O poder do nosso hino

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Mais de uma vez escrevemos sobre a importância da execução do Hino Nacional no início dos jogos de destaque, não só internacionais como os dos campeonatos nacionais e estaduais. Ela representa uma demonstração de civismo que agrada os espectadores e os telespectadores, um estímulo ao patriotismo.

Nos artigos anteriores, louvamos a iniciativa e lamentamos somente a mudes de alguns jogadores, que nem movem seus lábios naquele momento solene. Este comportamento pode ser fruto do desinteresse do futebolista ou da sua ignorância. Muitos deles nem frequentaram a escola ou tiveram ocasião de aprender a letra que enaltece o grito do Ipiranga. Outros frequentaram uma escola que nem ensinou o hino pátrio aos seus discípulos.

Neste ano especial de 2014, com a Copa do Mundo pela frente, seria o caso de uma recomendação da CBF, de cada federação regional ou ainda dos próprios técnicos para que o hino seja cantado bem alto pelos jogadores. Boca para fora mesmo. Quem não soubesse que aprendesse.

O entusiasmo do canto seria automaticamente transferido para o público das arquibancadas que se transformaria em um orfeão de mais de 60 mil pessoas, despertando em todos o espírito patriótico.

Num momento em que o nosso país estará enfrentando um adversário difícil, na Copa da qual é anfitrião, esta atmosfera tem uma importância decisiva para o resultado da partida.

Além de dar um belo exemplo para duas centenas de países que estarão acompanhando o Campeonato do Mundo por meios eletrônicos em todos os continentes, o canto reverente do hino causará um sentimento patriótico para os brasileiros, o que é muito válido justamente neste momento em que enfrentamos vicissitudes econômicas, além de uma corrupção endêmica, ocasião em que o país sofre mais protestos que aplausos.

Se esta sugestão for compreendida em sua ampla importância, ela poderá resultar na melhoria de nossa imagem no exterior.

Eu gostaria de, juntamente com todos os conterrâneos, poder cantar bem alto a última estrofe que diz:

Pátria Amada Brasil!

A “capilarização” do futebol

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

São Paulo (SP) – Teremos em 2014 a maior temporada do futebol brasileiro e a possibilidade de uma das principais transformações estruturais desta modalidade esportiva em nosso país.

Vários fatos ocorridos recentemente mostram que caminhamos em direção a um fenômeno que foi tema de nossas ultimas colunas e que poderíamos chamar de “capilarização”.

O futebol do Brasil, país de mais de 200 milhões de habitantes e de muitos campeonatos mundiais no seu acervo de conquistas, tem características metropolitanas. As grandes equipes e os grandes jogadores estão concentrados nas capitais estaduais ou cidades interioranas com mais de 500 mil habitantes, caso de Santos, Campinas, Ribeirão Preto e Joinville, por exemplo.

Temos defendido com ardor a tese de que esta modalidade esportiva deve desenvolver-se também em alto nível em cidades menores e de todos os Estados do Brasil.

A mídia deve também contribuir para este objetivo com maior noticiário voltado para agremiações que representam estas comunidades menos populosas e mais distantes dos grandes polos de futebol.
Este fortalecimento da base do futebol já começou nesta direção este ano de 2014 com a Copa São Paulo, que registrou 104 conjuntos de jogadores Sub 20, com grande incidência de equipes provenientes de regiões distantes, ou de clubes poucos conhecidos.

Numerosas localidades de fronteira com times que não frequentam o noticiário jornalístico diário, ganharam a chance de enfrentar o Corinthians e o Flamengo. Na lista que se segue estão alguns exemplos de “cinderelas” que tiveram esta chance para aparecer: Aquidauanense (MT), J.V.Lideral (MA), Rondonópolis (MT), Guaicurus , Real Deodorense, São Mateus (ES), Ji-Paraná(RO), Primavera , Sumaré de São Paulo.

É estimulante para uma equipe e para a própria população de uma pequena cidade o intercâmbio com esquadrões da Divisão “A”, notadamente Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Vasco, Flamengo ou Botafogo, Cruzeiro ou Grêmio. Este intercâmbio aumenta o entusiasmo das torcidas, bem como a arrecadação, o prestígio e a consistência do futebol e nas comunidades envolvidas.

