Conmebol abre precedente, pune chileno e “premia” árbitro brasileiro

Foto: AFP

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Às vésperas da semifinal de Copa América vencida pelo Chile contra o Peru (2-1), a Conmebol abriu precedente histórico ao suspender o chileno Jara, em virtude de ato não relatado em súmula de partida, mas flagrado por câmeras de televisão (assim como fizera, aliás, a FIFA por ocasião da mordida do uruguaio Suárez no zagueiro italiano Chiellini durante a Copa-2014).

No confronto válido pelas quartas de final da competição disputada no Chile, o zagueiro do time da casa tocou com o dedo médio o traseiro do atacante uruguaio Cavani, que revidou e recebeu um cartão vermelho. Se em primeira instância o jogador fora suspenso por três jogos e multado em US$ 7.500, a federação chilena apelou da decisão e, já no dia seguinte de sua divulgação, conseguiu reduzir a sanção para dois jogos e US$ 5.000.

O caso, que acirrou os ânimos entre chilenos e uruguaios a ponto de transformar-se em assunto de Estado, reacendeu a velha discussão sobre os limites entre fair-play e hipocrisia no futebol: até que ponto os tribunais esportivos devem, em nome de valores do esporte, interferir em questões afeitas ao campo de jogo ?

Fato é que, com o desfecho do caso Jara, os tribunais da Conmebol assumiram também a responsabilidade de sancionar atos de indisciplina não mencionados nem em súmula, nem em relatório de partida.

Uma missão certamente louvável – além de prevista pelo código disciplinar do futebol continental-, mas que deve ser conduzida de forma criteriosa. Caso contrário, há o risco de que se produzam punições discricionárias e proferidas sob pressão da opinião púbica.

Em tempo: o brasileiro Sandro Meira Ricci, que não viu o dedo de Jara e cuja arbitragem foi globalmente criticada por chilenos e, sobretudo, uruguaios, não apenas teve seu suposto afastamento desmentido pela Conmebol, como também foi escalado pela entidade para conduzir a partida entre Argentina e Paraguai, válida pelas semifinais da Copa América. Um regalo difícil de explicar.

O dedo de Jara: e agora, Conmebol?

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O dedo médio de Jara no orifício retal de Cavani provocou a expulsão do atacante do PSG, estrela de uma seleção uruguaia já desfalcada de seu outro artilheiro, o atacante Suárez. Com um jogador a menos, a Celeste foi derrotada pelo Chile e parou nas quartas de final da Copa América disputada naquele país.

Se o cartão vermelho aplicado após a reação do uruguaio parece indiscutível, a questão é saber o que os órgãos de disciplina da Conmebol farão com o chileno Jara, cujo gesto inglório, ignorado pelos árbitros de campo, foi logicamente flagrado pelas câmeras de transmissão, antes de rodar o mundo.

O código disciplinar do futebol continental prevê a repressão de comportamentos antidesportivos graves não mencionados em súmula (art. 10.4), mas os tribunais da entidade não têm se valido com frequência desta prerrogativa.

Espera-se, contudo, que tanto pela antidesportividade do gesto, quanto por sua consequência prática, os julgadores da Conmebol, rigorosos em termos disciplinares até então (vide caso Neymar), não deixem impune o lateral Jara.

Até porque suspender um titular da equipe da casa, às vésperas das semifinais da competição, consistiria em mensagem clara contra a impunidade e a favor do jogo limpo em âmbito continental.

Neymar fora nas Eliminatórias?

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O prejuízo decorrente da expulsão que retirou Neymar da Copa América pode ser ainda maior.

A resposta à questão levantada sábado passado por Flavio Prado na rádio Jovem Pan é positiva: de fato, existe a possibilidade de o capitão da Seleção brasileira ficar fora de uma ou duas partidas válidas pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Para tanto, é preciso, em primeiro lugar, que o Brasil não chegue à final da Copa América e, em seguida, que a Conmebol solicite à FIFA a extensão internacional da sanção adotada por seus órgãos disciplinares.

Uma situação, aliás, expressamente prevista pelo código disciplinar do futebol sul-americano para as hipóteses de infrações consideradas graves, tais quais tentativa de influir no resultado de partidas, prática de corrupção e, justamente, prática de conduta incorreta perante árbitros (art. 126).

Vale lembrar que a suspensão imposta a Neymar elevou-se a quatro partidas por conta dos insultos dirigidos pelo jogador do Barcelona ao árbitro Enrique Osses. Sem contar que o delegado da partida ainda identificou tentativa de agressão, embora tal informação não tenha sido relatada pelo árbitro na súmula da partida.

Atualização:

A FIFA antecipou-se à Conmebol e divulgou circular na qual cita seus regulamentos e indica que, independentemente de pedido de extensão internacional da sanção por parte da confederação continental, parte da punição imposta a Neymar será cumprida nas Eliminatórias, caso o Brasil não chegue à final da Copa América.

