Petros pega gancho justo!!

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Continua sendo muito difícil entender a linha de raciocínio dos auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva-STJD. Principalmente, para quem vai defender um cliente físico ou jurídico. Nada se faz mais justo do que o provérbio popular “cada cabeça uma sentença”.

As vezes a defesa nem é tão brilhante e o resultado é maravilhoso, em outras circunstâncias o advogado elabora uma tese muito bem fundamentada e fica pasmo com a condenação inicial.

Assim deve estar se sentindo o bacharel João Zanforlin depois que ouviu o veredito que condenou o jogador corintiano Petros à pena mínima de 180 dias pela agressão ao árbitro Rafael Clauss no jogo em que venceu o Santos pelo Brasileirão-14. As imagens pesavam muito contra o atleta. Nada justificava a atitude impensada de um profissional altamente disciplinado.

Como o advogado não conseguiu a desclassificação para um artigo com punição em jogos, Petros, se servir de consolo, foi punido com a pena mínima. Mas como é de praxe, haverá recurso para que o Pleno aprecie em segunda instância e, pode ser, que a sentença inicial seja reformada e o jogador pegue uma punição mais leve.

Mesmo que tenha sido uma pena correta, exemplar, não dá para acreditar que todas as atitudes semelhantes serão analisadas e interpretadas da mesma forma. Mudou-se o presidente mas os auditores continuam os mesmos. Ou seja, trocou o cachimbo mas a boca continua torta.

Foi a segunda derrota de Zanforlim em processos importantes e de repercussão. Primeiro foi o da Portuguesa e agora o do Corinthians. Coincidentemente, clubes paulistas. Será preciso apelar para os bacharéis cariocas?

A Copa do Brasil já conhece os jogos que iniciarão a fase oitavas de final contando com a participação daqueles clubes que foram eliminados da Libertadores. Vários clássicos, muito mais pela tradição do que pelo momento atual de cada um, dividirão as atenções dos torcedores paralelamente com o Brasileirão. A cada fase, sempre surgem surpresas, aquelas que mantém o animalzinho listrado sempre lembrado: zeeeeeeebra.

Por sorteio a ordem dos jogos é a seguinte pelo grupo verde: Grêmio x Santos, quem passar adiante enfrenta o vencedor de Botafogo x Ceará. O Cruzeiro enfrenta o surpreendente Santa Rita.

Quem passar pega o vencedor de Vasco x ABC. No grupo amarelo os jogos são:Coritiba x Flamengo. Quem for adiante enfrenta o vencedor de América-RN x Atlético Paranaense. Palmeiras x Atlético Mineiro e o classificado encara o vencedor de Bragantino x Corinthians. O sistema de competição continua o mesmo, um jogo com o mando de cada um. Os jogos de ida estão marcados para os próximos dias 27 e 28.

Quem pega o Cruzeiro?

O Brasileirão-14 está mostrando, quase que completando sua primeira metade, que algumas equipes adoram ficar nas extremidades. O Cruzeiro não deixa a liderança da competição por nada, o máximo é ser superado por não estar em campo.

O Coritiba é outro que não deixa a rabeira da competição por nada e agora, faz de tudo para ser o lanterninha perdendo em casa para o Flamengo por 1 a 0, gol do ex-atleticano Heverton. Interessante é a explicação do técnico Celso Roth de que “cometemos um erro”. Pô, e no resto do jogo o que o Coxa fez que não teve competência para consertar o erro?

O Cruzeiro repete mais ou menos o que fez ano passado. Quando não vence, seus perseguidores também tropeçam. Além de ter mantido o técnico Marcelo Oliveira, um dos poucos profissionais que jogam para vencer, se dá ao luxo de ter reservas como Borges, Julio Batista e Dagoberto. É mole? Só que na vitória contra o Santos por 3 a 0 o primeiro gol foi marcado de maneira irregular.

Após o cabeceio de Marcelo Moreno, Ricardo Goulart, impedido, tenta fazer o gol e só não consegue por ter furado no momento da finalização, atrapalhando visivelmente o goleiro Aranha. Se o que o artilheiro Goulart fez não foi interferir por de acabar com o regra do impedimento daqui para frente.

