Está encerrado o caso que dividiu opiniões, cutucou a ordem vigente do futebol brasileiro e chamou a atenção por suas reviravoltas. O Internacional seguirá com os direitos federativos de Oscar e o São Paulo receberá R$ 15 milhões, quantia maior do que o valor da multa rescisória contratual e menor do que o valor de mercado do atleta.
Não se trata de um autêntico final feliz, mas é verdade que todas as partes parecem satisfeitas com um desfecho mais do que lógico. Porque, as manifestações de Oscar deixavam claro seu desejo de não retornar ao São Paulo. E porque dificilmente o atleta conseguiria escapar, mais cedo ou mais tarde, da obrigação de indenizar seu clube formador pela ruptura unilateral do contrato de trabalho.
Vale lembrar que nem mesmo o habeas corpus concedido pelo TST, que garantiu a Oscar o direito de jogar pelo Internacional, colocara em questão esta obrigação, que seria apurada oportunamente. Mas é fato que, não tivessem as partes chegado ao acordo, as incertezas quanto ao desfecho do caso perdurariam.
Além de servir como compensação razoável ao São Paulo, o importante valor envolvido no acordo entre as partes deverá ao menos inibir novas investidas de pessoas não muito interessadas pela estabilidade contratual no futebol brasileiro.