 

Nem escândalo na FIFA deve afetar mundiais de 2018 e 2022

Foto: Fabrice Coffrini/AFP

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A condenação pela justiça norte-americana de parceiros da FIFA, como o fundador da Traffic José Hawilla, e de altos membros da entidade, como o atual vice da CBF José Maria Marin, pode ter ligação com a atribuição das Copas do Mundo de 2018 e 2022 à Rússia e ao Catar.

No entanto, ainda que o ministério público suíço tenha revelado hoje que investiga desde março o processo de escolha das próximas sedes, e que os detidos por corrupção estariam implicados no caso, sequer a provável comprovação das suspeitas teria como impor à FIFA a mudança do local em que serão realizados seus maiores eventos.

Afinal, como costuma declamar a entidade, seus mundiais possuem dimensão global, mas são manifestações privadas. Uma decisão da justiça suíça ou de qualquer outro país não teria, portanto, efeitos diretos sobre aspectos relacionados a sua organização.

Em outros termos, toda decisão referente a atribuição ou modificação das sedes das competições FIFA cabe apenas a seu Comitê Executivo, do qual são membros, não custa lembrar, José Maria Marin e outras celebridades do futebol como Eugenio Figueredo, ex-presidente da Conmebol, e Jeffrey Webb, atual mandatário da Concacaf, agora detidos.

O problema é que, como se não bastasse a prisão de dirigentes em seu próprio jardim – o hotel Baur au Lac, em Zurique -, a entidade segue agindo como se o escândalo não lhe dissesse respeito. A ponto de confirmar a realização tanto da reunião do Comitê Executivo (logicamente sem a presença de alguns de seus membros), como da eleição (ou recondução) de Joseph Blatter à posição de homem forte do futebol mundial.

Tudo indica ser inútil esperar uma reação enérgica da cúpula da FIFA: se o escândalo da vez e a consequente pressão da opinião pública devem compelir a federação internacional a adotar mudanças internas, a governança do futebol mundial só será transformada quando governos e organizações internacionais passarem a influir efetivamente na organização da modalidade.

Boca merece exclusão da Libertadores

Foto: AFP

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Após o escândalo ocorrido no intervalo do Superclássico argentino, quando torcedores do Boca Juniors lançaram substância química ainda não identificada contra os jogadores do River Plate, a questão é saber qual será a postura da Conmebol em relação a mais uma partida inacabada válida por uma competição sul-americana.

Fato é que, como diversas normas disciplinares esportivas, o código da Conmebol responsabiliza os clubes pelos atos de seus torcedores. As agremiações envolvidas nas competições continentais podem, portanto, ser punidas pela entidade de cúpula do futebol sul-americano ainda que não tenham contribuído diretamente para a incidência de eventos impróprios.

Porém, no episódio de ontem, mesmo que o código da Conmebol não responsabilizasse objetivamente os clubes pelos atos de seus fãs, não haveria como poupar o mandante de punição: afinal, é conduta no mínimo negligente não impedir que torcedores se dirigissem, munidos de substância química, ao túnel por onde passariam os jogadores rivais.

O tribunal de disciplina da Conmebol tem tudo para decidir de forma inapelável, e não deve levar em conta o inegável impacto político, econômico e esportivo que uma decisão drástica poderia provocar.

Atribuir a vitória no confronto ao River Plate – sem prejuízo de outras sanções, como uma longa exclusão da Bombonera – parece ser a medida mais adequada dentre as que poderiam ser adotadas pelo tribunal do futebol continental (que possui, aliás, ampla margem de manobra para decidir).

Mais precisamente, os órgãos de disciplina poderiam, por exemplo, determinar a exclusão do Boca da atual edição da Libertadores (art. 22.1.l).

Além de perfeitamente coerente com o previsto pelo código de disciplina da entidade, uma decisão como tal não penalizaria o clube de Nuñes, que encerrara o primeiro tempo do confronto provisoriamente classificado para a fase seguinte da Libertadores.

Qualquer desfecho diverso faria com que a credibilidade da Conmebol, em particular, e do futebol continental, em geral, ficasse ainda mais abalada após o episódio da Bombonera.

São Paulo pagará comissões a empresa de Hong Kong; conselheiros reagem

Além da crise financeira e das recentes eliminações esportivas, outros temas agitam os bastidores do São Paulo.

A diretoria do clube comprometeu-se a pagar comissão de 15% sobre os valores
envolvidos no contrato de fornecimento de material esportivo firmado com a
norte-americana Under Armor.

A beneficiária das comissões é a Far East, empresa do ramo da construção civil sediada em Hong Kong.

Em dezembro de 2014, um caso semelhante já causara polêmica no clube do Morumbi.