De acordo com informações da CBF, o mesmo principio de capilarização do futebol que existe há anos na Taça São Paulo acontecerá na Copa Brasil, programada entre 12 de março e o fim de novembro. Este evento é conhecido como um caminho mais curto para o Libertadores da América.

Este ano a Confederação está estimulando a realização de partidas das grandes equipes em locais distantes de suas sedes, estabelecendo o contacto de clubes que dificilmente se cruzariam em outros campeonatos. Na primeira rodada, por exemplo, estão programados encontros entre Vilhena e o Palmeiras, o Goianense e o Barueri, o Fluminense e o Horizontino (AM). Este princípio da CBF de fazer os clubes viajar evitará que a Copa Brasil deixe de ser a mesma “mesmice”, apresentando um diferencial de inegáveis vantagens da valorização dos clubes distantes do eixo Rio – São Paulo.

Em outro caminho, nesta mesma direção, caminham os dirigentes do grupo denominado “Bom Senso” que acaba de se pronunciar a favor da interiorização do esporte (ao lado de outros interesses de futebolistas como a pontualidade salarial, o direito a férias e outras ações importantes para a classe que vive do futebol). Os dirigentes deste movimento sentiram a importância do fortalecimento das series C e D do Campeonato Brasileiro. (Detalhes sobre este assunto o leitor encontrará no nosso blog publicado em 07/01/2014).

A própria organização da Copa do Mundo de Futebol, sediada este ano no Brasil, também contribui para a capilarização da modalidade. As 32 melhores equipes da seleção do mundo estarão realizando jogos decisivos distribuídos em cidades que cobrem toda a extensão do território nacional, como Natal, Cuiabá, Porto Alegre, Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e não somente São Paulo, Rio e Brasília.

Cremos que, após 2014, nosso futebol poderá ser diferente e sofrer uma grande evolução especialmente causada por esta capilaridade.

Como consequência, os jogos de todas as categorias poderão ter mais público e divulgação, divulgação esta que ocuparia o espaço que hoje é dedicado aos campeonatos de outros países, o que está superando em transmissão os eventos nacionais.

Talvez o aparecimento de um Neymar em Rondonópolis, Ji-Paraná ou em Sabiá do Maranhão venha a ganhar o espaço resultante desta capilarização. A balança comercial será incrementada com a redução quase que completa da importação de craques e uma grande ampliação da exportação de bons jogadores provenientes desta base quantitativa que ganharia novas vitrines para aparecer. Grandes talentos, anônimos pela ausência de oportunidade, terão chance de se revelar.

Mais uma vez, cabe aqui a máxima que escrevemos em quase todos os artigos de nosso blog: na pirâmide do esporte, a largura da base quantitativa é razão da altura do vértice qualitativo.
Uma quantidade enorme de jogadores precisa de um primeiro degrau para chegar ao vértice.

O Bom Senso do Bom Senso

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O surgimento da entidade autodenominada Bom Senso não deixa de ter algo de estranho. Ela dá voz aos jogadores na organização do futebol brasileiro, ação de competência das Federações e Confederações. Mesmo com este toque de “estranho no ninho”, foi divulgada na mídia do segundo dia deste 2014 uma posição de extremo Bom Senso da entidade do Bom Senso.

Nas declarações de Paulo André, zagueiro do Corinthians, ele diz que sua principal missão “é expandir as fronteiras para o interior do País, mobilizando os atletas das séries C e D do Brasileiro”. Esta é a melhor maneira de fortalecer o nível técnico das divisões principais.

Um levantamento feito recentemente mostrou que existem 641 clubes nas quatro divisões de âmbito nacional e que somente 15% deles têm atividade o ano inteiro.

