Gazeta Esportiva

Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Para quem gosta de afirmar que pênalti não tem vantagem é só prestar
atenção no gol do Botafogo, marcado pelo meia atacante Elkeson na derrota para o
Vitória e no gol do Maikon Leite, o quarto do Palmeiras na goleada contra o Paraná.

Se os árbitros marcassem as faltas, que acontecerem, dariam ao time infrator a oportunidade dos cobradores dos respectivos penaltis errarem.

Ainda bem que os jogos seguiram.

Vantagem é vantagem, dentro ou fora da área, TÁ NA REGRA!

Como pode um jogador profissional, talentoso e importante para a equipe deixar seus companheiros na mão como fez o Roger do Cruzeiro.

Já tinha um cartão amarelo, entrou na área e simulou ter sofrido pênalti.

Resultado: foi expulso, o Cruzeiro perdeu o jogo, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Paranaense, próximo adversário do Palmeiras.

Quem também caiu, foi o técnico Mancini que pediu demissão.

E os dirigentes do Cruzeiro acham que é só trocar o técnico!

Só pra lembrar, em 2011, o marido de Deborah Secco, também foi expulso contra a LDU, atrapalhando a raposa na Libertadores.

 

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Felipão nunca teve papas na língua. E deu mais uma amostra disso após a classificação do Palmeiras diante do Paraná. O gaúcho soltou o verbo contra a diretoria alviverde, chegando até a soltar palavrões.

O assunto em questão é o elenco. Luis Felipe quer mais reforços. Aceita os que já estão no grupo, mas gostaria de ter muito mais. Os chamados camarões graúdos.

Felipão é malandro. Fez isso de coração aberto, dizendo que é mais palmeirense do que muito dirigente. Os cartolas verdes podem até fazer algo em represália, mas a torcida ficará ao lado de seu treinador. E concordo com ele.  Carimbo essa atitude.

 

Como jogador estraga todo o trabalho do grupo em apenas um lance perfeitamente evitável.

Foi assim com o lateral Lucas do Botafogo na decisão com o Fluminense. Placar de 1 a 1 até então e o lateral  pisa no tornozelo do adversário, maldosamente, sem necessidade alguma.

Já havia cobertura e ele próprio poderia continuar correndo atrás do oponente. Detalhe, já
tinha amarelo. Recebeu o segundo e saindo para o vestiário viu o segundo gol do Flu. No Rio como em Sampa, Fred já está com as duas mãos na taça, como Dracena, só falta erguer e dar a volta olímpica no Engenhão.

Em Minas, o árbitro Francisco nascimento e o assistente  Dilbert Pedrosa Moises fizeram a lambança completa.

Aos 48 minutos do segundo tempo, após a cobrança de um escanteio para o América, que foi direto para fora, o juiz entendeu que a bola tocou no volante Serginho que estava
junto a trave.

Novo escanteio. E o gol de empate foi marcado por Bruno Meneghel, para desespero do técnico Cuca e jogadores do Atlético. Lambança das boas.


 
E na Bahia o técnico Falcão foi expulso no Ba-Vi, por reclamação.

Quando árbitro, ao ter contato com Falcão comandando o Inter, num jogo no Beira Rio contra o Botafogo, pensei comigo “o Falcão é muito educado para ser técnico, não vai dar certo, jogador gosta de um vocabulário mais “chucro”.

O tempo passou, Falcão continua técnico, educado, porém, sem muito sucesso na carreira e pior, começou a ser expulso. Como dizia Tim Maia, chama o síndico.

Pensei que o Guarani seria um adversário mais difícil de ser batido.

Percebi desde o início que os garotos sentiram muito a experiência,
liderança e comando do Fumagali.Para se ter noção de como estava o
emocional da molecada,é só observar que os mais novos estavam caindo
demais no domínio e condução da bola.

Até o zagueirão Neto, mais experiente, teve que deixar o campo com problema muscular.

