Espetáculo em preto e branco

O Corinthians continua proporcionando aos seus torcedores uma satisfação enorme pelo futebol que tem apresentado seja contra quem e onde for. Quem gosta de um futebol intenso jogado com boa técnica e aplicação tática compra seu ingresso sabendo que não vai se decepcionar ao término dos 90 minutos. Por isso, a fiel continua lotando o novo estádio sem se importar com o adversário. O técnico Tite está fazendo o seu time conquistar a admiração até dos adversários.

Foi assim contra o uruguaio Danúbio quando fez 2 a 0 no primeiro tempo e 4 a 0 no final pela Libertadores na presença de mais de 38 mil pagantes. O tempo todo ele exigiu que sua equipe atacasse. Pelo seu semblante percebia a satisfação de estar sendo entendido e obedecido pelos jogadores que, mesmo provocados e desafiados, não revidaram os pontapés recebidos. Se o adversário é difícil o Corinthians vence, se é fraco o time goleia.

Tomara que sirva de exemplo e contamine o nosso futebol. Ainda é possível manter-se empregado jogando para ganhar.

O nome da noite em Itaquera foi o peruano Guerrero, autor de 3 belos gols. O placar começou sendo movimentado com uma linda cobrança de falta de Jadson que colocou a bola no ângulo superior direito do goleiro uruguaio aos 26 minutos. Depois só deu Guerrero. Aos 33 ele marcou depois de uma troca de passes entre Jadson e Elias. Nem bem começou o segundo tempo e logo aos 20 segundos ele bateu de voleio um cruzamento de Emerson, o melhor em campo. O último gol foi na conclusão de uma falta cobrada por Jadson. Agora, Guerreiro fez o seu “hat trick”.

O fraco árbitro peruano Diego Haro foi muito conivente com a violência uruguaia que caçou o irreverente Emerson Sheik, expulsando apenas Santos aos 39 minutos do segundo tempo. O juizão também poderia ter marcado um pênalti de Wendell colocando o braço na bola e um outro pênalti a favor do Corinthians quando Sheik foi derrubado.

A classificação para a fase seguinte da Libertadores já está garantida, só falta definir se conseguirá fazer a melhor campanha geral, condição que disputa com o Boca e leva desvantagem no saldo de gols. O próximo adversário será o San Lorenzo em Itaquera. Casa cheia de novo e certeza de um grande jogo.

O futebol do São Paulo é minúsculo

Surpreendentemente. O São Paulo não deu vexame em Buenos Aires. No confronto entre clubes campeões da Libertadores o Tricolor foi derrotado, apenas, por 1 a 0, num belo gol de Cauteruccio, aos 25 minutos do segundo tempo.

O argentino deu um chapéu no “infantilzão” Tolói e chutou por cima do ajoelhado Rogério Ceni. A má vontade e falta de companheirismo de Reinaldo para fazer a cobertura também merecem ser observadas. O resultado, mesmo negativo, mantém o time do Morumbi em segundo lugar no grupo pelo item saldo de gols.

Mesmo tendo viajado com antecedência para a capital da Argentina o São Paulo encontrou dificuldades para se deslocar do hotel até ao estádio Nuevo Gazômetro, chegando momentos antes do começo do jogo, atrasando o início, com o consentimento dos representantes da Conmebol. Os argentinos vivem momentos sociais conturbados pela insatisfação do povo contra o governo de Cristina Kirchener.

Embora tenha até dominado o adversário em alguns momentos do jogo, o São Paulo não levou perigo nenhum para o goleiro Torrico que defendeu apenas um chute de Michel Bastos.

Ainda no primeiro tempo os técnicos precisaram mexer em suas equipes por contusão. Denilson tirou Kalinski e Alan Kardec pisou num desnível do gramado e torceu o joelho direito, preocupando o departamento médico Tricolor.

Desta vez o São Paulo não teve jogadores expulsos mas, pelo fraco desempenho e falta de comprometimento de alguns atletas, o time continua jogando incompleto. Reinaldo fez um péssima partida na marcação e no apoio, Centurion que substituiu Kardec não produziu nada em todas as vezes que pegou na bola, Pato precisa jogar de tanga ou sunga o tanto que puxa o calção para cima para mostrar as coxas, PH Ganso não dá um pique sequer, é só no trotezinho. São jogadores que mais se parecem com sutiã de bojo, aquele que engana pra caramba, entende?

