Rio 2016 – Vençamos os traficantes

Uma notícia publicada no “Estadão” do dia 21 de setembro veio reforçar ainda mais a necessidade de encaminhar para uma atividade artístico-social, e principalmente esportiva, a juventude que vive as soltas nos morros e nas adjacências das favelas, à mercê da bandidagem e do tráfico.

Nos dois últimos artigos nos concentramos neste tema, mas outras notas publicadas naquele veículo de comunicação vieram reforçar ainda mais os argumentos usados em defesa da minha tese de que é necessária uma política mais atuante para a preservação da mocidade abandonada pelo destino.

O título da notícia a que nos referimos dizia: “Tráfico faz Fundação Casa ficar sem vagas” e explicava ao leitor que existem no Estado 9.039 vagas nesse tipo de instituição, que já foi muito mais conhecida como FEBEM. São jovens que estão cumprindo medidas sócio-educativas sob regime de internação ou semi-internação, em 141 unidades, a maioria por tráfico.

Após reformas feitas há 6 anos, a Fundação Casa já havia ampliado o número de vagas, mas atualmente um número maior ainda está se fazendo necessário. O fato mostra que toma vulto cada vez maior a necessidade do envolvimento das autoridades do país, pois trata-se de uma questão fundamental que abre espaço para o bandido ocupar o lugar do professor, utilizando adolescentes nas tarefas que o tráfico exige: levar a droga até o consumidor ou a outros intermediários. Punições que numa rede escolar seriam meras admoestações, ou outras do gênero, entre os “professores” do tráfico e “seus alunos”, chegariam até a pena de morte pela mudança do contexto ético.

É preciso, de qualquer jeito, criar pólos de prática de esporte para ocupar o horário livre da população infanto-juvenil. A criação desses núcleos para a prática do esporte poderia ter o suporte econômico da iniciativa privada, do empresariado, de ONGs idôneas. Esta ação iria reduzir a criminalidade de maneira intensa, ajudando a evolução esportiva do nosso país, principalmente quando consideramos o quadriênio que nos separa de sermos os anfitriões dos Jogos Olímpicos de 2016.

Este trabalho valeria por uma prospecção de valores em várias disciplinas do esporte, mas, também e principalmente, terminaríamos com a obesidade endêmica da população, criando uma cultura distante da maconha, da cocaína, do crack e de outras drogas que estão dizimando o nosso povo.

Os que querem reciclar nosso país, tornando-o uma nação séria, não podem, de jeito nenhum, perder a oportunidade que os Jogos Olímpicos de 2016 nos oferecem e, se possível, mantendo seus valores até o final deste século.

NO PÉ

O REMO BRILHOU

Recebemos, com grande satisfação, um convite do presidente da Confederação Brasileira de Remo, Sr. Wilson Reeberg, para assistir ao Campeonato Brasileiro Junior e Sênior daquela modalidade, que comemorava 110 anos da primeira competição daquele esporte efetuada em nosso país.

O evento, disputado no sábado e no domingo da última semana, foi o modelo de como deveria ser uma competição de remo, pela quantidade de pessoas que participou das 17 provas da programação, muitos deles destaques nacionais e internacionais. O local estava ornamentado com o pavilhão dos patrocinadores e uma tribuna oficial superlotada. Cremos que, em todos os seus 40 anos de existência, a Raia Olímpica da USP não havia apresentado tão belo visual e uma atmosfera tão entusiasta e atraente. Foi uma das melhores competições a que já assisti nos meus 65 anos de jornalismo esportivo profissional.

Uma idéia muito feliz foi convidar centenas de jovens e adolescentes para presenciar o evento, uniformizando-os com camisetas alusivas ao certame. São estudantes que tiveram ocasião de assistir a um campeonato de remo provavelmente pela primeira vez e muitos vão acompanhar esta modalidade.

Um trabalho bem conduzido poderá encaminhá-los para o barco-escola e, quem sabe, no futuro, teremos a nossa raia da Cidade Universitária cheia de novos figurantes.

Quando estamos iniciando o quadriênio que antecede os Jogos Olímpicos no Brasil (2016), este é o melhor momento para preencher com esporte o lazer dos jovens, evitando que os traficantes e os bandidos cheguem até a mocidade antes da escola e dos bons valores, campanha desenvolvida com grande veemência por este nosso Blog.

Agradecemos a oferta de uma medalha comemorativa aos 110 anos do remo no Brasil, iniciativa do presidente da CBR, e prometemos que esta coluna vai dar grande divulgação ao remo, esporte injustiçado que exerceu brilhante papel de protagonista na história do esporte brasileiro.

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