À época, o presidente Carlos Miguel Aidar admitiu que a TML, empresa de sua namorada Cinira Maturana, teria direito a comissões de 20% sobre negócios levados ao clube. Após a
repercussão da informação, contudo, o contrato foi rescindido, sem que nenhuma
negociação fosse concretizada.

Ocorre que o acordo com a Under Armor, estimado em R$ 120 milhões, não faz menção a intermediários.

O pagamento de tais comissões motivou um grupo de conselheiros descontentes com procedimentos adotados pela atual diretoria a pedir esclarecimentos, por meio de um requerimento ao presidente do conselho deliberativo.

Na próxima reunião do órgão (19 de maio), o grupo contestará, vale dizer, não apenas as comissões em questão, mas também o fato de o próprio contrato firmado com a empresa norte-americana não ter sido submetido à prévia aprovação do conselho deliberativo, conforme determina o estatuto social do clube – na próxima semana, os conselheiros são-paulinos terão apenas a oportunidade de referendar ou não o pacto já celebrado.

Sheik fora contra Guaraní paraguaio: rigor excessivo ?

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

Para o tribunal disciplinar da Conmebol, o trança-pé aplicado por Emerson Sheik em Rafael Tolói não apenas mereceu cartão vermelho direto, como também configurou agressão contra o zagueiro são-paulino.

Por isso, o atacante, que já cumpriu suspensão automática na primeira partida das oitavas de final da Libertadores contra o Guaraní paraguaio (0-2), não poderá nem disputar o jogo de volta nesta quarta-feira, nem o primeiro confronto de uma eventual quarta de final.

A decisão em questão não foi publicada pela Conmebol, mas há fortes indícios de que a formação competente para apreciar o litígio tenha entendido que houve agressão (suspensão mínima de três partidas), e não conduta antidesportiva contra rival (suspensão mínima de uma partida).

A questão é saber (i) se o trança-pé em questão mereceu punição com cartão vermelho e, mais do que isso, (ii) se o ato configurou agressão contra o zagueiro tricolor.

Respeitadas as opiniões divergentes – e sem discutir a polêmica expulsão -, parece desproporcional enquadrar como agressão o toque (desleal, é verdade) de Emerson em Tolói, cuja simulação logo após o lance, em contrapartida, passou despercebida tanto pelo árbitro do jogo, quanto pelos julgadores da Confederação sul-americana.

As mortes de Jobson

Satiro Sodre/SSPress

Satiro Sodre/SSPress

Se confirmada, a suspensão de quatro anos imposta pela FIFA ao atacante Jobson, cocainômano confesso, decreta a provável morte esportiva, mas também a possível morte social, do ser humano que até semana passada dava mostras de recuperação com a camisa do Botafogo.

A sanção foi motivada pela recusa do jogador, que é reincidente, em submeter-se a um controle antidoping quando tentava liberação para retornar ao Brasil, mas ainda estava vinculado ao clube saudita Al-Ittihad: em resumo, as regras internacionais aplicáveis à matéria presumem culpado o atleta que se nega reiteradamente a cooperar com a fiscalização antidoping.

Tanto o rigor da sanção de quatro anos, quanto a integridade discutível da entidade responsável por sua aplicação, levantam dúvidas sobre forma como a situação foi conduzida.

Ao menos por uma vez, a FIFA nada mais fez, no entanto, do que aplicar a lei. No caso, o Código mundial antidoping (CMA), cuja aplicação é global e cujas regras sequer são, aliás, obra da entidade de cúpula do futebol mundial.

Se a FIFA lavou as mãos e parece ter jogado às traças o atacante brasileiro, praticamente todas as outras grandes federações internacionais teriam, ao menos em tese, agido da mesma forma, posto que igualmente signatárias do código em questão.

O caso Jobson deve, portanto, servir menos como motivo para repreender a FIFA, e mais como ocasião para discutir modificações no sistema antidoping em vigor: chegou a hora de diferenciar o dependente químico viciado nas chamadas drogas sociais do atleta que faz uso de substâncias ilícitas em busca de melhor rendimento esportivo.

De toda forma, a decisão da FIFA não é definitiva, já que ainda cabem recursos a outro órgão da entidade e ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). A defesa do atacante deverá, inclusive, interpor nos próximos dias recurso com pedido de efeito suspensivo.

Em tempo: o código antidoping não contempla expressamente uma redução de pena na hipótese de utilização de drogas sociais, mas o TAS já procedeu, em casos anteriores, a uma “análise de proporcionalidade”, que poderia contribuir com a defesa do atacante. De modo que, se a absolvição do jogador é improvável, é possível vislumbrar uma redução da sanção.

Federação paulista, muito prazer: este é o código de arbitragem da FIFA

Mesmo sem ver “nada de errado”, o coronel Marcos Marinho decidiu acatar a recomendação da FIFA. Diferentemente do que ocorrera até agora, os árbitros que apitarão as decisões do Paulista não exibirão em seus uniformes a marca do patrocinador do Palmeiras, finalista contra o Santos.