A tese do Bom Senso calha com o que temos escrito com grande frequência no nosso blog, dizendo que na pirâmide do esporte a altura do vértice técnico depende da base quantitativa. À medida em que as divisões C e D receberem a divulgação que merecem, o nível de seus jogadores melhorará consideravelmente, contribuindo para que as 1ªs. e 2ªs. divisões também recebam um grande progresso qualitativo mantendo o nosso país como o melhor futebol do mundo. O Brasil nunca vai precisar gastar dólares ou euros com jogadores do exterior. Ao contrário, passará a ser exportador de craques.

Este esforço para o progresso das divisões C e D também terá reflexos no êxito dos Campeonatos das Federações Estaduais. Para as agremiações dos Estados colocarem seus clubes em divisões C e D nacionais, elas terão também que melhorar seus eventos.

A instituição Bom Senso, se for bem sucedida nas metas que se propôs, já estará dando a sua contribuição para que nenhum talento que esteja perdido anonimamente no imenso território nacional deixe de ser descoberto.
O movimento proposto corresponde a uma grande escada cujos degraus nos darão condições para chegar ao título mundial e ao pódio olímpico, isto é, à hegemonia mundial.

Se for conseguido todo o apoio que o pessoal do Bom Senso está buscando, é possível que também se consiga maior arrecadação nos jogos e maior interesse nos contratos do mercado publicitário. Tudo isto representa recursos que evitarão o atraso tão frequente da folha de pagamento dos jogadores. O Bom Senso (instituição) estará ajudando a própria categoria profissional.

NO PÉ

O Bom Senso segundo Descartes

O Bom Senso foi um termo muito bem escolhido pela entidade dos futebolistas. Essa ideia ocupa um lugar histórico na própria filosofia, pois consta da estrutura do “Discurso sobre o Método de Bem Conduzir a Razão”, da obra de René Descartes.
Esse filósofo afirmava, em uma das quatro partes de seu livro, que o “Bom Senso é a base do raciocínio”, e ele é muito bem distribuído (plus bien partagé) entre as pessoas e não há nenhum indivíduo que se queixe de não tê-lo.

“COPINHA”

Já escrevi sobre este assunto há um ano, mas volto a repeti-lo por uma forte convicção. Eu não concordo que a Copa S.Paulo de Futebol Junior seja chamada de “Copinha” por alguns veículos de comunicação. Embora pareça um diminutivo carinhoso, esta denominação não deixa de ser uma diminuição em relação às suas proporções. A Copa S. Pauo reúne 104 equipes em 26 grupos localizados em diversas cidades do nosso Estado. Das 104, uma é do exterior, do Japão. Trata-se de uma verdadeira “Copona” que corresponde à principal atividade futebolística do nosso país em todo o mês de janeiro. Ela envolve todos os estados brasileiros. É uma grande vitrine dos “new faces” da temporada que está para iniciar.
“Copinha” é muito pouco pelo que ela representa para o futebol nacional.

São Silvestre ainda no apogeu!

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Dia 31 tivemos a 89ª edição da Corrida de São Silvestre, uma prova com diversas matizes e que, em cada época, tem apresentado atrações específicas do momento.

No começo dos anos 30, Nestor Gomes era o símbolo da prova e falar neste atleta era falar na São Silvestre. Na metade dos anos 40 (1946), a São Silvestre tornou-se internacional, incorporando entre os primeiros estrangeiros os atletas do Cone Sul: Argentina, Uruguai e Chile. Foi o período de destaque de Oscar Moreira, uruguaio, do chileno Inostroza e do argentino Oswaldo Sanches.

Quando Carlos Joel Nelli convidou Viljo Heino , o maior do mundo e da história do pedestrianismo da época, começou a fase de grande prestigio pela presença dos super nomes. Em um tempo em que ainda predominava o amadorismo olímpico, vieram Emil Zatopek, da Tchecoslováquia, Ken Norris, da Inglaterra, o russo Wladimir Kutz, Franjo Mihalic, da Iugoslávia, e outros tantos que despontavam nas corridas de fundo, como o etíope Abebe Bikila que havia vencido a Maratona dos Jogos Olímpicos de 1960 em Roma.