E por falar em arbitragem, não é só o futebol paulista que está em baixa na competição não. A Federação Paulista de Futebol, que comanda não só a arbitragem brasileira, preferiu ter o carioca Péricles Bassols no clássico Palmeiras x São Paulo do que um árbitro paulista.

Para não carimbar que o atual quadro de apitadores é fraco, colocou o paulista Marcelo Ribeiro no clássico carioca jogado em Brasília entre Botafogo x Fluminense. Os assistentes de Bassols também precisam se reciclar na regra do impedimento. Estava valendo tudo, ainda bem que os atacantes desperdiçaram as oportunidades.

Amparado pelas “orientações” dos especialistas, Bassols  entendeu como pênalti a bola que bateu no braço de Edson Silva. Uma vergonha, diria Boris Casoy. Interpretando a regra, se foi intencional ou não, era muito mais fácil e honesto.

Créditos: Fernando Dantas/Gazeta Press

Agora, fica na vontade de quem está com o apito na boca. A situação faz a ação. Ainda bem, para a arbitragem, que o São Paulo venceu  por 2 a 1, amenizando possíveis reclamações. Aliás, fazia tempo que não via uma cobrança de pênalti com tanta categoria como a do Henrique contra o goleiro Rogério Ceni. O goleirão ficou quase que imóvel no centro do gol.

A derrota, combinada com outros resultados, colocou o Palmeiras na zona de rebaixamento junto com o Bahia, Figueirense e Coritiba. Pela primeira vez o técnico Ricardo Gareca demostrou que está chegando próximo do limite para resultados negativos. Foi o nono jogo sem vitórias no Brasileirão-14. Se desgraça pouca é bobagem, Valdívia, que jogou apenas 17 minutos e foi o melhor em campo, teve constatada uma fratura no nariz que pode deixá-lo mais algumas partidas de fora.

Quando o time não está bem goleiro tem que fazer milagres. Na quarta-feira, contra o Bragantino Rogério Ceni foi muito mal e o Tricolor foi eliminado em pleno Morumbi pela Copa do Brasil.

Domingo foi a vez do jovem Fábio, goleiro palmeirense fazer lambança. No primeiro gol marcado pelo Pato ele errou o chute e fez um passe para Ganso. No gol da vitória marcado pelo ex-palmeirense Alan kardec, Fábio dá um tapa fraco na bola, ela toca na trave e nas suas costas e entra. Alguns árbitros preferem considerar como gol contra. É mole?

Antes de sofrer o gol que definiu mais uma derrota palmeirense, seus atacantes Leandro, na cara de Rogério Ceni e Henrique, caído, poderiam ter feito 2 a 1 e, pode ser, que o São Paulo não conseguisse fazer a jogada que resultou no seu gol da vitória. Que fase! Do Leandro é a do Palmeiras. Três vezes na série B será um recorde. Mas, ainda dá tempo. Do que?

 

Fred precisa se benzer!!

Se a fase do Palmeiras não é boa, imaginem a do Fred? Na quarta-feira, em pleno Maracanã ele e o Fluminense foram eliminados da Copa do Brasil pelo América-RN com a derrota de 5 a 2.

Contra o Botafogo, perdendo por 2 a 0, Fred teve a chance de marcar o gol de honra do Tricolor aos 42 minutos do segundo tempo e chutou o pênalti para Taguatinga. Marcando, pode ser que o Flu encontrasse forças e oportunidades para empatar mas, restou vaias e palavrões. Como que um ídolo ou artilheiro adorado pode ir do céu ao inferno em tão pouco tempo? É o futebol meu caro.

Embora não seja raro é muito difícil um goleiro, no desespero, ir para a área adversária e marcar o gol que salve sua equipe de um resultado muito negativo. Mas, as vezes acontece e foi lá em Florianópolis  no empate do Figueirense contra o Atlético Mineiro em 2 a 2.

Perdendo por 2 a 1, finzinho de jogo, o goleiro Thiago foi para o ataque e não é que deu certo. Escanteio cobrado, falha do Victor na saída do gol, justamente por estar preocupado com Thiago e gol de Cleiton. Na jogada o Atlético teve a chance de contra-atacar mas perdeu a bola para Thiago Heleno. Estava escrito, tinha que ser 2 a 2.

