Os jogadores do Grêmio tiveram de conviver com o som de fogos de artifício, buzinas e cantos ao longo de parte da noite que antecedeu a partida contra o Santa Fé (COL), pelas oitavas de final da Copa Libertadores – os gaúchos foram derrotados (0-1) e eliminados da competição.
Não rara em estádios sul-americanos, a prática é usual em vésperas de jogos importantes na cidade de Bogotá. O presidente do clube da capital colombiana chegou a pedir a seus torcedores, sem sucesso, que não tentassem atrapalhar o sono dos gaúchos, que tinham vencido por 2 a 1 em Porto Alegre.
À primeira vista, pode se ter a impressão de que a solicitação do dirigente colombiano teria por finalidade evitar punições da Confederação Sul-Americana de Futebol a seu clube. É possível, no entanto, que a cortesia de César Pastrana não tivesse segundas intenções.
O novo código da Conmebol responsabiliza os clubes pelos atos de seus torcedores, tanto no interior como nas imediações dos estádios, antes durante e depois da realização das partidas (art. 6.2).
O texto parece deixar claro, portanto, que não compete ao órgão disciplinar da entidade apreciar ações de torcedores não diretamente relacionadas ao certame, como aquelas praticadas pelos fãs do Santa Fé na última madrugada.
Vale lembrar que a Conmebol não se considerou competente para julgar o Palmeiras durante a primeira fase da competição continental, quando torcedores agrediram jogadores do próprio clube após a derrota para o Tigre da Argentina (0-1). Motivo: a violência foi praticada no aeroporto internacional de Buenos Aires, bem distante das imediações do estádio de Vitoria.
Ao que tudo indica, muitos visitantes ainda terão de suportar noites mal dormidas na véspera de partidas continentais.








