São seis e não quatro estrelas

A FIFA mandou reduzir de seis para quatro as estrelas do uniforme dos atletas da seleção que está disputando o Campeonato Mundial de Futsal na Tailândia, na Ásia.

Ela não levou em consideração os dois primeiros campeonatos mundiais, realizados em 1982 e 1985, sob a égide da FIFUSA (Federação Internacional de Futebol de Salão).

Não posso dizer que concordei com esta medida. Afinal, fui eu, como presidente da Comunicações Nicolini, quem organizou o primeiro Mundial, disputado no Ginásio do Ibirapuera, que marcou recorde de público em evento esportivo (17.500 espectadores) e que persiste até hoje, fato documentado pelas fotos que ilustram esta matéria.

Participaram desse evento de 1982 dez equipes: Tchecoslováquia, Itália e Holanda (Europa), Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Colômbia e Costa Rica (Américas) e Japão (Ásia).

Era presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Salão o deputado cearense Aécio de Borba Vasconcelos, mas quem cooperou na parte oficial foram Vicente Piazza e Januário D’Aléssio.

A final, disputada entre Brasil e Paraguai numa manhã de domingo, foi transmitida “ao vivo” por Luciano do Vale, que na ocasião trabalhava na Globo.

Todas as partidas tiveram público enorme e quem deixou para comprar ingressos da final na última hora teve que recorrer a cambistas.

As cerimônias de abertura e encerramento tiveram um padrão olímpico e impressionaram as delegações visitantes e fortaleceram a FIFUSA, da qual Januário D’Aléssio tornou-se presidente.

Para consolidar o aspecto intercontinental dessa entidade o Mundial de 1985 foi realizado na Espanha e também vencido pelo Brasil.

Nessa época, a FIFA tomou conhecimento do crescimento do futebol de salão (na realidade uma modalidade de futebol) e chamou esta modalidade para a sua égide, convidando o então presidente da FIFUSA, Januário D’Aléssio, para dirigir este departamento.

Nossos dirigentes do setor devem lutar pelas seis estrelas no uniforme por todos os meios. Nossas glórias de 1982 e 1985 não podem ser riscadas da nossa memória esportiva.

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