No primeiro tempo o jogo foi ruim de ser assistido e a determinação do
Guarani com a marcação foi muito eficiente, mas no segundo, com o
desgaste físico natural, sobrou espaço para que o talento individual
fizesse a diferença e Neymar Jr brilhou mais uma vez, ofuscando o
maravilhoso momento que vive Arouca, tendo como coadjuvante Paulo Henrique
Ganso.

Entrar em campo perdendo de 3 a 0, mais a ausência de Fumagali, deixam
os comandados de Vadão numa situação muito difícil para ser revertida.

Não é impossível mas, vamos ser realistas, só falta o Santos erguer a
taça, com as duas mãos nela o capitão Edu Dracena já está.

A Federação Paulista perdeu uma grande oportunidade para que um dos
novos árbitros apitasse a primeira final. Para Seneme não acrescentou
nada e nem ele para o jogo.

Deixou de marcar um pênalti grotesco de Domingos em Alan Kardec e tirou Adriano do último jogo por ter com 3º amarelo. Errou ao justificar que era a terceira falta
cometida pelo volante do Santos, era a primeira.

Para o encerramento da competição ficou fácil colocar no sorteio
apenas nomes de árbitros que apitaram bem o campeonato como Craus,
Guerra, Braguetto, que entrarão em campo muito motivados.

 

Fernanda Maia em ação no Engenhão

Só no Brasil é que gandula deixa de ser figurante, coadjuvante, para
se tornar protagonista. Quanta mediocridade. Seria falta de craques ou
de jogadores e técnicos mais competentes?
No Engenhão, a bela gandula Fernanda Lima nada mais fez do que ficar
livre da bola que segurava para correr atrás da que saiu pela linha
lateral e foi longe pra caramba. Quem está jogando futebol tem prestar
atenção no adversário a ser marcado e no movimento da bola. Vai me
dizer que o lateral do Vasco ficou olhando a bola que ele jogou para
fora do campo de jogo?


                                                                                                                 Foto: Grêmio/Divulgação

No clássico Gre-Nal, o técnico Luxemburgo, que sabe bem como burlar as Leis do
jogo em seu benefício, corretamente, embora há bastante tempo não crie
um fato novo como aquele que Ricardinho jogou com um ponto eletrônico,
para receber orientações técnicas. Lembram-se? Ficou p da vida com o
gandula do Inter, quando deveria chamar a atenção do árbitro.
Isso mesmo. Todos os clubes e técnicos usam seus gandulas de acordo
com o resultado ou regulamento. Exigem rapidez, lentidão, alteração da
calibragem das bolas, maior ou menor quantidade de gandulas,
provocação, ou não?
Os árbitros precisar ficar atentos para que os gandulas se comportem
da mesma maneira com as duas equipes. O que é muito difícil em se
tratando de gandulas funcionários ou convidados das equipes mandantes.
Mesmo sendo gandulas neutros, como no jogo do Bragantino contra o
Mirassol, quem está encarregado de repor a bola em jogo pode se
precipitar e, às vezes, atrapalhar o bom andamento do jogo. Lá a bela
jovem não teve maldade, faltou malícia, ao colocar outra bola no campo
antes da que estava em jogo ter saído pela linha lateral.
Quando em atividade, minha maior preocupação era para que os gandulas
não se envolvessem em confusão com os jogadores. Entendo, é um ponto de
vista pessoal, que é muito desproporcional expulsar um jogador de uma
equipe e um gandula da outra. Principalmente quando o gandula infrator
está agindo a mando do técnico ou dirigente.
Vamos ficar atentos para as próximas edições das revistas que exploram
a nudez das mulheres que se tornam celebridades por causa de uma bola.

Coincidentemente, com José Maria Marin no comando da CBF, o Santos aceita os
argumentos da FPF e volta a mandar jogo no Morumbi. Dois anos atrás,
na era Ricardo Teixeira, inimigo do São Paulo, o presidente Luiz
Álvaro manteve o boicote junto com Corinthians e Palmeiras e descartou
o Morumbi para enfrentar o Santo André nas finais do Paulistão.

Como as coisas mudam ! Já dizia o filosofo Raul Seixas “eu prefiro ser
essa metamorfose ambulante”. Desde que haja algum benefício que não
seja apenas meras coincidências.
O sistema é bruto, só estando dentro pra saber quem é quem.