A organização do evento até então apenas pagava a passagem e a estadia dos participantes, mas com o decurso do tempo os grandes nomes passaram a exigir enormes cachês o que foi recusado pela A Gazeta Esportiva. Este fato deu origem a uma fase em que os atletas africanos passaram a dominar os principais postos no evento, uma vez que eles participavam em busca dos prêmios que as provas ofereciam. A África tornou-se o grande núcleo do pedestrianismo mundial, colocando este ano cinco atletas como primeiro classificados.

Este fato poderia sugerir uma decadência da São Silvestre, como citaram algumas reportagens de outros veículos de comunicação. Ledo engano. Se em cada época a prova tem apresentado uma atração própria, na fase atual temos outras constatações para nos animar e encher o nosso peito: um número nunca visto de disputantes. Mais de 27 mil atletas representa um recorde absoluto de corredores. A presença de atletas voluntários sempre existiu e fez parte da história da prova. Em 1925 eram menos de uma centena. Eles aumentaram com o transcorrer dos anos, todavia chegar à quantidade atual mostra que a S. Silvestre ainda está no seu apogeu. Ela conseguiu reunir atletas provenientes de 41 nações, número de países superior ao das provas do tempo em que correram Zatopek ou Kutz.
Quando se mencionar a prova de 31 de dezembro é para os esportistas brasileiros continuarem tirando o chapéu ela é o símbolo do pedestrianismo mundial .

Corinthians monta fábrica de craques

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

O objetivo da coluna de hoje é aplaudir o Corinthians por uma decisão extraordinariamente lúcida. O clube alvinegro decidiu construir uma mega estrutura para a divisão de base.

A obra, segundo divulgou o “Estadão” é integrada por três campos para treinamento. Um chega a ter arquibancadas para receber 2000 expectadores. O conjunto tem ainda alojamento para 150 jogadores, restaurantes e um setor administrativo informatizado.

O clube do Parque São Jorge superou nesta área de prospecção de valores os seus concorrentes. Três campos e interesse pelos atletas sub 17 e sub 20 correspondem a uma verdadeira fábrica de craques. Os 36 milhões que o plano custará não chegarão a cobrir o total que poderia ser eventualmente dispendido com a contratação de jogadores já consagrados, vindos de outros clubes ou até do exterior, o que seria lamentável para um país de mais de 200 milhões de habitantes, os quais poderão produzir muitas joias para serem garimpadas para a primeira camada de profissionais.

Se os dirigentes corinthianos complementarem este trabalho providenciando educação de base, e escolaridade para estes jovens, terá feito uma obra de inclusão social que tornará os responsáveis por este programa dignos de aplausos e alta consideração.

Se faltarem recursos para este plano, creio que haverá uma legião de corinthianos que queiram ajudar espontaneamente o clube e os jovens candidatos aos jogos da Série A.

Este movimento massivo também produzirá um excedente de atletas promissores que poderão ser negociados com outros clubes do país e do exterior.

Para o autor destas linhas, esta medida do Corinthians está plenamente de acordo com o livro que está sendo escrito e que terá o título “Esporte: da Base ao Vértice”. Nesta obra, é defendido para todas as modalidades o princípio de que, na pirâmide da atividade esportiva, a altura do vértice técnico depende da base quantitativa.

Seguindo este princípio, o Corinthians igualmente economizaria recursos com contratações externas, pois a promoção dos jovens “feitos em casa” compensaria o custo de jogadores de outras origens sem a necessária dose de amor ao clube que teria a “prata da casa”.

A Copa São Paulo de Futebol Jr., os certames nacionais sub 17, e sub 20 e até o sub 15 serão excelentes vitrines para os futuros valores do nosso futebol demonstrarem talentos. Eles correspondem à escada que, a partir do primeiro degrau, chega aos degraus do pódio olímpico.

Quem poderá dizer que a nossa seleção dos jogos de 2016 não terá um representante deste excelente programa que está sendo planejado.

 

NO PÉ

O entusiasmo com que defendemos este programa poderá ser interpretado com fruto de uma paixão futebolística.

Não é o que ocorre. Com 67 anos de militância na crônica esportiva (sou decano da ACEESP), sou do tempo em que, por razões éticas, um jornalista tinha a obrigação de ser apartidário, não ser cronista torcedor.

