Encontro dos Campeões da PM

Cel. Hudson Camilli, Comandante da Escola de Educação Física da PM, e o jornalista Henrique Nicolini e Cel. Corrêa de Carvalho, presidente da Comissão Organizadora

Ainda dentro do programa comemorativo ao centenário da Escola de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo, foi realizada em 25 de novembro uma solenidade denominada “Encontro dos Campeões”, visando homenagear os ex-comandantes e altas figuras da oficialidade da PM ligadas à EEF. Foram também lembrados na ocasião os atletas que, na área da competição esportiva, defenderam a pioneira entre as escolas de Educação Física do Brasil.

Neste rol de homenageados, foram ainda incluídas pessoas vinculadas às atividades da PM na área dos esportes e da Educação Física, às quais aquela corporação desejava demonstrar a sua gratidão.

A cerimônia foi uma iniciativa da Associação dos Oficiais da Polícia Militar, presidida pelo Cel. Luiz Carlos dos Santos, da direção da própria Escola de Educação Física, sob o comando do Cel. Hudson Camilli, e de uma Comissão Organizadora sob a responsabilidade do Cel. Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, que foi o mestre de cerimônias.

Mais de uma centena de pessoas que se enquadravam no perfil dos homenageados receberam um diploma. Entre eles, Leandro Prates, atleta que acabou de sagrar-se campeão pan-americano dos 1.500 metros, o Cel. Niomar Cyrne Bezerra, ex-comandante do regimento da Cavalaria e da Rota, Cel. Nestor Soares Públio, ex-presidente da Federação e da Confederação de Ginástica, Milton Pereira dos Santos, atual campeão mundial master das provas de arremesso, Edgar Freire, vice-campeão da São Silvestre e Aristides Almeida Rocha, presidente do Panathlon Club São Paulo.

O titular deste blog recebeu seu diploma das mãos do Cel. Hudson Camilli, diretor da EEFPM, homenageado por suas atividades na A Gazeta Esportiva. Ele foi integrante do “staff” que organizou a São Silvestre nos anos 50, 60 e 70 do último século e de outros eventos esportivos do calendário da AGE que receberam um excepcional apoio e até a parceria da Polícia Militar de São Paulo.

Antes agora do que nunca

Insistimos sempre no noticiário do nosso blog que, ao sediar o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos, a visibilidade do Brasil para o mundo é a maior dos nossos 511 anos de história. Nunca estivemos em exposição tão ampla quanto na década que se iniciou em 1º de janeiro deste ano.

Os meios de comunicação do exterior não se interessam somente pelo lado técnico esportivo dos mega eventos. Repórteres vasculham todas as minudências do país: os costumes, o sistema de transportes, a distribuição de renda, as favelas, a corrupção e a criminalidade. O Brasil vai brevemente para a vitrine.

Deste ponto de vista, foi digna de grandes aplausos a realização, mais de dois anos antes do jogo de estréia da Copa do Mundo, da “Operação Rocinha”.  Seria danoso para a imagem externa brasileira se ela ocorresse nas vizinhanças da Copa, quando os veículos vanguardeiros de todo o mundo já tivessem mandado seus enviados especiais para a cobertura desse evento.

Acreditamos que a bandidagem dos morros, intimamente ligada ao tráfico será bem menor durante a Copa. Extingui-la é impossível. Se as autoridades cariocas prenderem as gangues e a estrutura de policiais corruptos que as apóiam já conseguiremos que a “pixação” do nosso país pela imprensa estrangeira seja muito menor.

De minha parte, um abraço no Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Agora é Mato Grosso

Todos os brasileiros alfabetizados já tinham consciência da volúpia com que políticos e empresários pouco honestos contemplavam os orçamentos para a Copa do Mundo. A estimativa inicial do custo das praças de estádios foi relativamente moderada para não assustar o país num momento de crise internacional e da necessidade de contenção de gastos.

Logo depois começaram os “estouros”. O orçamento da reforma do Maracanã dobrou; os estádios do Nordeste seguiram este mau exemplo e agora a “bola da vez” está sendo Mato Grosso. Neste Estado, com aval do Ministério das Cidades, foi alterado o contrato já aprovado para a melhoria do transporte, com um aumento de custos no valor de 700 milhões de reais.

O mais triste é que não se sente a presença de qualquer vontade política para segurar esta tendência vislumbrada desde o momento em que ganhamos a sede da Copa. É preciso, a todo custo, evitar que aconteça uma repetição da vergonha que foi a prestação de contas do Pan-americano de 2007, realizado no Rio de Janeiro.

