Por questão de honra ou divergência contratual, Riquelme dá adeus ao Boca

Marcelo Ferrelli/Gazeta Esportiva.Net
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Buenos Aires (Argentina) – O Rei morreu. Assim o diário argentino Olé anunciou o fim da história entre Boca Juniors e um de seus mais vitoriosos jogadores (11 títulos, dos quais 3 Libertadores). O não de Juan Roman Riquelme à proposta de retorno formalizada pelos dirigentes xeneizes seria motivado por questões contratuais e indica que a derrota para o Corinthians na final da última Libertadores terá sido a última partida do ídolo pelo clube que o consagrou. O caminho está aberto para ofertas de mercados emergentes, como o brasileiro.

Após semanas de negociação, e sobretudo com a segunda volta do técnico Carlos Bianchi ao comando do Boca, a reativação do contrato de Riquelme era dada como certa na Argentina – o vínculo do jogador estava suspenso desde julho do ano passado.

A decisão frustrou o vitorioso treinador (3 Libertadores e 3 Mundiais, entre outros títulos), que afirmara inclusive o desejo de montar o novo Boca em torno daquele que, sob a batuta, passou a ser considerado por muitos o maior jogador da história do clube.

Apesar dos comprovados encontros com diretores boquenses e da expectativa criada em torno do tema, o meia garante que nunca chegou a negociar seu retorno. O motivo? Questão de palavra.

Uma versão da história que não convence parte dos torcedores do clube e é interpretada pela imprensa argentina como uma saída honrosa para encobrir aspectos bem menos românticos: diferenças substanciais entre as exigências do atleta e a proposta apresentada pelo Boca.

O carinho dos fãs não parece ter seduzido Riquelme. Aos 34 anos e há mais de seis meses fora dos gramados, ele exigiu para seguir na Bombonera a extensão de seu contrato até o meio de 2015, além do atrelamento de seu salário à cotação do dólar, como garantia contra a instabilidade cambial do peso argentino.

O meia nega os rumores de que o compromisso atualmente em vigor com o Boca conteria cláusula de não concorrência que dificultaria sua transferência a outro clube argentino.

Pelo visto, o clube brasileiro que quiser contar com Riquelme não terá vida fácil.

Um comentário

  1. Ta certissimo…ate hoje ele não engoliu a venda da Libertadores 2012…pra que ele vai manchar a historia que tem com o Boca jrs? Quem garante que eles não vendam o titulo de novo, tendo em conta a pindaiba que os clubes argentinos estão vivendo…se bem que duvido que qualquer outro time teria coragem de fazer essa manobra suja como foi em 2012…oque não faz o desespero?!?!?!?

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