Gostaríamos que outros clubes, que igualmente têm uma boa infraestrutura, também aumentassem a produção desta fábrica de craques e assim não tivessem necessidade de importar jogadores do exterior.

Jogador de futebol seria mais um item de nossa pauta de exportações. Este trabalho ajudaria ainda mais a economia do país.

Esporte: antídoto contra o pessimismo

A primeira coisa que eu costumo fazer após despertar é ler o jornal matutino que encontro na minha porta, trazido pontualmente pelo porteiro do meu prédio.

Com aquele exemplar tomo o primeiro banho de desânimo do dia. A manchete é invariavelmente sobre algum fato ruim que aconteceu no dia anterior. Os comentários, os artigos de fundo e o noticiário nacional estão longe de estimular o ânimo da gente para enfrentar mais um dia. São informações sobre as péssimas condições econômicas do nosso país, sobre o crescimento do contrabando, o tráfico de entorpecentes, assaltos e insegurança nas grandes capitais.

Dá um pavor sentir que a insegurança, principalmente nos morros cariocas, seja tema diário no noticiário policial, justamente quando o Brasil está às vésperas de receber os dois maiores eventos do desporto mundial: a Copa de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Como grande parte dos leitores, eu procuro avidamente algum noticiário que eleve o meu astral para encarar o dia que, apesar da minha idade, é muito atribulado.

O recurso é buscar alguma coisa boa nas páginas de esporte que sempre apresentam algo de agradável, embora elas também possam trazer notícias vexatórias, como o atraso das obras das arenas da Copa, os puxões de orelha da FIFA, a lamentável conduta de Ricardo Teixeira na área financeira, a recente briga no jogo realizado em Joinville, ou ainda o tapetão sofrido pela Portuguesa numa decisão política para favorecer o Fluminense. Entretanto, existe naquelas páginas um conteúdo de vitórias que se diferenciam completamente do negativismo das demais do jornal.

Nestes últimos dias, pudemos registrar fatos animadores, alguns dos quais neste final de semana.
O Brasil venceu o Torneio Internacional de Futebol Feminino, realizado em Brasília. O Chile foi o adversário do último jogo mas confirmamos nossa liderança nessa modalidade com uma brilhante exibição e um triunfo por 5×0.

Na Copa das Nações de Futebol de Areia o Brasil venceu na semifinal por goleada o seu tradicional rival o Uruguai e, na final, superou Portugal por 7×4, tornando-se a principal equipe mundial em um evento efetuado em Recife.

Foto: AFP

Foto: AFP

O triunfo, porém, que mais empolgou a torcida brasileira foi a ascensão da modalidade de handebol feminino de nosso país. Vencemos a Dinamarca na semifinal e depois enfrentamos a Sérvia, quando triunfamos por 22×20 e nos sagramos campeões mundiais invictos, com um título que ninguém esperava. Até então, o principal posto obtido por nosso país em um evento internacional nessa modalidade havia sido um quinto lugar.

Também na frente interna aconteceram partidas muito atrativas e de alto nível técnico como as da Super Liga de Voleibol, tanto no setor masculino, mas principalmente no feminino. Todos os jogos com grande público e apresentando espetáculos de enorme entusiasmo.

O Palmeiras venceu o Campeonato Brasileiro da Categoria Sub 20, a maioria dos clubes revelando talentos, grandes promessas para os anos próximos. O certame, realizado em Gravataí, mostrou que cada clube continua sendo uma fábrica de craques.

Também os jogos da Liga Nacional de Basquete têm mostrado equilíbrio entre os concorrentes e partidas que agradam o público, tanto no estádio quanto na TV.

O antídoto antipessimismo está para o brasileiro no esporte.

A expectativa é que este espírito de otimismo prossiga no ano que está para se iniciar. Mais do que nunca, precisamos dele para criar a atmosfera de que tanto necessitamos para obter aplausos e não críticas na mega cobertura de imprensa que o Brasil está por receber. O Mundial de Futebol e as Olimpíadas serão o espelho do nosso país para mais de 200 nações do exterior.

