Psicologia Esportiva no Ituano Futebol Clube

Amigos, gostaria de informar a todos que acertei um contrato de trabalho com o time do Ituano Futebol Clube para o Paulistão 2011.

Um projeto arrojado que conta com o apoio da direção do clube e de toda Comissão Técnica – além do treinador Sérgio Ramirez.

Fiquei muito contente em encontrar dirigentes e profissionais da área de saúde com uma visão extremamente moderna e empreendedora na preparação esportiva.

O desafio será grande e conto com o apoio e a torcida de todos vocês!

Abraço a todos e obrigado pela compreensão.

Esporte a dois


A correria do dia a dia é quase sempre cruel quando o assunto é a qualidade na convivência afetiva. Horários desencontrados, cansaço, estresse e falta de tempo são os principais vilões dos casais que, na maioria dos casos, se comunicam através de emails e bilhetes.

A possibilidade de praticar uma modalidade esportiva a dois tem sido a grande saída para os enamorados que – em meio a tanta correria – deixam de compartilhar momentos saudáveis e prazerosos.

Além de todos os benefícios físicos e hormonais, a prática da atividade física realizada com o(a) parceiro(a) possibilita o lazer lúdico e o ganho de saúde – além de produzir estados de relaxamento, prazer e alegria devido ao aumento da endorfina no sistema orgânico.

Há dois meses atesto os imensos benefícios de praticar aulas de Pilates com minha esposa sob a orientação da competente e querida professora Walkiria Bozzi.

Os casais, com o tempo, tendem a deixar de lado os momentos lúdicos, engraçados e divertidos. Em geral, naufragados pelas contas, pressões e demandas profissionais e familiares, não encontram maneiras para deixar um pouco de lado as tarefas e responsabilidades – sempre presentes na rotina do relacionamento.

O importante é um dar força para o outro. Especialmente naqueles dias em que a preguiça tende a imperar – vale muito aquele incentivo e motivação para levantar do sofá e se preparar para a aula.

Por outro lado, deve-se tomar muito cuidado com a possibilidade de dependência na prática do exercício físico. Em alguns momentos – por conta de diversos fatores – possivelmente um dos dois não poderá comparecer na aula. O que ocorre, na maioria dos casos, é a desistência daquele(a) que iria sozinho com a desculpa (quase sempre em boa hora) de que ficou com preguiça ou acabou dormindo.

A atividade física deve ser, antes de tudo, uma opção e decisão individual que, realizada a dois, com responsabilidade, segurança e prazer tende a gerar ainda mais benefícios para o casal.

É muito importante que o casal tenha os mesmos cuidados com o corpo, aparência, saúde e autoestima elevada. Até porque, quando estamos bem internamente, certamente haverá reflexo positivo na relação. Afinal, o processo de amar o outro passa – inevitavelmente – pelo cultivo e desenvolvimento do amor próprio.

Dar o primeiro passo na direção de uma prática esportiva a dois é sempre o momento mais difícil de ser vencido. A partir do instante em que o casal se permite esta experiência e a cultiva aula a aula, sentirá os benefícios inegáveis desta experiência agradável e que tantas emoções e sensações positivas agrega para o convívio diário.

Atendo em minha clínica, casais que buscam preparação psicológica para encarar maratonas longas e difíceis. O curioso é que alguns deles relatam que os filhos se encantaram pela prática da corrida e, sempre que possível, realizam treinamentos em família – de acordo, claro, com a resistência e possibilidade física de cada um.

O importante é descobrir que não apenas um belo pacote de pipoca para assistir um filme bacana represente a única chance de convivência e lazer de um casal. Que tal começar com uma caminhada leve, num parque, observando a paisagem e sentindo o corpo despertar?

Basta começar!

O Rio em luto e a Gávea em festa

500 mortos. Este é o balanço parcial das chuvas no Estado do Rio de Janeiro que protagonizaram a maior catástrofe natural do Brasil. Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e boa parte da região serrana vivem uma tragédia sem precedentes por conta das enchentes que tomaram conta de suas comunidades. Cadáveres são empilhados em escolas e pequenos centros de atendimento – já que não há espaço para acondicioná-los adequadamente. Bebês, crianças, adultos e idosos foram arrastados pela força das águas e deixaram famílias desoladas – em sua maioria, sem casa, água, luz e condições básicas de sobrevivência.

Numa distância de 180 quilômetros, na capital carioca, a festa na Gávea foi digna de um carnaval antecipado. Ronaldinho Gaúcho chegou para receber quase 2 milhões de reais por mês, exigiu um camarote no Engenhão para sua família assistir os jogos do Flamengo e viverá numa cobertura que é praticamente um castelo alado. Festas, juras de amor ao clube carioca, discurso emocionado e uma multidão inflamada tomou a Gávea para dar as boas vindas ao craque.