E o Corinthians, heim? Fregueizão do Bahia? Tá certo que no gol baiano do Kieza ele estava impedido. Mas, em casa, contra um dos rebaixáveis, custando o que custa, tinha que fazer mais do que empatar em 1 a 1, ou não? Só o gol do Guerrero foi muito pouco para quem tem a torcida toda a seu favor e pretende ser campeão e não apenas se ver livre do rebaixamento. Será que o que está fazendo o Cruzeiro não serve de exemplo?

 

O milagre de Almagro

Como se não bastasse “la mano de Dios” dos argentinos enaltecendo o gol irregular que Maradona marcou contra a Inglaterra as mãos do Papa Francisco sempre abençoando sua nação e o seu time do coração, agora foi a vez de la mano del Coronel, defensor do Nacional do Paraguai que cometeu pênalti bem marcado pelo árbitro brasileiro Sandro Meira, dando a Ortigoza a chance de marcar o único gol do título inédito do San Lorenzo na final da Libertadores.

Os argentinos já estão garantido no Mundial de Clubes no Marrocos. O San Lorenzo foi aos trancos e barrancos mas chegou e a nós brasileiros, mesmo com seis representantes, nos restou chupar os dedos.

Robinho garante o Santos na Copa do Brasil

Fernando Dantas – Gazeta Press

Ainda bem que o filho do Robinho estava na Vila Belmiro e ele resolveu jogar pelo menos o suficiente para marcar um gol e deixar o Rildo em condições de marcar outro e o Santos venceu o Londrina por 2 a 0 e segue na Copa do Brasil, deixando o Fluminense na Sulamericana.

Ufa! Não sei se o Santos estava em dúvida em qual competição ficar, mas diante das limitações do Londrina, depois de um 0 a 0 no primeiro tempo, no segundo ficou bem clara a opção do Santos.

 

 

Noite da marmelada

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Frases como estas tão pronunciadas nos picadeiros dos circos da minha infância vão servir de consolo ou de provocação para torcedores do São Paulo, Fluminense e Internacional, eliminados da Copa do Brasil por adversários considerados tecnicamente inferiores embora, dentro do campo em dois confrontos, Bragantino, América-RN e Ceará foram bem superiores, respectivamente.

A provocação acontece porque os derrotados deixam a Copa do Brasil e vão participar da Sulamericana, que também garante vaga para a Libertadores. Até que ponto é mais fácil ou difícil chegar a Libertadores pela competição nacional ou essa internacional, só durante as disputas é que saberemos. Para quem segue na Copa do Brasil restam mais oito jogos sem ter que viajar tão longe nem enfrentar condições climáticas tão adversas como, principalmente, a tal de altitude.

Diante da sua torcida o São Paulo jogou muito mal e foi derrotado, de virada, pelo Bragantino por 3 a 1. Pareceu que a ausência do Kaká afetou os demais e a o futebol que, para alguns já é artigo de luxo, desapareceu por completo no Pato, Ganso e, principalmente, para o goleiro Rogério Ceni. O São tinha a vantagem dos 2 a 1 do primeiro jogo e mesmo assim foi eliminado pela equipe do interior que agora é comandada pelo técnico PC Gusmão.
Paulo Mirando, fazendo falta no goleiro Renan fez 1 a 0 para o São Paulo e foi só. Rogério Ceni falhou no gol de empate de Cesinha, no gol da virada marcado por Gustavo, três zagueiros e mais o goleiro não foram capazes de interceptar a bola que veio da cobrança de escanteio na primeira trave e no gol que deu a classificação marcado por Guilherme, Rogério Ceni deu um soco fraco na bola, ajeitando para o sem pulo do adversário. Mesmo querendo perder o São Paulo não seria tão competente.

Não podemos esquecer que o Bragantino está na anti-penúltima colocação no Brasileiro da Série B e deixa o São Paulo mais um ano na fila desta Copa que ele nunca conseguiu vencer, ainda.

No Rio de Janeiro a coisa também ficou feia para o Fluminense que entrou em campo com um placar de 3 a 0 de vantagem do primeiro jogo em Natal. O Tricolor terminou o primeiro tempo virando para 2 a 1, gols de Marcelinho para os visitantes, Fred e Cícero. Bem diferente da equipe que faz um Brasileirão muito bom, os cariocas conseguiram não marcar nenhum gol no segundo tempo. Quem faz a festa foi Max, Alfredo duas vezes e Rodrigo Pimpão. Aliás, Pimpão é apelido ou nome de palhaço. Quem ficou com nariz vermelho foi o torcedor Tricolor que foi ao Maracanã acreditando que seria mais fácil que vender pipoca no circo.

