Os jornais do último fim de semana noticiaram com destaque um considerável aumento de furtos e roubos com o turista como vítima. Gente que vem do exterior para congressos e convenções, ou ainda para curtir a beleza de nossas praias são o alvo preferencial destes marginais que não imaginam o mal que causam ao Brasil.
O Brasil busca vultuosos recursos econômicos, “vendendo” sua imagem de país belo e ensolarado. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos constituem um grande investimento para que sejamos ponto obrigatório do destino de visitantes procedentes de outras nações distribuídas pelo nosso planeta. Em termos de marketing, não deixamos de ser uma mercadoria a ser vendida aos vários bilhões de habitantes do globo.
Para que isto ocorra, necessitamos possuir uma excelente imagem. Toda a fortuna que gastam a iniciativa privada e também a oficial em propaganda e publicidade visa exatamente a conquista essencial desta imprescindível imagem. É esta procura que motiva empresas a investimentos fabulosos, fato que se pode conferir pela presença de patrocinadores do esporte, pelos anúncios que sustentam todos os meios de comunicação, impressa e eletrônica.
Nada mais funesto para uma empresa do que a perda de um crédito. Todos os empresários querem manter o conceito de sua marca no topo. Este fato é revelado pelo freqüente noticiário dos “recalls”, isto é, fabricas que substituem gratuitamente peças e artigos que apresentem possíveis defeitos de produção. A grife é um “up grade” da imagem.
Um país como o Brasil, prestes a ser admitido no primeiro mundo, precisa, portanto, manter cada vez mais seu prestígio. Neste contexto, pode-se imaginar o estrago que nos causa a divulgação aos quatro ventos da preferência de nossos ladrões pelos endinheirados turistas do exterior. Um turista assaltado torna-se, ao retornar, um arauto contra o nosso país. Este tipo de bandidagem chega a corroer o orgulho de ser brasileiro. A Copa e os Jogos Olímpicos tornam-se caixa de ressonância da má propaganda.
Estas quadrilhas, inconscientes ou conscientes do mal que estão causando, vão acelerar a sua ação nefasta em 2014 e 2016 quando a “mercadoria” será farta. Cumpre agora, portanto, às autoridades policiais ver se salvam o tão importante prestígio de nosso país perante o mundo. Entre nossos governantes encarregados desta grande missão deve haver alguns executivos que tenham escapado da epidemia de corrupção coletiva que nos invade. É nestes que confiamos para que a imagem do Brasil seja salva.
Cada cidadão também pode colaborar, manifestando-se ruidosamente a favor da formação de uma consciência pública atuando contra as quadrilhas poderosas do crime organizado.
Este artigo é a minha modesta colaboração.