Acreditem: tudo isso aconteceu no mesmo dia, na mesma hora e no mesmo Estado.

Dizem que o Brasil é o país dos contrastes, mas não precisava exagerar, certo?

Um pouco mais de respeito, educação e cidadania não faz mal a ninguém. Todos nós podemos ajudar às vítimas deste desastre. Depósitos, envio de alimentos e todo tipo de solideriedade é bem vindo!

E, por favor – cariocas – não se sintam ofendidos com este post. Apenas ajam com empenho e foquem mais naqueles que precisam de atenção e apoio neste momento.

O Ronaldinho pode ficar para depois…

Falta de critério, informação e bom senso!


Amigos, há tempos que estou para escrever sobre a falta de informação, conhecimento, ética e bom senso de alguns professores e preparadores físicos.

No dia a dia do meu trabalho clínico, escuto relatos sinistros de atletas sobre a ignorância na conduta de alguns profissionais da área da saúde e do treinamento desportivo.

A grande questão é que as faculdades de Educação Física proliferam como pragas neste país e o nível de ensino está abaixo da crítica.

Pior: quase nenhuma delas tem – na grade de disciplinas – a Psicologia do Esporte. As poucas que contam com a matéria não exploram os temas que auxiliariam e enriqueceriam a formação dos alunos.

Outro dia fiquei sabendo que algumas faculdades de Educação Física oferecem a Psicologia do Esporte apenas como nome. Na prática, o que os alunos lêem e aprendem é sobre as fases do desenvolvimento humano na ótica da Psicanálise e também um tanto sobre a história da Psicologia. E aqui pergunto: o que, de fato, agregará em termos informativos a um educador físico saber que uma criança passará pelas fases oral, anal e erótico-fálica?

Não seria mais produtivo e recomendável que os futuros professores aprendessem um pouco mais sobre as emoções dos atletas, contatos com os pais, motivação, concentração e ansiedade pré-competitiva? A resposta me parece óbvia.

Fico sempre muito contente quando – em minhas atividades de ensino na área da Psicologia do Esporte – surgem educadores físicos buscando o melhor aprimoramento profissional. Sinal que a demanda existe e que muitos professores da área se preocupam em oferecer um trabalho mais completo e profundo.

Recebo muitos emails de pais de crianças praticantes de esporte que relatam péssimas condutas de treinadores e professores por este país. Atletas reclamam de preparadores físicos que – no auge da soberba – insistem em não escutar as queixas de sobrecarga nos treinamentos. Afinal, a cultura norte-americana do ‘treinar até morrer’ tem que ser colocada em prática doa a quem doer. Ninguém quer saber de adaptação, prazer na prática esportiva e programação de metas nos macro e microciclos de treinamentos.

Amigos, eu tinha um professor de cursinho que dizia: “enquanto você está andando, tem sempre um japonês estudando”.

E quer saber? Ele tinha razão.

A vulgarização de um craque

E pensar que Ronaldinho poderia ter evitado todo este circo (?) Craque de um talento ímpar, o jogador já recebeu riachos, rios, mares e oceanos de dinheiro nestes últimos 13 anos de carreira. Era a hora dele poder escolher onde jogar. Rever e finalizar uma pendência antiga com o time do Grêmio – que o revelou para o mundo do futebol e que o craque virou as costas de uma maneira pouco indicada.

Amigos, a capitalização do nosso futebol ultrapassou todos os limites. Não há mais espaço para amadorismos neste meio que é implacável com os que nele ainda não aprenderam a lidar.

Ronaldinho Gaúcho não comprou apenas a antipatia eterna dos tricolores gaúchos. Além dos gremistas, acreditem, todas as demais torcidas do país (com exceção dos flamenguistas que acompanharão de perto o futebol do atleta) olharão o craque com desconfiança e completa ausência de admiração.

O amor e a reverência pelos clubes de origem viraram romance de folhetim. O que importa, atualmente, é quem paga mais.