Confirmando que o ambiente não está bom entre jogadores e comissão técnica, Souza fez uma falta desnecessária na lateral do campo, recebeu o cartão amarelo e foi substituído por Ewandro. Saiu pela linha de fundo sem cumprimentar o companheiro e xingando. A coisa tá feia, tá preta seu Muricy!

Qual é o Palmeiras de verdade??

O torcedor palmeirense dormiu, se é que conseguiu, e acordou pensando e se perguntando qual é o seu Palmeiras de verdade? Aquele que venceu orgulhosamente o São Paulo ou esse que foi medíocre na derrota de 2 a 0 para o Red Bull Brasil? Pior, sofrendo gol do ex-corintiano Lulinha e do ex-rebaixado palmeirense Fabiano Eller. É pra acabar, né!

Será que desta vez a palestra motivacional do Zé Roberto não adiantou nada?

O jogador brasileiro gosta muito de ser motivado momentos antes de entrar em campo. Pode ver, sempre tem rodinha de união e mensagem final nos tuneis ou no gramado, mais ou menos como sempre vimos nos esportes de quadra, principalmente no vôlei.

Para alguns atletas de hoje e do passado, aquela reunião final não significa nem altera ou alterava seu comportamento. Para outros é sangue nos olhos, faca nos dentes, a energia sobrenatural que faltava. Tanto é, quem muitos já começam o jogo brigando com o adversário e com o árbitro.

E o treinamento, o trabalho técnico e tático onde ficam? A obrigação de ser grande diante do pequeno acomoda ou exige empenho maior e continuo?

Não falta respostas prontas quando o resultado positivo não é alcançado e a mais popular é aquela de que o “time jogou de salto alto”. Estão de brincadeira, ou não? Teve jogador que disse que a vitória contra o São Paulo não era obrigação, serviu apenas para a imprensa para de ficar falando que o Palmeiras não vencia clássicos. E agora, contra o time de Jaguariúna a vitória não serviria para nada?

Mesmo eufórico o torcedor palmeirense deve ficar atento, a fase quartas-de final do Paulistão será contra um adversário considerado pequeno e, ficando o alviverde na terceira posição da classificação geral o jogo corre o sério risco de ser em uma cidade do interior, fora do seu belo estádio.

Independentemente de quem entra em campo como titular o Corinthians não está tomando conta de quem seja o adversário nem se o jogo é no seu ou no estádio da vítima. Ao completar o quarto jogo em uma semana o Timão derrotou o Bragantino por 1 a 0 lá na terra da linguiça e continua líder geral absoluto. Até Vagner Love conseguiu desencantar e marcar seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

O São Paulo não fez nada mais do que a sua obrigação ao derrotar o Linense por 3 a 0 com gols de Rogério Ceni e dois de Alan Kardec. Contra os pequenos do Paulistão Kardec deita e rola, precisa ser artilheiro contra os adversários grandes e rivais tradicionais, ou não?

O time que Muricy Ramalho colocou em campo foi aquele considerado reserva. Resta aguardar se contra o San Lorenzo voltam as estrelas que ganham muito e jogam pouco ou se os substitutos serão titulares. Se tomar um chocolate na Argentina tem jogador que não conseguirá voar de volta. Qualquer semelhança com ave que não voa é mera coincidência.

Será que o grande time do Santos se resume a presença de Robinho? O certo é que na ausência do meia o Peixe perdeu a invencibilidade do ano para a Ponte e empatou com o São Bento em 2 a 2 em plena Vila Belmiro.

Mais do que questionar a competência da nova comissão técnica ou a falta que Robinho faz, o certo é que no empate contra o time sorocabano o goleiro Vanderlei fez uma falta imensa. O substituto Vladimir conseguiu sofrer um gol de cabeça dentro da pequena área e outro gol com a bola entrando no canto que defendia. As más linguás dizem que um cone seria mais eficiente.

