Rio 2016 – Mega plano com repercussão social

A opinião nacional ficou profundamente chocada com a notícia amplamente divulgada no final da semana passada de um fato demonstrando a quantas chegou a delinqüência no país, especialmente no Rio de Janeiro: os corpos de seis jovens foram encontrados num canteiro de obras de Mesquita, na Baixada Fluminense.

Capitaneados pelos chefes do tráfico, praticamente toda a redistribuição e venda de entorpecentes nos morros e das favelas está em mãos de menores orientados pelos bandidos. É a escola do crime substituindo a escola da cidadania, onde o jovem prepara-se para o saber e o trabalho, para exercer funções de responsabilidade e aprende como melhorar a saúde do país, como tirar o petróleo que continua enrustido no fundo de nossos mares e possibilitar exportar produtos que deveria estar exportando.

A grande causa desta distorção está na má ocupação do tempo livre, das horas disponíveis da nossa juventude, à qual os traficantes têm acesso com facilidade.

A vontade política de criar instituições para a atividade sócio-educacional, principalmente na área do esporte, teria um impressionante efeito multiplicador em suas vantagens, além de crucial redução da criminalidade. As poucas iniciativas que existem na área do judô, da ginástica e de algumas outras modalidades na área da arte já têm apresentado bons resultados e demonstram a vitalidade do modelo que deveria ser ampliado em mais de mil por cento.

A realização dos Jogos Olímpicos em 2016 constitui uma grande motivação para o lançamento de um mega programa. É verdade que em um quadriênio apareceriam poucos jovens com condições de vestir a camiseta do Brasil no maior evento esportivo do mundo. Não haveria tempo hábil, mas se mantida a atmosfera, serão criadas condições para que haja uma infra-estrutura para os Jogos, dando-se sequência à história olímpica.

O Rio de Janeiro é a unidade que mais precisa de um programa similar a este, mas ele deverá ter alcance nacional, pois o problema social do país não se restringe às áreas que podem ser vistas do alto do Corcovado.

Este programa deverá ser lançado pela iniciativa privada (aproveitando-se da Lei Piva), por empresas da indústria, do comércio, por particulares e também por ONGs (com grande rigor na observação das contas se houver dinheiro público).

Ao Governo caberá a divulgação dos bons resultados destas iniciativas. Os dirigentes dos setores específicos deveriam promover um mega lançamento e a divulgação constante de cada êxito obtido, seja ele no Rio de Janeiro, seja no Amapá ou em qualquer outra parte do país.

Este trabalho não apresentaria somente as vantagens já citadas ao longo desta crônica, ele também repercutirá na área da saúde, ajudando na redução dos problemas da obesidade de nossa juventude. A organização de jogos e certames entre as várias células deste programa também vale por um trabalho em favor do lazer e que prosseguirá ao longo da vida de todos os envolvidos.

O esporte passará a integrar, com um maior índice, a escala de valores da população brasileira, multiplicando o número de seus beneficiários.

É uma pena que este programa não tivesse sido lançado no ano de 2009, logo após o Comitê Olímpico Internacional ter oficializado o nosso país como sede dos Jogos Olímpicos. Neste, como em quase todos os itens da organização, estamos atrasados três anos.

Post scriptum” – É preciso aduzir que não consideramos ser este o único plano de trabalho visando pódios e medalhas. Neste artigo, nos concentramos principalmente nos jovens carentes, em situação social precária. Existem, porém, dezenas de outros segmentos da atividade humana que podem responder por planos semelhantes e que abrangerão outras instâncias e a juventude de nosso país, como, por exemplo, os universos dos clubes, das escolas (tão desprezados ultimamente), dos centros educacionais e esportivos (municipais e estaduais), das Forças Armadas (João do Pulo apareceu quando servia o Exército numa unidade militar de Lorena). O objetivo é alargar a base quantitativa para atingirmos o vértice qualitativo, expandindo os benefícios físicos, sociais e educativos, inerentes à maior quantidade possível de pessoas integrantes da população brasileira.

Naturalmente, outros artigos abordarão especificamente cada um destes ângulos.

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