Por que Lemann foi o mais rico

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Houve uma alteração no ranking dos homens mais ricos do Brasil no dia 30 de novembro. Segundo as agências internacionais especializadas na avaliação das fortunas individuais, Eike Batista naquele dia não era o número um do nosso país, tendo cedido o cetro para Jorge Paulo Lemann, comandante da InBEV.

Resolvi escrever esta crônica porque são de meu conhecimento muitas passagens sobre este líder da economia, naturalmente do ângulo esportivo.

No final dos anos 70, Lemann era um tenista de destaque nos campeonatos cariocas da modalidade, quando o profissionalismo do tênis não havia ainda dominado o panorama esportivo nacional.

Foi nesta época em que nós, com a experiência adquirida na condução dos eventos do Departamento de Promoções e Provas de A Gazeta Esportiva, estreávamos numa promoção de implementação própria, destinada aos tenistas das várias categorias dessa modalidade. Era a “Copa Natu Nobilis de Tênis”, de âmbito nacional, voltada para a base do tênis e a prospecção de talentos anônimos.

Lemann venceu a etapa do Rio de Janeiro e colocou-se a disposição da organização da Copa para fazer o jogo de exibição integrante do programa inaugural da etapa de Santa Catarina.

Nunca a condição de ser economicamente mais abastado que os demais concorrentes foi citada ou comentada. Como qualquer tenista comum, acompanhado de seus familiares, ele hospedou-se em um hotel não muito estrelado do litoral catarinense e jogou contra o tenista internacional Restrepo, em Itajaí, local do evento nesse Estado.

O Campeonato prosseguiu e, como vencedor da jornada do Rio de Janeiro, ele participou da nova etapa do torneio, desta vez concorrendo com os campeões de todos os Estados onde o certame já tinha sido realizado.

A grande final, que indicaria qual seria o melhor do Brasil, foi efetuada em São Paulo, na quadra do Esperia, contra Celso Sacomandi, filho de um técnico de tênis e, pelo menos, quinze anos mais jovem que Lemann. Após uma disputa equilibrada e dramática, Lemann acabou vencendo com brilho.

Entre as múltiplas personalidades que presenciavam a decisão do campeonato, estava Lennart Bergelin, técnico de Bjorn Borg, o número um ranking do tênis mundial da época.

As declarações do mestre após aquele memorável jogo talvez expliquem a razão de Lemann ter sido o homem mais rico do Brasil:

- “Persistência e luta sempre acabam vencendo!”

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