Patriotismo é o remédio

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Contemplamos com grande tristeza o noticiário informando que, comparativamente, o custo da construção dos nossos estádios para a Copa será o mais alto de todo o mundo, fato vergonhoso para o nosso país.

Quando o Brasil conquistou a sede do Mundial e dos Jogos Olímpicos, entusiasmado externamos em vários artigos que o Brasil estava diante de uma excelente oportunidade de melhorar a sua imagem em um âmbito internacional, com decorrências culturais, sociais e, principalmente, econômicas, o que propiciaria o advento de um superávit nas contas externas.

Esperávamos que acontecesse uma onda de patriotismo, no povo, no Governo e nos dirigentes esportivos, superando os nossos males endêmicos de corrupção, sonegação e até o perigo de assaltos a turistas.

Tudo o que eu otimistamente esperava era pura ingenuidade. Embora tenha uma idade avançada, cheguei com uma dose de pureza a acreditar no bom.

Os mega eventos, lamentavelmente, estão se transformando numa fonte de vantagens escusas e corruptas.

O leitor sabe que eu não morro de amores pelo Romário, mas a frase dele está mais do que certa: “Esta Copa vai ser o maior roubo da história deste país”.

Cremos que dificilmente outra nação irá nos superar neste aspecto. A idoneidade, infelizmente, não integra a cultura ou a escala de valores de grande parte de nossos conterrâneos e dos responsáveis pelo governo de nossa nação, que deveria estar, no mínimo, entre as três maiores do mundo.

Se Deus é brasileiro, mais do que nunca precisamos de sua presença em 2014, 2015 e 2016 para salvar a imagem de nossa terra de uma derrocada.

O economista que criou a sigla BRIC para anunciar as principais nações emergentes da economia mundial já acenou com a sua intenção de retirar a letra B, uma verdadeira humilhação para nossa terra num contexto internacional.

A hora é de não considerar o patriotismo um sentimento brega e apoiar o presidente do Supremo Tribunal Federal na sua tarefa moralizadora para podermos dizer no exterior com grande orgulho e cabeça erguida: Sou brasileiro!

 

Rebaixamentos manterão um futebol em alta em 2014

Photocamera

Photocamera

Quando no futebol abandona-se a avaliação apaixonada do torcedor de cada clube, para se analisar as questões do esporte em si, o quadro varia  diametralmente. O assunto dos dias presentes,  o rebaixamento para a série B de dois grandes e tradicionais clubes cariocas – o Vasco e o Fluminense – enquadra-se como um exemplo da minha afirmação inicial.

Dentro do meu ângulo, este fato não tem nada de calamitoso para aqueles dois clubes. Neste 2013 aconteceu o mesmo com o Palmeiras, agremiação  que, jogando em dias diferentes da divisão A, teve uma exposição na mídia muito maior do que obteria se estivesse atuando em nível mediano na divisão principal, distante dos ponteiros do campeonato. O Palmeiras reforçou o prestígio da série B, obtendo um novo “status” através desta colaboração da imprensa.

A série B de 2014 vai ter, dentro deste aspecto, o seu interesse ampliado. O Vasco e o Fluminense vão jogar com outros clubes e em cidades diferentes da série A, vão ampliar a sua visualização com a incorporação de novos públicos e, certamente, não serão olvidados pela mídia.

É paradoxal, mas quem ganhou com o rebaixamento foi o público, especialmente o carioca, que em vez de um terá dois grandes campeonatos, praticamente do mesmo nível técnico para acompanhar.

Visto deste ângulo, não havia razão de ser o conflito ocorrido em Joinville, com tanta demonstração de violência. Os vascainos e a torcida do Fluminense não vão perder a motivação no próximo campeonato e a luta pelo retorno à divisão principal, como aconteceu este ano com o Palmeiras, é mais uma novidade que vai lotar o Maracanã e outros estádios do país.

Além do Mundial que ocorrerá em 2014, os nossos campeonatos nacionais também vão ajudar a manter o futebol em alta e todo o  mundo vai acompanhar o que estará acontecendo no país do futebol.