 

Dirigente do futebol brasileiro tá sempre usando a imprensa para
discursar para sua torcida e tentar conquistar espaço mostrando que
está atento e atuante.

O velho sábio é que estava com a razão. Temos dois ouvidos para ouvir mais e uma boca para falar menos. após a derrota para o Santos, covardemente, alguns dirigentes
são-paulinos e até o técnico Leão transferiram para o árbitro Paulo Cesar de Oliveira a incompetência da equipe.

Eles já sabiam que na quarta-feira, contra a Ponte Preta, jogo adiado e arbitragem mantida,
quem apitaria seria o irmão do Paulo Cesar, Luiz Flávio de Oliveira.
Se você fosse o LFO, na dúvida, com quem ficaria, com o São Paulo ou
com seu irmão? Como tem dirigente babaca, né?

Mas tem dirigente varzeano também, em plena era profissional de
administrar clubes de futebol. É só lembrar do desabafo de Mario Gobbi, presidente do Corinthians. Transferiu para o árbitro e para a Conmebol toda a incompetência da equipe no jogo contra o Emelec.
A Conmebol precisa muito mais dos clubes brasileiros do que o futebol brasileiro necessita da Libertadores. Só o Corinthians quer tanto esse título, os demais nem tanto. Não seria muito mais fácil voar até o Paraguai e falar tudo o que disse nos microfones para o presidente
Nicolas Leoz? E a coragem, onde fica?

 

Porque será que o Lucas não consegue jogar bem e ser decisivo em clássicos ou jogos importantes do São Paulo?  Incrível né!

 Joga bem, mas não decide, não brilha. Seja com Luiz Fabiano ou sem ele. É craque ou não?
E o Paulo Miranda? Afastado, retirado, sacado, humilhado, pelos dirigentes do São Paulo.

Os cartolas entendem que o zagueiro toda vez que erra a equipe sofre gol. Tudo isso com o consentimento do técnico Leão que, se não consentiu, foi omisso e deixou de ser o líder que o grupo de jogadores queria que fosse e até então obedecia e admirava.
Às vezes é melhor ficar desempregado com dignidade do que trabalhando
ser  respeitado e admirado. Já deixei de participar de eventos importantes ou de apitar jogos que desejava, mas nunca me submeti aos caprichos dos cartolas do futebol mundial.

Até Joseph Blatter tomou conhecimento de que eu existia ao mandar alguns babacas fazerem sexo . Entenderam?

Quem diria!! Depois que o Marin assumiu a CBF, até São Pedro está
ajudando o São Paulo.

Claro que é apenas uma feliz coincidência, mas o temporal que caiu na região de Campinas contribuiu para que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira decidisse pelo adiamento do jogo entre Ponte Preta e o tricolor paulista, válido pela Copa do Brasil.
Claro que as duas diretorias ficaram felizes da vida. Não tiveram
desgaste físico com um gramado em condições terríveis e os atletas
foram poupados de possíveis lesões.

Sem o respaldo da Federação Paulista de Futebol, representante da CBF no estado, o árbitro não tomaria a decisão que tomou.

Hoje, quem menos decide se um jogo vai ser adiado ou interrompido é o homem do apito. Mesmo que a legislação exija que seja ele.
Em Campinas foi cômodo, já que nenhuma das duas diretorias queria jogar. Pior
para o Santos, adversário do São Paulo na semifinal do Paulistão.
Me recordo de um jogo no Palestra Itália entre Palmeiras e Santos,
depois de um temporal e antes de um jogo por competição internacional
de uma das equipes. Fizeram de tudo para me convencer que o jogo não deveria acontecer.
Subi para o gramado acompanhado dos capitães Antonio Carlos (SEP) e
Galo (SFC), longe dos cartolas, tendo como testemunha apenas meus
auxiliares. Foi cômico. Os capitães me disseram “vamos pro jogo
Godoi, o gramado tá excelente, esses babacas não jogam”.

Longe dos microfones a conversa é outra. Se é!!!