O chefe de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol) é, vale lembrar, a mesma pessoa que, dias antes, afirmara erroneamente ao ESPN.com.br que “a FIFA faz o que quiser com os campeonatos dela, com os da federação paulista é a gente que resolve”.

A despeito da opinião do coronel Marinho, a proibição em questão, tão lógica quanto tardia, é antes de tudo medida de bom senso.

Uma noção que, não em todos os casos, mas certamente neste, até se confunde com senso comum, tamanho o equívoco que é permitir, tanto no futebol quanto na vida, que julgador e julgado vistam a mesma camisa: sempre que isto ocorrer, estará instaurado um conflito de interesses.

Não bastou, contudo, a pressão da imprensa, nem a reclamação dos rivais: a federação paulista só cedeu após ser comunicada pela CBF de notificação endereçada pela FIFA, cujo regulamento aplicado à arbitragem é claro ao vedar que o mesmo patrocinador anuncie sua marca nas camisas dos apitadores e de ao menos um dos clubes envolvidos em uma partida (art. 15.3). A norma em questão ainda estabelece que, não havendo conflito de interesses, o anúncio deve ocupar, contrariamente ao que ocorria em São Paulo, apenas as mangas do uniforme (art. 15.2).

A possibilidade é remota, mas é permitido sonhar que o episódio sirva para que dirigentes paulistas e de outros Estados passem a acreditar que certas reivindicações da opinião pública futebolística não são tão insensatas quanto podem parecer.

Como isto não deve ocorrer, resta ao menos a certeza de que, agora, a FPF já conhece o regulamento de arbitragem da FIFA.

Fekir: filho de argelinos, mas francês

Foto: AFP

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Nabil Fekir, filho de argelinos nascido em Lyon, anunciou, após seis meses de novela, que sua nação esportiva será a França.

A escolha feita pela principal revelação do Lyon (11 gols e 7 assistências), líder improvável do Campeonato Francês a dez rodadas do final, põe fim a um dilema que extrapolou a esfera pessoal e despertou interesses diversos.

Tudo começou quando o atacante de 21 anos passou a ser cortejado por Christian Gourcuff, técnico da seleção do norte da África, e cogitado por Didier Deschamps, comandante da equipe francesa.

Enquanto o pai do atacante nunca escondeu o sonho de vê-lo com a camisa argelina, a reveleção do ano na França já anunciara que tomaria uma decisão apenas neste mês de março.

O caso ganhou contornos ainda mais polêmicos após o técnico da seleção argelina ter revelado que, por telefone, Fekir teria manifestado na última sexta-feira o desejo de defender a antiga colônia francesa.

Especula-se que o jogador – que não nega o telefonema, mas seu teor – poderia ter mudado de ideia por razões menos sentimentais do que racionais, como a perspectiva de maior projeção profissional, seja em termos esportivos (perspectiva de disputar títulos com os Bleus) ou sobretudo econômicos (valorização em negociações futuras por atuar pela França).

Não por acaso, Jean-Michel Aulas, executivo que preside o Lyon, foi, aliás, um dos que apoiaram abertamente e aplaudiram a escolha de seu jogador.

Por essas e outras, o desfecho do caso desagradou a muitos na Argélia: se a imprensa local tratou-o, entre outros termos mais pesados, de vira-casaca, a federação daquele país anunciou no último sábado a intenção de criar uma comissão que poderia banir todo atleta que “afronte a imagem da seleção argelina”. Uma seleção que, por razões afetivas ou oportunismo, é sistematicamente composta por franco-argelinos (14 dos 23 convocados para o último Mundial nasceram na França).

A situação de Fekir é ainda mais curiosa pois as regras da FIFA não impedem que o jogador mude de ideia futuramente: em casos envolvendo atletas com mais de uma nacionalidade estatal, a escolha efetiva da chamada nacionalidade esportiva opera-se apenas no momento da primeira convocação para uma partida oficial. Em outros termos, nada o impediria Fekir de disputar todos amistosos preparatórios para a Eurocopa 2016 com a França, que sediará o evento e não disputará as eliminatórias, antes de passar a defender a Argélia.

A possibilidade descrita acima parece, por si só, pôr em cheque a sistema atual, que abre margem a derivas relacionadas à fixação da nacionalidade para o futebol: em nome da integridade das competições entre nações, o fenômeno da plurinacionalidade não pode se tornar um trunfo para que a escolha por uma ou outra seleção seja definida por interesses alheios ao esporte.

Em tempo: uma entre muitas sugestões seria estipular que a disputa de partida oficial por uma seleção de base já é suficiente para determinar a nacionalidade esportiva de um jogador.