu o Capivariano com muita dificuldade. Nesse momento do Paulistão estamos vendo o contraste entre grande e pequeno, prevalecendo a preocupação defensiva e a falta de melhor qualidade individual e táticas ofensivas. Quem tem um olho vira rei e decide a favor da sua equipe como aconteceu com Robinho do Palmeiras, Jadson e Robinho do Santos.

Ruim mesmo a rodada foi para os goleiros Paulo Victor do Flamengo e Anderson do Linense. No clássico do Rio de Janeiro o atacante Tomas Bastos do Botafogo chutou a bola bateu na trave, no goleiro do Mengão e entrou caracterizando um gol contra.

Acho uma baita covardia mas, é o que a regra determina. Vitória do Botafogo no aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro sobre o Flamengo por 1 a 0.  No Pacaembu  o lance foi semelhante, desviada pelo companheiro, a bola bate na trave e volta para o campo de jogo.

O goleiro Anderson tenta dar um tapa nela e a bola entra no terceiro gol do Santos contra o Linense. Mais um gol contra de goleiro. Sacanagem com aqueles que têm como função principal evitar o gol, razão principal e mais importante do futebol.

Tricolor desencanta na Libertadores

Mais do que se reabilitar na Libertadores ao golear o uruguaio Danúbio por 4 a 0, o jogo serviu para que os laterais do São Paulo mostrassem um pouco mais de qualidades no ataque.

Pelo lado direito Bruno conseguiu, até que enfim, acertar um cruzamento para que Pato marcasse o seu segundo gol de cabeça e do lado esquerdo Reinaldo fez uma bela jogada individual no primeiro gol antes de cruzar para o gol laço de Pato abrindo o placar e foi dele o chute que desviou no adversário e fez a torcida comemorar o terceiro gol, já no segundo tempo. O quarto gol foi de Jonathan Cafu, pouco depois de ter entrado em campo, aproveitando um chute errado de Hudson.

A equipe uruguaia é fraca e frágil, deverá ser o saco de pancadas do grupo que tem Corinthians e San Lorenzo disputando as duas vagas com o São Paulo. Mesmo diante de tanta facilidade encontrada, Luiz Fabiano deixou o campo como um dos piores em campo. É mole?

Mais um jogo internacional que o Fabuloso não se deu bem, porém, Pato aproveitou bem o momento que o coloca como artilheiro da equipe se dando bem com Pato e Michel Bastos que está desequilibrando quando joga no meio.

Feliz com o desempenho da equipe a torcida que enfrentou chuva, alagamentos, congestionamento, falta de transporte, preço alto dos ingressos ainda encontrou ânimo para gritar e exaltar o nome do técnico Muricy Ramalho que agradeceu mostrando o distintivo do clube em sua camisa.

Vamos ver até quando a diretoria não vai atrapalhar. Pelo Paulistão a equipe recebe a visita do Capivariano se preparando para mais uma decisão que será o jogo contra o argentino San Lorenzo, lá.

O rival Corinthians folgou na Libertadores mas entrou em campo pelo Paulistão indo até Lins para cumprir jogo atrasado da segunda rodada. No péssimo gramado do Linense o adversário não foi páreo.

Vitória fácil por 2 a 0 com o técnico Tite aproveitando o “treino” para fazer experiências colocando em campo desde o início Vagner Love, Petros e Mendoza. Só Love não marcou. Ainda com um jogo atrasado, o Corinthians lidera seu grupo. O Linense é um forte candidato ao rebaixamento.

Barça e Juve largam na frente

Na abertura das oitavas de final da Champions League, dois resultados distintos.

Na Inglaterra, o Barcelona fez um super resultado. 2 a 1 para cima do City com dois gols do uruguaio Suarez e poderia ser ainda melhor, se Messi tivesse convertido o penalti no finalzinho do segundo tempo.  O City ainda teve Clichy expulso para facilitar ainda mais.

Agora no jogo da volta, o Barça pode ate ser derrotado por 1 a 0, que mesmo assim leva. Cá entre nós, a vaga está praticamente na mão.