Para quem já teve Gilmar dos Santos Neves, Cejas, Rodolfo Rodriguez, vai ter que conviver com Vladimir por algum tempo já que a contusão do titular Vanderlei na face vai tirá-lo do Paulistão. Mas os torcedores mais antigos já viram o Peixe ser campeão com Nilton. Então, aguenta!!!

Seleção de Dunga segue imbatível

A quinta feira foi canarinho pelo planeta bola. Em Paris, a nova seleção de Dunga bateu a França com autoridade.

3 a 1 no placar com gols de Oscar, Neymar e Luiz Gustavo , enquanto o zagueiro do Real Madrid Varane descontou para os franceses.

Foi a primeira vitória dos brasileiros no Stade de France, o não tão saudoso palco da final da Copa do Mundo de 1998.

A seleção de Dunga continua invicta desde o final da Copa do Mundo. São sete vitórias, com dezessete gols pró e só dois sofridos. Numeros inquestionáveis para o novo comandante da Seleção.

Se os mais velhos conquistaram uma bela vitória , os meninos do Sub-17 não ficaram atrás.  A seleção confirmou nesta quinta-feira em Assunção a vaga no Mundial da categoria, que acontecerá no Chile em outubro, ao derrotar o anfitrião Paraguai por 3 a 2.

O rival do Brasil na última rodada do Sul-Americano será a lanterninha Colômbia, que não conseguiu ganhar sequer uma partida na fase final do torneio.

Simbora Brasil!!!

Palmeiras esmaga o São Paulo no Palestra

 

Aleluia, até que enfim o Palmeiras conseguiu vencer um clássico! Mas, até onde ganhar do São Paulo é derrotar um grande? O Tricolor completou mais um clássico sem vitória ao ser goleado pelo Palmeiras por 3 a 0 em sua primeira visita ao novo estádio alvi-verde.

O São Paulo jogou um futebol tão aquém da suas tradições e grandeza que nem as duas expulsões irresponsáveis de Toloi e Michel Bastos servem para consolar sua torcida.

Para a torcida palmeirense que mais uma vez compareceu em grande número a noite foi perfeita. Logo no início do jogo, menos de três minutos, Rogério Ceni falhou ao chutar uma bola recuada para a frente, jogando-a no peito de Robinho que dominou e da intermediária encobriu o goleirão, fazendo 1 a 0 num raro e lindo gol.

Aos sete minutos o becão Toloi recebeu uma cotovelada de Dudu na disputa da bola e, irresponsavelmente, corre atrás do adversário e o atinge com um pontapé sem bola. Quem viu tudo e dedurou para o árbitro foi o reserva Marcelo Ribeiro. Vinícius Furlan ouviu tudo e mostrou o cartão vermelho para o zagueirão justiceiro.

Perdendo de 1 a 0 e com um jogador a menos o São Paulo conseguiu dar apenas um chute no gol de Fernando Prass através de Pato, o escolhido por Muricy para deixar o jogo entrando Edson Silva para recompor a defesa.

O atacante deixou o campo mostrando todo o seu descontentamento não cumprimentando nem companheiro nem o técnico. Depois que esfriou a cabeça no vestiário voltou para o banco de reservas onde ficou trajando apenas o colete sem camisa, o que não deve ser permitido. No banco também deve ficar devidamente uniformizado.

Depois de desperdiçar várias oportunidades de gol o Palmeiras fez o segundo com Rafael Marques batendo cruzado de dentro da área, aos 23 minutos e assim terminou o primeiro tempo. No intervalo Muricy trocou o inexpressivo Ganso pelo insignificante Centurion e logo aos seis minutos a torcida palmeirense vibrou novamente com um lindo gol de Rafael Marques, novamente. Zé roberto cruzou da esquerda e o substituto de Allione e novo titular bateu de sem-pulo. A bola quase acerta Cristaldo que estava impedido e saía da jogada como uma tartaruga.

Com 3 a 0 no placar e um homem a menos, a coisa ficou pior aos 34 minutos com mais uma expulsão irresponsável. No meio do campo, Michel Bastos pulou com os dois pés nas pernas de Arouca.