Uma questão de cultura – não é briga de torcidas!

A iniciativa para que São Paulo seja o santo padroeiro de todos os esportistas do mundo passou vitoriosamente por uma importante etapa: a incorporação de diversas instituições do nosso Estado a uma campanha iniciada na cidade de Alba, na Itália, pelo Panathlon International e pela Sociedade Paulina daquela cidade localizada no Piemonte.

Foi realizada, no último dia 25 de dezembro, uma palestra sobre o assunto pelo engenheiro Maurizio Monego, o mesmo que pronunciou a conferência que, na Itália, deu origem a proposta da Sociedade Paulina de Alba para sacramentar o santo da igreja, evangelizador da Grécia e do Império Romano.

Altas personalidades prestigiaram a fala de Monego na Igreja do Santíssimo Sacramento, entre as quais Luiz Sales, secretário adjunto da Secretaria Municipal de Esportes, o padre paulino Antonio Silva, representando a ordem paulina do Brasil, Cel. Sebastião Alberto Corrêa de Carvalho, vice-presidente do Panathlon International, Erick Castelhero, vice-presidente da ACEESP, Cel. Jair Benedito Conte, representando o ex Governador Laudo Natel, além de presidentes e panathletas das unidades de São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté, Ribeirão Preto, São Paulo, Santos e Jundiai.

Monego concentrou-se na pregação de Paulo de Tarso (São Paulo) e mostrou como o mesmo esforço para a vitória na área do esporte também leva a Deus.

O São Paulo, sobre o qual falava Monego, era o santo que tinha sido um militar romano convertido ao cristianismo, uma figura de grande cultura na época. Ao citar aquele santo, o orador naturalmente não tinha em mente estabelecer um relacionamento com uma equipe específica do futebol brasileiro, mas com o São Paulo que simboliza nosso Estado e nossa cidade. É o santo de todos os paulistas.

Minimizar a indicação Papal a uma querela clubística é reduzir o significado de uma possível bula Papal que, antes de tudo, deve ser motivo de orgulho para os mais de quarenta milhões de habitantes de nosso Estado, os paulistas e paulistanos de coração.

Se algum leitor quiser conhecer os fundamentos culturais da solicitação que está no Vaticano, basta solicitar a esta coluna que receberá a apresentação completa feita pelo conferencista Maurizio Monego. Enviaremos este material por e-mail com muito prazer. Evitaremos assim a briga entre torcedores que não é bem-vinda na presente conjuntura e pode até prejudicar a adoção pelo Papa da reivindicação dos esportistas e religiosos da cidade de Alba.

O Bosque da Fama

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O resgate à memória esportiva é um índice de evolução cultural de um país e de um povo. É este aspecto que fundamenta a importância do Programa Bosque da Fama, uma parceria entre o Panathlon Club São Paulo e a Secretaria Municipal de Esportes.

Esta iniciativa consta do plantio de uma árvore, uma essência nacional, pelo atleta homenageado ou por seus familiares se ele for falecido.

O programa vem sendo efetuado há seis anos e já é grande o acervo de árvores, cada qual com uma placa alusiva ao seu homenageado e com informes sobre sua carreira esportiva.

Este ano, no dia 9 de dezembro, às 10 horas, no espaço atrás da pista de atletismo do Centro Olímpico, dez outras árvores serão incorporadas ao local que está se transformando em um parque temático e, a partir do próximo ano, poderá ser objeto de visitas monitorizadas para turistas, estudantes e pessoas interessadas na história do nosso esporte.

Para ser homenageado do Bosque um esportista precisa ser medalhista olímpico, campeão internacional e, no caso de dirigente, deve ser autor de uma grande obra e ter sido um exemplo de probidade.