Para completar a superioridade das equipes da série B sobre as da série A, o Ceará carimbou mais uma vez o Internacional: 3 a 1, com os 2 a 1 lá de Porto Alegre, goleou por 5 a 2 mostrando que é sério candidato ao título tanto do Brasileiro B quanto da Copa do Brasil. Não adianta o torcedor colorado querer justificar que seu time jogou desfalcado de D’Alessandro, Juan, Alex e Willians, pois todos eles estava no jogo de ida e mesmo assim deu Ceará.

O interminável Magno Alves abriu e encerrou o placar. Bill fez 2 a 0 e Valdívia diminuiu, 1 a 2. O Ceará ainda teve um gol anulado equivocadamente pela assistente Márcio Eustáquio Santiago que marcou impedimento em jogada que o atacante do Ceará recebeu a bola do defensor.

Vendo a lambança que o experiente goleiro Dida fez juntamente com o desastrado companheiro Igor no primeiro gol do Ceará, é de se perguntar onde está o palhaço?

A rodada da Copa do Brasil em que os clubes da Série B levaram vantagem dentro do campo sobre os grandões da Série A, o Paysandú foi o único que venceu mas não passou para a fase seguinte. Ele derrotou o Coritiba por 2 a 1 mas não foi suficiente já que havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0. Se o Coxa também queria ir para a Sulamericana, se ferrou.

E ai, o que que você pensa, tem marmelada?

Confusão na Itália

 

A eleição para presidente da CBF sempre é uma barbada. Claro, só vence quem os dirigentes perpetuados no poder desejam. Ricardo Teixeira, Jose Maria Marin e agora Del Nero. Algúem realmente confia neles??

Na Itália é diferente. A Federação Italiana de Futebol (Figc) elegeu Carlo Tavecchio como seu novo presidente, com pouco mais de 63% dos votos válidos. A votação ocorreu nesta segunda-feira (11) e reuniu dirigentes de todas as ligas de futebol da Itália. O novo mandatário derrotou o ex-jogador Demetrio Albertini.

A eleição  precisou de três sessões de votação. E o tal de Tavechio venceu todas.

Detalhe, ele é acusado de racismo. E mesmoa ssim venceu o pleito

 

Um outro assunto interessante. A PM quer cobrar um extra para trabalhar em eventos privados como o futebol, praticando preços mercados

Pelo menos no Sul deve ser assim.

Tá dificil.. Bem díficil. Assim eu não aguento!!!

Pato desencanta no Morumbi

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

E o São Paulo continua sendo oito ou 80. Ou não joga nada diante da sua torcida e perde como fez contra o Chapecoense ou joga apenas meio tempo para frustração da sua torcida. Arrebentou com o Vitória em 45 minutos com dois gols de Alexandre Pato e um de Kardec, aproveitando todas as falha grotescas proporcionadas pelos zagueiros baianos.

No primeiro Ganso recebeu um presentão de Alemão e tocou para Pato marcar. No segundo, o inspirado Douglas deixou Kardec na cara do gol e foi só correr para os abraços. Depois de comemorar o gol Kardec foi substituído por contusão. Na comemoração? No terceiro gol Tricolor o goleirão do Vitória aceitou um chute cruzado de fora da área do Pato. Com um goleiro assim o Pato vira artilheiro do Brasileirão!

Numa jogada ensaiada e inteligente da defesa do São Paulo, o Vitória descontou com Cadú. Acontece que a saída em linha da defesa na cobrança de uma falta pelo adversário para deixar os atacantes impedidos não pode ter ninguém dormindo ou desconhecendo a regra.

Todo mundo fez direitinho, mas Denílson ainda estava vendo a beleza da Lua e deu condições para o zagueiro baiano Cadú, o único que não ficou impedido na jogada, sair na cara de Rogério Ceni e diminuir 1 a 3. Tudo isso no primeiro tempo. E só, porque o segundo tempo foi fraco demais.