Lance típico de quem quer ser expulso e deixar seus companheiros na fria. Jogada desnecessária e covarde. Cartão vermelho bem mostrado. Com toda a vantagem proporcionada pela incompetência Tricolor e méritos do Verdão, o Palmeiras só não fez mais gols por excesso de zelo e capricho dos seus atacantes na hora de concluir as oportunidades de gols criadas. Se jogasse com um pouco mais de seriedade o Palmeiras teria aplicado uma goleada histórica. Até o santo Paulo abandonaria o time.

Enquanto os palmeirenses estavam eufóricos, de todos os departamentos, o técnico Muricy Ramalho dava entrevista dizendo que “alguma coisa precisa ser feita”, só não disse o que?

O diretor do futebol Athayde Gil Guerreiro deixou o estádio sem ser entrevistado mas fazendo questão de informar que hoje tomará alguma providência para colocar a casa em ordem. Aliás, alguém está batendo fora do bumbo.

Uma equipe que termina o ano como vice-campeão brasileiro, torneio muito mais difícil que o certame estadual e, por causa da saída de Kaká e Alvaro Pereira, esquece como se joga um futebol competitivo e de alto nível, realmente está com um ambiente sem harmônia.

Vale lembrar que uma das preocupações do diretor tornada pública era se o técnico saberia administrar os egos daqueles que ficariam no banco. Parece que ele tinha razão. Com toda a experiência e conhecimento do clube, Muricy Ramalho não está conseguindo mostrar que a equipe segue suas orientações técnicas, táticas e, principalmente, disciplinares. Será que vão chacoalhar a rozeira?

Do lado palmeirense ninguém se lembrou de Valdívia. Ufa, até que enfim!

Chuva de emoções

Rodada boa para a arbitragem brasileira nas competições estaduais. O jogo que mais chamou a atenção foi o clássico Flamengo 2 x 1 Vasco da Gama  disputado no Maracanã com mais de 56 mil torcedores, recorde do ano.

Por causa da quantidade de água da chuva e o péssimo funcionamento das bombas de drenagem, o jogo precisou ser interrompido aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o Flamengo já vencia por 1 a 0, gol de Alecsandro aproveitando uma vacilada do goleiro Martin Silva que saiu jogando com seu zagueiro Anderson Salles e a bola parou na poça d’água. Depois de quase uma hora o jogo foi reiniciado com o gramado em perfeitas condições de jogo.

É muito raro um árbitro ter a coragem de cumprir o que as regras lhe facultam, interrompendo um jogo momentaneamente ou em definitivo por causa do mau tempo.

João Batista de Arruda, carioca que apitou muito bem o jogo até que demorou um pouco para tomar a decisão correta. No reinício o Vasco empatou com Gilberto. No segundo tempo o doidão do Guiñazú cometeu um pênalti completamente desnecessário em Marcelo Cirino e, novamente, Alecsandro colocou o Flamengo em vantagem e resultado final.

Lamentável o comportamento do vascaíno Bernardo ao sofrer uma falta de Paulinho aos 40 minutos do segundo tempo. Tentando ser um justiceiro, levantou-se e correu para brigar com o adversário dando inicio a um pequeno tumulto que terminou com as expulsões de Bernardo e Guiñanzu pelo Vasco, Paulinho e Anderson Pico pelo lado do Flamengo. Paulinho não merecia ter sido expulso já que só apanhou na confusão, mas foi ele que deu motivo para os justiceiros agirem, imbecilmente.

Ao término da rodada o Fluminense, em quinto lugar e fora da zona de classificação, anuncio a demissão do técnico Cristovão Borges que será substituído pelo auxiliar Marcão, ex-volante do próprio Tricolor. O Botafogo está em primeiro, o Madureira é o segundo, Flamengo em terceiro e o Vasco é o quarto colocado.

No Paulistão o Santos jogou no Pacaembu e derrotou o Audax por 1 a 0, gol de Ricardo Oliveira dando um chapéu no goleiro Felipe Alves. A equipe praiana ainda teve a oportunidade de ampliar o placar com um pênalti cobrado por Geuvânio que o goleiro defendeu. Robinho, cobrador oficial, deixou o colega bater para dar moral ao companheiro e quase que a coisa ficou feia.