O Barça de Luis Henrique tem mais bola. Messi, Neymar e Suarez só não marcaram em um jogo quando atuaram juntos e o City sentiu o baque

Na volta, Yaya Toure vai poder atuar para os Citizens, mas nem a presença do craque marfinense deve tirar a vaga catalã.

No outro jogo da terça feira,  Juventus confirmou o favoritismo contra o Borussia Dortmund em Turin.

Carlitos Tevez e Morata marcaram para a “Vecchia Signora” enquanto Marco Reus descontou para os alemães.

Melhor para a Juve que deve levar a vaga. Acredito que tenha mais bola que o Dortmund, no jogo que acontecerá em 18 de Março

Arbitragem “casca dura” no Paulistão

Rodada do Paulistão com lances interessantes na rodada do final de semana. Didaticamente é fácil explicar o que o árbitro deveria ter feito na jogada em que Robinho sofreu pênalti contra a Portuguesa.

Como o jogador santista estava totalmente fora do campo de jogo ao ser atingido e derrubado por Alex Lima, a falta não deveria ter sido punido com pênalti e sim com tiro-livre indireto, o popular “dois-toques”.

Como assim? Não é pênalti mas é falta? Pára o mundo que eu quero descer!

Tiro-livre indireto porque o zagueiro da Lusa estava com parte do seu corpo dentro do campo, se estivesse também totalmente fora o jogo seria reiniciado com bola-ao-chão. É mole?

Agora, imagine para o árbitro que se posiciona de maneira que possa ver o que é normal em um jogo de futebol e acontece um lance raro como este? Quando acontece em qualquer outra parte do campo, desde que não seja nas áreas, o que o árbitro marcar ninguém vai ficar questionando.

Mas no respectivo lance, Marcelo Ribeiro fica de longe, não acompanha de perto e, preocupado em ter boa visão da falta, apita convicto e sem condições de saber ou lembrar-se  se Robinho estava em campo ou não e o que teria que marcar.

Ah, o auxiliar não poderia ajudar em nada. A jogada se dá na diagonal do árbitro. Até para ver se a bola saiu ou não era complicado para o outro integrante da arbitragem embora uma das funções principais é informar se a bola saiu ou não do campo de jogo.

Outro detalhe que só foi ser lembrado posteriormente é que ao cometer o pênalti, Alex Lima foi advertido com o cartão amarelo. Merecido? No segundo tempo ele recebeu outro amarelo e foi expulso. Mereceu? O primeiro cartão entendo que foi correto já que Robinho continuaria a jogada se ficasse em pé.

Aliás, o famoso carrinho dado pelos defensores dentro da própria área foi o vilão da rodada. Tivemos pênaltis no clássico Santos x Portuguesa. Já em Itu, Josa derrubou Edílson e o Corinthians fez 1 a 0 com Cristhian  e lá em Penápolis, Dudu podeira ter feito mais um gol para o Palmeiras mas chutou na trave.

O saudoso Bertolino sempre falava: “becão que bota a bunda no chão dentro da área quer entregar o ouro pro bandido”. Sábias palavras.

O Corinthians sentiu o gosto do próprio veneno diria os maldosos com sentimento de vingança. No meio de semana fez um gol no São Paulo após falta que não foi marcada contra si, em Itu o Timão sofreu o gol de empate porque o confuso árbitro Márcio Henrique de Gois entendeu que Petros não sofreu falta em lance que o adversário quase lhe arranca a meia da perna esquerda. A jogada foi na cara do árbitro deixando todos incrédulos de como ele viu e entendeu legal. Não dá para acreditar mas aconteceu.

Quase que o árbitro Leandro Bizio Marinho se envolve em mais um lance polêmico ao demorar para anular o gol que Cristaldo marcou, impedido, abrindo o placar em Penápolis. O chute de Dudu foi desviado pelo atacante argentino.

O assistente Rafael Souza ficou em dúvida se Cristaldo havia desviado ou não a bola, para o árbitro a visão era melhor. Corretamente eles conversaram e o gol não foi confirmado. É assim que tem que ser e fazer, havendo dúvidas, que se faça uma conferência se for necessário e alguém trate de corrigir o erro.