O voleibol brasileiro está comemorando, neste ano de 2011, cem anos de sua introdução no Brasil.
Uma pesquisa do Panathlon Club do Recife descobriu uma publicação da Associação Cristã de Moços daquele ano com o regulamento do voleibol e as “dicas” de como se jogava há um século esta modalidade, tão popular nos dias de hoje.
As primeiras partidas efetuadas em nosso país foram realizadas no cais do Capibaribe, em local que é hoje a Rua Aurora, na Capital pernambucana.
PIONEIRISMO
O documento (do qual recebemos cópia) teve o reconhecimento da Confederação Brasileira de Voleibol. Este pioneirismo valeu ao Panathlon do Nordeste o privilégio da comemoração oficial desta data tão significativa. A CBV delegou a esta entidade todo o planejamento dos festejos e a implantação do monumento ao Voleibol, que levará a chancela da Confederação Brasileira de Voleibol, do Panathlon, da CHESF e da Prefeitura Municipal do Recife.
CURIOSIDADES
Folheando o documento raro, verificamos que há 100 anos o campo media 50 x 25 pés, dividido em dois quadrados de 25 x 25. Considerando que um pé tem 33 centímetros, as primeiras quadras tinham 16,50m por 8,25m. As medidas, conforme o regulamento de hoje, são de 18m x 9m.
A rede tinha de ter, pelo menos, 2 pés de largura (66cm) e o comprimento de 8,25m, a largura da quadra. A altura da rede era de 7,5 pés (2,47m). Os sets eram de 21 pontos.
Era proibido jogar voleibol na ACM aos domingos e esta entidade era também proibida de participar em torneios ou jogos contra qualquer outro clube que realizasse um evento naquele dia da semana.
Em 1911, na ACM já se realizavam torneios internos e ela possuía uma seleção dos melhores jogadores da cidade para enfrentar outras equipes.
ESPAÇO DO CONHECIMENTO NA SEME
Foi realizada, na manhã da última quinta-feira (24), a cerimônia de inauguração do Espaço do Conhecimento de Lazer e Esporte, uma iniciativa da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo.
Trata-se de uma construção que é circundada pelo Bosque da Fama e destina-se ao cultivo da cultura e do saber voltados para o esporte. Este será um espaço muito especial para a freqüência de escolares e estudiosos do Esporte, um local de convívio em interessados na cultura.
Walter Feldman, Secretário Municipal de Esportes, falou no final desta cerimônia, estabelecendo uma clara dicotomia entre o esporte de espetáculo e o esporte cidadania, que deve integrar a escala de valores de toda a nação civilizada.
A festa inaugural teve grande comparecimento e sua programação agradou a todos os presentes.
E A SELEÇÃO CANTOU O HINO!
Além dos 2 a 0 contra a Escócia, a Seleção do Brasil registrou uma outra vitória: todos os jogadores cantaram o Hino Nacional.
Há anos estamos denunciando em nossa coluna a falta de cidadania de jogadores e das torcidas, que não cantam e nem reverenciam o hino pátrio. Não sei se houve uma instrução dos responsáveis pela equipe brasileira para que nosso time assim procedesse ou se o fato foi fruto de um amadurecimento cultural e patriótico das novas gerações de futebolistas.
Sinceramente, ficamos orgulhosos do comportamento da nova seleção e esperamos que o exemplo se reflita com todos os jogadores em situações análogas no restante do Campeonato Paulista e do Brasileirão que se aproxima.
A mídia, tão ávida em noticiar escândalos e fofocas, poderia dar uma mãozinha nesta campanha cívica de valorização do Hino Nacional.