O mesmo placar apertadinho fez o Palmeiras na vitória contra o São Bernardo, no estádio do adversário, que estreava o técnico Roberto Fonseca. O gol, de rara felicidade, marcado pelo zagueiro Vitor Hugo provoca uma discussão: foi bicicleta ou não? Entendo que foi uma puxada ou puxeta, já que não houve aquele movimento de pedalada com as pernas.

O que interessa é que valeu e deu a vitória aos palmeirenses para alegria do zagueiro e tranquilidade do técnico Osvaldo de Oliveira preparar o time para o clássico contra o São Paulo.

O São Paulo treinou contra o Marília colocando em campo uma equipe bem alterada e mesmo assim venceu por 3 a 0, gols de Alan Kardec (2) e Ewandro. O terceiro e último gol reflete bem o atual momento de abatimento dos jogadores da equipe do interior, virtualmente rebaixada com dois pontos ganhos, nenhuma vitória. Kardec fez o gol como se estivesse no rachão que antecede aos jogos.

O Corinthians também comandou como quis a vitória contra o Capivariano por 3 a 2. Mesmo tendo sofrido dois gols do fraco adversário, a vitória nunca esteve ameaçada, principalmente, porque o árbitro Guilherme Ceretta de Lima deu uma ajuda importantíssima.

Logo no começo do jogo ele expulsou o goleiro Douglas por ter colocado a mão na bola fora da área impedindo uma oportunidade de gol com Renato Augusto. Acontece que, no início da jogada o atacante corintiano fez falta no zagueiro do Capivari. Se a falta tivesse sido marcada o time do interior não jogaria com um homem a menos.

O técnico Tite colocou em campo uma equipe alternativa para aguentar a maratona de quatro jogos em uma semana. Emerson e Guerrero (2) foram os autores dos gols em um gramado péssimo para a prática do futebol, castigo que foi pelas chuvas que estão caindo na região de Campinas. Esse negócio de gramado ruim é interessante.

O são-paulino Pato torceu o tornozelo no Morumbí, Vicente fraturou o pé no estádio de São Bernardo e, por incrível que pareça, foi no pior gramado que tivemos a marcação de cinco gols. É barro?

Será que agora vai? O presidente Ilídio Lico cumpriu sua promessa e renunciou ao cargo deixando a Portuguesa de Desportos sob o comando do vice de financas Jorge Manuel Marques Gonçalves.

Em 30 dias ele deverá convocar novas eleições. O Conselho Deliberativo já havia aberto um  pedido de impeachment contra Lico. Será que a Lusa não conseguirá encontrar um representante da colônia honesto, bem sucedido e com tempo e vontade de recolocar a Portuguesa entre os maiores clubes brasileiros? Terça-feira já tem jogo contra o Corinthians.

Michel Bastos mantém São Paulo vivo na Libertadores

 

Foi sofrido, foi. Foi emocionante, foi. Foi arriscado, foi. Foi merecido, foi.  Foi assim que o São Paulo conseguiu derrotar o San Lorenzo por 1 a 0, gol de Michel Bastos aos 44 minutos do segundo tempo.

Ufa! A vitória poderia ter sido bem mais fácil se logo no primeiro ataque a bola não tivesse carimbado a trave num cabeceio do próprio Michel Bastos. No segundo tempo foi a vez de Luiz Fabiano acertar o poste. Raramente os argentinos levaram perigo ao gol tricolor.

Quando teve chance de marcar e colocar o São Paulo em situação complicada Rogério Ceni impediu. O São Paulo também teve um gol equivocadamente anulado pelo assistente Humberto Clavijo. Luis Fabiano chutou cruzado e Centurion evitou que a bola fosse pela linha de fundo empurrando para dentro do gol de Torrico aos 17 minutos do segundo tempo.

Os argentinos se propuseram a se defender e explorar o contra-ataque e, sempre que possível e com a conivência da arbitragem, retardar o reinício do jogo nas cobranças de faltas, laterais e tiros-de-meta.

Aquele velho anti-jogo irritante praticado pelos portenhos. Desta vez o árbitro colombiano Wilmar Roldán não teve trabalho com os brasileiros, principalmente Luiz Fabiano que, até na hora de reclamar do gol anulado, foi educado. Melhor assim, o São Paulo necessitava da vitória não de confusão.

