Terminaram melancolicamente os Jogos Mundiais Militares. Segundo o “Estadão”, a competição não empolgou os cariocas. Os locais das disputas não receberam o público que se esperava e o Comitê Organizador chegou até a distribuir entradas gratuitas, sem resolver a questão.
O Brasil foi o campeão geral, mas reforçado por competidores de alto rendimento que assinaram contrato temporário com as Forças Armadas para disputar o certame. No meu tempo, isto tinha o nome de “laço”.
É impressionante a avidez com que dirigentes e políticos cariocas estão concentrados em levar para o Rio de Janeiro a sede de todos os certames de grande importância internacional, não dando a menor oportunidade para os demais Estados do nosso país. Provavelmente, o público e o entusiasmo seriam maiores em outras unidades não agraciadas com nenhum mega evento, uma vez que os fluminenses estão totalmente voltados para o Mundial de Futebol, para os Jogos Olímpicos e, nesta semana, para o sorteio das chaves da Copa do Mundo.
Deve-se sempre levar em consideração que os recursos federais que tornam possível a realização de todas estas super disputas vêm de todo o país e são aplicados no Rio de Janeiro.
Está na hora dos dirigentes e dos políticos das outras unidades de nossa federação unirem-se para por fim a estas prioridades cariocas que estão acontecendo no Brasil desde o desembarque de D. João VI em 1808.
Toda a hierarquia nacional do esporte também está nas bordas da Baía de Guanabara, integrada pelo COB de Nuzman e a CBF de Ricardo Teixeira, cuja atuação, em nível nacional e mundial, não é, para nós, motivo de orgulho.