A falta de profissionalismo de seu irmão e empresário, Assis, provocou um prejuízo (moral) sem precedentes para o jogador. Em todo este imbróglio, o que mais lamento é o triste espetáculo de um leilão descabido protagonizado por um atleta que sempre manteve uma boa relação com seu país. Andrés Sanches, presidente do Corinthians, chamou o dirigente italiano do Milan de “171” e disse que pagaria um milhão e oitocentos mil reais mensais para Ronaldinho.Gente, o que é isso? Que cifras são estas? Em que mundo vivemos? Com exceção de alguns políticos, quem recebe um milhão de dólares por mês neste país? Por que a esmagadora maioria dos clubes brasileiros são deficitários e, quando surge a possibilidade da chegada de um atleta famoso, várias empresas se unem para pagar o salário do atleta? Alguns dirão que o marketing esportivo aguarda o momento certo para entrar em campo e estão corretos. Por outro lado, se estas fortunas surgem tão facilmente, não seria a hora dos grandes clubes reverem suas estratégias?

Não posso (nem consigo) acreditar que Ronaldinho estivesse fazendo firula fora de campo para escapar da pré-temporada dos clubes e ingressar na equipe próximo do início dos torneios regionais. Seria muito pequeno para a grandiosidade de seu futebol e significado para o povo. Por outro lado, amigos, não duvido mais de nada. Só sei que mesmo diante da torcida do Flamengo, Ronaldinho vai precisar mostrar uma bola muito maior do que aquela que vinha apresentando no Milan. Do contrário, as chuvas de pipocas e moedas serão as grandes protagonistas dos estádios em 2011 por onde passar o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho.

Não precisava nada disso, certo?

Ronaldinho paga alto pelo amadorismo administrativo

AFP

afp

A indefinição do futuro de Ronaldinho Gaúcho é uma novela sem data para terminar. O Grêmio armou uma tremenda festa no estádio Olímpico – convocou banda de rock, colocou caixas de som e preparou a cerimônia de apresentação do craque como um dos maiores eventos de sua história. O problema é que o contrato não estava assinado e o silêncio foi mantido nas arquibancadas e cadeiras cativas.

Este caso revela aquilo que – em menor grau – passa muitas vezes despercebido da opinião e do conhecimento do grande público: a péssima condução dos empresários e familiares dos jogadores de futebol quando o assunto é a iminente e milionária transação com outro clube.

No entanto, o caso de Ronaldinho extrapolou todos os limites deste amadorismo descabido e inexplicável. Enquanto a mídia bombardeia informações sobre as equipes interessadas no futebol do astro – as fotos de Ronaldinho em jantares, baladas e praias não param de ser publicadas.

Ora, me parece óbvio que os torcedores dos clubes interessados estejam preocupados com a possível repercussão que a vinda do jogador causará na rotina de trabalho das equipes. A se começar com o valor salarial que Ronaldinho deverá receber. A bagatela de dois milhões de reais por mês é o valor anunciado para a equipe que quiser contar com o talento de Gaúcho.

A questão financeira é extremamente delicada e, se não for bem administrada internamente, não raro gera divisões internas nos times. Afinal, o que dirá e sentirá um atleta que ganha seus 30 ou 40 mil reais e que sua a camisa daquele clube durante muitos anos e, de um dia para o outro, passa a conviver (dentro e fora de campo) com um atleta que ganhará 50 vezes mais que ele? É inevitável que as cobranças surjam também dos próprios colegas de trabalho. Aliás, pressão não faltará para Ronaldinho. Seja no sul ou sudeste, o destino do atleta certamente lhe reserva grandes emoções e muita dedicação.

Ronaldinho faz juras de amor ao Grêmio. Pelé já disse que “se ele amasse tanto assim o time gaúcho, jogaria até de graça”. O fato é que, a cada novo minuto de indefinição, quem perde é o próprio atleta que, por mais milhões mensais que venha a receber, terá uma conta emocional bem maior que virá de todos os lados. E aqui, amigos, confesso que tenho minhas dúvidas se ele está preparado e no melhor de sua forma física e técnica para arcar com as cobranças que ali na frente o aguardam.

Vale Tudo: Ronaldinho, Odete Roitman e Felipe Melo

Amigos, o suspense envolvendo o futuro do Ronaldinho está bem parecido com o desfecho da novela “Vale Tudo”, da Rede Globo. Na época, a pergunta que não queria calar era: “quem matou Odete Roitman?”.  Muros pixados, conversas de bares e dúvidas fugazes.  Este era o panorama que monopolizou a opinião pública por várias semanas.

Atualmente, o drama mexicano (ou novela grega) que está o impasse na vida de Ronaldinho desenha (mais uma vez) uma pintura de cores exageradas para ocupar os espaços com poucas notícias nos jornais e na televisão neste início de ano.

Sites fazem cobertura ao vivo das coletivas de Ronaldinho. Relatam a condição climática, o número de pessoas presentes, cada respiração do craque é descrita nos mínimos detalhes. Tudo para dar ares ainda mais dramáticos nesta definição que – a cada dia – parece ganhar ainda mais forças na própria indefinição.