Agora, as duas equipes voltam a se enfrentarem na abertura do returno da fase de classificação da Libertadores jogando na Argentina. O San Lorenzo não poderá utilizar Cetto, que estava na reserva e foi expulso após o término do jogo.

O Corinthians lidera o grupo com 9 pontos, São Paulo tem 6 e o San Lorenzo está com 3. Será mais um confronto decisivo entre os dois adversários de quarta-feira. O Danúbio é o lanterninha do grupo e dificilmente conseguirá classificação por não ter somado ponto nenhum.

A rodada foi boa para os clubes brasileiros que jogaram fora do país. A Atlético Mineiro conseguiu sua primeira vitória por 1 a 0 contra o Independiente Santa Fé e o Internacional empatou com o Emelec em 1 a 1. Os resultados deixam todos os brasileiros com chances de classificação para a fase eliminatória.

Corinthians sobra no grupo da morte

Como era previsto, o Corinthians foi até Montevidéu jogar contra o Danúbio e conseguiu sua terceira vitória na Copa Libertadores e, quase, garantir sua classificação para a fase seguinte.

O placar de 2 a 1 não reflete em números a superioridade do Timão. Nos minutos finais do primeiro tempo, aos 39, o Corinthians poderia ter ido para o intervalo com vantagem no placar se o árbitro chileno Julio Bascuña tivesse marcado pênalti de Gonzales em Guerrero.

O atacante, que voltava da suspensão de três jogos, foi agarrado dentro da área quando iria chutar no gol. Além do pênalti, o jogador uruguaio teria que ter sido expulso por impedir uma situação clara de gol. Erro duplo da arbitragem.

No segundo tempo, logo aos 17 minutos Elias foi derrubado dentro da área e desta vez o apitador chileno não ficou cego e marcou o pênalti que Renato Augusto desperdiçou mandando a bola na Lua.

Por que Guerrero não cobra mais os pênaltis, seria para não ser valorizado demais? E foi do peruano o gol que abriu o placar, finalizando com o pé direito um cruzamento de Fagner, aos 24 minutos. Agora, Guerrero tem 47 gols, superando Carlito Tevez como o estrangeiro com mais gols na história do clube.

O segundo gol corintiano foi do zagueiro Felipe, jogador com a maior impulsão do elenco, marcando de cabeça após cobrança de falta de Jadson. Faltando apenas um minutos para a defesa completar sete jogos sem sofrer gols, vacilou e numa bela arrancada de Gonzalo que saiu do meio de campo, passou pelos zagueiro e, na cara de Cássio, deu um biquinho e fez o gol de honra do Danúbio. As duas equipes voltam a se enfrentar na abertura do returno do grupo, em São Paulo.

A vitória do rival deixou o São Paulo mais pressionado por uma vitória contra o San Lorenzo hoje no Morumbí. A outra vaga do grupo deverá ser disputada diretamente entre estes dois.

Quem perder poderá dar adeus. Eles também repetem o confronto na sequência da Libertadores. Mais do que nunca o Tricolor precisará do apoio da sua torcida, principalmente pelo retrospecto que tem contra adversários argentinos na Libertadores. Vai precisar jogar mais do que vem fazendo para continuar com chances na competição.

Quem não conseguiu tudo o que desejava foi o Santos que, pela Copa do Brasil, foi até Londrina com intenção de eliminar o jogo da volta e ganhou apenas por 1 a 0, gol de Robinho cobrando pênalti que, pela televisão, não foi.

A bola tocou no ombro de Germano, ex-santista. Acontece que o movimento de braço feito pelo jogador do Londrina no chute de Renato e na distância em que se encontrava o árbitro, só com recuro eletrônico para ver que não foi pênalti.

Vida de árbitro não é fácil. Se fica próximo da jogada é agredido se fica longe para não atrapalhar não consegue ver com precisão determinados lances. É soda!

Se o sal grosso e a água benta que a enfermeira do Londrina jogou no campo momentos antes do jogo não serviram para evitar a derrota, pelo menos garantiu o jogo da volta e a possibilidade de eliminar o Santos na Vila Belmiro. E que as crenças sejam respeitadas. Axé.