Quem não vai esquecer o que aconteceu em Criciúma é o Cruzeiro. Teve dois gols legítimos anulados pela arbitragem baiana. Uma lástima. No primeiro gol anulado o árbitro Jaílson Freitas viu falta de Goulart em Fábio Ferreira.

O erro foi mais ridículo porque o juizão estava pertinho dos jogadores envolvidos. No segundo, o assistente Luiz Teixeira viu impedimento de Marcelo Moreno quando tinha um defensor do Criciúma voltando andando. Nem portadores de limitação visual errariam tão grotescamente.

Coincidentemente, apenas coincidência, a arbitragem catarinense de Paulo Bezerra beneficiou, só um pouquinho, o Bahia na vitória de 1 a 0 contra o Goiás. O árbitro entendeu que não foi falta em Raniery e marcou escanteio para o Bahia.

Ou ele marcava a falta ou tiro de meta. A bola toca no baiano antes de sair pela linha de fundo. O gol foi de Fahel aos 30 minutos. É só coincidência, qualquer semelhança é pura fantasia da sua cabeça.

Maldade, pura maldade com o Felipão. Só porque estreou no comando do Grêmio e perdeu para o Internacional por 2 a 0, tem aquele que computa três derrotas consecutivas e 12 gols sofridos, entendendo que o treinador continua com apagão. Quem conhece a rivalidade entre os gaúchos sabe que se o técnico fosse o Enderson Moreira ainda, ele cairia se o Grêmio perdesse o Grenal.

Os gols foram marcados por Aranguíz e Cláudio Winck numa falha grotesca de Pará. O importante foi que o derrotado não transferiu para a arbitragem do gaúcho Anderson Daronco a responsabilidade pelo placar. Até o possível pênalti de Pará em Alex, não marcado, acabou sendo favorável a arbitragem, não pesando no placar.

Arbitragem atrapalhou Santos x Corinthians

Daniel Augusto JR – agência Corinthians

Mais uma vez um clássico com tanta tradição termina com um placar magrinho e com a interferência direta da arbitragem beneficiando uma das equipes. O Corinthians desceu a serra e venceu o Santos em plena Vila Belmiro por 1 a 0 na reestreia de Robinho , quebrando uma série de jogos sem derrotas de Robinho contra o Corinthians.

Infelizmente, o árbitro Raphael Clauss mostrou dois cartões amarelos para Alisson, equivocadamente, deixando o Santos com um jogador a menos no finalzinho do primeiro tempo, possibilitando que o Corinthians tivesse um maior volume de jogo e chegasse ao gol da vitória aos 38 minutos do segundo tempo com uma bela cabeçada do zagueiro Gil.

O jogo começou muito tenso entre os jogadores e com reclamações das duas equipes contra as decisões do árbitro. Sem personalidade e procurando cumprir as orientações de quem o comanda e que não foi nada na arbitragem, Raphael Clauss foi se perdendo disciplinarmente e passou a usar o cartão amarelo para inibir a atitude dos jogadores e se impor mas, o que conseguiu foi deixar o Santos com um jogador a menos.

O primeiro cartão amarelo mostrado para Alisson já merece discussão se ele fez falta ou não em Romero que, após a disputa da bola, dá mais um toque nela e se joga na grama. No segundo seguido do vermelho, o volante santista está correndo atrás de Elias pelo lado esquerdo e ao passar para o direito bate o joelho no pé do corintiano em um lance em que não há intenção, imprudência nem imperícia. Foi um lance meramente acidental e não deveria ter sido punido com falta muito menos com a expulsão.

O mesmo rigor que o árbitro teve com o jogador santista faltou no lance em que Gil segura Leandro Damião pela camisa, dentro da área, logo no início do primeiro tempo, atrapalhando o cabeceio do atacante. Pênalti não marcado. Não adianta Clauss alegar que não viu, ele estava com plena visão do lance que era dele, só dele, não precisava da ajuda de ninguém. Errou feio.

Outro lance reclamado pelos santistas mas, corretamente interpretado pelo árbitro, envolveu Leandro Damião, Cleber e Gil. O atacante santista chuta a bola na sola da chuteira do Cleber e depois choca o pé contra a sola de Gil em  consequência do movimento.