A solenidade deste ano marcará a incorporação de 10 grandes nomes de nossa história. São eles:

CÉSAR AUGUSTO CIELO FILHO (Natação)

- Medalha de Ouro, Jogos Olímpicos, Pequim, 2008 (50 m livres)

MIGUEL DE OLIVEIRA (Boxe)

- Campeão Mundial (Categoria meio-médio-ligeiro)  (Monaco, 1975)

ROGÉRIO SAMPAIO CARDOSO (Judô)

- Medalha de Ouro Jogos Olímpicos – Categoria Meio Leve, (Barcelona, Espanha), 1992

 HELEN CRISTINA SANTOS LUZ (Basquete)

- Campeã Mundial, Medalha de Ouro, Austrália, 1994

 JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES (Técnico de Voleibol)

-Campeão dos Jogos Olímpicos de Barcelona (Medalha de Ouro), 1992 (Seleção masculina)

-Campeão dos Jogos Olímpicos de Pequim (Medalha de Ouro), 2008 (seleção feminina)

 ADRIANA APARECIDA DOS SANTOS (Basquete)

- Medalha de Prata Jogos Olímpicos de Atlanta, 1996

 DANIEL FARIAS DIA (Natação paralímpica)

- 4 Medalhas de Ouro, 4 de Prata e 1 de Bronze  nos  Jogos Paralímpicos de Pequim, 2008

- 6 Medalhas de Ouro Jogos Paralímpicos de Londres, 2012

“In memoriam

 ÍCARO DE CASTRO MELLO (atletismo)

- Um dos maiores arquitetos esportivos do Brasil, Projetou o Conjunto do Ibirapuera, o Conjunto da Água Branca, o Conjunto Esportivo da Cidade Universitária e o Estádio Mané Garrincha

JOSÉ FERREIRA DOS SANTOS (Dirigente Esportivo)

- Membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) entre 1923 e 1962

- Criou o Comitê Olímpico Brasileiro, separando-o da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), em 1935

 GYLMAR DOS SANTOS NEVES – Futebol (goleiro)

-Bi-campeão Mundial (Seleção Brasileira), Suécia (1958) e Chile (1962)

O ACERVO DO BOSQUE

Desde que está sendo implementado este programa, o Bosque da Fama já reuniu um acervo considerável de homenageados.

Já plantaram uma árvore os seguintes esportistas, que também foram convidados para a solenidade deste dia 9 de dezembro (os que já faleceram serão representados por seus familiares):

- Maria Esther Bueno – tênis

- Hortência Marcari – basquete

- Manoel dos Santos Jr. – natação

- Ricardo Prado – natação

- Maria Paula Gonçalves da Silva – basquete

- Janeth Arcain – basquete

- Gustavo Borges – natação

- Nelson Prudêncio – atletismo

- Alberto Marson – basquete

- Amauri Ribeiro – voleibol

- Carlos Domingos Massoni – basquete

- Éder Jofre – pugilismo

- Fernando Meligeni – tênis

- José Macia (Pepe) – futebol

- José Ely de Miranda (Zito) – futebol

- Ana Beatriz Moser – voleibol

- Ana Margarida Vieira Álvares (Ida) – voleibol

- Antônio Wilson Honório (Coutinho) – futebol

- Douglas Vieira – judô

- Jair Picerni – técnico de futebol

- Maurren Higa Maggi – atletismo

- Antônio Salvador Succar – basquete

- José Montanaro Junior – voleibol

- Emerson Fittipaldi – automobilismo

- Fabiana Murer – atletismo

- Henrique Guimarães – judô

- Marcelo Negrão – voleibol

- Wiliam Carvalho da Silva – voleibol

- Walter Carmona – judô

In memoriam

- Adhemar Ferreira da Silva – atletismo

- Ayrton Senna da Silva – automobilismo

- Carmo de Souza (Rosa Branca) – basquete

- Edson Bispo dos Santos – basquete

- João Carlos de Oliveira (João do Pulo) – atletismo

- Moacyr Brondi Daiuto – basquete

- Sylvio de Magalhães Padilha – dirigente

- Tetsuo Okamoto – natação

- Ubiratan Maciel – basquete

Esta simples relação já é um convite para o comparecimento a uma festa enriquecida por ornamentação, palanque, presença de autoridades, corporação musical da PM e organista para o fundo musical.

Você, leitor deste Blog, está também convidado.