Sheik deveria ter sido expulso contra o Red Bull

O que será que está se passando nos bastidores do Corinthians para que alguns jogadores sintam tanta raiva dos árbitros. Sábado, num jogo teoricamente fácil e que se tornou difícil contra o Red Bull Brasil, , mais um jogador corintiano agrediu um árbitro.

Emerson Sheik empurrou intencionalmente o árbitro Luiz Martinucho com as duas mãos, derrubando-o no gramado, para tirá-lo  de uma jogada que Sheik tentava fazer.

Surpreendentemente, o árbitro se levantou e ao marcar uma falta em Sheik na sequência, estendeu a mão para levantar o jogador. O gesto educado do árbitro deveria vir seguido do cartão vermelho sendo mostrado para o indisciplinado atleta.

Independentemente se o árbitro estava mal posicionado ou não, entendo que as circunstâncias de como a jogada se desenvolveu colocaram os dois no mesmo espaço, Sheik não poderia nunca ter feito o que fez e não ser punido com expulsão e denunciado por agressão. Ele não poderia nunca ter colocado as mãos no árbitro e o empurrado da maneira que fez.

Para se ter uma ideia da gravidade da atitude irresponsável do jogador, aquele mastro da bandeirinha do escanteio não pode ser retirado mesmo que esteja atrapalhando quem vai cobrar o tiro-de-canto. Imaginem então, empurrar o árbitro porque se encontra onde o jogador quer jogar. O árbitro foi conivente em não expulsá-lo, prestando um grande desserviço para a instituição arbitragem paulista. A figura do árbitro foi humilhada ao ser jogada ao chão intencionalmente.

Pior, não é a primeira vez que fato semelhante acontece envolvendo jogadores corintianos. Primeiro foi Petros que agrediu com empurrão e soco o árbitro Rafael Clauss, depois Guerrero também empurrou pelas costas Leandro Bizzio Marinho para tirá-lo do mesmo espaço que pretendia ocupar.

Denunciados, Petros foi punido e Guerrero absolvido. E com Sheik o que vai acontecer? O TJD de araque pode tomar a decisão que desejar, correta ou não, mas que o jogador tem que ser denunciado, tem.

Não consegui entender o critério que o árbitro Marcelo Ribeiro utilizou no gol que a Ponte Preta fez contra o São Paulo, marcado por Roni. Visivelmente o atacante empurra o lateral Auro do Tricolor antes de meter a cabeça na bola. Falta! Será que se fosse ao contrário ele não marcaria pênalti se a bola fosse pra fora? Só o árbitro poderia responder.

No lance em que o jogador do São Paulo Alan Kardec, dentro da sua própria área, interrompe um ataque da Ponte cabeceando a bola no seu próprio braço, o mais difícil ele fez que foi acertar o seu braço, o árbitro agiu corretamente em não marcar pênalti. Lance totalmente involuntário, mesmo que tenha se beneficiado. Quantas vezes, querendo, um jogador consegue cabecear a bola no seu próprio braço?

Há coisas que só acontecem com o atacante do Tricolor, tanto é que ele fez o gol da vitória são-paulina com o peito ao invés de cabecear. É mole?

Torcida que canta e vibra

Mesmo diante de resultados negativos contra os rivais considerados grandes, o torcedor palmeirense continua empolgado e lotando seu novo e lindo estádio independentemente se o adversário é uma atração ou não.

Manhã de domingo e lá estavam mais de 26 mil pagantes para ver a difícil vitória sobre o XV de Piracicaba. Foi apenas 1 a 0, gol do volante Gabriel nos minutos finais e só depois que o  adversário ficou com um jogador a menos após a expulsão de Toni.

Ao ser expulso o jogador do “Nhô Quim” reclamou muito contra a decisão do árbitro Rodrigo Amaral e deixou o campo dizendo “vergonha, vergonha”. O que ele quis dizer com poucas palavras? Para quem estava se dirigindo? Qual o objetivo do desabafo?

Poucos minutos antes de ser expulso o experiente jogador Toni foi advertido com o cartão amarelo após impedir um contra ataque palmeirense armado por Dudu quando a bola seria disputada por um seu companheiro. Portanto, falta completamente desnecessária cometida na chamada ponta-esquerda palmeirense, sem perigo eminente de gol.

