1. Não se deve convocar atletas para um Mundial de acordo com seu mapa astral. Raymond Domeneck pagou caro por sua astrologia barata. A França foi eliminada precocemente na Copa da África e Domeneck desapareceu do mapa futebolístico mundial. Terá ido – disfarçado de guru – para o interior da França confeccionar mapa astral para turistas?
2. Que tal colocar os grandes clássicos para o final do Brasileirão em 2011? Quem sabe, assim, o tal “entrega-entrega” vai parar um pouco. Esta marmelada toda já cansou. Tem gente torcendo o nariz para o futebol no Brasil. E não é para menos. Do jeito que vai, vale muito mais investir o tempo livre num teatro ou cinema que prestigiar esta marmelada que virou o Brasileirão.
3. Alerta psicológico e emocional para o Timão na Libertadores. Quantas vezes – nos últimos anos – escrevi sobre a necessidade do Corinthians desenvolver um trabalho sério nas áreas psicológica e emocional? A Libertadores virou – há muito tempo – uma obsessão ao clube de Parque São Jorge. Querer é poder? Sim, basta fazer!
4. Mano e Ney Franco representam a renovação completa em nosso futebol. Ambos contam com minha torcida, admiração e fé que muita coisa boa virá por aí. Juventude, modernidade e capacidade. Esta química nos trará alegrias num futuro próximo!
5. Vamos apoiar nosso Rugby? Iniciativas publicitárias brilhantes estão sendo criadas para apoiar o crescimento desta modalidade esportiva no Brasil. Uma verdadeira aula de imagem e profissionalismo na divulgação. Parabéns a todos os responsáveis!
6. Venceu o Mundial a Seleção que mais apoiou psicologicamente seus atletas. A Espanha conta, já há algum tempo, com um brilhante departamento de Psicologia Esportiva em todas as categorias. Inclusive na profissional. Qualquer semelhança, acreditem, não será mera coincidência!
7. O São Paulo Futebol Clube precisa renovar sua diretoria urgentemente. A equipe do Morumbi entrou num perigoso vício político e administrativo que – se não for alterado em breve – produzirá novos “2010s” para sua torcida. Já o Palmeiras está à deriva em todos os planos possíveis e imagináveis. O Kléber é, ainda, o grande comandante do clube. Ele e o Valdívia mandam mais que toda direção junta. Uma nova e jovem ala tenta assumir o poder. Será que vão deixar?
8. Está mais que na hora de Luxemburgo e Felipão reverem suas metodologias de trabalho e gestão de conflitos nas equipes. Afinal, o que era indicado e produtivo 8 ou 10 anos atrás, não necessariamente funcionará nos dias atuais.
9. O caso Bruno ganhou repercussão mundial. O goleiro que teria imensas chances de ser o titular de nossa Seleção na próxima Copa está atrás das grades acusado de seqüestrar a ex-amante. Dinheiro, fama, sexo, poder, mídia, ganância, falta de limites e ausência de orientação psicológica e familiar resultaram em tragédia. A página mais triste do ano, sem dúvida!
10. Tomara que, em 2011, a Fórmula 1 seja competitiva, emocionante e justa. Que as marmeladas feitas pela Ferrari sirvam de lição para os engravatados diretores da FIA. Punição severa (eu disse “severa!”)e um pouco mais de ética dentro e fora das pistas não farão mal a ninguém. Muito pelo contrário!
11. Parabéns ao Muricy Ramalho – “Mister Brasileirão”. A Sebastian Vettel, um garoto talentoso, forte mentalmente e arrojado nas pistas. A Roger Federer e Rafael Nadal que, entra ano, sai ano, continuam ali, disputando os principais títulos do tênis mundial. A César Cielo, que teve a coragem e o despojamento de se afastar dos políticos que nunca o auxiliaram em nada e sempre exigiram ser fotografados ao lado de nosso campeão a cada nova conquista. Por fim e não menos importante, a todos os amigos, colegas de profissão e de batalha por uma Psicologia do Esporte decente e reconhecida no Brasil.
Feliz Ano Novo a todos os que me acompanhar neste blog e amigos da Ge.Net.
Estarei de férias até o dia 6 de janeiro.
Grande abraço e até por lá!
Faleceu, aos 83 anos, Enzo Bearzot. O ex-treinador da Itália foi o comandante que mais jogos dirigiu a seleção Azzurra. Entre eles, as sete partidas que concretizaram o título Mundial na Copa de 1982 disputada na Espanha e de dolorosas lembranças para o povo brasileiro.
E o prêmio Brasil Olímpico – novamente – coroou um monte de promessas, idéias, projetos e planos mirabolantes e estratosféricos para mudar o status do esporte no país.


Amigos, acompanhem as sábias declarações do Muricy sobre o trabalho psicológico nos times de futebol. Quem sabe os dirigentes acordam para esta realidade.