Não foi Cleber que solou Damião o que proporcionaria a falta para tiro livre indireto o chamado dois lances. Mas, esse lance remete para aquele em que Alissom foi expulso. Se lá ele não teve intenção nenhuma, porque não punir Cleber com tiro livre indireto ou Gil com mais um pênalti? Eles tiveram intenção de impedir o chute de Damião e impediram.

Apitar clássico é para árbitros com personalidade, competência e livre de desejos de puxar o saco do chefe. Tem que apitar pra si, é o dele que está na reta. De que adianta continuar sendo escalado porque cumpriu as ordens do chefe se não consegue se firmar como um árbitro competente para comandar os clássicos do seu estado, da sua Federação?

As atenções se voltam sempre para a arbitragem quando ela utiliza critérios diferentes e, consequentemente, interfere direta ou indiretamente no placar mas, não podemos esquecer que quem mais reclama também tem culpa.

O Santos foi incompetente para marcar pelo menos um gol com Robinho que, na cara do goleiro Cássio, chutou para fora. Ele também poderia ter optado em fazer o passe para Damião que estava livre dentro da área pequena.

Agora, lance curioso foi proporcionado pelo corintiano Petros que poderá lhe render uma punição pelos árbitros do ar condicionado do STJD. Após o árbitro Rafael Clauss atrapalhar o companheiro Jadson e a bola ficar com o Santos, Jadson corre em direção de Clauss e da lhe um empurrão pelas costas.

A bola não estava naquele local nem na trajetória que Petros deveria fazer, caracterizando que ele teve nítida intenção de atingir o árbitro. É mole? O juizão estava tão perdido que não teve a percepção de distinguir que foi intencional a ação do corintiano e puni-lo com o cartão vermelho. É parece que os equívocos do árbitro foram em número maior contra o Santos. Ou não?

 

Falta atitude no Palmeiras!!

O Palmeiras continua mantendo a invencibilidade no Brasileirão. Ao perder para o Atlético Mineiro por 2 a 1 completou oito jogos sem vitória na competição. Pior que a campanha é ver o time jogar e observar que a equipe é muito limitada tecnicamente e taticamente continua vulnerável para defender e incompetente para fazer gols.

Oportunidades até que foram criadas mas, por excesso de individualismo, desperdiçadas. Percebe-se que cada um que tem a possibilidade de marcar o gol prefere a jogada individual do que tocar para o companheiro melhor posicionado. Foi assim em duas oportunidades com Henrique, deixando Felipe Menezes p da vida com o companheiro.

Logo aos três minutos os mineiros poderiam fazer 1 a 0 com Tardelli se o Assistente carioca Eduardo Couto não tivesse errado grosseiramente e marcado impedimento do atacante.

Aos 28 minutos foi a vez do Assistente Dibert Moisés, também carioca, atrapalhar o ataque palmeirense ao indicar impedimento inexistente de Henrique. Mesmo assim a torcida do Galo pode comemorar no finalzinho do primeiro tempo, aos 44 minutos, o gol de Tardelli, com a zagueiraiada do Palmeiras dando trombadas e virando de costas. Assim não dá, né?

No segundo tempo o Palmeiras empatou logo aos oito minutos com Henrique, mesmo agarrado por Pierre. Outras oportunidades foram criadas e desperdiçadas pelas duas equipes por incompetência dos atacantes ou por serem fominha como o palmeirense Henrique.

O árbitro carioca Wagner Magalhães que estava apitando bem, não deixando se influenciar pela pressão da torcida do Galo no Horto, deixou de marcar um pênalti escandaloso de Tobio em Luan que poderia dar ao Galo a chance de fazer 2 a 1. Mas, para alegria da galera o gol da vitória veio aos 42 minutos com Dátolo, aproveitando uma rebatida fraca da defesa palmeirense que já havia bobeado na saída da bola com Josimar.

Não sei até quando a torcida e a diretoria continuarão prestigiando o trabalho do técnico argentino Ricardo Gareca. Se fosse um técnico brasileiro ele já teria sido demitido como fizeram com Kleina.

Mas se estão trazendo tantos jogadores argentinos, interromper o trabalho seria muito controverso embora, falta de planejamento e quebra de sequência não é uma novidade no clube nem no futebol brasileiro. A esperança está na volta do chileno Valdívia. Agora vai.