Não contente e satisfeito, mesmo alertado pelo seu técnico Toninho Cecílio, que encheu mais o saco da arbitragem do que orientou sua equipe, Toni disputa a bola com o jovem Gabriel Jesus, dentro do círculo central do campo, de maneira perigosa e desnecessária atingindo o adversário com um “carrinho”. É muita irresponsabilidade ou burrice?

Jogada para, no mínimo, cartão amarelo. Como já tinha recebido um, viu o segundo e, consequentemente, o vermelho. Vergonha, vergonha! Desabafar com essas palavras é transferir a responsabilidade de uma atitude irresponsável para quem não pode ser considerado culpado pelas atitudes de um jogador profissional e experiente  que deixou seus companheiros inferiorizados numericamente.

O XV não perdeu por ter ficado com um jogador a menos e sim por ter sido incompetente individualmente quando atacava e criava oportunidades de marcar primeiro que o Palmeiras e não conseguia finalizar ou chutava para fora.

Tá certo que Gabriel estava livre quando pegou o rebote da zaga e acertou um belo chute. Aí é falha de marcação e lentidão do goleirão Roberto, ex-Ponte Preta. Como o goleiro palmeirense Fernando Prass não estava no meio de campo de defesa do XV, tínhamos 10 x 10 jogadores, ou não?

Se apresentando bem ou mal diante de sua torcida o importante é que o Palmeiras continua vencendo os adversários considerados pequenos. Nada mais do que a sua obrigação. A torcida continua empolgada e o programa Avanti do sócio torcedor continua superando marcas já próximo dos 105 mil.

Todos no clube continuam pedindo paciência para a torcida, principalmente quando o time não joga bem. A frase “é um time em formação” já está decorada por quem fala e por quem ouve. Vamos ver até quando Osvaldo terá tranquilidade para trabalhar e se os torcedores aceitarão um resultado negativo no clássico contra o São Paulo.

Aliás, por falar do Tricolor, ele conseguiu surpreender até o mais otimista torcedor ao vencer, de virada, a Ponte Preta em pelo Moisés Lucarelli por 2 a 1. Roni abriu o placar para Paulo Miranda e Alan Kardec darem alegrias para quem não acreditava que um time formado com jogadores que há muito tempo não jogavam como titulares pudesse vencer a Macaca em Campinas.

O mesmo não aconteceu com o Corinthians. Jogando com os considerados titulares o Timão ficou no 0 a 0 contra o Red Bull Brasil em seu estádio. Frustração para a torcida que continua comparecendo e quase lotando o novo estádio. Aliás, foi o único dos grandes que não venceu. O Santos viajou até Marília e goleou o já rebaixado MAC com dois gols de Thiago Ribeiro, Marquinhos Gabriel e Gabriel. Robinho e Ricardo Oliveira foram poupados.

O fato pitoresco nesta viagem do Santos até Marília foi a presença do auxiliar técnico Serginho Chulapa na delegação. Todos sabemos que, por muitos anos, o ex-atacante e artilheiro do Santos, quando ainda estava no São Paulo, sempre arranjava um motivo para não ir até a distante cidade interiorana, onde jogou por empréstimo antes de ser aproveitado pelo Tricolor. Por causa de um relacionamento sentimental não bem resolvido, Serginho sempre era expulso no jogo anterior ou completava a série de cartões amarelos.

Num determinado jogo que antecedia o confronto com o MAC lá em Marília, Serginho fez de tudo para ser expulso pelo árbitro Dulcídio Boschillia. Conhecedor da situação, o árbitro aceitou tudo o que o atacante fez e dizia que não o expulsaria e que ele teria que ir até Marília. No dia da viagem o que fez o esperto atacante? Ligou para o clube e disse que estava passando mal e com febre.

Desconfiado, o clube enviou o médico até a casa do paciente. Momentos antes de abrir a porta para o médico, para confirmar que estava “quente”, dizem que o atacante ligou o forno do fogão e colocou a cabeça dentro. Foi reprovado e não viajou. Hoje, os tempos são outros e o ambiente está tranquilo na cidade do interior para o agora auxiliar técnico. Para não perder a piada e gozador como é, o colega Gilberto Costa diz que o Serginho Chulapa aproveitou para levar um ovo de páscoa na bagagem.