Gremistas fazem passeatas e exigem que o craque honre a camisa do tricolor gaúcho. Palmeirenses torcem pela chegada do jogador e muitos atletas alviverdes já confirmaram que ele, sozinho, não resolverá o problema do grupo. O Flamengo ainda tenta as últimas cartadas para ter o jogador na Gávea. A presidenta Patrícia Amorim precisa fazer algo para agradar a torcida. Seu poder, agora, ficou delegado ao duvidoso “projeto Luxa”.  Ronaldo, no Corinthians, aconselhou Ronaldinho a vir para o alvinegro de Parque São Jorge. A rescisão de contrato com o Milan está acertada e o leilão, agora, está aberto a todos os pretendentes. Quem der mais, leva! E por favor, façam isso logo que já não agüento mais abrir os jornais todos os dias e ver o craque em Santa Catarina curtindo a noite enquanto espera a melhor oferta.

Felipe Melo – outra vez!

E não é que Felipe Melo teve outro rompante de agressividade no campeonato italiano? Pois é. Aos 16 minutos do primeiro tempo, o volante brasileiro que atua na Juventus sofreu uma falta e, em mais uma atitude primitiva, deu uma ‘carinhosa’ botinada na cara do adversário. Conclusão: cartão vermelho na hora! E pensar que este jogador era o “homem de confiança” do Dunga na Copa da África. Não poderia dar coisa boa, mesmo.

Fora das quatro linhas, uma ciência inteira a serviço dos clubes que tem sido pouco (ou nada) utilizada. A Psicologia do Esporte aguarda, apenas, que os senhores do futebol contabilizem os prejuízos que seguidamente acumulam por conta do desequilíbrio emocional individual e coletivo de seus atletas. Aí, quem sabe, olharão para o lado e conhecerão um importante antídoto para este agente corrosivo. Até lá, patadas e títulos perdidos continuarão ocorrendo. É aquela velha história: “em terra de cego, quem tem meio olho é Rei!”.

2011 com cobra coral na Argentina – Luxa e seus projetos e muita falação!

Amigos, em primeiríssimo lugar, desejo a todos um Feliz 2011! muita paz, luz, saúde e grandes realizações para todos nós!

Estive uns dias em Buenos Aires na virada do ano (acho que tinha mais brasileiro por lá que no próprio Brasil)e o desfile das camisas de futebol era impressionante.

Em meio a corintianos, palmeirenses, flamenguistas, sãopaulinos e torcedores de grandes clubes, encontrei um fanático torcedor do Santa Cruz (Bruno) enquanto tomava um cafezinho naqueles antigos e charmosos bares portenhos.

Todos sabem de minha imensa simpatia por este time do Nordeste. E não é de hoje! Desde os bons e saudosos tempos de Levir Culpi, Givanildo e os atacantes Nunes (depois campeão mundial com o Flamengo) e o folclórico Fumanchu (este era figurinha carimbada no meu time de botão do santinha) que o Mundão do Arruda sempre atraiu minha especial e carinhosa atenção.

Tomara que 2011 seja mais produtivo e próspero para o Santinha. Meus amigos dos Correios de Recife e da imensa torcida do tricolor local merecem alegrias e renovações. O Santa Cruz é muito grande e voltará a seu lugar de direito.

O Projeto de Luxa

Entra ano, sai ano e ainda tem gente colocando fé nos tais “projetos Luxemburgo”. Desta vez, mandou a presidente Patricia Amorim demitir meio clube, desligou atletas e instaurou o que já é conhecido por todos no Brasil como o “Projeto Luxemburgo”.

Profissionais de várias áreas da saúde foram afastados por Luxa. Entre eles, Paulo Ribeiro, psicólogo do esporte de altíssimo gabarito , com mais de 20 anos de clube. Até quando as agremiações ficarão reféns dos treinadores? Está na hora destes senhores se adaptarem às estruturas e não colocar tudo abaixo na hora que chegam, fazer dívidas imensas com rescisões contratuais e após perder 3 ou 4 partidas, deixam os clubes cheios de dívidas e sem profissionais a altura de suas histórias.

Juan: jamais esqueci o São Paulo

O ex-lateral do Flamengo foi mais um dos desligados do elenco por Luxa. Fazendo juras de amor ao tricolor paulista, Juan disse que “jamais esqueceu do São Paulo” -  clube que o revelou para o futebol e que o receberá de braços abertos em seu retorno à capital paulista.

Já estou achando que jogador de futebol é como coração de malandro – ama várias mulheres ao mesmo tempo. Só pode ser isso!

E assim vamos! Abração e até a próxima.