
Sergio Barzagui - Gazeta Press
Não poderia ser melhor para o Santos ter o Corinthians como adversário na decisão do título do Paulistão.
Foi para o Timão que o Peixe perdeu o título de 2009. De lá pra cá só deu Santos e agora, pode até ser considerada uma revanche, ou não? Só para motivar um pouco mais, já que em 2001, o peixe venceu o timão na Vila.
A verdade é que na semifinal entre São Paulo e Corinthians, o que menos vimos foi futebol de alta qualidade.
Vendo as duas equipes jogarem, entende-se perfeitamente porque foram derrotados na Libertadores.
Só querem marcar o adversários. Se agissem assim para marcar gols, seus torcedores estarião mais felizes.
Igualdade de 0 a 0 no placar levou a decisão para os pênaltis e, mais uma vez, o ídolo Luiz Fabiano fracassou.
Depois que PH Ganso já havia isolado o seu pênalti , o Fabigol bateu mal e Cassio defendeu com facilidade.Pelo lado do Corinthians o infeliz foi
Alessandro que chutou na trave.
Na vitória por 4 a 3 do Corinthiansnos nos pênaltis , merece registro a atitude do árbitro Antonio Rogério do Prado, que, corajosamente e não muito usual, fez cumprir a regra na última cobrança corintiana, feito por Pato.
Na primeira execução, o goleiro Rogério Ceni defendeu adiantando-se quase na risca da pequena área. Na repetição, Pato bateu no mesmo canto direito de Ceni, que saltou para o esquerdo.
É quase impossível o goleiro defender uma cobrança de pênalti sem transgredir a regra. Como, quem executa se abate ao errar, fica cômodo para o árbitro validar a cobrança. Luiz Fabiano caiu na grama e lamentou. Inteligentemente, Pato questionou a atitude irregular de Ceni.
Nas cobranças erradas pelos palmeirenses contra o Santos, ninguém pressionou o árbitro. O mesmo comportamento teve os jogadores do Mogi Mirim ao errarem contra o mesmo Santos. O goleiro Rafael defendeu as quatro cobranças de maneira irregular e ninguém questionou.
Sabemos que o árbitro está lá para fazer cumprir as regras expontâneamente, porém, existe um lema: “a situação faz a ação”. Se ninguém percebeu ou reclamou, porque “inventar” e ser mais realista do que o Rei? E assim caminha nossa arbitragem.