Concordamos com o Ary

 

Lemos no “Estadão” uma entrevista do presidente da Confederação Brasileira de Voleibol sobre o destino a ser dado à arrecadação do lucro da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

Em vez de outros “critérios!” quanto à destinação da eventual sobra dessa arrecadação final dos dois grandes eventos, ele acredita que ela deva ser investida na base do nosso esporte, nas novas gerações para que o Brasil continue conquistando medalhas nos Jogos de 2020 e 2024 e não somente nos certames que estamos sediando.

Naturalmente existe muita gente “de olho” neste dinheiro.

A décima parte de um centésimo

Meu amigo Walter Silva, membro do Panathlon Club São Paulo e funcionário da Assembléia Legislativa paulista, forneceu-nos informes preciosos a respeito da concessão de recursos públicos para o esporte.

Diante do quadro de injustiça vigente, através da bancada em que ele atua e com inteiro apoio do Panathlon Club São Paulo, resolveu agir. Partiu para efetuar uma série de palestras reunindo os setores que estão cerceados em sua atividade, justamente por falta de recursos.

Em um momento em que estão sendo estruturados uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o esporte é aquinhoado apenas com a dotação de 0,1% do orçamento geral do Estado, que este ano é de 156 bilhões de reais e apresenta um superávit de 10 bilhões.

Dos gastos maiores da “quirera” de 163.060.087 milhões que restaram para o esporte no orçamento estadual, R$ 80.099 (oitenta e um milhões) serão aplicados no gerenciamento administrativo da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude.

Os Jogos Abertos custam 47.396 milhões e ainda têm a necessidade de cobrar dos municípios a inscrição dos atletas para poderem participar. Para a construção de novas obras e manutenção da estrutura existente (Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, Ginásio do Ibirapuera, piscina Caio Pompeu de Toledo, Pista Ícaro de Castro Mello, conjunto da Água Branca e outros próprios estaduais), além do Projeto Futuro, a verba é a “miséria” de 22 milhões e pouco (22.382.030,00).

Quando verificamos que somente a reforma do Maracanã e as despesas do Itaquerão batem cada uma na cifra de um bilhão, ficamos impressionados com a pequenez do apoio estatal ao esporte de base,  atividade que corresponde ao início da carreira de milhares e milhares de jovens, muitos dos quais irão defender o Estado bandeirante em competições nacionais e o país em eventos internacionais. É o primeiro degrau.

O dinheiro aplicado no esporte de base representa economia em outros setores: saúde, segurança pública e outras áreas do orçamento. O consumo de drogas cai, a Cracolândia míngua ou desaparece e os hospitais vão poupar as despesas decorrentes da ocupação de leitos com enfermidades causadas pelo sedentarismo.

Não é justo que uma atividade tão importante tenha que se contentar com a décima parte de um centésimo do orçamento estadual.

Recife e o centenário do Voleibol do Brasil

A cidade de Recife não abre mão de um honroso pioneirismo histórico. Após pesquisas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e na ACM de São Paulo, o Panathlon Club da Capital pernambucana comprovou o fato de que o primeiro jogo oficial de voleibol do Brasil foi realizado no número 40 do Caes do Capibaribe, no dia 15 de novembro de 1911.

Na atual rua Aurora de Recife, com o reconhecimento formal da Confederação Brasileira de Voleibol, o Panathlon, a Prefeitura Municipal e a CHESF (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) resolveram erguer um monumento para simbolizar o privilégio. A inauguração está prevista para o mês de dezembro, quando as obras deste marco da história do nosso esporte estarão concluídas. Na ocasião, naturalmente, haverá a presença de autoridades esportivas e administrativas estaduais e nacionais.

Preservar a história é importante!

Mais Um

 

O esporte perde mais um cronista esportivo da “velha guarda”. A coluna de falecimentos do “Estadão” da última semana nos comunica a perda de Haluane Neto, vibrante locutor esportivo da Pan.

Minhas recordações deste colega remontam às coberturas dos Jogos Abertos do Interior há meio século, no tempo em que esta competição poliesportiva centralizava todo o interesse do público esportivo, não só de São Paulo como de municípios vizinhos e ganhava uma grande visibilidade.

Jogos como os de 50 (Sorocaba), 52 (Ribeirão Preto), 53 (Jundiaí) e outros foram responsáveis pela construção de ginásios de esportes que ainda hoje são os principais daquelas importantes cidades. Em todos eles, era infalível o microfone de Haluane Neto.